Breve reflexão sobre os disparates de um povo ainda colonizado.

Neste ano. a Amazônia nunca esteve tanto na mídia - infelizmente, não por bons motivos. Seja pela polêmica MP 910, derrubada pelo favorecimento à grilagem e nítida inconstitucionalidade, pelo PL 2.633, que persisiu problemático quanto à regularização fundiária, até as queimadas, que desencadearam protestos a nível internacional.

Ao se falar no nosso maior bioma, devemos ter em mente a riqueza que alberga todo esse ativo ambiental – seja a natural, a intelectual, viabilizada pelas pesquisas científicas, ou a oriunda da exploração econômica.

Acontece que, ao contrário do que se espera, o estado do Amazonas, que abriga grande parte dessa floresta tão rica, possui, também, os municípios mais pobres do país. No quesito desenvolvimento humano (IDH) e progresso social (IPS), os amazonenses experimentam a desigualdade social em níveis extremados.

O que isso quer dizer? Os amazonenses possuem riquezas desejadas a nível global no quintal de casa, cuja exploração se converte em estrondosas cifras, as quais se esvaem rapidamente. Os municípios, já sugados, sofrem com desemprego, população densa, infraestrutura deficitária, concentração de renda.

Por sua vez, diversos países europeus se apresentam como os grandes defensores da Amazônia. Enquanto isso, nós legitimamos a destruição de nossa terra. O que falta ao povo brasileiro para romper os grilhões de mente colonizada? A resposta, creio eu, está na Educação.


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