Tenho passado por um momento complicado em que não existe dialogo nenhum para com o pai do meu filho . Pai esse que inclusive tenta me prejudicar de todas as formas possíveis. Enfim, meu filho tem quase três anos e passou a ter a convivência com o pai ausente a seis meses, por meio de visitas estipuladas pelo juiz. Trata-se de um acordo que fizemos em que ele buscaria o menino todos os domingos das 10hrs as 15hrs durante seis meses, após esses seis meses ele deveria busca-lo na sexta as 18hrs e devolve-lo no domingo as 18hrs de quinze em quinze dias SE houvesse uma boa adaptação. Eis que meu filho tem apresentado comportamentos estranhos e se queixado constantemente das visitas, me fazendo ter que obriga-lo a ir com o pai contra a vontade nos ditos dias. A psicóloga dele já se pôs contra a mudança de horário de visita após os seis meses, pelo fato de ser uma criança muito pequena e pelos comportamentos estranhos dele. Meu filho chora, diz que não quer sair, e reclama constantemente de "não gostar" da noiva do pai. Inclusive chegou a dar a entender que ela tem brigado com ele e chacoalhado ele. Ele sempre volta chorão, medroso e irritado de lá. Me sinto de mãos atadas. Principalmente porque eu sempre quis muito que todos tivéssemos uma relação boa.

O principal problema no momento é que ele está bem doentinho, não come, sentindo dores, reclama da luz, vomitando, nariz muito congestionado e eu tenho passado a noite acordada com ele pra cuida-lo e acalma-lo. Entrei em contato com o pai para que ao invés de iniciar as visitas no horário diferenciado neste fim de semana, que inicia-se no próximo, final de semana este em que eu iria fazer a festa de aniversario dele e ocorreriam alguns eventos de família. Ou seja, estou abrindo mão de tudo isso para que durante a visita mais longa com o pai ele esteja mais disposto que haja uma maior facilidade na adaptação... Mas o "pai" simplesmente se RECUSA a aceitar tal acordo.

Estou errada em achar que pode ser ruim e possivelmente traumático pro meu filho, que NUNCA DORMIU FORA DE CASA nem passou tanto tempo assim longe, ser retirado de casa por esse indivíduo egoísta e insensível estando tão vulnerável e doentinho?

Respostas

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    D

    Desconhecido Sexta, 10 de abril de 2015, 8h13min

    o pai pode cuidar da crianca assim como a mae, assim deixar a crianca ir e melhor ate pra ter uma adaptacao melhor entre ambos, dessa forma ele vai perceber que tanto o pai ou a mae podem cuidar dele, dando amor e carinho....
    meu filho quando ta doente ele nao fica comigo prefere ficar com o pai que dorme sentado com ele no colo pra melhorar a respiracao... deixe seu filho sentir um pouco desse amor e saudavel faz bem e vc vai ver a diferenca...

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    P

    Pai Gente Fina Sexta, 10 de abril de 2015, 12h36min

    6 meses??? PRa que isso tudo???

    A criança pode passar até 9h/dia numa creche, com espaço, regras e autoridades diferentes, mtas vezes vai pra casa da vovó esperar a mãe chegar do trab..

    E precisa de 6 meses de adaptação parar pernoitar na casa do pai???

    Vi que eu criei meu filho para ser quase um vira-lata q vai pra casa de qualquer um q ofereça diversão, seja tio, madrinha, casa de amigos...

    Fico feliz com isso.

    Mas enfim....

    Algumas horas em fds alternados, vc acha q ele vai se adaptar?? Vc acha q é o suficiente para criar uma relação de confiança e intimidade??

    Deixa o moleque passar o fds inteiro lá por algumas vezes e veja a transformação.

