O cristianismo contra seu algoz, o ambientalismo neopagão

Exibindo página 1 de 2
Leia nesta página:

CAVALCANTE, Elton Emanuel Brito

(UNIR, 2026, [email protected])

O cristianismo e a crise ambiental

Muir (2018), White (2007) e Weber (2004) afirmam que o cristianismo, sobretudo o de matiz protestante, é a base cultural da Revolução Industrial, e que esta é a causa da crise ambiental, logo, o cristianismo seria nocivo à natureza.

O cristianismo não foi o responsável pela crise ambiental, mesmo assim continua a ser combatido pelos movimentos ecológicos radicais (Nelson, 2019). Isso ocorre porque, segundo Schneider (2019), o neopaganismo contemporâneo rejeita absolutamente o cristianismo, pois este seria o único obstáculo para o surgimento de uma religião global, mescla entre ciência, paganismo, misticismo oriental, feminismo radical, marxismo cultural e socialismo.

Haveria uma espécie de neocolonialismo, no qual o multiculturalismo, o ecumenismo e o ambientalismo seriam meras propagandas de um imperialismo mundialista e plutocrático. Para essa visão, o ambientalismo atual não seria aquele animista da época antiga, simples, singelo e buscando apenas aproximar o homem da divindade. Ao contrário, seria uma colcha de retalhos, uma religião que pregaria uma visão materialista, apocalíptica e que seria a base para o surgimento do profeta do anticristo.

Imagem. Celebração da festa do orgulho pagão

Fonte: https://www.cliografia.com/religioes/neopaganismo/

O paganismo, como qualquer religião, deve ser respeitado.

O que se critica é a afronta ao cristianismo. É num contexto neopagão impositivo que se deve pôr o ambientalismo radical, cujo expoente midiático de envergadura é a ativista Greta Thunberg.

Muller (2020) a trata como um ícone de uma sociedade pós-cristã, que retornaria ao paganismo socialista de Robespierre (2018), John Muir (1916), White (2007) e ao de O’Connor (1998). De fato, Thunberg possui um discurso apocalíptico, podendo enquadrar-se facilmente na corrente radical do ambientalismo: “I come from Sweden and I want you to panic. I want you to act as if your house was on fire” (Thunberg, 2019, p. 01).

Pela notoriedade que a moça tem, Maitra (2019, p. 01) insinua que a mídia a idealiza com uma heroína viking ou com uma vítima da Inquisição, segundo os parâmetros hollywoodianos.

Nelson (2019), no que lhe toca, assevera que a ambientalista foi escolhida por seus traços nórdicos, pela pouca idade e pelo rosto terno, justamente para cativar o público e calar os contrários por meio de chantagem emocional, pois ficaria mais difícil criticar duramente uma criança.

Para ele, o dito pela jovem ambientalista torna-se perigoso para os ordenamentos jurídicos vigentes, pois legisladores estariam tomando decisões sob a égide de ideologias irrefletidas.

Imagem: “Greta, our perpetual teen of sorrow”

Fonte: Google

Zarraute (2022) pondera que o discurso da ambientalista assemelhar-se-ia ao do papa Francisco. De fato, a encíclica Laudato Si’, para muitos uma apologética do paganismo e do anticapitalismo, traz o seguinte:

Muitos daqueles que detêm mais recursos e poder econômico ou político parecem concentrar-se sobretudo em mascarar os problemas ou ocultar os seus sintomas, procurando apenas reduzir alguns impactos negativos de mudanças climáticas. Mas muitos sintomas indicam que tais efeitos poderão ser cada vez piores, se continuarmos com os modelos atuais de produção e consumo (Francisco, 2015, p. 01).

Para não deixar dúvidas, o líder espiritual participou de um ritual em honra à Pachamama, no qual a xamã que o presidiu asseverou que plantar uma árvore “é acreditar numa vida a crescer e frutificar, para saciar a fome da criação da Mãe Terra” (apud Ureta, 2019, p. 01). Outrossim, a xamã pediu a todos os presentes que se curvassem ante a estátua da deusa (De Sá, 2019).

Imagem. O papa Francisco em rituais de adoração à Pacha Mama

Papa plantando árvore em culto à Pachamama.

Papa assistindo ao ritual de adoração à Pachamama.

Papa Francisco com a imagem da Mãe-Terra.

Ednamar de Oliveira Viana, xamã que dirigiu o ritual nos jardins do Vaticano na presença do Papa Francisco.

Fonte: Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Sobre isso, Maitra citou um evento no Seminário Teológico de Nova York, no qual os alunos disseram haver confessado seus pecados contra os vegetais. Destacou também o ocorrido em uma reunião nos Alpes glaroneses, ali um grupo de suecos organizou o funeral para uma geleira.

Dessa forma, “o surgimento de temas pagãos nos círculos ambientalistas faz parte de uma tendência de afastamento das fés judaico-cristãs e de aproximação a religiões como a Wicca, que ganhou popularidade entre millennials, público-alvo mais preocupado com as mudanças climáticas. Os wiccanos não são a única seita neopagã. ‘Druidas, adoradores da Deusa, agnósticos e xamãs’ contam também” (Pierre, 2019, p. 01).

