Pedir citaçao e procedencia é obrigatorio?
Boa tarde, colegas, Tenho duas dúvidas sobre prática jurídica, se alguém puder dar uma luz...
Por que tenho que pedir a citação do réu e que seja julgado procedente o pedido na minha inicial? Quero dizer, se estou ajuizando uma ação, é claro que desejo a citação do réu. Existe mesmo a possibilidade do réu não ser citado só por que eu não pedi?
Minha outra dúvida é por que deixamos aquele espaço antes da vara (no momento de distribuir o processo). Sei que a ideia era que um serventuário completasse com a Vara após o sorteio, mas hoje em dia o processo é eletrônico e acaba ficando em branco para sempre, nunca vi alguém completar aquilo (para ser sincera, nunca vi completarem quando o processo era físico tampouco). Eu sou obrigada a botar o espacinho? Não posso deixar "EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DA VARA COMPETENTE DA COMARCA DA CIDADE DE ..."?
O que acontece se eu fizer isso? Muito, muito obrigada!
Prezada colega, Veja bem, o exigido está contido no Art. 319 do CPC, não sei qual foi o ano de sua formação, mas a questão de pedir a citação do réu estava inscrita no anterior Art. 282 do CPC de 1973, com a reforma na parte final o interessante é mencionar quando não se deseja a realização de audiência de conciliação. Como no mundo jurídico as transformações levam tempo, creio que ainda veremos por bastante tempo iniciais com o pedido de citação do réu. Mal não faz. A mesma coisa pedir a procedência, se no pedido imediato pedimos a condenação do réu por exemplo, é consoante com a lógica que já estamos a pedir a procedência. Redundar tal pedido ao final nas despedidas é um hábito, são os salamaleques do direito. Espero ter contribuído, como conselho devo dizer para não se preocupar tanto com a superfície, mas sim com o direito em profundidade. Sei que no início temos incertezas, mas confie em sua formação e lembre: todas as formalidades se esgotam nos códigos, o restante são prolegômenos e floreios. Saudações,
À disposição. Sempre é bom encontrar colegas que questionam as coisas como são e não as seguem de maneira cega. Com esta postura tenho a certeza que alcançará grande envergadura em sua carreira. Talvez não tenha encontrado as respostas porque nos corredores acadêmicos o que mais presencio é uma certa dose de apatia. Deixa-se o direito em favor da práxis forense. Lembre sempre que o direito é construído dia a dia, numa mobilidade permanente. Sua postura enriquece e renova o direito. Saudações,