Pensão alimentícia do meu pai - 22 anos

Há 13 anos ·
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Olá,tenho 22 anos, sou do sul, fugi de casa com 17 anos para morar no Rj e ser atriz, morei sempre com a minha mãe, até que aos 16 ela me obrigou a morar com meu pai, não aguentei pq minha cama era do lado da cozinha, eu trabalhava e ele mal falava comigo de raiva da minha mae pq ele nunca pagou pensão direito, ai tá, vim morar no rio e minha mae veio atras, perdi a razao e meu pai ficou um ano sem me ajudar com um real, sendo que ele ganha mais de 3 mil e meu irmao mora com ele, o tempo passou e eu convencia ele de pagar um ano e meio do meu curso de teatro, 250,00 por mes, e ele me joga na cara isso, mas além de ser atriz quero fazer arquitetura que é uma coisa mais certa, faço ENEM todos os anos, e já consegui alguns descontos, eu morava aqui no rio com a minha mae mas eu recebia no meu trabalho 600,00 e tinha que dar tudo na mao dela, bem ou mal eles nunca me incentivaram a fazer faculdade, minha mae alega que ela pagou a dela, mas ela nao pagava aluguel quando morava com os meus avós, ai decidi morar com o meu namorado e gasto muito menos do que gastava com a minha mae, e agora quero muito fazer arquitetura pois tenho 22 e estou ficando velha, meu pai hoje ganha 4,500,00 será que se eu entrar na faculdade eu posso cobrar judicialmente alguma ajuda, a facul custa mil reais, sera que posso cobrar ao menos uns 350,00 não iria custar nada pra ele, e eu trabalho , mas fica dificil pagar aluguel, comida, passagem, luz, agua, e faculdade e arquitetura gasta também com materiais, aguardo uma resposta, obrigada.

34 Respostas
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FJBrasil..
Suspenso
Há 13 anos ·
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Douglas, acho bom preparar o seus ouvidos...pois irá ouvir muitas bobagens de promotor e juiz... não tem como questionar as respostas de um fórum na internet...rssss aqui todos falam e escutam...aproveite o seu melhor entendimento...leia muito, estude muito...e boa sorte na sua profissão...rsss, vai precisar....

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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Obrigada, com certeza vai dar tudo certo!!!!!

FJBrasil..
Suspenso
Há 13 anos ·
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buscar o equilíbrio....físico, mental e espiritual...com certeza vai dar tudo certo... um grande abraço querida...e seja uma boa filha!!!

Douglas Gonçalves
Há 13 anos ·
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FJBrasil

Estou preparando-os sim. kkkkkkkk Realmente é um tanto ingênuo de minha parte exigir modos ou moderar a opinião e o interesse de pessoas na internet, mas foi mais um desabafo que uma crítica.

E críticas à parte, compreendo perfeitamente o que você quis dizer com opinar sobre os fatos e legal de sua parte orientar a "colega de vida" nas questões emocionais, mas pra mim a criação do tópico seguiria um tocante jurídico, e percebo que me equivoquei. Ela precisa de outro tipo de orientação...

...

VMariana,

sabias palavras e de boa intenção, vieram até aqui para que não faças besteira. Escute FJBrasil, que está às 3:30 AM à disposição do seu caso.

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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Obrigada mesmo Douglas e FJ Brasil, isso é mais emocional do que jurídico mesmo, mas serei uma boa filha, e uma boa profissional, pode deixar, brigada mesmo!

Renato
Há 13 anos ·
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Douglas,

Quando vejo as pessoas alegando que aqui nos jus se faz julgamento fugindo das questões jurídicas tenho pra mim que a advocacia caminha a passo largos para sua banalização. Qualquer não-estudante de direito consegue citar textos positivados e dizer se a conduta X preenche os critérios normativos, isto não é advocacia. A meu ver, este site é muito mais jurídico do que se possa imaginar e esta distorção de entendimento surge do fato de que as faculdades de direito têm se dedicado a formar repetidores de leis e jurisprudências.

A quase extinção de matérias como TGE, IED, hermenêutica, sociologia e etc )matérias que são cansativas para o neófito) com o intuito de tornar o direito mais interessante para população em geral, tem feito com que as pessoas percam a noção do que seja advogar.

Há uma máxima no direito que prega que o advogado é o primeiro juiz da causa. Esta máxima está contida no Código de Ética e, sabe-se lá porque, quando alguém a utiliza é taxado de julgador dos outros. Que a "dona maria" diga isto tudo bem, mas advogados ( e muitos aqui dizem isto) é o fim.