Na mesma linha, Gerard Baker considera os movimentos ambientais como a religião secular do mundo moderno (Wall Street Journal), sendo o grupo Extinction Rebellion1 a face mais dura dessa nova religiosidade.

Ativistas do Extinction Rebellion: a face mais evidente da “religião secular do mundo moderno”.

Fonte: New York Times: https://www.nytimes.com/2019/10/28/opinion/extinction-rebellion-london.html

O grupo britânico faz passeatas e busca regenerar a cultura mundial. Contudo, para Pierre (2019) e Cann (2019), os neopagãos têm discursado muito sobre a paz e a democracia, rindo-se dos céticos e utilizando-se de dados e previsões falsas, adorando-se mais a si mesmos e menos a natureza e ameaçando por meio de violência àqueles que não aceitam ou fazem o que eles desejam.

Nessa mesma linha estaria outra ativista ambiental famosa, a deputada norte-americana Ocasio-Cortez, quem “se tornou um ícone do culto ao clima ao propor o New Deal Verde. A proposta supõe que a ‘atividade humana’ está derretendo geleiras e aumentando a ocorrência de incêndios florestais, furacões e secas” (Pierre, 2019, p. 01 ).

Para tais autores, o ambientalismo toma muito da tradição judaico-cristã. Mead (2014) investigou as correntes ambientalistas e encontrou-lhes origem abraâmica. Ele os considera abraâmicos inconscientes, pois possuiriam paradigmas mentais tal e qual as religiões abraâmicas, porém sem se perceber-se crentes devotos.

Logo, na sua cosmovisão pós-moderna da história, o Éden terrenal seria anterior à Revolução Industrial: “Os homens foram expulsos da história ao começarem a desmatar o mundo e a queimar combustíveis fósseis emissores de gases poluentes para cuidar de sua prole e fazer a economia crescer. O fim do mundo ocorrerá quando o homem deixar de reconhecer a ‘integridade da natureza não humana’ provocar uma catástrofe mundial que destruirá o planeta como o conhecemos” (Pierre, 2019, p. 01). E acrescenta:

Os ativistas pregam um evangelho conservacionista que pretende redimir os pecados ambientais da Humanidade. Eles nos aconselham a nos abstermos de carnes para reduzirmos nossa ‘pegada de carbono’, e preveem que a Terra será destruída, a não ser que os governos de todo o mundo confiem no oráculo que lhes fez essa revelação. Os adoradores do clima se apropriam de aspectos do cristianismo para conclamar o mundo a se arrepender de seu ‘Pecado Original de uma revolução industrial baseada no carbono’ [...]. Conscientemente ou não, os fiéis dessa religião têm adotado o conceito cristão do Juízo Final ou Fim do Mundo (Pierre, 2019, p. 01)

Esse tipo de ambientalismo trata a Terra como um lugar anteriormente puro, hoje, porém, maculado pela revolução científico-capitalista; apregoa o traço pecaminoso do humano, sugerindo-lhe maneiras de expiação. Contudo, a redenção não é espiritual ou para após a morte, a proteção ambiental assegura o paraíso neste mundo. Ademais, há uma nova manifestação de amor pela vida vegetal.

Zarraute (2022), (Nelson, 2019), Schneider (2019) insinuam que o ambientalismo pagão de Greta e Francisco sofrem influências do movimento New Age2, o qual se expandiu bastante na Europa durante os anos 80, embora já tivesse suas raízes fincadas no ocultismo de Madame Blavatsky, no movimento hippie e punk, por exemplo.

Dessa forma, por trás dos dados supostamente científicos que o ambientalismo usaria para defender o clima estaria o surgimento de uma nova religião, cujos profetas, mais do que a simples adoração panteística de Gaia ou da Pacha Mama, resgatariam o pensamento de Marcião de Sinope3, quem sustentava que o Deus hebreu era inconsistente, ciumento e genocida, e que o universo criado por ele era defeituoso, e Cristo não era o messias judeu, senão uma espécie de espírito enviado pelo Ser Supremo para combater ao Deus hebreu, permitindo a humanidade sair da armadilha em que estava (Harnack, 1961, p. 01).

Imagem. A Contracultura hippie e a sociedade alternativa ambiental.

Fonte: Jacobin: https://jacobin.com.br/2021/04/os-hippies-sovieticos/

Para Marcião, no Antigo Testamento, Deus havia estabelecido leis, retribuições, ameaças e castigos; já o Ser Supremo não julgaria nem ameaçaria, porquanto seria pura bondade, garantido a salvação para todo e qualquer humano. Marcião eliminou de seu cânon tudo o que se referisse ao Antigo Testamento.