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    Marina

    Marina Sexta, 10 de abril de 2015, 17h10min

    Olha...a falta de dialogo eh um problema imenso para a maioria das pessoas. Nao eh exclusividade para casal separado. Mas, em se tratando de um processo de separacao em que ha magoas, etc etc, ha que ser muito maduro para que os problemas pessoais sejam deixados de lado em prol do filho. Poucas pessoas conseguem isso, ainda mais em pouco tempo.
    Estou falando isso pq muitas vezes ele pensa o mesmo de vc e vcs nao chegam a lugar nenhum.
    Inclusive com relacao a se sentir prejudicada. Ele pode achar que vc o quer prejudicar tb ( e nao estou aqui para defender ninguem, apenas para tentar mostrar um outro lado, que muitas vezes nao eh possivel enxergar quando estamos no meio do turbilhao).
    Eu fiquei com uma grande duvida no que vc escreveu. Vc disse que a psicologa nao acha certo que ele pernoite com o pai ( de onde [e essa psicologa?), mas por vc ele so iria no proximo final de semana pq ele esta doente? Entao por vc OK ele ir no proximo final de semana? OU isso seria apenas uma postergacao, no proximo final de semana teria um outro problema?
    Sabe... o pai da crianca tem a mesma obrigacao que vc de cuidar da crianca. Se ele esta doente, eh a hora dele ver como eh acordar a noite, dar remedio, ter responsabilidades. Se ele nao esta hospitalizado e o pai nao esta de acordo, nao entendo o pq dele nao ir.
    Te diria que ele esta sendo exagerado em nao concordar com sua colocacao e aguardar mais uma semana, se nao fosse sua ultima colocacao:

    "Estou errada em achar que pode ser ruim e possivelmente traumático pro meu filho, que NUNCA DORMIU FORA DE CASA nem passou tanto tempo assim longe, ser retirado de casa por esse indivíduo egoísta e insensível estando tão vulnerável e doentinho?"

    Por essa colocaçao a sensaçao que vc passa ( posso estar enganada) eh que o problema nao eh exatamente ele estar doente, mas sim ele dormir fora pela primeira vez. Se for por isso, sempre havera um empecilho a ser colocado. O filho nao eh seu...a crianca nao tem dono. Ela precisa de amor e carinho e cuidados...de ambos os pais..e avos, e tios...
    E, se seu filho tem voltado mal da casa do pai, se pergunte o que vc tem passado para ele tb e tente conversar com o pai sobre esse assunto. Muitas vezes vc pode estar querendo ver ele voltar mal...talvez ele nao esteja.
    Enfim, nao estamos presentes e nao sabemos ao certo o que acontece. Apenas repense os seus motivos e como lidar com a situacao da melhor forma possivel, para que seu filho tenha o amor dos dois e possa ser cuidado pelos dois.

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    Ed José

    Ed José Terça, 14 de abril de 2015, 22h09min

    Quando ele chora para não ir pra creche, você o deixa em casa!? Você tem relacionamentos!? Se tem, ele gosta do teu parceiro!?
    Claro que deve observar o que a criança fala, pois nem toda mãe é alienados, mas quase todas se acham donas das crianças.
    Logo, quando ele estiver grande, verás que não é tua propriedade.

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    E

    Eight Sexta, 17 de abril de 2015, 15h57min

    Eu sinto que vocês não entenderam muito bema situação.
    1º Ele só passou a ter convivência com o pai nos últimos 6 meses por que o juíz estipulou, pois o pai se recusava a ver o filho, inclusive quando eu levava até a casa dos famíliares dele, ele nunca foi presente.
    2º Eu sempre corri atras pra que ele tivesse um bom relacionamento com o filho, mas ele nunca quis. E desde sempre tem dificultado a conversação e acordos.
    3º Meu filho não frequenta a creche ainda, mas se frequentasse eu o faria ir quando chora da mesma forma que eu faço ele ir pra casa do pai todos os domingos.

    Embora a casa do pai também seja a casa dele, é uma casa da qual ele ainda não esta habituado a estar. Eu tenho conversado e tentado facilitar essa ida pra lá, mas isso sempre gera muitos conflitos. Com uma criança doente como ele estava, a probabilidade de ele ter uma reação negativa ao tempo com o pai lá é muito maior. Eu tenho consultado uma psicóloga, ela tem me orientado da melhor forma de lidar com ele, mas ainda assim é complicado.
    Tento conversar com o pai pra saber sobre o comportamento dele, orientar sobre determinados cuidados, tento explicar que isso não é uma competição e que eu não quero tirar o direito dele, mas o pai é completamente inflexível, intolerante, todas as vezes que tentei um dialogo, até que fosse favorecer ele, ele simplesmente surta, fica violento, briga e xinga na frente do meu filho, coisas que eu tento ao máximo evitar.
    Pra terem ideia, eu não sei aonde ele mora, quando ligo pra saber do meu filho ele não atende, não aceita que eu mande roupas/fraldas/brinquedos para o meu filho. Não deixa levar nem a mamadeira dele porque não quer nada que venha daqui de casa.
    Eu não tenho um parceiro, e as vezes em que me relacionei com alguém, preferi separar muito bem as coisas, porque filho é algo sagrado e eu jamais iria expor ele a alguém que eu não conheça e confie 100%.
    Eu não guardo mágoas do pai do meu filho, embora todas as dificuldades pela qual passei com ele. Eu cresci e aprendi muito, e hoje sou muito mais forte do que eu era, sou grata a ele por isso, de verdade. Mas é extremamente desgastante essa situação :/