É função do advogado lutar pelo não-litígio e é também sua função alertar o cliente sobre as dificuldades que encontrará na lide, é sua função buscar furos no relato do cliente e mais, é sua função impedir que existam lides temerárias.

E como se faz isto? debatendo com o cliente, não há outro meio. Chamar isto de julgar as pessoas é não saber a que se presta o advogado. Vingasse esta xaropada de que devemos nos ater ao relato do cliente e a partir daí dizer-lhe que lei se aplica ao que ele disse é um absurdo. Neste caso estaríamos na situação de subserviência às loucuras da sociedade.

Se um homem (chateado por sido traído) lhe procura e diz que quer retirar a guarda da filha porque a mãe a maltrata é preciso averiguar se o que ele diz tem fundamento, se há lastro e, se houver fundamento e lastro, ainda compete ao advogado buscar a conciliação sem lide. Isto é advocacia.

No jus, toda resposta que sugere determinada medida judicial baseando-se exclusivamente no que diz o autor do tópico é tudo, menos advocacia. Citar artigos de lei minha secretária do lar faz muito bem (colaciona jurisprudência se precisar), advogar é outra coisa.

Utilize o jus para desenvolver teses, debatê-las, aprender, ensinar, mas, orientação especificamente juridicamente somente o advogado que atuar no caso, porque ele terá a oportunidade de avaliar (considerando todas as informações que muitas vezes são omitidas aqui).

No caso aqui tratado, usando a sua ótica de se ater ao que é jurídico você chegou a falar em possível abandono afetivo e que medidas poderiam ser tomadas para satisfazer um pleito que a autora sequer mencionou. Vingando isto, alguém procura um advogado para mover um processo e move dois, três ou sei lá quantos. Pior, mesmo depois de sua argumentação sobre abandono afetivo a autora reitera que não quer nada disto, ou seja, ela queria um produto e você lhe oferece dois.

Considerando que você um estudante de direito que domina bem o idioma, é articulado, consegue expor suas ideias de forma organizada (coisa rara), sugiro que direcione seus estudos também para as matérias que chamamos de alma do direito, caso contrário se tornará um repetidor de textos normativos e jurisprudências.

Saudações.

Douglas Gonçalves
Há 13 anos ·
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Renato Casado;

concordo com cada vírgula postada em seu comentário. A minha crítica feita à usuária Sula Teimosa foi motivada pelas palavras descomedidas, por mim interpretadas naquele momento, uma vez que sou novo no fórum e não compreendo determinadas "culturas de tratamento" dos participantes do Jus Navegandi e reconheço meu equívoco, até porque a própria Sula atendeu ao questionamento principal da autora do tópico. Quero deixar bem claro que, não entrei nesse fórum visando esclarecer dúvidas, todavia para findar algumas que tenho.

Eu entendo perfeitamente o que você quis expor com a ideia de uma advocacia despendida de conhecimentos de bolso, de textos isolados, no entanto a nossa legislação nos impôs a essa limitação no exercício do direito por muitas décadas e isso ainda se encontra retido no Poder Judiciário, como uma chaga institucional, tendo em vista a juventude de nossa Grande Constituição, devidamente desamarrada do regime ditatorial, que enfim deu um foco maior no assistencialismo social e outros direitos como princípios constitucionais ao invés de filantrópicos , por exemplo. Ainda com a reforma de 88 de nossa Lei Maior, os aspectos impostos nos demais ordenamentos jurídicos ainda são muito formais e institucionais do que verdadeiramente materiais e substanciais.

Sim, não há espaço para a evolução no cenário do direito brasileiro que possa prescindir do princípio hermenêutico. O Profº Marcelo Neves, com seu Constitucionalismo Simbólico, mesmo embasando-se de uma teoria política calcada em Niklas Luhmann, apresenta uma percepção sobre legislação sob um olhar hermenêutico. Assim como o Profº Luis Roberto Barroso, que é um dos maiores constitucionalistas vivos no Brasil, ele constrói toda a sua bibliografia constitucional a partir da verve de uma conduta presente no princípio hermenêutico.