O seu ser supremo pode ser identificado como Lúcifer, quem enganou a Eva. A maçã do texto sagrado é um símbolo de rebelião, porquanto o homem, em conluio com a serpente, tentou uma espécie de golpe de Estado, contestando os cuidados divinos. O castigo, infere-se, é estar sob a égide de Lúcifer. No fundo, a fruta comida representaria a obtenção de consciência e saber e, sobretudo, a capacidade de decidir o próprio destino.

Ou seja, os primeiros humanos rejeitaram a proteção divina e se prostraram de joelhos àquilo que seu próprio esforço podia dar-lhes. A serpente os enganou prometendo-lhes liberdade, levando-os a crer que Deus mentia, que era opressor:

Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: "Foi isto mesmo que Deus disse: 'Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim'?" Respondeu a mulher à serpente: “Pode­mos comer do fruto das árvores do jardim, mas Deus disse: 'Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão'". Disse a serpente à mulher: "Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal". Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e ­o deu a seu ma­rido, que comeu também. Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobri­r-se (Gênesis, 3, 1-7).

O homem, a partir desse momento, começou a decair. Lúcifer teria dado a Eva a ciência, a capacidade de usar a razão, e as ferramentas obtidas por esta para alterar o meio circundante.

Não é à toa que Lúcifer encontra-se representado na cultura greco-romana como Prometeu,4 quem havia roubado dos deuses o fogo (ou seja, a luz racional, a ciência e a tecnologia) para dá-lo ao homem. Zeus o castigou duramente por tal ato. A benevolência de Prometeu com o humano gerou tão contundente reação, colocando, aparentemente, a Zeus como um deus cruel.

Na mitologia grega, Prometeu é resgatado por Hércules, e é tido como um benfeitor da humanidade, porque tirou dos deuses uma ferramenta de domínio (a reflexão racional) e a distribuiu para o homem; já Lúcifer, para a mentalidade judaico-cristã, é quem tirou a humanidade de um estado de equilíbrio e paz para lançá-la numa agitação constante, no medo e na falsa esperança de que a ciência-tecnologia finalmente liquidará a morte e trará o paraíso de volta à Terra.

Fique sempre informado com o Jus! Receba gratuitamente as atualizações jurídicas em sua caixa de entrada. Inscreva-se agora e não perca as novidades diárias essenciais!
Os boletins são gratuitos. Não enviamos spam. Privacidade Publique seus artigos

Imagem: Prometeu acorrentado

Fonte: https://escolaeducacao.com.br/prometeu-acorrentado/

Dessa consigna, Irineu de Leão (2020) inferiu que, para Marcião, todos os que trabalharam contra o Deus hebreu seriam bons: Caim e os que a ele se assemelha, assassinos, criminosos em geral, estupradores etc., ou seja, aqueles que se entregaram a iniquidades teriam sido salvos por Jesus quando ele desceu ao inferno.

Por outro lado, Abel, Enoque e Noé, assim como os demais justos, os patriarcas, os profetas e todos que viveram conforme a vontade do Deus do Antigo Testamento, não conseguiriam salvar-se: “Los que agradaron al Dios justiciero del AT no están bien predispuestos a recibir una salvación gratuita. Al contrario, los injustos ante el Dios de la Ley están mucho mejor preparados para abandonarse con fe a un mensaje de salvación” (Fernández, 2001, P. 01).

Jesus seria o equivalente ao hippie paz e amor, rompendo com o moralismo e a doutrina rígida impetrada por Deus, pregando o liberalismo e o amor livre.

Em defesa do cristianismo

Para White, a causa superficial da devastação dos ecossistemas estaria na fusão entre técnica e ciência ocorrida em meados do século XIX, durante a Segunda Revolução Industrial, o que teria possibilitado o advento do crescimento urbano, da contaminação, do consumismo e da superexploração dos recursos naturais. Entretanto, essa fusão só teria sido possível graças a um conjunto de axiomas judaico-cristãos: a noção de progresso material, o tempo linear, o antropocentrismo e a permissão divina para subjugar a Terra (White, 1967).

O capítulo 1:28-30 de Gênesis concederia à humanidade o domínio sobre a terra e todos os animais, dando-lhe o direito de usufruir deles ao bel-prazer, o que tornaria a religião cristã a mais antropocêntrica do mundo e, também, promotora de um dualismo entre o ser humano e o meio ambiente (White, 2007):

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra (Gênesis, 1:28-30).

Por esse motivo, o homem compartilharia a superioridade de Deus sobre a natureza. O cristianismo, portanto, para os teóricos supramencionados, ao desestabilizar as religiões animistas do Ocidente europeu, teria sido o responsável por liberar as inibições em explorar a natureza:

Los espíritus en los objetos naturales, quienes en un principio habían protegido a la naturaleza de la acción del hombre, se esfumaron. El monopolio efectivo del hombre sobre el espíritu en este mundo fue confirmado y las antiguas inhibiciones para explotar la naturaleza desaparecieron (White, 2007, pp. 80-84).

Por outro lado, as religiões pagãs europeias, por seus traços animistas e panteístas, seriam menos nocivas, porquanto colocavam o homem em igualdade com o ecossistema.

