Os julgamentos de Milosevic e S.Hussein.

Há 15 anos ·
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O julgamento dos ex-estadistas podem ser considerados uma farsa judicial ?

6 Respostas
ISS
Há 15 anos ·
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onde estaria a farsa?

pensador
Advertido
Há 15 anos ·
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Os dois essencialmente são diferentes. No segundo, não é necessário extenso raciocínio jurídico para chegarmos a conclusão que resta apenas como ato de guerra. Não podendo ser traduzido na soberania do povo iraquiano. No primeiro caso a questão é muito mais complexa. Há que se discutir a legitimidade de um tribunal penal internacional e sua validade. Existe um imenso limbo jurídico em tal empreitada.

ISS
Há 15 anos ·
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Sadam foi julgado porquem baseado em que leis? Quanto a Milosevisk, me parece que o TPI é sim competente para julgar.

pensador
Advertido
Há 15 anos ·
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O julgamento iraquiano se deu apenas por vontade estrangeira e durante ocupação. Impossível para um povo exercer sua soberania sob jugo estrangeiro.

Quanto à competência do segundo, não estou bem certo. À primeira vista existem dificuldades extremas na sua concepção. Tal tribunal para julgar estadistas, me parece que só o faz para vencidos. Os vencedores jamais são julgados (a exemplo dos chefes de Estado dos EUA ou a outros dirigentes). Desta maneira, é um tribunal de conveniência política. Se é competente para julgar, quem outorgou tal competência? Para dar a resposta, seria necessária uma análise detalhada e ponderada, coisa que não tenho conhecimento suficiente para fazer. Mas confesso que restei curioso quanto ao tema. Vou alocar tempo para fazer uma pesquisa detalhada do tema. Saudações.

ISS
Há 15 anos ·
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Salvo engano a ONU, atribuiu competencia. Quanto ao Iraque, embora estivese sob ocupação o julgamento foi levado a efeito por Tribunal Iraquiano, composto por Juiz iraquiano, seguindo o ordenamento juridico do País. logo a meu ver queira ou não foi um julgamento dentro da legalidade. Quanto ao EUA estes não aderiram ao TPI, e como tem assento permanente no CS da ONU, só aceitam participar de missões com a garantia de não serem suas tropas submetidas á corte internacional.

pensador
Advertido
Há 15 anos ·
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Pois é. No caso do Iraque, fica a se discutir a legitimidade de julgamentos com pena capital atribuídos a juízos de excessão e, sob ocupação estrangeira. A meu ver a legalidade da forma se fez com ausência da legitimidade de conteúdo.

No caso do TPI (aderi à abreviação por questão de economia), é muito complicado. A ONU não detém nada de fato, então como pode atribuir aquilo que não tem? Enquanto todos os membros não tiverem iguais direitos, não tem a ONU legitimidade. Como você mesmo disse, os EUA não aderiram... a norma deve ser geral ou não é válida.

Enfim, coisas para as quais ainda não temos resposta, pois, nas relações internacionais o que prevalece ainda é o uso da força.

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Há 8 anos
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