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Relações Sociais, Emoções e Conflitos

O trabalho traz considerações sobre como o emocional do individuo influencia na em conflitos sociais e saber lidar com isso se faz necessário para o bem estar social.

INTRODUÇÃO.

O presente trabalho tem por objetivo expor considerações acerca das possíveis ligações entre a teoria do Direito, relações sociais e a mediação e conciliação de conflitos, com enfoque nas emoções e os resultados que delas derivam, a partir da leitura da obra Consiga o que você quer de Stuart Diamond (2012).

METODOLOGIA.

Trata-se de uma pesquisa em andamento, com metodologia analítica, empírica e critica, com ênfase em fonte bibliográfica direta.

RESULTADOS.

Em princípio, é possível afirmar que as emoções têm um caráter destrutivo nas relações sociais, e que porventura disso trazem consequências jurídicas que acabam superlotando os tribunais. A fim de minimizar este fenômeno, surge a mediação de conflitos, que, no Brasil, ocorre tanto em ambientes judiciais quanto extrajudiciais. Em tais encontros, surgem ligações intensas entre a Ciência Social, o Direito e, com delicada intensidade, entre os indivíduos e suas emoções.

As emoções podem ter caráter destrutivo nas relações. Não por serem algo essencialmente ruim, mas por serem capazes de produzir tergiversação de sentidos individuais durante os procedimentos de negociação. De acordo com Diamond (2012, p. 137), as emoções podem ser sentimentos tão peculiares a ponto de interromperem o processo de escuta e encaminhar o indivíduo a uma espiral de autodestruição. Na visão do autor, a pessoa tomada pela emoção negativa não consegue mais se concentrar em suas metas e necessidades. E, por consequência do descontrole, o indivíduo acaba deixando a emoção levar o rumo da negociação, perde o foco principal, e leva-o a fazer escolhas que o distanciam do seu intuito. Estas atitudes, muitas vezes, não têm por fim beneficiá-lo, mas sim prejudicar outrem.

Um ponto de resolução bastante simples que o autor defende, mas de alta eficiência, em situações de descontrole emocional é utilizar os pagamentos emocionais (DIAMOND, 2012, p. 138).

Dentre as táticas de uso da emoção durante negociações, os pagamentos emocionais são os que têm melhor rendimento e ainda ajudam a sair da cegueira emocional. Tais pagamentos podem ser usados de diversas formas em negociações, podendo ser empregado em ameaças colaborativas, que ajudam a evitar descontrole da outra parte. Esses pagamentos servem como uma espécie de farol no caminho a ser percorrido durante o processo de negociação. Na visão do autor eles têm o efeito de acalmar a pessoa, fazendo-a escutar e fazendo-a pensar mais em seu bem-estar.

Com o intuito de ajudar o mediador, conciliador ou outrem a levar o outro a sair da cegueira emocional, a obra concede meios (DIAMOND, 2012, p. 135). Um dos modos de se fazer isso não é novo, mas sim adaptado para o intuito, que é a maiêutica socrática. Essa adaptação tem o mesmo processo da previsão original grega, mas o fim, de certa forma, é outro. No caso, é fazer com que o indivíduo sai de seu pensamento nebuloso e consiga ver novamente quais decisões são realmente racionais, através de perguntas que o levam a autorreflexão. Esse método é viável para ser usadas tanto em audiências de mediação e conciliação como em relações pessoais. Nesse sentido, são bastante cômodos e úteis os pagamentos emocionais. Esse método parte da premissa de o outro já está em um estado de descontrole emocional. A partir daí tenta-se ver o que está ocorrendo pelo raciocínio do outro e descobrir que tipo de pagamento emocional será capaz de fazê-lo voltar ao estado racional.

CONCLUSÕES.

As emoções têm relação direta com a forma que se estruturam as relações sócias e, dependendo da forma como elas incidem, acabam por levar a consequências jurídicas. Há então a necessidade de se identificar, criar modos de resolução de conflitos, visando não só a resolução de um conflito jurídico, mas sim o principal, que é a manutenção de uma relação social dos que estão envolvidos diretamente e indiretamente.

As emoções podem ser usadas de diversas formas no cotidiano ou em negociações, podendo ser utilizadas para desestabilizar a outra parte fazendo assim tomar decisões que a prejudiquem ou de forma colaborativa onde todos se beneficiam.

Este texto foi produzido como resultado dos trabalhos e discussões do Grupo de Estudos em Mediação de Conflitos da Faculdade Luciano Feijão - FLF

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