Devy-Vareta (2002), na mesma linha, insinua que o cristianismo potencializou a prática da destruição das florestas para o plantio, o que gerou uma crescente produção agrícola, a qual, por sua vez, teria necessitado de avanços técnicos para garantir a sustentabilidade da economia medieval. Em nenhum outro rincão, os agricultores haviam desenvolvido algo parecido.

A Baixa Idade Média ocidental, portanto, período de organização dos espaços agro-silvo-pastoris, deveria ser entendida, por conseguinte, como basilar para a degradação do ambiente em todo o Sul da Europa

Quiçá seja verdade que a insensibilidade contra o meio ambiente tenha sido criada pelos camponeses e industriais europeus, todavia isso não implica que o cristianismo tenha sido a origem desse fenômeno. O próprio White (2007) reconhece que o avanço agrícola em questão refere-se a um período muito anterior a Cristo.

Mesmo assim, aponta que as sociedades judaico-cristãs compartilham uma fé em um progresso perpétuo, graças à noção de tempo linear, coisa que a greco-romana e as orientais não haviam conhecido. Segundo ele, a cultura greco-romana clássica entendia o tempo como cíclico, numa espécie de eterno retorno, logo inexistiria a ideia de desenvolvimento em busca de uma sociedade ideal ou divinal. Essa fé no progresso, portanto, proporcionaria o arcabouço psicológico para o afã desenvolvimentista e pragmático.

Afirma, ademais, que o islã e o comunismo seriam heresias cristãs, posto que compartilham o mesmo princípio desenvolvimentista.

Entretanto, não explica o motivo pelo qual, durante a Idade Moderna e Contemporânea, enquanto a Europa e América viviam as revoluções industriais, as culturas muçulmanas ainda pareciam viver com uma mentalidade feudal; nem contesta o fato de que na Antiguidade, a China, a Índia, o Egito e os impérios mesopotâmicos terem no desenvolvimentismo a alavanca para seu poderio econômico, bélico e político, apesar de não possuírem as bases bíblicas para tanto.

A Índia contemporânea, por exemplo, que não é nem cristã, nem muçulmana, nem comunista, está sendo, contudo, uma das grandes responsáveis pela poluição na atmosfera, conforme o gráfico 03:

Fonte: Global Footprint Network, 2022.

O gráfico demonstra que “com o elevado crescimento demoeconômico a Pegada Ecológica per capita dobrou para 1,21 gha para uma Biocapacidade de 0,45 gha em 2018. Assim, o déficit ecológico per capita passou para 0,71 gha, o que representa um déficit relativo de 169%” (Alves, 2019, p. 01).

Dessa forma, “em termos absolutos a Índia tem uma Pegada Ecológica de 1,6 bilhão de gha (ficando atrás apenas da China e dos EUA). A Índia já é o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa e ocupa o 2º lugar quando se considera as emissões por área. Como se projeta grande crescimento demoeconômico nas próximas décadas, a perspectiva é que os problemas ambientais do país se agravem bastante no médio e longo prazo” (Alves, 2019, p. 01).

White (2007) tampouco explicou a contento o porquê de a revolução agrícola e a científico-industrial hajam sido originadas apenas no perímetro onde o cristianismo latino prevalecia. Como esboço de resposta, comparou o cristianismo grego com o latino, afirmando que no primeiro inexistia a mentalidade agressiva à natureza porque possuía uma visão mais contemplativa e devocional do que aquela oriunda do cristianismo romano:

Los griegos creían que el pecado era una ceguera intelectual y que la salvación estaba en la iluminación, en la ortodoxia, es decir, en el pensamiento claro. Los latinos, por otra parte, sentían que el pecado era un mal moral, y que la salvación estaba en una conducta recta. La teología oriental ha sido intelectualista. La teología occidental ha sido voluntarista. El santo griego contempla; el santo occidental actúa. Las implicaciones que tiene el cristianismo para la conquista de la naturaleza surgirían más fácilmente en la atmósfera occidental (White, 2007, pp. 83).

Por conseguinte, a diferença encontrar-se-ia no fato de o cristianismo ocidental haver sido influenciado por substratos romanos eivados de pragmatismo no tocante aos ecossistemas; já o cristianismo grego, imbuído da filosofia helênica, mais contemplativa, teria deixado os homens menos preocupados com o progresso econômico e, consequentemente, com a extração dos recursos naturais.

Em síntese, haveria um cristianismo maligno para a natureza e outro benigno.

Logo, pode-se inferir que, se o cristianismo latino tivesse um substrato mais contemplativo, não teria propiciado o avanço tecnológico, tendo sido, destarte, tão benéfico ao meio ambiente como o foi o seu congênere grego. Se assim for, o problema não estaria no cristianismo, mas tão somente no substrato latino remanescente. Ou seja, não foi o cristianismo o problema, mas a tendência desenvolvimentista de Roma que teria propiciado o avanço sobre a natureza.

