1 A RELAÇÃO ENTRE A ECONOMIA DE MERCADO E A CENTRALIZADA
Segundo Marco Antônio Sandoval de Vasconcellos bacharel, mestre e doutor pela USP, professor do Departamento de Economia da FEA/USP, em sua obra Economia micro e macro, afirma que para que haja a estruturação do sistema econômico faz-se pertinente a existência de organizações que promovam tal evento. Nesse sentido, o estudioso aplica a distinção de duas vertentes denominadas economia de mercado e economia centralizada, para o autor a primeira indica que o proceder econômico é configurado por empresa privadas, prontamente, a atuação governamental é mitigada na situação deixando o mercado livre para as demandas sociais. Em contrapartida, a economia centralizada busca a estatização do sistema econômico de determinado país, buscando mover a economia, com isso, além de seu compromisso com os bens econômicos, o estado deve preocupar-se que tais bens em suas mãos leva o mesmo a ser intimado a usar os supracitados capitais a favor da população, por meio de investimentos nos serviços públicos, como segurança, saúde e educação. Posto isso, a economia planificada esta correlacionada aos bens públicos os quais em sistemática devem promover o bem-estar social, sendo tal princípio a principal função do estado de acordo com o filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, que participa da tradição da teoria crítica e do pragmatismo, sendo membro da Escola de Frankfurt. O mesmo se dedicou ao estudo da democracia, evidenciando que o principal compromisso do Estado com seus cidadãos é a promoção do bem-estar social, neste segmento, é evidente que na economia centralizada os meios econômicos devem ser direcionados também a essa promoção do bem- estar dos indivíduos.
Diante deste princípio de organizações econômicas, é de grande relevância citar o filósofo e economista britânico nascido na Escócia, Adam Smith, pai da economia moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. O referenciado economista em seu livro A Mão Invisível retrata a mão invisível do mercado, ou seja, a configuração que elabora condutas econômicas sem interferências externas ao mercado. Assim, o próprio mercado irá gerar um equilíbrio no que tange a oferta e demanda, criando assim uma alocação de recursos que virá a beneficiar toda a sociedade. Soma-se a isso, o autor busca indicar que o egoísmo guiar ao indivíduo ao maior lucro ou a compra de algo mais barato, com isso, essa objetivação egoísta acaba ajudando a economia ser mais eficiente e justa. Neste segmento, a mão invisível irá propiciar o preço e as quantidades ideias. Entretanto, há casos que a mão invisível não porta-se presente, um grande exemplo é a criação de monopólios, onde para a regulamentação desta problemática é necessária à atuação estatal. Além disso, é necessária a atuação estatal quando o mercado não leva em consideração as externalidades, como uma empresa que dissemina restos de substância de uma determinada fábrica em um rio, neste caso, faz-se pertinente a presença do estado para manusear a área. Nos casos de atuação governamental em consonância ao mercado configura-se a economia de mercado mista.
Ante ao exposto, ambas as organizações econômicas detêm o domínio da sociedade em suas variantes, como saúde, educação, dentre outros aspectos. Em vista disso, é necessário dizer que a atuação governamental é de grande importância seja ela com grande destaque ou amenizada, posto que é necessário pôr um limite de mercado em vista da escassez e nas ramificações de desigualdades dentro da sociedade.
2 PROBLEMAS ECONÔMICOS FUNDAMENTAIS E A ESCASSEZ DE RECURSOS PRODUTIVOS
Os referenciados tópicos econômicos fundamentais atuam como uma seleção de mercado, ou seja, quais bens de consumo ofertará um melhor retorno dentro de determinada sociedade, posto que sem tais ponderações nas produções a conduta torna-se excessiva, gerando danos aos recursos naturais. Parafraseando Vasconcellos (2006), estes tópicos são definidos como:
2.1 O que e quanto produzir: está correlacionado aos bens de consumo e bens capitais, ou seja, equaliza um sistema de análise do que será mais viável para fornecer a sociedade;
2.2 Como produzir: este meio está vinculado a eficiência de produção, tal segmento exige encaminhamentos da mão-de-obra e outros meios para a estruturação dos serviços e/ou produtos;
2.3 Para quem produzir: este meio analisa quais os setores que serão beneficiados na distribuição do produto, prontamente, há uma destinação pré exposição dos produtos e serviços, indicando assim a sistemática de produção de acordo com a demanda (oferta e demanda).
Abaixo, o esquema proposto por Vasconcellos (2006) para melhor entendimento do sistema:
Figura 01: Sistema de escassez de recursos