Com planejamento previdenciário, é possível identificar a aposentadoria mais vantajosa

 

Uma pesquisa realizada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) em parceria com o Instituto Ipsos revelou que 76% da população brasileira aposentada pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS tinha os valores dos benefícios recebidos como a sua principal fonte de renda. A pesquisa informou, também, que 43% dos entrevistados pretendiam continuar trabalhando depois de aposentados para garantir o sustento. Gastos com remédios e plano de saúde foram as principais preocupações para o futuro.

 

Se aposentar bem, portanto, tem sido uma das grandes expectativas (e preocupações) dos brasileiros. Nestas ocasiões, há uma série de questionamentos sobre qual é o melhor momento para encaminhar o benefício e, boa parte das dúvidas, se relacionam às mudanças trazidas pela Reforma da Previdência de tal sorte que até mesmo alguns dias podem trazer significativas diferenças nos valores das aposentadorias.

 

Assim, antes de dar entrada com pedido de aposentadoria no INSS, é importante a pessoa saber antes qual é o salário que virá de benefício. Isto é possível fazendo um estudo, calculando previamente o seu valor, o que se chama de planejamento previdenciário. No momento do cálculo, o segurado também vai saber se vale a pena buscar o reconhecimento de tempo de trabalho sem contribuição para o INSS para contar com o tempo de contribuição que já possui, ou, então, se fará diferença somar as atividades perigosas e insalubres, adicionar o trabalho agrícola com os pais ou se compensa aumentar o valor da contribuição para a previdência e se aposentar mais tarde, entre outras situações. Com essas informações, escolhe-se a modalidade de aposentadoria mais vantajosa, entre as regras de transição trazidas pela reforma, explica o advogado especialista em direito previdenciário, Carlos Alberto Calgaro.

 

Ainda, conforme Calgaro, a Reforma da Previdência, além de trazer dúvidas em relação aos períodos de trabalho e de contribuição, deixou também bastante complexa a fórmula de cálculo dos valores dos benefícios pois parou de descartar os salários mais baixos do contribuinte e, não fosse pouco, ela parte da média de 60% do valor dos salários da pessoa para acrescer 2% por ano após 15 anos de contribuição para as mulheres e, 20 anos, para homens.

 

Atualmente, encaminhar um pedido de aposentadoria se tornou uma tarefa difícil para o cidadão, ao que se recomenda a orientação de profissional especializado para fazer o seu planejamento previdenciário e saber da possibilidade de se aposentar bem e, quem sabe, ainda em 2022.

Fonte: Andrieli Trindade - Jornalista /Calgaro Advogados Associados - OAB-SC 3420

Carlos Alberto Calgaro - Advogado especialista em Direito Previdenciário - [email protected]

www.calgaro.adv.br



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