Em realidade, romanos e gregos antigos foram grandes conquistadores e construtores, sendo sua mentalidade, na prática, favorável a que toda a fauna e flora estivessem à disposição do humano. Embora o paganismo sugerisse uma mitologia animista e panteísta, tinha o povo uma visão consumista: o culto ao progresso e à riqueza material estava bem presente.

É incongruente, por conseguinte, insinuar que o panteísmo e o animismo greco-romano coibiram a exploração massiva do meio ambiente. No imaginário primordial helênico, de fato, ao menos em um primeiro momento, a natureza vinculava-se ao sobrenatural, servindo de elo entre os homens e os deuses. Os cultos religiosos originalmente ocorriam nos bosques; somente depois construíram-se os templos em tais lugares. Com a presença desses edifícios, havia uma sacralização oficial de toda a região (Hughes, 1988).

No entanto, esse culto não se manteve puro durante toda a Antiguidade, pois foi questionado ao advir uma corrente filosófica proto cientificista, cujo fulcro encontrava-se em buscar nos elementos físico-químicos as respostas para a origem do universo. Assim, a ciência começava a suplantar o mito. Os deuses, em suma, foram substituídos gradativamente pelo racionalismo científico na explicação do ser das coisas (Menezes, 2023). Entendiam que aquilo que é percebido pelos órgãos do sentido é apenas uma aparência de algo que está oculto nas coisas e que só pode ser compreendido pela abstração5.

Essa nova postura refletia, na verdade, o estado anímico da sociedade, desejosa de progresso material, já vivenciando processos de expansão populacional, urbana, liberal e comercial. Isso, por óbvio, gerou um posicionamento mais agressivo contra a natureza. Aristóteles, nessa linha desenvolvimentista, preconizava que a conservação ambiental deveria ser administrada pelo Estado, haja vista que a defesa da nação contava com as madeiras para fazer armas e navios de guerra. Dedicou-se ao estudo da biologia: pedia a Alexandre, o Grande, que trouxesse exemplares da fauna e da flora das regiões conquistadas.

Para o filósofo, a tecnologia utilizada pelo homem para dominar a natureza deveria estar sob controle de uma decisão racional, cujos princípios se encontram no equilíbrio entre o homem e o seu contexto (Marcondes, 2006). No entanto, na prática, o pensador em questão servia de arrimo para Alexandre, pois enquanto este devastava a terra por meio de guerras de conquista, Aristóteles lhe ajudava a formar o arcabouço ideológico, científico e tecnológico para continuar a expansão territorial.

Similar a dos gregos era a concepção dos romanos, os quais vinculavam diretamente suas divindades à agropecuária e ao progresso material (Redonet; Bevia, 1999). Uma de suas notáveis obras foram as famosas estradas, que contribuíram para uma mudança significativa das paisagens europeias, asiáticas e africanas, levando o progresso econômico para zonas muito distantes das metropolitanas (Hughes,1998). A prosperidade econômica de muitas regiões europeias relaciona-se com tais estradas.

Abaixo, há um mapa comparando as rotas das antigas estradas com as regiões mais industrializadas da Europa: onde mais há luz, ali estão presente as supramencionadas rotas:

Estradas romanas e iluminação atual

Fonte: Universidade de Copenhague.

Contra esse desenvolvimentismo desenfreado, surgiu um bosquejo de ambientalismo, pois, embora a civilização greco-romana não possuísse uma sistemática defesa do meio ambiente, já se entreviam vozes isoladas contra a devastação dos biossistemas (Borges; Marcílio, 2021). Platão (1992, p. 111), verbi gratia, relata as observações feitas por seus antecessores a respeito do equilíbrio dos animais com o meio em que viviam, e que muitas florestas já haviam sido destruídas pelo ímpeto grego:

En comparación con lo que había entonces, lo de ahora ha quedado - tal como sucede en las pequeñas islas – semejante a los huesos de un cuerpo enfermo, ya que se ha erosionado la parte gorda y débil de la tierra y ha quedado sólo el cuerpo pelado de la región. Entonces, cuando aún no se había desgastado, tenía montañas coronadas de tierra y las llanuras que ahora se dicen suelo rocoso, estaban cubiertas de tierra fértil. En sus montañas había grandes bosques de los que persisten signos visibles, pues en las montañas que ahora sólo tienen alimento para las abejas se talaban árboles no hace mucho tiempo para techar las construcciones más importantes cuyos techos todavía se conservan. Había otros muchos altos árboles útiles y la zona producía muchísimo pienso para el ganado. Además gozaba anualmente del agua de Zeus, sin perderla, como sucede en el presente que fluye del suelo desnudo al mar; sino que, al tener mucha tierra y albergar el agua en ella, almacenándola en diversos lugares con la tierra arcillosa que servía de retén y enviando el agua absorbida de las alturas a las cavidades, proporcionaba abundantes fuentes de manantiales y ríos, de las que los lugares sagrados que perduran hoy en las fuentes de antaño son signos de que nuestras afirmaciones actuales son verdaderas.

