O empoderamento feminino e a igualdade de gênero

Leia nesta página:

Palavras-chave:

Desigualdade, Empoderamento feminino, Igualdade de gênero, Luta

Categoria do Trabalho:

Iniciação científica

Introdução:

Durante a Revolução Industrial deu-se a grande oportunidade de construir, estabelecer e promover respeito à imagem da mulher, sua força, inteligência e capacidade de atuação e liderança em atividades tipicamente realizadas por homens. Apesar da igualdade formal entre homens e mulheres estar prevista na Constituição Federal de 1988, a igualdade material ainda se faz presente em relação a situações cotidianas e apesar das mulheres terem tidos muitos avanços em seus direitos, ainda é alarmante a desigualdade entre homens e mulheres. Diante deste breve resumo, questiona-se: Essa luta, constante e diária das mulheres desde segunda metade do século XVIII, mesmo tendo direitos garantidos em nossa Constituição, ainda se faz presente. Como estimular práticas de igualdade de gênero e fazer com que ações de igualdade sejam incorporadas definitivamente na sociedade?

Objetivo:

Analisar as ações historiográficas da luta pelos direitos e contribuir com mecanismos para estimular a igualdade de gênero.

Materiais e métodos:

O resumo se refere à pesquisa de revisão jurídico-bibliográfica, onde utilizou-se o método dedutivo de abordagem e pesquisa onde teve o propósito de estudar, compreender e esclarecer a história da luta feminina para poder responder ao questionamento referido no trabalho, qual seja: Como estimular práticas de igualdade de gênero e fazer com que ações de igualdade sejam incorporadas definitivamente na sociedade?

Resultado e discussão:

Anteriormente a Revolução Industrial, as mulheres exerciam apenas trabalhos domésticos, rurais, cuidavam da casa e educação dos filhos. Foi a partir do século XVIII, com a Revolução Industrial, que se deu o marco da luta feminina para o reconhecimento de sua capacidade física e intelectual para o cumprimento de tarefas típicas masculinas, pois até então, não haviam oportunidades em fábricas e indústrias para o sexo feminino. Com os homens, provedores dos lares, fazendo parte da Revolução, as fábricas perderam mão de obra e assim, as mulheres viram a oportunidade para abandonar a vida rural em busca de melhores condições e salários que iriam compor a renda familiar. Diferentemente do que imaginavam, sofreram abusos e não tiveram reconhecimento. Os salários eram muito inferiores aos pagos aos homens, o que garantia, às Indústrias altos lucros e mão de obra barata.

Na segunda metade do século XX a luta das mulheres fundava-se na no reconhecimento de igualdade entre homens e mulheres. Foi através de movimentos das feministas ortodoxas que além da defesa da liberdade de mercado, também lutavam por leis que as protegessem contra o assédio sexual, discriminação e outras regulações sobre direitos das mulheres. Passados mais de 200 anos, a desigualdade de gênero ainda é assunto presente e amplamente discutido. Em 2010 a ONU Mulheres e o Pacto Global elaboraram Princípios de Empoderamento das Mulheres, com o objetivo de auxiliar o meio corporativo a implementar práticas e ações que resultem na tão esperada igualdade de gênero, pois a disparidade entre os gêneros ainda é alarmante.

Conclusão:

Pode-se perceber que há muito tempo se busca a igualdade de gênero, reconhecimento e respeito às capacidades femininas, entretanto essa luta permanecerá se a educação não se fizer presente. O preconceito e a discriminação precisam ser extintos, pois tanto homens quanto mulheres possuem as mesmas capacidades intelectuais e psicológicas para exercerem trabalhos iguais e, portanto, receberem proventos iguais também. Essas práticas devem estar presentes não só nas empresas, mas também nas escolas e no dia a dia de cada cidadão. Essa valorização, essa igualdade, deve ser intrínseca, deve ter valor e significado por si só, pois homens e mulheres, são seres humanos pensantes, racionais e capazes, partes indissociáveis e complementares no Estado Democrático de Direito

Referências:

BRASIL. Constituição Federal (1988). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 10 jul. 2021.

ONU. Princípio de empoderamento de mulheres. Disponível em: http://www.onumulheres.org.br/referencias/principios-de-empoderamento-das-mulheres/. Acesso em: 10 jul. 2021.

MCELROY, Wendy. A Revolução Industrial, as mulheres e as minorias: como a ideologia suprimiu a realidade. Misses Brasil. 08 mar. 2021. Disponível em: https://www.mises.org.br/article/2937/a-revolucao-industrial-as-mulheres-e-as-minorias-como-a-ideologia-suprimiu-a-realidade. Acesso em: 10 jul. 2021.

VAGAS. Como foi a evolução das mulheres no mercado de trabalho. Disponível em: https://forbusiness.vagas.com.br/evolucao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho/. Acesso em: 10 jul. 2021.

Sobre as autoras
Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

Leia seus artigos favoritos sem distrações, em qualquer lugar e como quiser

Assine o JusPlus e tenha recursos exclusivos

  • Baixe arquivos PDF: imprima ou leia depois
  • Navegue sem anúncios: concentre-se mais
  • Esteja na frente: descubra novas ferramentas
Economize 17%
Logo JusPlus
JusPlus
de R$
29,50
por

R$ 2,95

No primeiro mês

Cobrança mensal, cancele quando quiser
Já é assinante? Faça login
Publique seus artigos Compartilhe conhecimento e ganhe reconhecimento. É fácil e rápido!
Colabore
Publique seus artigos
Fique sempre informado! Seja o primeiro a receber nossas novidades exclusivas e recentes diretamente em sua caixa de entrada.
Publique seus artigos