Alienação x Abandono Afetivo
Bom dia a todos!
Muitos aqui já sabem minha história, então vou atentar-me só aos novos fatos, ou capítulo , já que isso se tornou novela mexicana.
Muito bem, parecendo que a questão sobre a pensão está verdadeiramente encaminhando para uma solução, havia ainda a questão sobre a convivência de pai e filha. E como o que eu ouvia e lia o tempo todo que, ele(o pai) não tinha mais contato com a filha..."por minha causa"(rsrs)... Resolvi então ontem comprar um celular para a neném e colocar um chip e assim resolver mais esta dificuldade.
E assim fiz, cheguei em casa, coloquei chip, crédito, e na agenda somente os telefones do pai, mandei uma mensagem explicando que aquele número era da neném, e que agora ele não teria que usar meu telefone para ter contato com a filha. E que ele atendesse o celular pois a neném, queria estrear seu celular. Ela ligou, uma, duas, três, cinco, doze, cinquenta vezes e ele simplesmente não atendeu.
Então mandei outra mensagem, agora do meu celular, perguntando se havia algo errado, pois havia mandado uma mensagem e várias ligações e ele não respondeu. Como resposta tive a seguinte mensagem...."email". Lá fui eu ler as pérolas...
Ele dizendo que, "o que eu queria" já estava sendo providenciado, a pensão! E que ele não teria contato, pq não queria mais contato com a filha, lógico, por minha causa. E que se um dia alguém perguntasse ele diria que não teve contato com a filha por minha causa e ponto.
Claro que a reação foi imediata, e apesar de eu tentar me controlar a todas as agressões e absurdos deste......sem adjetivos, respondi.... "vc é um babaca, um idiota, e não é realmente uma boa influência pra ninguém, pois um ser que pensa desta forma só pode ser frio e vazio. E isso pode ser comprovado facilmente, é só ler a forma como seu filho de 14 anos se refere a vc nas redes sociais, te chamando de "verme", "parasita" etcetc".
E então a resposta foi....."MUITO OBRIGADO, COM ESTA SUA DECLARAÇÃO JÁ POSSO ME MANTER AFASTADO DA NENÉM SEM SER ACUSADO DE NADA!"
Gente.....minha dúvida é...posso esquecer este sujeito no que se refere a figura paterna e criar a neném deixando este sujeito definitivamente de lado na vida dela??
É óbvio que ele não prova nada com o que eu disse, e eu até respondi isso a ele, que eu como mulher posso pensar, achar e falar dele o que eu quiser....pra ele, desde que eu esteja preparada pra de repente ser processada por ele....se ele se sentir "ofendidinho".
Mas que como mãe, no mínimo haverá uma investigação pra saber se eu alienei a neném, e isso nunca fiz, tenho centenas de emails em que mando fotos, notícias sobre saúde e desenvolvimento, milhares de msgs de celular com fotos e msgs da neném, e muitas muitas ligações feitas do meu celular para os dele. E nenhuma ligação dele, nenhum email dele perguntando, nenhuma msg para neném.
Então o que acontece é que cansei, cansei de ficar criando um vínculo, uma afetividade na neném que não são correspondidos, cansei de ficar engolindo sapos de perninhas abertas pra não deixar esta lacuna de pai na vida desta criança. Tenho aguentado os piores absurdos deste imbecil, seja com armações pra prejudicar a neném, seja pra me atingir com seus insultos pesadíssimos a minha índole.
E fica a minha dúvida, o que é alienar? é falar mal e proibir o contato, ou o simples fato de eu não incentivar a neném a ter vínculos, pode ser tido como alienação??
O avô paterno da neném veio de SP, passear em Fortaleza dias atrás, me ligou se poderia vir aqui pra vê-la, claro que deixei, brincou com a neném, e foi embora.
Fiz um facebook para a neném, exclusivamente para a família paterna e materna, poderem acompanhar seu desenvolvimento.
Então fico preocupada com a situação psicológica dela, pois de que adianta eu incentivar, mostrar foto, criar um pai bacana, um super herói e o sujeito, não tá nem aí, e deixa bem claro que não vai atender, e não quer proximidade com ela. Tudo que ela vê que chama sua atenção ela diz...."mamãe, tira foto e manda pro papai".....acorda de manhã, pega o celular e diz, "vou ligar pro papai"...vê a foto do papai e diz toda orgulhosa pra todo mundo...."é meu papai...ele é um gatão"....e por aí afora....
E o animal não dá o menor valor a isso....é complicado viu gente...é complicado ver um sujeito de 45 anos agindo como um moleque irresponsável....que acredita que a obrigação que ele tem com ela, é só material...
Sempre insisti nesta aproximação pq eu tinha muita esperança que este sujeito se arrependesse do que fez e faz com a neném, mas sejamos francos, não é o que parece.