Cícero (1998), no que lhe concerne, revela que essa mesma postura levou o romano a criar uma espécie de segunda natureza, controladora do meio6. Além de tudo, registros arqueológicos de lagos de sedimento alpinos demonstram altos níveis de contaminação por chumbo pela metalurgia aproximadamente 4.000 anos antes de Cristo (García-Alix et al., 2017).

Em suma, a ânsia desenvolvimentista já estava presente na Antiguidade clássica antes do cristianismo; outrossim, a devastação ambiental no período foi responsável por extinções de cidades inteiras, conforme o quadro abaixo:

Causas e consequências que contribuíram para o desaparecimento de civilizações antigas.

CAUSAS

CONSEQUÊNCIAS

1. Má conservação, erosão, destruição de solos

Falta de alimentos

2. Destruição de solos, de florestas e do ciclo longo da água, e a poluição

Falta de água limpa

3. Acúmulo de lixo e de esgoto nas casas e nas ruas

Doenças, parasitas e pragas

Fonte: Primavesi; Nicodemo.

E basta ver o mapa-múndi atual relativo ao índice de desmatamentos e queimadas para notar-se que os fenômenos em questão não são exclusivos das sociedades cristãs:

Queimadas nos trópicos

Fonte: Folha de São Paulo

Portanto, não se pode atribuir a sociedades não cristãs uma perfeita simbiose entre homem e meio, e às civilizações cristãs atribuir todas as culpas da crise ambiental.

Ademais, na exegese judaico-cristã, ao contrário do que White e Muir tentam demonstrar, a natureza e o homem foram criados para viver em harmonia. No entanto, após a rebeldia de Adão e Eva para com o Criador, diferenciam-se dois ambientes: o paradisíaco-divinal e o terrenal-amaldiçoado.

No paradisíaco, Deus criou o Éden onde nem a morte nem a destruição prevaleciam, colocando Adão e Eva como guardiães da fauna e da flora, sendo-lhes vedado o matar e o escravizar. Não havia propriedade privada, e, por conseguinte, inexistia a noção de Estado como protetor patrimonial.

Carecia a humanidade do conceito de trabalho remunerado ou de acumulação de riquezas. Tampouco existia a agropecuária: o alimento já estava à disposição de todos, bastaria colhê-lo.

Não à toa, Deus decretara uma alimentação vegetariana: “Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento” (Gênesis, 1,29).

Ou seja, a violência contra os animais era proibida, e a humanidade prescindiria da labuta diária para viver, habitando em uma região bucólica, onde a guerra e a avareza, a ganância e a pobreza, o medo e a fome estavam ausentes.

Nesse contexto, as florestas e bosques continuariam intactos eternamente, e a fauna estaria em constante equilíbrio com o todo.

Por outro lado, no que se refere ao terrenal, foi necessário o pecado originário para que tal realidade surgisse. Como castigo, o homem foi expulso do paraíso e lançado em uma terra que lhe obrigaria a trabalhar para sobreviver. Deus amaldiçoou a terra:

Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás (Gênesis, 3, 17-19).

Aqui, a Bíblia demonstra o início de uma guerra implícita da humanidade contra o meio ambiente. Assim, após Deus esconder o Éden dos olhos humanos, afastou-se também, deixando a humanidade à mercê de uma força maligna em uma terra amaldiçoada, da qual o homem, por si mesmo, jamais voltaria a ser o administrador.

É a serpente quem estimula na terra, na água e no ar a constante violência e o derramamento voraz de sangue. É ela quem atiça a destruição ambiental para satisfazer a vaidade humana.

O cristianismo, em geral, prega que a única forma de suportar esse castigo é tentar fugir dos desejos mundanos, buscando a autocontemplação, o conhecimento de si mesmo, arrependendo-se dos pecados, e aceitando passivamente que o pecado de Adão e Eva ainda está presente, devendo o humano esperar a piedade de Deus.

É nesse sentido que Jesus se levantava ao dizer:

Portanto, não se preocupem, dizendo: 'Que vamos comer?' ou 'Que vamos beber?' ou 'Que vamos vestir?' Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal (Mateus, 6, 25-34).

As palavras de Jesus remetem a um ascetismo e fuga dos gozos terrenais, pois sabia que a essência do sofrimento está na “vontade” humana, por isso pede ao homem que se negue a si mesmo, ao seu ego. Cristo sempre soube que neste mundo o mal prevalece, devendo o homem aprender a controlá-lo.

