Exame da Ordem dos Advogados deve permanecer - sou a favor
Caros Colegas,
Aqui na cidade de Santos\sp, como em todo País está lotada de Faculdades de Direito, cursinhos preparórios é um a cada esquina e advogados é a maioria dos habitantes da cidade.
E ainda existem aqueles "profissionais do direito que acham desnecessário a prova da ordem". Defendo a permanência da prova como, outrossim, que seja elevado o seu conteúdo de exigência.
Portanto, preciso saber o entendimento dos colegas.
Sylvia Oliveira.
Pessoal, dou a favor do exame de ordem, mas esta caça às bruxas que a OAB tem feito tem de acabar....
Isso é inaceitável... não é razoável esse rigor aplicado aos candidatos!!!
Pra quê pessoas como nós aqui, que foram bem na prova precisariam identificar a peça... só se fosse pra zerar né???
E depois, quem garante que alguém não tenha errado por pura inexperiência ou nervosismo, por estar terminando a prova em cima da hora, etc....
Não há também como provar que alguém comprou uma pessoa que vá corrigir a prova, tampouco, mesmo que isso tivesse acontecido, não há nenhuma garantia de que a prova essa pessoa fraudulenta vá cair na mão daquela corrompida!!!
Basta pensar... quantas pessoas corrigem a prova??? quantos são os candidatos??? Qual a probabilidade de a prova cair nas mãos da pessoa errada???
Pow, agora, todos nós estamos pagando o pato devido a alguns "babacas" terem precisado fraudar a prova da ordem para passar...
Até parece que este é um concurso público para ganhar um super-salário de R$ 30.000,00 e não um exame de habilitação como de fato é!!!!
Acho que contra os bacharéis de direito estpá havendo algo do tipo "direito do inimigo da corte"... estamos pagando por um potencial humano de fraudar, não pelo que realmente foi feito....
Isso é um atentado... se alguém fraudar tem de haver prova inequívoca deste fato... mas falar que uma marca (seja qual for, às vezes é uma vírgula, um ponto, etc...) é uma fraude, é ir contra todos os princípios legais vigentes em um Estado Democrático como o Brasil!!!
Pow, não é razoável, por exemplo, eliminar um candidato porque pulou determinados números de linha na prova, ou porque pôs aluma palavra entre parênteses ou qualquer outro motivo.... Isso é absurdo!!!!
Olá Colegas, recentemente escrevi o texto abaixo para uma revista de lançamento, e até presente data não obtive nenhum tipo de retorno, trata-se da minha opinião em referencia ao Exame de Ordem!
Prezados Senhores,
Parabéns à revista Súmula pelos assuntos abordados em sua edição de lançamento, os temas selecionados foram muito bem escolhidos concernente com o objetivo da edição. Traz atualidades, inovações, informações dentro de um contexto de matérias de grande polêmica e relevância para os operadores do Direito e o público sócio-cultural. Em razão de todos os comentários inteligentes inclusive o texto do Editorial “ Só quem é livre pode escolher’’, uma introdução concisa e sucinta, destacando questões de suma importância, ligadas a instituição de um Estado Democrático e a constante majoração da desigualdade social, um setor ainda deficitário em sua liberdade positiva! Ao tocante da leitura é oportuno que eu faça um desabafo opinável em aferição ao Exame de Ordem, como conhecedora do caminho que trilham os Bacharéis em Direito. Há tempos os diversos apontamentos dos especialistas e dos ilustres dirigentes da OAB buscam explicações ao alto índice de reprovação do exame, dirimindo conflitos sem soluções viáveis e repassando essa deficiência aos Cursos Superiores de Direito, quando na essencialidade compete aos dois grupos a coalizão dos seus dogmas no âmbito do ingresso do cidadão a faculdade de Direito, até sua aprovação do exame de Ordem. Em relação aos cursos estes deixam de exigir do candidato que disputa à vaga pretendida sua real capacitação, sendo que esse seria a melhor ocasião para buscar a seleção, aptidão do aluno x curso. Entretanto, as universidades tornaram-se mercantilistas, desprezando o foco da formação acadêmica perante o mercado de trabalho. Quanto à OAB está atribuindo de forma imperativa a aplicação de um exame para habilitação profissional a nível de concurso público onde o objetivo consiste na disputa entre candidatos à vaga de emprego, no exame de ordem os bacharéis buscam o título de Advogado sem garantia de um mercado promissor ou outros que apenas sonham em ter a Carteira sem objetivos no momento de atuar na área em virtude de possuírem empregos sólidos em outros ramos, porém, o êxito do curso de Direito e a sua validação através da consagrada aprovação do