Acredito que os efeitos de um jurisdicionamento do direito pouco dogmático deve nascer nos cursos de Direito do Ensino Superior sim, não obstante o fato que nossa própria legislação se propõe altamente taxativa, de caráter solene, abrangência prolixa, pouco costumeira e representada de forma morosa aos detalhamentos históricos pertinentes para a evolução da lei. A própria lei nos limita, de certo modo, a não recorrer a outro embasamento senão as leis e a Constituição Federal. Isso tornou vicioso, sistêmico e maquinal, o modo como os cursos de Direito conduzem seu processo de formação dos novos juristas, ainda que implicitamente.

Quanto ao fórum em questão, em primeiro momento, não vi a necessidade de haver um canal pela internet, o qual desempenhe um papel extremamente invasivo nas questões pessoais dos perguntantes, tendo o jurídico como segundo plano. Mas confesso que só no presente momento entendi a proposta de alguns voluntários.

Em nenhum momento ofereci produtos a ela, mas explicitei as medidas que podem ser tomadas ao encontro do relato apresentado, sendo que a mesma autora reconheceu a dispensabilidade de acionamento judicial para com seus familiares, em face que sua questão era mais relacional que jurídica. Imaginei que apresentando uma hipotética ação movida contra seu pai, a faria entender se há de fato, necessidade de litigar ou não. Entretanto, reconheço a boa vontade dos aqui presentes, em dar as primeiras orientações, em vista da importância e impacto que a internet tem desempenhado sobre a opinião e decisão das pessoas. Legal!

Grato por suas palavras.

SulaTeimosa
Suspenso
Há 13 anos ·
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Vai ver seu pai tem algum disturbio de personalidade, e como todos nós, vc tmb é bombardeada com aquelas propagandas de margarina onde a familia aparece linda e feliz em volta da mesa, em uniao e harmonia. Isso é só propaganda, eles usam o IDEAL para captar a atenção, eles sabem que a vida REAL não é assim.

O risco é acreditar nessa fantasia, aí começa-se a usar como parametro, para a realidade, uma ilusão.

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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Não quero ser uma desiludida, e acredito sim em família feliz!

SulaTeimosa
Suspenso
Há 13 anos ·
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Mas não fantasie seres perfeitos, como de propaganda de margarina. Veja-os como eles são, com seus defeitos, fraquezas, sonhos, frustações, fragilidades, .... como seres humanos e não personagem. Ninguem TEM QUE SER algo que fantasiamos. Eles sao o que são, como vc é o que é.

FJBrasil..
Suspenso
Há 13 anos ·
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complementando a Insula, sem culpa e culpados...

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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Cara , sinceramente, não to entendendo pra que tanto julgamento, vcs são advogados mas não são bolas de cristal, não sabem o que se passa na minha vida, acho que estão se precipitando demais viu, a coisa não é bem assim, tudo bem que um advogado precisa saber da vida da pessoa, entender tudo o que se passa, mas aí ser adivinha fica demais né, acho que há alguma confusão aí!

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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Como a ''SULA TEIMOSA'' disse que eu fantasio seres perfeitos, mas nossa senhora hein, tenho até que rir, pq não é isso que eu idealizo apesar de acreditar sim em uma família feliz mas nunca PERFEITA como ela disse, meu pai pode sim ter distúrbios ou não né, talvez foi a criação deles, pode haver vários fatores, mas não compliquem apenas pedi se eu tinha direito de uma ajuda deles, não é pra sair, festas ou comprar roupa, é uma pequena ajuda pra estudar, e irei continuar trabalhando como sempre! ;)

SulaTeimosa
Suspenso
Há 13 anos ·
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Espera chegar em seus 30/35 anos (ou só lá pelos 40...!!!!). Vc vai entender bem essas palavras.

Felicidade não é condição, é estado de espirito, é o momento (que podem ou não serem sucessivos). Por mais harmonia que se tenha sempre haverá diferenças (e às vezes gritantes). O segredo é saber suplantar as diferenças, buscar sempre a conciliação, olhar as semelhantes mais do que as diferenças (coisa difiiiicil!! é uma verdadeira arte! rsrsrs).

Hoje, assim como ontem, vc pode ter a mesma impressão de que sabe das coisas e por isso pode emitir seu juizo sobre temas e pessoas.

Mas nada como um dia após o outro.

Todo mundo no inicio da vida tem essa mesma impressão. Mas não se pode explicar a vivência, o amadurecimento de ideias, a concepção real da vida. Só vivendo.

Boa sorte!

Esta pergunta foi fechada
Há 11 anos
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