O espírito desenvolvimentista está implicitamente criticado nas palavras de Cristo, embora o seja mais claramente quando a Bíblia refere-se a Nemrod. Após o dilúvio, um dos três filhos de Noé, Cão, resgataria a forma de viver de Caim, e cometeria uma falta grave contra seu pai, sendo, por isso, amaldiçoado:

Ora, os filhos de Noé, que saíram da arca, foram Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã. Estes três foram os filhos de Noé; e destes foi povoada toda a terra. E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha. Bebeu do vinho, e embriagou-se; e achava-se nu dentro da sua tenda. E Cão, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e o contou a seus dois irmãos que estavam fora. Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre os seus ombros, e andando virados para trás, cobriram a nudez de seu pai, tendo os rostos virados, de maneira que não viram a nudez de seu pai. Despertado que foi Noé do seu vinho, soube o que seu filho mais moço lhe fizera; e disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos será de seus irmãos” (Gênesis, 9, 18-25).

Para Ellen White (2013) ver a nudez aí representaria que Cão teve práticas homossexuais com seu pai, o que desencadearia a maldição. O trecho, em verdade, não deixa claro isso, pois pode ser interpretado que o mero ato de olhar a nudez do pai já seria por si só um pecado grave para o contexto da época, marcando um liberalismo proibido até então.

De Cão sairiam os cananeus e o primeiro homem inicar o processo desenvolvimentista após o dilúvio, Ninrode, o qual foi “o primeiro a ser poderoso na terra. Ele era poderoso caçador diante do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. Desta mesma terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir, Calá, e Résem entre Nínive e Calá”. (Gênesis,10, 9-12).

Ninrode construiu cidades, e talvez tenha sido o idealizador da Torre de Babel. O que está implícito aí é que as cidades, por si só, representam uma afronta, posto que Deus disse ao humano: Crescei e multiplicai, no sentido de espalhar-se por toda a Terra e não que criasse grandes conglomerados urbanos, como havia antes do dilúvio.

Ninrode e a Torre de Babel.

Fonte: Estilo Adoração: https://estiloadoracao.com/quem-foi-ninrode/

Ninrode colocava sua fé não na palavra de Deus, mas na sua própria inteligência e perspicácia. O surgimento de uma cidade, logo, mostra que nesta o que vai prevalecer é o desejo do homem em resguardar-se acima de tudo, de proteger-se, de criar um Estado que possa ser-lhe útil, colocando a Deus em segundo plano.

Na cidade, a cobiça e a codícia se incrementam; nela, o consumo de coisas vãs aparece; nela, a moda e o gozo dos bens materiais abundam; nela, o homem começa a preparar-se para a guerra. Nesse clima, o meio ambiente passa a ser usado para o bem-estar humano, e a busca por riqueza obriga o homem a alterar o relevo, a mudar o percurso dos rios, a criar pontes, a construir gigantescos edifícios etc.

Nimrod também foi primeiro rei, pós-dilúvio, em pensar na escravidão e no trabalho forçado como formas de crescimento econômico. Seus correligionários o consideravam um deus, porquanto saía-se vencedor em suas empreitadas, gerando riquezas, paz e conforto para os que o apoiavam. No contexto bíblico, ele é considerado um anticristo, pois em nome da paz e da prosperidade leva destruição e opressão para muitos (Cavalcante, 2021). Sobre ele, escreveu-se:

Pouco a pouco, transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Deus era fazê-los continuamente dependentes do seu próprio poder. Ele ameaçou vingar-se de Deus, se Este quisesse novamente inundar a terra; porque construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingida pela água e vingaria a destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho, achando ser escravidão submeter-se a Deus; de modo que empreenderam construir a torre [...] e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas (Josefo, 2001, pp. 114-115).

É ele o paradigma perfeito dos ditadores, sendo o responsável por instituir a fusão entre religião e política no Estado. Sua imagem expandiu-se pelo globo terráqueo sendo associado a nomes mais variados, desde Baal, Prometeu, a Moloque: “Así, impulsados por la tradición egipcia, los israelitas en el desierto adoraron al dios Baal o Becerro de Oro, cuyo rasgo principal era la preocupación con la fertilidad, el oro, y la abundancia de las cosechas; sin embargo, para eso, cobraba de sus fieles sacrificios de sangre o rituales orgiásticos regados por vino” (Cavalcante, 2021, p. 303).

Conclusão

Em suma, o cristianismo latino, da mesma forma que o antigo paganismo greco-romano, não potencializou o avanço sobre as florestas de forma descontrolada. Ao contrário, pois, ao longo da Antiguidade e da Idade Média, o cristianismo do ocidente europeu esteve, em certa medida, arredio aos princípios liberais, materialistas e antropocêntricos apregoados pela cultura greco-romana clássica.

Não era isso uma novidade, haja vista que o estoicismo7 já preparara o terreno para o ingresso da cosmovisão judaico-cristã na Europa (Pigliucci, 2018). A nova fé, diferentemente do estoicismo, punha a Deus como o grande governante e ensinou que o homem deveria aprender a conformar-se com as tribulações sofridas, pois este mundo é transitório, estando o real em um plano divinal.

Numa época de misérias e sofrimentos, essa mensagem foi esperançosa e consoladora, por isso o cristianismo se expandiu rapidamente, passando a competir com o paganismo imperial, que reagiu, perseguindo a mentalidade judaico-cristã.