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    E

    Eight Sexta, 17 de abril de 2015, 16h03min

    Eu jamais iria querer ver meu filho voltando mal de lá, e eu não consigo pensar que uma mãe ou um pai possam querer isso. De verdade. Se tem uma coisa que me alegra é quando corre tudo bem, quando ele volta feliz e contente dos passeios com o pai, principalmente quando vão passear fora. Mas há vezes em que ele volta totalmente transtornado, e isso é muito preocupante pra mim. Na última visita, o pai dele disse que ele vai dormir lá, e agora ele simplesmente se recusa a dormir. Diz que se ele não ta com sono não precisa dormir com o pai... Meu coração fica em pedaços, porque eu sei que ele ama o pai, mas algo faz com que ele simplesmente nao queira ir pra la ):

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    E

    Eight Sexta, 17 de abril de 2015, 16h06min

    No fim, depois de uma longa discussão o pai entendeu e aceitou mudar a data, e hoje, meu filho esta saudável e disposto, logo irei levar ele para o banho e o pai virá busca-lo, assim como o acordado. Espero que corra tudo bem e que ele possa se divertir lá.

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    P

    Pai Gente Fina Sexta, 17 de abril de 2015, 16h18min

    Falta bom senso de ambas as partes, cuidar da criança não eh nenhum bicho de 7 cabeças.

    Eu tb fiquei meio apreensivo qdo deixei meu filho viajar sem mim e sem a mãe pela primeira vez... longe de casa, sem pai e sem mãe.

    Foi a melhor coisa q eu fiz

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    Marina

    Marina Sexta, 17 de abril de 2015, 16h21min

    O melhor de tudo é sempre a conversa. As vezes é dificil...muitas impossivel.
    Que bom que consiguiram de forma madura chegar a um consenso...
    Boa sorte!

