Mulher sob influencia do estado puerperal mata enfermeira logo apos o parto, homicidio privilegiado?
Concordo em parte com o colega Mike, mas nao nos esqueçamos das circunstâncias e do elemento anímico da conduta...
Privilegiado é possível, o sujeito passivo do infanticídio deve ser sempre o rescém-nascido, entretanto, se a conduta era direcionada a ele e por aberratio ictus a enfermeira foi atingida, as circusntâncias são comunicáveis com base no art.20 §3º e no art.30 do CP, assim a mãe responde por infanticídio.
Caso não tenham sido estas as circunstâncias e a mãe tenha agido com dolo, porém com influência psicológica do puerpério, esta pode ter uma atenuante a seu favor com base no art.66. Neste caso a tese da defesa deve ser acompanhada de um laudo psicológico da ré.