Filhos com um estrangeiro. Separação. Guarda. Como proceder?
Tive filhos com um estrangeiro. Eles nasceram há três meses. Quando as crianças nasceram, ele me convenceu colocar apenas o sobrenome dele nas crianças. Agora está me ameaçando constantemente e fazendo tortura emocional. Estou com medo dele. Ele diz que a qualquer hora faz alguma coisa comigo, E que vai levar meus filhos embora e levar para seu país de origem. Quero me separar. Como devo proceder, para sair de casa e não perder a guarda dos meus filhos e sem risco de ele poder sair do país com as crianças? Na guarda compartilhadas, há chances de ele poder sair do país com as crianças sem minha autorização?
Não há motivo para que seus filhos não recebessem seu sobrenome. Para sair do Brasil com as crianças o pai terá de apresentar autorização da genitora, e vc consta na certidão de seus filhos.
Peça na justiça a guarda provisória, procure a defensoria publica para isso, peça tmb os alimentos provisórios que o pai terá de dar aos filhos, enquanto o valor da pensão não seja discutido na justiça, e não deixe de providenciar tmb ordem para incluir na certidão de seus filhos o seu sobrenome.
Vc pode fazer isso tudo de uma vez só, e tmb sair de casa e ir morar com amigos ou parentes na mesma cidade onde vc está.
Guarda judicial não concede nada aos genitores, nenhum direito, apenas obrigações, e a maior delas é a de zelar pelos filhos, representando-os e defendendo seus direitos. E é direito do cidadão que, por mero acaso, é seu filho, o de conviver com ambos os genitores, na mesma medida de tempo e condições. Por isso a guarda compartilhada atende aos interesses da criança, não dos pais, desse modo, qualquer dos genitores para sair do pais tem de obter autorização do outro genitor ou então da justiça, e esta sempre chama o outro genitor para se manifestar.
Grave as ameaças que ele lhe faz, leve a delegacia de seu bairro e registre BO, peça ordem de restrição. Isso poderá vir a ser muito útil mais tarde, demonstrará o perfil psicologico do sujeito, e até poderá ajuda-la a manter as visitas assistidas, para que o sujeito não faça mal as crianças.