Surgimento de ferramentas online auxilia investidores e profissionais tributários

Os últimos meses foram de mudanças pontuais nos impostos e um aumento sem precedentes de investidores. Novos desafios irão surgir

13/10/2021 às 11:00
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Os últimos meses foram de mudanças pontuais nos impostos e um aumento sem precedentes de investidores. Novos desafios irão surgir

O ano de 2020 e boa parte de 2021 foram de grandes desafios para a sociedade, que teve que encarar um novo paradigma e se adaptar no trabalho, nas relações sociais e até na forma de sair na rua. Para os especialistas em Direito Tributário a disrupção da normalidade foi ainda maior.

Assim como em diversos outros países, as empresas no Brasil ganharam um pequeno respiro, com impostos federais, estaduais e municipais podendo ser adiados ou até suspensos. Isso, claro, gerou muitas dúvidas e a necessidade de contadores e advogados ficarem atentos quanto às possibilidades.

As dúvidas também se estendem para o Imposto de Renda, que além de ter tido seu prazo de declaração adiado por dois meses, agora passa por uma discussão sobre alteração de algumas cláusulas. 

Desde o aumento da isenção até a possibilidade de financiar o novo Bolsa Família (chamado de Auxílio Brasil) com mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 

Além dessas alterações, os últimos dois anos solidificaram um fenômeno que vinha se desenhando: a educação financeira dos brasileiros melhorou. A informação tornou-se mais acessível com o surgimento de influenciadores sobre investimentos, economia doméstica e economia em geral, aplicativos ajudaram na simplificação da linguagem e grandes corretoras com suas plataformas online ganharam de repente centenas de milhares de clientes.

Por essas mudanças ter o acesso a uma calculadora de IR com a oferecida pelo Bússola do Investidor é ideal para não perder nenhuma informação e possuir pelo menos uma boa ideia de qual será o montante devido e até se é possível ter uma restituição.

Novos investidores precisam tomar cuidado com particularidades de cada investimento

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) superou a marca de 3 milhões de CPFs cadastrados em junho de 2021, um aumento de 45% em relação ao ano anterior. O valor alocado cresceu de forma marcante: 54,8% nesse mesmo período, alcançando os 545 bilhões de reais. 

Por um lado, esses números são muito positivos, já que aos poucos o brasileiro tem mais confiança no mercado financeiro e nas possibilidades de investimento – mesmo com uma economia ainda fragilizada – saindo da tradicional poupança, que chega a render de forma negativa.

Por outro lado, há ainda um vácuo de informações que pode ser bastante prejudicial. Apesar da citada facilidade de acesso às notícias e o que é necessário para investir, ainda é preciso fazer mais para que investidores percebam, por exemplo, suas obrigações com impostos.

Essa entrada em grandes volumes na Bolsa muda o perfil dos investidores, que passam de pessoas com grande experiência para novatos que podem achar que é preciso colocar o dinheiro na plataforma, que ação é a melhor para investir e achar que é isso.

Não ajuda também o fato que cada tipo de investimento gera um comprometimento diferente. Por exemplo, é preciso pagar imposto no mês seguinte à venda de ações. Se a operação foi de day trade, que é quando você compra e vende uma ação no mesmo dia para aproveitar uma oportunidade de mercado, o imposto sobre ganho de capital é de 20%. Se é uma operação comum, o valor é de 15%. Os prejuízos também precisam ser informados na declaração e é preciso descontar os “dedo-duro”, que são retenções de impostos feitas já na plataforma no momento da negociação.

Isso só com ações. Quando entram os fundos de investimento há outras séries de particularidades. Investimentos em renda fixa acima de 140 reais precisam ser declarados e as cotas dos fundos imobiliários estão sujeitas a uma alíquota de 20% sobre um eventual ganho líquido no momento da negociação das cotas.

A questão dos dividendos é outra que irá enlouquecer os contadores e quem lida com direito tributário. Depois de muito tempo sem cobrar imposto sobre eles, é provável que eles sejam cobrados a partir de 2022, mas não com 20% como proposto pelo governo e sim 15% depois de ajuste feito na Câmara dos Deputados.

Por isso tudo ter a ajuda de uma calculadora de IR, ainda mais uma que é especializada em investimentos e todas essas nuances e particularidades é importante tanto para os investidores comuns como para qualquer profissional que trabalha com tributos e quer ter acesso fácil à informação e a ferramentas que ajudem nos cálculos.

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Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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