Direito no Estado Romano
Gostaria de informações a cerca do compoartamento do Direito no seio da sociedade romana, salientando suas características principais: como era visto pela sociedade, em que se baseava, como era obedecido, o porquê de ser obedecido, como era estruturado, os principais legados deixados por ele.
Prezado Marcos,
não duvido de seus conhecimentos sobre o Código Civil Brasileiro, mas, entender Roma não é de tanta importância para o aprendizado da legislação brasileira, sei que nosso Código civil tem suas semelhanças com o romano, mas não deveremos concentrar nossas atenções a esse estudo.
Escreva-me.
Abraços.
Infelizmente, tenho que corrigir o ilmo. sr. Roberto: O direito romano é de suma importância para a compreensão do Direito Civil Brasileiro, pois todos os atuais institutos foram baseados nos originários romanos. A lei das XII tábuas já previa, por exemplo, o início da personalidade, o habeas corpus, o usucapião; entre outros inúmeros institutos.
Felizmente, são poucos os que acreditam que a História nada tem a ver com a atual situação do CCB. Creio que é imprescindível para qualquer estudo mais aprofundado na área jurídica uma análise histórica comparativa.
Abraços,
CAro Hevirson Só estou enviando essa mensagem para dizer que está no caminho certo. Muito me impressiona um Procurador dar o conselho que lhe foi dado....para nao se preocupar com o direito romano. É por isso que temos tantos operadores do direito sem essência. Você está de parabéns por sua preocupação. Esta semana início História do direito em meu curso de mestrado e estarei lhe enviando as informações solitadas. Um grande abraço.
Roberto, (permita-me a informalidade)
Eu realmente fiquei curiosa com sua posição a respeito das prioridades acadêmicas.
Você acha realmente que não se deva dar atenção aos aspéctos citados pelo amigo lá?
Eu acredito que seja interessante por vários motivos, como já disse os outros participantes da discursão, o de fazer análise comparativa da história (sem tocar na importância da história para qualquer cidadão),entre outros que não me chegaram agora. E acho que essa prioridade deva ser dada principalmente no início do curso, quando vc está sendo apresentado oa Direito,e ,ao decorrer daquele,mais como curiosidade ou exercício de imaginação, quem sabe. Também pela visão geral aguçada que acredito todo estudante de direito deva possuir. Já que depois, concordo com vc nesse ponto, e principalmente na intenção de " dar o toque" (permita-me a mais que informalidade, he he he, inerente a uma principiante no ramo), depois, vão-se ter muitas coisas mais importantes para ocupar nosso tempo, estudar muito, mas com praticidade. Tá me entendendo?
Agora, deixar de lado um assunto que parece ser tão importante? A origem da origem? Explique-me melhor isso, fale-me sobre "assuntos de maior importância para o direito", sobre esse livro, sobre noções de direito internacional público ( noção da noção pois ainda chegarei lá para estudar mais a fundo),enfim, "da-me" um toque mesmo sobre essa área que acabo de entrar em contato e tou super empolgada, que é a do Direto.
Um abraço,
Flora
( quem quiser dar pitaco, estou aberta para receber)
Data venia - não é assim que vocês do meio jurídico demonstram seus entendimento contrários? - ao que vem sendo discutido, constato que o rumo que a discussão tomou, toenou-se uma verdadeira discussão bizantina. Michel Foucault, pensador francês do século XX, em seu livro "A arqueologia do saber" mostra que todo conceito é fruto de sua época, e por mais que o mesmo ainda persista no decurso histórico, o seu significado já é distinto. Portanto, creio que o estudo do Direito Romano como fenômeno social de uma civilização ínexistente é uma abordagem importante, porém não se deve buscar estabelecer genealogias, isto é, continuidades. Institutos jurídicos romanos citados nas discussões (usucapião, por exemplo)não conseguem explicar a atualidade e aplicabilidade dos mesmos. O estudo da história deve pautar não só o estudo do Direito, e sim de todas as áreas das ciências humanas, porém a visão limitada de que aquela serviria unicamente como explicadora da atualidade ou então como ciência profética, não é verdadeira. Espero ter contribuido em algo, Um abraço, Eduardo Newton
Bom dia,
Faço 2º P. e estou tendo aula de Historia do Pensamento Juridico, dai eu copiei alguns topicos, só que não consegui entender.
São eles: Legados Romanos; Herdamos o latim; Noção do Urbano; Noção do Patriotismo, ligado também ao militarismo; A organização político administrativa; O direito enquato ciência; Dicotomia.
Vocês poderiam me dizer onde posso encontrar mais ou menos sobre isso ou poderiam me dar uma breve explicação pra mim ter noção ou até recomendar algum livro. O professor passou um de Claudio Cicco - História do Pensamento Jurídico é útil???
Peço que me deêm uma reposta.
Espero que não tenha pedido demais.
Um grande abraço,
Letícia Farias
Estou iniciando o curso de direito agora e gostaria de conhecer e debater os assuntos nesse importante painel. As contribuições, sugestões de textos e livros serão bem vindas para meu aperfeiçoamento. Conheçoum pouco sobre o assunto e quero também colaborar com as discussões desse site. Parabenizo pela iniciativa e pelo espaço aberto principalmente para os estudantes.
Não se faz o presente sem antes se olhar no passado. Sistemas jurídicos de vários paises baseam-se no sistema juridico romano e no sistema jurídico romano-germanico que é a colisão entre o sistema romano e o germanico; por isso é importânte o seu estudo para que possamos melhor cada vez mais os sistemas jurídicos actuais, é verdade que existem coisas mais importante para um estudante de direito se oucupar; eu pesso que este é um estudo importânte para um estudante de direito ou para qualquer pessoa.
Caro Dr. Roberto, Se História do Direito e Direito Romano são dispensáveis ao operador do Direito, que dirá Ética, Sociologia, Antropologia, Hermenêutica... É essencial ao operador do direito saber de sua história e evolução. Afinal, o que é a Jurisprudência senão a História das decisões! O Direito Romano é a base de muitos sistemas jurídicos, sinal de que tem alguma relevância. A ética é fundamental a qualquer pessoa que imagine um dia defender o direito alheio. A sociologia e antropologia nos dão a visão das sociedades e pessoas, nos permitindo adequar teses e decisões. A hermenêutica nos faz interpretar. Porque ler até o Tiririca "sabe". Pra ser operador do direito devemos INTERPRETAR a norma. Sem essência é pouco, temos tido péssimos operadores do direito justamente porque se olvidam justo daquilo que deveria ser mais importante.
"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire