direito de escolha e segurança jurídica contra suposta ameaça de direito do servidor público

Há 19 anos ·
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O servidor público que contribua para previdência social (INSS), há 20anos. Não possui o direito de escolher se quer continuar contribuindo para a previdência social, caso o administração pela qual ele trabalha venha a constituir a partir de agora uma previdência própria? Pois o que lhe assegura que essa "nova" previdência venha garantir a sua aposentadoria de modo digno mais tarde.

2 Respostas
eldo luis andrade
Há 19 anos ·
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O servidor público que contribua para previdência social (INSS), há 20anos. Não possui o direito de escolher se quer continuar contribuindo para a previdência social, caso o administração pela qual ele trabalha venha a constituir a partir de agora uma previdência própria? Realmente não possui tal direito. A não ser que na lei que institui o regime próprio seja prevista tal opção. O servidor público sujeita-se a lei do ente público a que presta serviço. Seus direitos e deveres estão integralmente definidos em lei. E não existe direito adquirido a regime jurídico. Isto já está bem definido pela Justiça. Mudou a lei, o servidor tem de se submeter a ela. O servidor público que contribua para previdência social (INSS), há 20anos. Não possui o direito de escolher se quer continuar contribuindo para a previdência social, caso o administração pela qual ele trabalha venha a constituir a partir de agora uma previdência própria? Nada. Como também nada assegura que no INSS a aposentadoria será digna. No entretanto, se o regime de previdencia falir e o ente extingui-lo está garantida a volta ao INSS, contando o tempo de contribuição no regime próprio. Pelo menos isto a Constituição garante. Ninguém ficará sem regime de previdência, haja o que houver. Pelo menos enquanto alguns "reformistas" não resolverem acabar com a universalidade dos regimes de previdencia. Até agora nenhum governo seja Lula, seja FHC pensou nisto e a maioria dos países do mundo pratica a universalidade da previdencia. Na América, o Chile é a exceção. Mas já está voltando atrás. A Presidente do Chile Michele Bachelet está querendo modificar a legislação para permitir a universalidade do regime de previdencia. No qual uma geração contribui para a aposentadoria de outra. E não cada um contribui para seu benefício em conta própria. Na realidade o ideal é haver um sistema misto que permita tanto a contribuição solidária entre gerações de trabalhadores como a individual, esta última mais sujeita a riscos e dependente de aplicações financeiras. O Brasil adota o sistema misto. Se bem que predomina a solidariedade entre gerações.

Autor da pergunta
Há 19 anos ·
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Obrigada, eldo luis pela sua resposta. Pois foi de grande valia para minha dúvida. Essa indagação surgiu pelo fato que está ocorrendo no município em que resido, pois é um município rico, mas com a população carente. E os governantes não investem no mesmo e só querem acabar com certos direitos dos servidores. No entanto, para os servidores daqui era muito mais seguro continuarem vinculados a previdência social, do que passarem a previdência própria.

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