exame de Ordem. Sou a favor do exame, no entanto, seu conteúdo a cada dia torna-se mais agressivo e insensato, a começar pelo valor da taxa de Inscrição de R$: 180,00 um valor exorbitante, impossibilitando o candidato de baixa renda, desempregado ou os que se submetem ao salário de estagiários, sem dispor do recurso extra-financeiro para efetuar o pagamento, sem alternativas para uma classe que no atual momento encontra-se em dificuldades financeiras, cito como exemplo o concurso aberto pelo Estado para: Analistas de Planejamento o qual já prevê a possibilidade de isenção da taxa para o candidato que atenda os requisitos do edital e está com indisponibilidade de recursos financeiros, desde, que apresente documentos comprobatórios dentro das regras ( doador de sangue no mínimo três doações nos 12 meses anteriores ao edital ou atualmente desempregado apresentando a carteira de trabalho com últimos rendimentos o anotação do último contrato de trabalho e a primeira página seguinte em branco). Outra insatisfação do bacharel é o regresso para primeira fase quando reprovado da segunda, em minha opinião se o candidato reprovou a segunda fase este deve adquirir o direito de tentar do ponto o qual parou, comprovando sua reprovação na segunda fase, mesmo que fosse necessário pagar a taxa do exame vigente, assim como os demais candidatos sem ônus a diferença estaria na opção de exame integral ( primeira e segunda fase ) e/ou parcial ( segunda fase). Salientando, alias, esse extremismo do Exame de Ordem deveria ser cobrado ao ingresso do aluno a faculdade, atribuindo essa peculiaridade rigorosa ao vestibular de serem mais incisivos em suas provas. O exame de ordem precisa ser revisto em seu método de aplicação, pois, nem sempre essa é a melhor forma de avaliar o grau de conhecimento do bacharel é lógico que dentro dos parâmetros de normalidade por eles estipulados como exemplo a Carteira Nacional de Habilitação que modificou seus requisitos para habilitar o cidadão em condutor automotor, além do curso teórico, após o teste pratico a carteira fornecida é provisória dentro das suas regras para tornar-se efetiva. Dentre vários aspectos de frustração do bacharel, enfrentamos a pressão familiar e de toda sociedade, muitos desencadeiam doenças emocionais, haja vista os esforços, tempo para aperfeiçoamento, cursos preparatórios, livros atualizados, meios os quais requerem uma infra-estrutura financeira sadia, todos na expectativa da realização e aprovação do exame. Vale ressaltar, que hoje se metades dos advogados cuja habilitação conseguiu antes dessa genérica globalização prestassem hoje o exame de ordem seriam reprovados, levando em consideração que muitos que atuam no mercado são deficientes em redação jurídica, expressões, comportamento e posicionamentos perante um magistrado.
Gostaria de ressaltar que ninguém deve ou deva ter motivos para ter medo da prova. Primeiramente porque o conteúdo da mesma bem como seu grau de dificuldades é comparativamente pequeno diante do que é abordado durante os cinco anos de um curso regular de direito. Segundo, o que é abordado na prova é o que se pode esperar de uma prova deste porte. O que entretanto me mete medo (perturbação resultante de um perigo real ou aparente, segundo o dicioário michaelis) é o direito impeditivo de um profissional habilitado registrar-se junto ao conselho pertinente a sua profissão, por exigencia suigeneris, que a nenhum outo conselho profissional é exigida. Concordo perfeitamente com comentários anteriores onde foram colocadas outras tantas irregularidades praticadas à margem da constituição, notadamente as referentes aos direitos humanos e com as quais devemos estar mais preocupados. Mas pergunto a todos aqueles que se dispuserem a responder: por causa disto vomos permitir mais uma? Por este ponto de vista EU TENHO MEDO DA PROVA DA OAB ! E entendo que os cursos superiores de direito e de maneira geral devam passar por uma peneirada. Mas quem tem coragem?! EU TENHO MEDO DA PROLIFERAÇÃO DAS FACULDADES E UNIVERSIDADES DE DIREITO onde não se prime pela excelência na qualidade de ensino, sendo muitas destas pertencentes àqueles que defendem o exame de ordem porque para estes tanto faz como tanto fez, posto que os cursinhos estão aí mesmo e que a OAB que tome para si a responsabilidade pela seleção dos profissionais aproveitáveis, como se isto fosse tarefa da OAB e não bastassem a esta as dificuldades montanhescas que é cuidar e fiscalizar da atuação dos profissionais do direito e combater toda e qualquer inconstitucionalidade afora isto.