Atualmente vivenciamos uma constante competitividade, onde diariamente presenciamos pessoas que buscam se alavancar profissionalmente ou pessoalmente, porém, na maioria das vezes, não pela satisfação própria e sim pelo reconhecimento próprio diante de uma sociedade vaidosa, que, segundo grandes autores como Dardot e Laval, é uma característica típica do capitalismo.
Neste ambiente, é comum presenciar indivíduos que se repelem por conflitos de interesses, indivíduos que buscam obstruir a carreira de outrem na tentativa de criar para si novas oportunidades e diminuir a concorrência, é visível a perca de valores e princípios morais e éticos e, principalmente, impera a falta de respeito com o próximo. Estes fatos tem se tornado mais comum a cada dia, devido ao fato de que a sociedade tem enxergado estes acontecimentos como algo comum e, talvez, até necessário, para que se possa chegar ao destino traçado e almejado.
A cultura de paz vem de encontro às problematizações expostas, objetivando a valorização do ser humano e acreditando que cada indivíduo possui potencial para resolução de seus próprios conflitos além da capacidade de estabelecer relações saudáveis e harmoniosas dentro de um determinado grupo social e da própria sociedade. Porém, para que isto ocorra, há a necessidade da instituição dos valores, até então, escassos, de humanização.
Estes valores dizem respeito a aceitação do próximo, mesmo possuindo suas diferenças culturais e de ideais que levam os seres a possuírem ideias distintas, fazendo que cada se venha a compreender a perspectiva do outro, mesmo que não a aceite, porém, a respeite, sem juízo de valor ou busca de interesses próprios. John Paul Lederach expressa que, para haver paz, não basta a ausência de violência, mas se faz necessário a presença da interação e interrelação positiva e dinâmica, se pautando no apoio mútuo, na confiança, na reciprocidade e na cooperação.
Para se alcançar a paz, é necessário que os indivíduos se conscientizem das benéficas da tolerância e da compreensão, que se torna um árduo trabalho frente a formatação vivenciada pela sociedade atual, como já citado acima. A inclusão destas ideias deve ser estendida à todas as idades e classes, mas principalmente, fortalecendo as raízes na educação básica visando a adequação das relações básicas.
A paz é fruto do reconhecimento do ser como detentor de direitos específicos e que condizem com as suas vontades e necessidades particularizadas, havendo, conforme tal, posicionamentos e pontos específicos de deslumbre para cada fato.
Compreendendo cada um com sua particularidade e seguindo a politica de humanização das relações, buscando a partir dela que se tenham relações harmoniosas, encontrar-se-á moral, ética, valores e respeito. Desta, se viverá em paz.