Então, como devo agir???
Sempre e mais uma vez agradeço....
Ana se vc ja sabe a muito tempo que esse sujeito é um cafageste, não deveria ficar criando essas expectativas de pai herói para sua filha, a aproximação de pai e filho deve ser sempre de forma natural, o amor, afeto o desejo de estar com um filho é natural. Se o pai é imaturo, egoista e irresponsabel o que ele vai acrescentar para sua filha??? Uma situação de pensão alimenticia, ja esta se transformando em ódio e junto na bagagem entra a alienação parental. Voce e o pai estão errados! Quem sofre e vai sofrer ainda muito mais é a sua filha, no meu entendimento vc não deve dificultar nada, mas tbm não tem que fazer agora o papel da super mãe preocupada com a relação pai e filha!
FJ- Brasil, sabe o que acontece...esse pai hoje não quer saber da filha.
Daqui 2 ou 3 anos bate um sei la o que nele e ele resolve aparecer? como fica a cabeça da criança? Aí cabe a mãe, que convive com a criança, contornar e contornar....1º contorna a ausência...depois contorna a "aparição", depois a ausência novamente...
Falo isso porque minha filha filha mais velha (hj tem 16 anos) quando tinha 4 anos, o pai se mudou de cidade pra não pagar pensão. Fiquei sem noticia dele por mais de 1 ano.
Ele nunca fez contato comigo ou com a filha. Nesse tempo ela chorava, pedia por ele, entristeceu por um tempo e depois retomou a normalidade, não tocou mais no nome dele. A família dizia não saber o tel. ou endereço dele.
Depois de 1 ano e meio ele apareceu e disse que tinha um presente para ela. Levou-a na casa dos pais e "deu" o presente a ela...sabe o que era?
uma irmã.
Um bebê recém nascido. Ele foi embora novamente pra cidade dele e eu continuei sem saber onde... mas a minha filha ficou péssima.
ME lembro dela embaixo da cama chorando, soluçando, não queria falar com ninguém e não queria sair. Foi difícil! Depois teve febre, cólicas e foi hospitalizada.
Poderia ser uma coincidência? ela estava doente? não... Bom, foram dias e dias...ela dizia que a irmã era feia. rs...mas ela tinha só 4 aninhos, estava enciumada, com falta do pai. E mesmo não sabendo se expressar seus sentimento direito, acredito que ela tenha pensado que a ausência do pai era devido a nova criança, que fora trocada.
Como eu queria ter evitado esse sofrimento todo, mas não existe lei que obrigue um pai assumir ou sumir de vez né?
Hoje aos 16 anos parece que já assimilou tudo que aconteceu, tem amizade com o pai que voltou a morar na cidade, e cabe a mim adormecer certas lembranças.
FJ....
Mas o que faço então....fico em silêncio absoluto...??
E daí, este sujeito daqui 10 anos se arrepende e diz que eu sou uma megera e que os afastei, daí minha filha me odiará, pois como vai ficar este buraco na vida dela, e como ninguém quer ser rejeitado pelo pai ou pela mãe.... Ela claro que vai acreditar que o pai a amava e que eu fui a bruxa malvada.
Complicado heim....
O que preciso saber é....juridicamente como devo agir pra que amanhã este infeliz, não se arrependa e ainda me processe e bagunce a cabeça da neném...
Devo continuar a mandar emails pra ele?? Digo pra neném que o pai mora e trabalha em SP e invento mil desculpas pra ela nunca conseguir falar com ele??
Tem a parte moral...afetiva que nenhum juiz pode fazer nada....nenhum juiz pode obriga-lo a amar e valorizar a filha.... Mas COM CERTEZA....qq juiz vai ficar bem emputecido comigo qdo ele se pintar de pai preterido....de que eu afastei...impedi ou dificultei a convivência com a filha....
Concordo com a Marsh, deveria ter uma lei que definisse....ou o pai/mãe assume afetivamente ou some de vez....pq esse lenga lenga...só serve pra duas coisas...detonar os sentimentos da criança e transformar quem assumiu a crianção da criança em algoz.
Agora vamos combinar....o cara está a 3.300km daqui....ou seja...dificilmente haverá contato físico....custava ele falar com a filha ao telefone, 2 ou 3 vezes por semana...??
É inacreditável.....
Tenho 43 anos....e se fico 2 dias sem falar com meu pai...ele me liga "cobrando"...preocupado pq fiquei 48 horas sem dar notícia...rs...
