Símbolo do Jus.com.br Jus.com.br

Reflexões sobre a dimensão da autoempatia na comunicação não-violenta

Exibindo página 2 de 2

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Comunicação Não-Violenta contempla três níveis de conexão porque cada um deles compõe fundamentalmente os seres sencientes. Comunico-me em níveis distintos comigo, com os outros que me cercam e com meus grupos relacionais de afeto e apoio.

 Em um nível mais profundo da prática de não-violência, a distinção dessas três camadas comunicacionais deixa de ser relevante, não porque deixem de existir, mas por serem percebidas como unidade. Ao reconhecer-me como parte de tudo o que existe e perceber que tudo o que existe habita em mim, todo ato de empatia passa a dizer respeito a autoempatia. Por essa razão, podemos considerar a autoempatia como o princípio e também o fim da CNV.


REFERÊNCIAS 

BLOCK, Peter. Community: the structure of Belonging. Oakland: Berrett-Koehler Publishers. 2009.

BROWN, Brene. Daring Greatly: How the Courage to Be Vulnerable Transforms the Way We Live, Love, Parent, and Lead. New York: Avery Publishing Group, 2015.

______. The Gifts of Imperfection: Let Go of Who You Think You're Supposed to Be and Embrace Who You Are. Minnesota: Hazelden Publishing & Educational Services, 2010.

CAEIRO, Alberto. Quando vier a Primavera. Disponível em: <http://arquivopessoa.net/textos/991>. Acesso em 22 ago. 2019.

CALVO SOLER, Raúl. Mapeo de conflictos: técnica para la exploración de los conflictos. Barcelona: Gedisa, 2014.

Assine a nossa newsletter! Seja o primeiro a receber nossas novidades exclusivas e recentes diretamente em sua caixa de entrada.
Publique seus artigos

CARVALHO, Mayara. O diálogo como forma de 'fazer as pazes': uma introdução à comunicação não-violenta e aos compromissos toltecas. Horizonte Teológico, v. 1, p. 23-34, 2019.

CREMA, Roberto. O poder do encontro: a origem do cuidado. São Paulo: Instituto Arapoty, 2017

GILBERT, Elizabeth. Grande magia: vida criativa sem medo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.

GOLEMAN, Daniel. Trabalhando com a inteligência emocional. Rio de Janeiro : Objetiva, 1999.

KUMAR, Satish. Soil Soul Society: A New Trinity For Our Time. Brighton: Ivy Press, 2013.

______. You are Therefore I am: A Declaration of Dependence. Dagenham: Green Books, 2002.

LEDERACH, John Paul. Transformação de conflitos. São Paulo: Palas Athena, 2012.  

LEMINSKI, Paulo. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

LEVINAS, Emmanuel. Ética e infinito. Madrid: La balsa de la Medusa, 1991.

______. Violência do rosto. São Paulo: Loyola, 2014.

LEVINE, Peter. Walking the tiger: healing trauma. Berkeley: North Atlantic Books, 1997.

MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva. São Paulo: Ubu Editora, 2018.

RINPOCHE, Yongey Mingyur; TWORKOV, Helen. Transformando confusão em clareza: Um guia para as práticas fundamentais do budismo tibetano. Teresópolis: Lúcida Letra, 2018.

ROSENBERG, Marshall. Being Me, Loving You: A Practical Guide to Extraordinary Relationships. Encinitas: Puddle Dancer Press, 2005.

______. El sorprendente propósito de la rabia: más allá de la gestión de la rabia: descubrir el regalo.Barcelona: Editorial Alcanto, 2014.

______. Living Nonviolent Communication: Practical Tools to Connect and  Communicate Skillfully in Every Situation. Boulder: Sounds True, 2012.

______. Nonviolent Comunication: A Language of Life. 3. ed. Encinitas: Puddle Dancer Press, 2015.

SAVATER, Fernando. Ética como amor-próprio. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

SIMMEL, Georg. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, O. G (org.). O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1967.

YODER, Carolyn E.; BARGE, Elaine Zook. Strategies for Trauma Awareness and Resilience: The Unfolding Story. Harrisonburg: Center for Justice and Peacebuilding, 2012.

Sobre os autores
Mayara Carvalho

Doutora em Direito pela UFMG, com pesquisa em Justiça Restaurativa Comunitária. Mestra em Ciências Jurídicas pela UFPB. É facilitadora de práticas restaurativas, professora e advogada, com graduação em Direito pela UFRN. Autora do livro “Justiça Restaurativa na Comunidade” e do livreto “Justiça Restaurativa na Escola”.

Lucas Jeronimo Ribeiro Silva

Mestre e Doutorando em Direito pela UFMG, com pesquisa em Justiça Restaurativa. Bolsista do CNPq. Pesquisador do Programa de Acesso à Justiça e Solução de Conflitos - RECAJ UFMG. Pesquisador colaborador do Programa de Justiça Juvenil Restaurativa da Província de Buenos Aires - FUNREPAR. É professor e facilitador de práticas restaurativas.

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

Publique seus artigos Compartilhe conhecimento e ganhe reconhecimento. É fácil e rápido!