NÃO CABE MAIS NO MEU ORÇAMENTO PAGAR AS PARCELAS, POSSO DEVOLVER O CARRO AO BANCO?
Financiei um carro 00km, 09/10, o valor foi 25.990 em 60 parcelas c/ 00 de entrada. As parcelas ficaram no valor de 720,11, ja paguei 20, todas sem atraso, e até mesmo antes da data. Só q está ficando cada vez mais difícil entrar no meu orçamento.Vi em um site q esse tipo de financiamento, caso ñ tenha condições de assumir as prestações, posso devolver o veículo ao financiador, no meu caso B. Itaú, e quitar minha dívida, e q ainda tenho direito a uma percentagem do q ja paguei.
Essa informação procede? se sim como devo agir? por onde começar?
Por favor quem poder me ajudar, agradeço
A questão, resumidamente, é:
1 - O banco não vendeu o carro a você, mas sim concedeu financiamento para a sua aquisição. Sendo assim, o que o banco lhe "vendeu" em tese, foi dinheiro (financiamento), motivo que não há que se falar em "devolução" do bem caso o banco não o queira receber.
2 - Geralmente o veículo e dado como garantia de pagamento (alienação fiduciária, venda com reserva de domínio etc.) e é apreendido e vendido pelo banco quando os pagamentos não são feitos. Só que se o valor apurado na venda for menor que a dívida (ex: valor de mercado do carro = 25.000,00 e valor da dívida = 40.000,00) você ainda continuará devendo ao banco, que poderá cobrar o valor na justiça.
Você pode tentar uma negociação e redução do valor das parcelas, sendo que o banco não é obrigado a fazer isso amigavelmente.
Cara Amiga
Eu e meu marido passamos por uma situação idêntica da sua. Fomos até o fórum e conversei com uma amiga que trabalha lá. Ela me explicou que pelo contrato que assinamos o Banco tem um tal de residual . Essa minha amiga pesquisou no sistema do fórum processos semelhantes ao meu e encontrou um advogado especializado em processos bancários. Procuramos esse profissional, pagamos uma consulta e ele analisou nosso caso. O Dr. viu que em nosso contrato havia um resíduo de juros pago mensalmente e em caso do contrato não ser cumprido até o final, o Banco tinha que nos devolver parte do que pagamos. Achei bem coerente, pois pagamos 32 parcelas de R$ 628,00 e o Banco ainda lucraria com a venda do carro depois de eu devolver. Ou seja o Banco ganhou duas vezes e nós ficamos sem nosso Tartaruga Ninja, "assim chamávamos carinhosamente nosso C3". Então, pra resumir, contratamos o advogado e ele entrou com uma ação de restituição de valores. Em 6 meses o juiz deu a sentença abaixo e fizemos um acordo com o banco pra receber de volta R$ 9.000,00. Pra nós foi vantajoso, pois não tínhamos mais como pagar as parcelas e usei o valor para comprar um carro mais simples e quitado. Moramos em Ribeirão Preto, mas contratamos um advogado especialista em São Paulo.
O contato do advogado que nos ajudou é - [email protected] fone 11.4116.0423
Outros Feitos Não Especificados - RESTITUIÇÃO DE VALORES - Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido inicial a fim de determinar que a ré restitua ao autor os valores pagos a título de Valor Residual relativo ao contrato de financiamento abatido o débito em aberto, na forma acima indicada, bem como excluindo-se o nome do autor dos cadastros do Serasa, salvo se operada a compensação na forma determinada houver saldo em favor da ré. Serão suportadas pela Ré as custas e honorários advocatícios, em favor do patrono do autor, arbitrados em 10% do valor da causa, diante da regra do artigo 20, § 3º, do Código de Processo Civil, pela simplicidade da demanda e celeridade com que foi solucionada. A partir do trânsito em julgado, decorrido o prazo de seis meses e nada sendo requerido, remetam-se os autos ao arquivo. P. R. I
Oi Luiza,
Obrigada pelas informações q vc carinhosamente me passou. As vezes precisamos de informações concretas, e mtas delas vem de leigos, isso é, ñ são advogados, mas sabem mais do assunto q os próprios, isso por ter passado por situação semelhante, esse é o caso. Em relação ao advogado q se referiu, ñ sei se ele pode me ajudar, moro em Natal/RN, mesmo assim vou tentar um contato c/ ele. De qualquer forma te agradeço, pela informação, pela gentileza, e por tudo rsrsrs
Bj grande p/ vc!!!
O que não desconstitui a informação que eu passei acima, que não é a informação de um "leigo". O problema é que nem sempre as pessoas estão abertas a receber uma informação que vá contra o que elas esperam receber.
O fato de um juiz ter entendido dessa forma não quer dizer que todos entenderão. Direito é divergência, e quem consulta o fórum, em tese, sabe disso.