Ana, vc não tem que esperar o que vai acontecer amanhã, o que o pai vai fazer daqui a 10 anos, o importante é vc ser sempre verdadeira com a sua filha, a verdade é fundamental para o melhor desenvolvimento da criança em situações de pais separados, óbivo que tem o jeito da verdade ser dita para uma criança, mas sem expectativas, sem muitas estorinhas que o pai faz isso ou aquilo. Voce e sua filha não devem jamais ficar vivendo na expectativa das ações do pai no futuro. quando vc tiver um tempinho, vá numa livraria e compre um livro, ou melhor dois...rsss o titulo é pai minuto e mãe minuto.
são dois livros que poderá ajuda-la muito a ter as respostas que vc precisa!
abraço
Ana, claro que a sua atitude foi correta, com certeza se a maioria das mães agissem como vc , não teriamos nem metade dos problemas de alienação parental, distanciamento de pais e filhos, mas infelizmente, não da para vc saber ou prever as atitudes desse sujeito....faça a sua parte, de ser a super mãe sempre para sua filha . Ou seja apenas mãe, e deixe que ela crie na imaginação dela a figura do pai. Marsh esses dois livros, vc vai ver que muitas tempestades que criamos não passa de uma simples garoa!
Meu "erro" foi criar um pai pra neném, baseada no pai que eu tenho...
Na falta do pai dela, deixei minha visão do meu pai entrar em ação.
Mas como ainda é novinha, creio que ele cairá no esquecimento.
Nada está "perdido"...ou está...
Complicado.
Vou procurar os livros.
Grata.
Mas ainda fica minha dúvida em relação ao que eu devo fazer pra me prevenir.
Qdo vc lida com gente baixa, mentirosa e canalha, vc tem que se prevenir.
O simples fato dele não ter como provar que buscou essa filha, já é prova suficiente de que não alienei??
Ana, se um dia ele entrar com uma ação de alienação parental, caberá a ele provar que vc dificultou a relação, convivencia, contato com a filha. Mas vc conhece esse sujeito, se hoje ele não se preocupa com a filha, dificilemente vai se tornar um paizão daqui alguns anos a ponto de ingressar com tal ação. Não fique vivendo algo que não aconteceu, se vc cuidar e amar a sua filha, ela será a maior prova que não sofreu alienação parental!
Ana Paula,
Te respeito e te admiro muito, mas na sua história alguma coisa não bate. Homens e mulheres se relacionam, se amam, se distanciam mas este ódio mútuo não surge do nada. Tenho ex namoradas com quem me relaciono super bem, tive filho com alguém que vive mais comigo e passamos por uma guerra muito maior que a sua, polícia, justiça, brigas eram como arroz e feijão.
Hoje nos suportamos pelo bem de nossa filha. Aprendi que um homem não se transforma em demônio do nada. Ninguém acorda de manhã e diz simplesmente "hoje vou acabar com a vida desta pessoa".
Não existe ação sem reação. No jus 100% das mulheres e homens falam em um demônio com quem tiveram filhos e eu duvido de todos eles. Isto não é crível. Alguém que decida simplesmente não ver o filho por causa da mãe está erradíssimo, mas uma decisão desta magnitude não brota do nada.
Seguramente os adjetivos que você atribui ao pai de sua filha são os mesmos que ele tece sobre você. Se quer mesmo resolver esta situação o que deve fazer é repensar como tudo começou e se tiver uma parcela ainda que pequena de culpa, reconhecê-la e quem sabe procurar o acordo.
Caso contrário te digo que você estará condenada pra sempre a viver em fóruns, em audiências, brigas, agressões verbais, adjetivos sem fim. Veja onde errou e desculpe-se, mas desculpe-se de coração. Claro que ele errou, seguramente muito mais que você, mas você não pode corrigir os erros dele, somente os seus.
E se ele nada fizer, você fez a sua parte. Pare de adjetivá-lo, isto somente lhe trás mais dor e sofrimento. Pare de remoer esta mágoa, viva sua vida, arrume um novo amor ou quem sabe uma coisa bem legal pra fazer, não perca seu tempo nem no jus, ou com amigos falando sobre como ele é ou deixou de ser, sua relação com ele acabou.
Trate apenas da filha e se ele nada fizer é uma outra relação, agora entre ele e ela. Não adianta achar que ela vai um dia saber de tudo e ficar do lado dele ou seu, ela saberá reconhecer todo seu esforço e se não souber, filhos são assim, uma caixa de surpresas.
Seja egoísta e só faça o que lhe faz bem ou que lhe traga êxito. Xingá-lo resolve o problema? Não. Então pra xingar? pra que enviar e-mails assim? O que isto lhe trás de bom?
Viva, viva muito, ame sua filha, se divirta com ela, seja feliz.
Dr. Renato, bom dia!
Claro que não sou perfeita, e claro cometi meus erros....muitos!!
Sei bem o motivo deste "ódio" todo.
Mas a história inteira, não cabe aqui.