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    Ed José

    Ed José Sexta, 17 de abril de 2015, 20h15min

    Oito?
    Veja bem, eu sempre achei que a minha ex era uma boa mãe. Sempre quando vou pegar meu filho mando SMS, digo o dia que estarei de folga tão logo fique sabendo. Trabalho de plantão. Pego, às vezes 4, 5 dias seguidos, aí aviso para ela, pergunto, por educação se ela não tem nada agendado, se há a possibilidade, ela sempre disse sim. Desde que ele passou a comer, acho que com nove meses. Nessa época estávamos bem, ela ficava no sítio, onde mora, e eu aqui em casa. Com 9 meses ela deixou, foi uma experiência maravilhosa. KKKKKK!
    Correu tudo bem. Desde que ele tinha 15 dias eu já cuidava dele. Preparei-me para isso.
    Então, quando ele completou 2 anos, por diversos fatores, o que já não era sólido, acabou-se. Eu passei um 15, 30 dias acho sem vê-lo. Quando o fui buscar, ele disse que não queria vir. KKKKK! Chorava, mas só durava até virá a esquina. Ficava calado, depois me abraçava, ia rindo aos poucos e se soltava.
    Depois foi acostumando, fui levando a passeios; hoje, ele vem correndo. KKKKK!
    Damo-nos muito bem.
    A minha ex arrumou um namorado e, de uns 9 meses pra cá ela vem dificultando, sinda que velado.
    Em outubro de 2014, programei uma viagem para Natal. Combinamos tudo, no dia anterior a viagem ela proibiu, disse que não deixaria eu levá-lo para eu aprender a respeitá-la.
    Pedi a passagem, fui sozinho. Fiquei 5 dias lá, na casa do meu irmão. Todos o estavam esperando.
    Ela já havia deixado escolher o nome da criança se fosse homem, quando foi feito o ultrasson, voltou atrás. Disse que homem era quem devia ter palavras, mulher não.
    Eu havia escolhido Calel, ela chegou até a concordar, mas segundo ela deveria ser Kalel, com K. Pode!? Louca! O som é o mesmo. Quando meu filho tinha um e meio, acho, tinha os cabelos disformes. Cabelos lindos, eu pedi que não o cortasse, veja vocês, eu pedi. Ela, movida sei lá pelo quê, disse que estava feio, que parecia mulher e blá, blá, blá.
    Disse para ela que era muito perigoso cortar o cabelo de criança nessa idade, poderia haver acidente. A doida, junto com a sua cunhada, que é cabeleireira, cortaram o cabelo da criança. Sabem o que aconteceu, pessoal!? A tesoura cortou a testa do menino. Imagine como eu fiquei!
    Ela sempre quis dar a ultima palavra. Nunca trabalhou, eu sustento meu filho desde a gravidez.
    Então, voltando a viagem de 2014 que eu fui privado de viajar com o menino. Ela foi trabalhar, e a criança ficou com o psi, tentei pegar, mas ele disse que foi ele quem proibiu, que achava muito estranho. Que eu queria raptar o meu filho. Doentes!
    O menino sempre ficou comigo. Se eu o quisesse raptar não teria comunicado o endereço, dado os fones dos meus parentes e tudo.
    Quando eu voltei, conversei com ela, ela disse que da próxima deixaria. Em novembro, deu uma festa, paga com o meu dinheiro, contra a minha vontade para comemorar o aniversário do meu mokeque, não iria, mas por insistência dela e do meu filho fui. Na hora de cortar o bolo, o avó e ela pegaram na mão do meu filho para cortar o bolo. Nossa! Tomei a palavra, apresentei-me como pai da criança e anfitrião, que embora eu não gostasse daquela exposição toda para a minha criança, agradecia a presença dele. Disse que amava meu filho. Fui aplaudido. Alguns choraram junto comigo.
    Em novembro, discutir com o namorado dela pelo telefone, fui até a casa dele para pegar meu filho. Pasmem vocês. Eles estavam no mercado, e meu filho dormindo sozinho em casa. As luzes estavam apagadas.
    Entrei com processo de oferta de alimentos, guarda compartilhada. 18/03, definimos alimentos e a guarda ficou com ela, pois ela disse que não queria compartilhada, pois eu poderia me mudar para longe com a criança. No mesmo dia soube que ela vai se mudar para o interior. O cara e ela moram aqui perto, ele alugou uma casa no interior, vai se mudar com ela e meu filho pra lá. Ela disse que decide como quiser, pois tem a guarda.
    Em 25/03 fui buscar a criança, pois viajaríamos para natal no 27/03, pois no acordo as visitas ficaram livres e viagens tb. Estava de férias.
    Então pessoal, meu filho estava com um hematoma gigante no olho direito, como o sítio é escuro, não vi. Fui ver somente no caminho. Perguntei pra ele, ele disse que bateu na cama. Liguei pra ela, ela confirmou. Disse que foi 24/04, perguntei porque não levou ao medico ou me avisou. Disse que nos achou necessário.
    Levei ao medico, foi feito raio x.
    Graças a deus não deu nada, o medico disse não recomendar observação, pois já passará 24 horas.
    Viajamos no dia 27/03. KKKKKK!
    Foi MAGICO! FOI LINDO! FOI TANTA FELICIDADE.
    Eu poderia ter ido só, curtir mulheres, pingas e gastar menos, mas iria com ele novamente. Não chorou, não falou de ninguém aqui. Minto, chamou a avó, quando sentiu dor no olho a noite. Dei remédio pra dor. Chamou a mãe, quando eu sei bronca. So.
    Eu liguei varias vezes para falar com a avó, com o avó, primos. Eu liguei. Quero que ele tenha tudo isso. Ele não pediu, mas liguei, pois a avó pediu que ligasse.
    Liguei pra mãe, ela ficava perguntando se ele estava triste, que a voz estava triste. Forçou ele mandar beijo pro namorado dela. Disse para ele que a irmã dele estava internada. Quando ela ligou outro dia, pedi que não falasse nada da doença da irmã. Ela foi estúpida comigo.
    Quando eu voltamos, devolvi ele inteirinho, com o olho bom e tudo. Cuidei dele 15 dias. Banho, escovar dentes, café, passar repelente, passeios, praia, banhos de mar, carregar no colo no passeio, levar mijadas...
    Então devolvi ele inteiro.
    Ela não poderia ter permitido em outubro, ela não poderia ter me avisado do acidente.
    Agora, ela será chamada pelo juiz para se defender de uma ação de revercao, quando não, a compartilhada, acusação dd alienação, maus tratos de menor. Mandamos fotos e ficha do hospital. Pedimos cautelar para que não se mude até o final da ação.
    Pedimos estudos psicossocial.
    Ela, dificilmente, perderá a guarda, mas terá muitos problemas.
    Precisava disso?
    Não precisava.
    Ela disse que juiz não tira filho de mãe.
    Deixa o menino o dia todo na creche, o avó e avó pegam, quando estou se folga pego também.
    É uma pena. Graças a Deus somos bons atores. Ele não sabe nada disso.

