Gostaria de saber como o Inss consegue fazer um pente fino nas aposentadorias e em 15 dias eliminar 26 mil segurados. Já na contramão existem milhares de segurados aguardando uma revisão durante vários anos e não se tem uma resposta. Qual é o mistério?
Estou desde 2014 aguardando uma resposta do INSS, sobre um p.p.p. Perfil profissional de periculosidade da empresa que trabalho.
No caso ele está falando de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez. Realmente existe um sistema SISOBI no qual o INSS pesquisa os óbitos. E não se descarta que algum dos em auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez tenha falecido e alguma outra pessoa esteja recebendo por ele. O titular de cartório que deixar de informar algum óbito no sisobi está sujeito à multa. Mas também o INSS tem o CNIS que trás o vínculo de trabalho dos segurados com as empresas. E quem deixar de informar os segurados que trabalham em GFIP sofre multa e pode responder até por crime e sofrer pena de prisão. Comparando o CNIS com banco de dados de benefícios por incapacidade (auxílio-doença e aposentadoria por invalidez) é fácil saber quem são os incapazes que estão trabalhando (capazes, portanto) e recebendo benefícios indevidos. Já PPP para aposentadoria especial? Muita discussão e dúvida sobre laudos técnicos, medidas de proteção, etc. Realmente demanda muito tempo. Usar informática não ajuda muito. O cérebro humano é mais exigido. E a tomada de decisões é mais lenta. Mas o principal interesse é reduzir despesas e não apressá-las. E este governo Temer se pudesse acabava com todas as aposentadorias especiais.
Náo é bem simples assim como parece. Muitos que caíram no pente fino estavam bem vivo. Tinha uma mulher que estava com câncer e teve seu benefício cortado. Já houve casos de funcionário da Eletropaulo ter perdido as pernas teve sua aposentadoria cortada. Enfim, para cortar os técnicos do Inss age em tempo recorde, mas para dar direitos é uma tartaruga paraplégica.