Mas mesmo depois de tudo, sempre tentei manter o equilíbrio, pois sei que terei que de uma forma ou de outra conviver com a existência deste sujeito, afinal temos uma filha.
Acontece dr Renato, que apesar de todo o sentimento nobre que tive por este sujeito, eu não cedi ao seu pedido, "de tudo continuar como era", desde que eu abortasse a neném. Além de não abortar, não devolvi o dinheiro que ele depositou em minha conta, para realizar o aborto.
E daí ele me disse que a partir daquele dia, eu tinha conseguido um INIMIGO pro resto da minha vida, e que "aquilo que crescia dentro de mim" nunca seria considerado como filho e que eu ia destruir sua vida se levasse adiante a gravidez.
Passei os quase 9 meses sozinha, nunca quis saber uma noticia da filha.
No dia do nascimento, na internação, foi até o hospital me convencer pra entregar a "criança" pra alguém.
Muito bem, a neném nasceu, e ele foi até lá pra registra-la.
E passou a ajudar com um valor mensal, mas não queria contato com a filha.
Muito bem, daí, eu havia acabado de ter a neném, morando sozinha, minha família longe, numa depressão que qdo lembro, dói. Então foi que eu cometi "mais um erro", acabei descobrindo que além de mim, ele tinha vários relacionamentos, mas vários mesmo, e de todas as espécies possíveis e inimagináveis até então, e uma destas pessoas, com a qual ele já mantinha um relacionamento de 14 anos, acabou contando pra esposa, família, foi um arerê danado. E pra completar, a avó paterna, tem cinco netos homens e o sonho era ter uma menininha, e então a mãe e irmã dele me ligaram e me chamaram pra ir até lá, que eu fosse com a neném e certidão. Fui, e então, qdo cheguei no portão, a mãe qdo bateu os olhos na neném, já se emocionou e nem quiseram saber de certidão. Passados uns dias, os pais foram falar com ele, e então ele renegou a neném e disse que qq vagabunda que aparecia no portao a mãe acreditaria ser filho dele. E então a familia me ligou, dizendo que não me conheciam, que eu era uma oportunista, que não sabiam se a filha era dele, e se fosse eu tinha dado o golpe da barriga....e que me mantivesse afastada. Fiquei atônita, afinal, foram eles que me procuraram, foram eles que não quiseram ver certidão de nascimento por ela se parecer demais com eles.
E daí eu me cansei e disse chega... Quem tinha que ter vergonha pelo o que fez era ele, e não eu.
E daí dr. Renato, esta outra pessoa que tb se relacionava com ele, ligou pra esposa, foi uma confusão danada. E daí foi qdo começaram as tramoias, vender os bens, se separarem pro filho deles ter pensão, enfim, esta é a história resumidamente.
Depois que as coisas foram ficando claras, conforme fui tendo conhecimento da pessoa que o pai da neném é. Fui ficando cada vez pior, pq passado aquela sensação de ter sido feita de besta, vc vai tentando encaixar as peças, e elas não se encaixam, me perguntava se ele não deu dicas que não prestava, e não. Ele era uma pessoa acima de qq suspeita. Sempre presente.
Foi quando então, percebi que a pressão psicológica que ele estava fazendo era tão gde...mas tão gde que eu ia acabar fazendo besteira(mais)....ele me ligava e dizia, vc está na Via Anchieta??...Pára o carro e se enfia com esta desgraça embaixo de um caminhão....
E então vim embora.
A história não está toda aqui, é claro.
Só sei que apesar de tudo, não gostaria que a neném ficasse sem a presença do pai. Repito, talvez pelo fato do meu pai ser tão importante na minha vida, eu tenha esta fixação pela figura paterna ser tão fundamental. Vou procurar uma terapia...rsrs....
Qdo leio as coisas que o senhor escreve, tenho a sensação que é exatamente como meu pai, e talvez por isso lhe admire e respeite tanto, dr. Renato.
NUNCA EM TEMPO ALGUM EU DIRIA SER SANTA OU QUE SOU UMA FLORZINHA...
E se tenho me referido a ele desta forma...nao sei se é pq está chegando ao fim, e ele tem me mandado mensagens se desfazendo da neném....e eu já estou tãããão saturada, tão cansada disso tudo...que a "tampa voou".
Seguirei seus conselhos...serei "egoísta"...quem abriu mão de ter uma filha foi ele!
Obrigada sempre por suas palavras, as leio e reflito como se fossem do meu pai....
Isso mesmo Ana Paula, vc errou, ele tbm e sua filhinha não tem que sofrer, ou sofrer o menos possível por conta disso. Não perca a cabeça... Não faça contato. Mas se fizer, seja sempre objetiva e educada. Ele quer te desconsertar com as respostas, te atingir e consegue. Se ele não se importasse nem um pouquinho nem te retornaria...
boa sorte