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    E

    Elisete Sexta, 17 de abril de 2015, 21h26min

    Todo processo de adaptação é conturbado.

    O negócio é relaxar e deixar seguir, sempre de olho na criança.

    Creio que possa pedir ao tribunal o acompanhamento da equipe técnica.

    Boa sorte!

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    E

    Eight Sábado, 18 de abril de 2015, 1h50min

    Agradeço aos desejos de boa sorte, já estou com saudades, mas com o coração tranquilo. Ele chorou bastante pra ir mas assim que viu o pai abriu um sorriso lindo. Acredito que tudo corra bem.

    Sempre ensinei que a casa do papai é diferente da casa da mamãe e ele entende, respeita isso.

    Sinto por toda essa relação complicada Ed, é realmente difícil. Você parece se um ótimo pai, se Deus quiser e houver justiça tudo correra bem.
    Te entendo porque a relação com o pai dele não é muito diferente da tua.
    O pai dele sempre foi intolerante comigo, desde quando estávamos junto. Me proibia de sair, de estudar, de trabalhar, de ter amigos, sofri muito durante a gravidez, que tive que esconder dele por meses pois ele queria me obrigar a abortar. Quando a criança nasceu ele percebeu o quão errado estava pelas atitudes e sei que se sentiu culpado pelos pensamentos ruins, sei que ele ama o filho e o filho também ama ele. Mas a essa altura nosso relacionamento já estava machucado demais pra resistir. Logo depois descobri que ele me traia, mas ainda assim, após o fim do relacionamento e com os desentendimentos eu continuei estimulando a presença de ambos um na vida do outro, meu filho não deve pagar por erros de outros seja lá quem tenha cometido, embora ele se recusasse estar presente. Hoje ele ainda esta com a moça com a qual ele se envolveu, e embora ela me ataque constantemente e sem motivos, não guardo mágoa, sei que deve ser difícil pra ela lidar com essa situação e respeito. Mesmo tentando tanto fazer com que as coisas corressem de maneira saudável e respeitosa ele entrou com uma ação alegando que eu o proibia de ver o filho, fato este que é mentiroso, assim como diversas outras coisas que ele citou na tentativa de ter alguma vantagem. Ainda assim, aceitei o "acordo" que ele propôs, pois meu intuito nunca foi prejudicar a relação pai e filho deles, pelo contrário. E ainda assim, tenho tido dificuldade de me comunicar com ele de que ele compreenda coisas que deveriam ser tão simples. Mas logicamente me preocupo com a segurança do meu filho, fiz o pedido de avaliação psicossocial de ambos por desencargo de consciência, já que meu filho é bastante claro quando fala do relacionamento com a noiva e eu já fui ameaçada por ela diversas vezes. Eles convivem juntos, e conviveram mais ainda após o casamento, então creio que é necessário que haja essa confiança de ambas as partes, tanto de mim para com eles quanto o contrário. E junto disso, tento incluir ao máximo o pai na vida dele, inclusive convidando ele para as sessões com a psicóloga, pois acredito que seja direito e dever dele também.

    De qualquer forma, preciso caçar com o que me distrair esse final de semana, sem o guri aqui fico tão a toa que é até estranho kkkkkkkk

    Obrigada e boa noite a todos (:

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    Ed José

    Ed José Segunda, 20 de abril de 2015, 21h11min

    Egito,

    Deve pedir sim. Deve proteger o teu filho. Eu não inventei nada dela. Contei para o juiz somente o que acontece, ele tirará as devidas conclusões.
    Ela poderá se defender. Eu pedir um estudo psicossocial para ver quem pode cuidar da criança, embora eu saiba que ambos podemos cuidar.
    Ele pode até morar com ela, mas acho que cuidarei melhor da sua educação. Quero acompanhar de perto.
    A presença do pai não anula a necessidade que a criança tem da mãe.
    Fiquei extremamente preocupado com a possibilidade de ele se mudar para longe.
    Eles têm casa aqui perto, mas eles alugaram uma casa 140km longe daqui, não tem emprego lá, ela não trabalha e ele não mudou de emprego.
    Não o deixarei ir. Se o juiz autorizar, recorrerei.
    Talvez, se tivessem vindo falar comigo, prometendo cuidar do meu filho...levar no grito?
    Nada disso.
    Obrigado Eght.

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