Abuso de incapaz
Já há algum tempo, meu pai, de 72 anos, adoece de problemas mentais, em função de abuso de bebida e cigarro em excesso durante toda a vida.
Ele tem sido vítima de familiares da 3ª esposa que usurparam todas suas economias bancárias, para participação em empresa, a qual nunca soubemos se colocaram o nome dele como sócio ou não.
E é uma empresa que parece ser promissora financeiramente; mas eles informaram a ele que os sócios não fariam nenhuma retirada porque estariam investindo todos seus rendimentos em prol da mesma.
Gostaria de saber se eu, na condição de filha e meus irmãos, poderíamos tomar par da situação, saber ao menos se colocaram o nome dele no contrato social como sócio; se esta informação é disponível para membros da família pela Junta Comercial, para que pudéssemos tomar alguma atitude.
A minha preocupação principal é que, se já raparam todas as contas bancárias dele, e se ele fica aos cuidados desta família, passa pela minha cabeça que possam simplesmente fazer com que ele sofra algum acidente caseiro e que ponha fim à sua vida, para tentar assim sepultar nossas dúvidas e livrar-se também do incômodo que ele representa;já que depende de atenção 24 horas por dia, devido às faculdades mentais debilitadas.
Através de exames médicos podemos provar a gravidade do estado de saúde.
Antecipadamente agradeço.
Vou ser mais detalhista para obter maiores informações.
Nós filhos já estamos dando entrada no processo de interdição; e através de cheques emitidos por ele, de valores acima de R$ 100.000,00 podemos provar pelos comprovantes fornecidos pelos bancos, em que conta foram depositados.
Temos também em nosso poder exames médicos como tomografia e podemos até conseguir parecer médico afirmando as conclusões destes exames, que provam que em determinada data ele já sofria das faculdades mentais.
A intenção é acionar judicialmente os favorecidos dos cheques para que expliquem em juízo como conseguiram extorquir estes valores dele.
Na condição de filha, entendo que meu pai merece respeito na sua velhice; e para defender a dignidade dele não vamos abrir mão desta ação judicial.
Grata pela atenção!