QUESTÃO DE PROVA - CONCURSO.
A situação é a seguinte: 1) Quase todos os bens estão em condominio, mas um dos condonimos faleceu, não tinha filhos nem marido, apenas irmãs e um irmão falecido (este casado em comunhão de bens, deixou mulher e filho) , o falecido (sem filho ou marido) poderia ter passado 100% da sua parte que lhe pertencia aos sobrinhos, antes de falecer? 3)As propriedades deste , estando elas em condominio ou não podem ser herdadas pela mulher e filho que representam a pessoa de um dos irmãos falecido?
Agradeço por você ter-me esclarecido estas dúvidas.
Condomínio é a propriedade partilhada entre vários titulares.
O falecimento de um dos condôminos transmite a respectiva herança aos herdeiros do de cujos independentemente de outras formalidades: assim, o quinhão do falecido no condomínio foi recolhido pelos seus herdeiros.
Os herdeiros são os legítimos e os testamentários. Pela redação da pergunta (poderia ter passado 100% de sua parte) deduzo que faleceu ab intestato.
Ausentes os necessários, que são os ascendentes e descendentes ele poderia dispor da totalidade de sua herança por testamento, posto que deixou apenas irmãs e um irmão falecido. Portanto a resposta aqui é positiva.
Mas como não há testamento a sucessão regula-se pela Lei, que no caso concreto e com ampla probabilidade é a revogada, razão pela qual estes comentários nela se baseiam.
Inexistentes os herdeiros necessários pais e filhos a herança passa ao cônjuge, também inexistente no caso.
Na seqüência legal vinham os colaterais até o 4º grau, ou seja, irmãos e sobrinhos.
Neste caso, a herança é dividida segundo o número de irmãos vivos e mortos. Os vivos recolhem a parte que lhes toca por cabeça. Os sobrinhos, que herdam por representação, dividem entre si o que seu pai (irmão do autor da herança) receberia se vivo fosse.
Exemplificando: se há dois irmãos vivos e um morto e este tem três filhos, divide-se a herança em três partes: os irmãos recolhem um terço cada um e os sobrinhos dividem entre si a terça parte restante.
Espero ter ajudado. Abraços.
João Cirilo