TRANSOLIMPICA E DESAPROPRIAÇÕES- RIO DE JANEIRO

Há 14 anos ·
Link

A Prefeitura do Município do Rio de Janeiro já tornou público projeto de itinerário da Transolimpica que prevê a desapropriação de toda a Rua Salustiano Silva. Recentemente o Secretario Municipal de Obras garantiu aos moradores que nós estaríamos fora do traçado. Mas a insegurança persiste por mais de dois anos pois o Decreto Expropriatório ainda não foi editado e publicao. VOCÊ ACHA QUE É POSSÍVEL UMA FAMÍLIA VIVER NESSA INSEGURANÇA POR MAIS DE DOIS ANOS ?

3 Respostas
Mandrake
Há 14 anos ·
Link

O interesse público está acima do interesse privado, dependendo do caso a lei garante indenização sobre a desapropriação.

Autor da pergunta
Há 14 anos ·
Link

Obrigado por abrir o debate. A prevalência do interesse público sobre o interesse privado não autoriza as autoridades municipais a tripudiar sobre a dignidade dos seus cidadãos retardando demasiadamente a definição do traçado definitivo da transolimpica. Os moradores da Rua Salustiano Silva em Magalhães Bastos receberam de seu Secretário Municipal em reunião com cerca de 400 moradores que a ameaça de desapropriação estava afastada. Dois meses depois fica-se sabendo que o que não era mais trajeto voltou a ser trajeto e reina a insegurança e o desconforto na vida dessas famílias. É isso que é prevalência do interesse público sobre o privado? E a dignidade humana assentada no texto constitucional não prevalece sobre o interesse público neste caso?

Mandrake
Há 14 anos ·
Link

No primeiro momento imaginei que a dúvida fosse relacionada ao direito ou não do município desapropriar.

Mas realmente, a insegurança instalada gera, não só afronta aos direitos que você cita, mas também atinge diretamente o direito à propriedade, já que não se tem a certeza de que o bem será ou não desapropriado.

Ex: Digamos que entre 150 famílias haja 50 que pretendem negociar seus imóveis, seja por qualquer motivo, a coisa pode se tornar até impraticável e a insegurança danosa.

Eu não imagino direito fundamental que se sobreponha à dignidade da pessoa humana (quanto mais o estado, ne?), a não ser ele mesmo, no caso concreto, e assim, no meu ponto de vista, não há sobreposição, já que ele sempre prevalecerá.

Partindo dos pressupostos, a questão nem é mais a desapropriação, ou uso do poder de polícia, mas a insegurança que o abuso desse poder está causando e os danos que podem se perpetuar até uma data próxima à data dos jogos, pois há uma tradição de deixarem tudo pra última hora.

Esta pergunta foi fechada
Há 11 anos
Fazer pergunta semelhante

Leia seus artigos favoritos sem distrações, em qualquer lugar e como quiser

Assine o JusPlus e tenha recursos exclusivos

Economize 17%
Logo JusPlus
JusPlus
de R$
29,50
por

R$ 2,95

No primeiro mês

Cobrança mensal, cancele quando quiser
Assinar
Já é assinante? Faça login
Faça sua pergunta Pergunte à maior rede jurídica do Brasil!. É fácil e rápido!
Colabore
Publique seus artigos
Fique sempre informado! Seja o primeiro a receber nossas novidades exclusivas e recentes diretamente em sua caixa de entrada.
Publique seus artigos