Com Constantino,8 os cultos cristãos passam a ser permitidos livremente, até se tornarem oficiais. Com o colapso de Roma, houve, porém, um debate: os defensores do paganismo diziam que o império tinha caído graças ao advento do cristianismo, que tornara o romano menos duro e materialista, condenando inclusive um dos pilares de Roma: a escravidão.

Agostinho (1981), em defesa do cristianismo, sistematizou a crítica ao liberalismo nos costumes, acusando-o de haver provocado a derrocada do império. Para o filósofo, havia duas cidades metafóricas, a de Deus, espiritual, e a do homem, materialista. Roma pertenceria à segunda, pois esfacelara-se graças à anarquia espiritual e ao exagerado gozo dos bens terrenais em que se encontrava. Como consequência dessa visão cristã, da perda da centralização política de Roma e das seguidas ondas de invasões bárbaras, na Europa Ocidental arrefeceu a economia de raiz comercial. Assim, importantes cidades perderam a pujança de outrora, abrindo espaço para uma sociedade ruralizada e autossuficiente (Le Goff, 2005).

O europeu mediano passou a viver sem preocupações exacerbadas, buscando apenas aquilo que lhe era essencial para a existência. Existiam, é verdade, grupos elitizados, oriundos do clero ou da nobreza, mas, inclusive esses, não tinham na grande produção industrial a sua fonte de riqueza. As fortunas estavam ligadas à propriedade da terra, à guerra de pilhagem e à pirataria.

Então, infere-se que a estrutura da igreja romana incentivava a autossustentabilidade, preparando-se para o feudalismo. As terras e as florestas, por conseguinte, passaram a ter mais descanso do que no período greco-romano.

O cristianismo ocidental, apesar do sincretismo, deteve o modelo liberal e desenvolvimentista romano.

Referências

ABREU, Alzira Alves de. Desenvolvimentismo. FGV CPDOC, 2009. Disponível em: https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/desenvolvimentismo

AIDAR, Laura. Mito de Prometeu: história e significados. Site Cultura Genial, 2023, disponívelm em: https://www.culturagenial.com/mito-de-prometeu-historia-e-significados/

ALVES, José Eustáquio Diniz. A Índia como o país mais populoso do mundo e com enormes desafios ecossociais. Ecodebate, nº 3.889, 2022, disponível em: https://www.ecodebate.com.br/2022/08/10/a-india-como-o-pais-mais-populoso-do-mundo-e-com-enormes-desafios-ecossociais/

BERKHOUT, Guus (Org.). There is no climate emergency. CLINTEL ORG, 2019, disponível em: https://clintel.nl/brief-clintel-aan-vn-baas-guterres/

BORGES, Rosana Maria de Macedo; MARCÍLIO, Thiago Gomes. A ética ambiental em Platão. Revista EA, 2021. Disponível em: https://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=4151

BRASIL PARALELO. O que é o movimento ambientalista?. Brasil Paralelo, 2023. Disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/movimento-ambientalista

___________. Quem é Greta Thunberg? Conheça a verdadeira história da jovem ativista. Brasil Paralelo, 2022, disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/quem-e-greta-thunberg

CARDOZO, Rabbi Nathan Lopes. On Bible Criticism and Its Counterargument. Torat Emet, 1995, disponível em: http://www.aishdas.org/toratemet/en_cardozo.html

CAVALCANTE, Elton. Las causas de la caída del Imperio Inca Bajo la perspectiva del Inca Garcilaso de la Vega: una visión teológica del confronto entre el Conquistador Español y el Inca Atahualpa. Estudos de Religião, v. 35, n. 3 • 285-313 • set.-dez. 2021 • ISSN Impresso: 0103-801X – Eletrônico: 2176-1078. Disponível em: file:///C:/Users/elton/Downloads/INCA_GARCILASO.pdf

CHAMEIDES, Bill. Climategate redux: recent science scandal sheds some light on another climate-science non-scandal. Scientific American, 2012, disponível em: https://web.archive.org/web/20131203205308/http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=climategate-redux

CÍCERO. Sobre la naturaleza de los dioses. Alba Libros, Madrid, 1998, disponível em: http://www.insumisos.com/M4T3R14L/BD/Ciceron-Marco/Sobre%20la%20naturaleza%20de%20los%20Dioses.PDF

CORRESPONDÊNCIA ROMANA. Paganismo: después de la iglesia de Pachamama, ahí está la de Thor, 6 nov. 2019, disponível em: https://es.corrispondenzaromana.it/paganismo-despues-de-la-iglesia-de-pachamama-ahi-esta-la-de-thor/

DE SÁ, CORRÊA. Satisfazer a fome da “Mãe Terra”: significado pagão da cerimônia nos jardins do Vaticano. Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, 2019, disponível em: original: https://www.ipco.org.br/satisfazer-a-fome-da-mae-terra-significado-pagao-da-cerimonia-nos-jardins-do-vaticano

DEVY-VARETA, Nicole. As matas medievais e a ‘coutada velha’ do rei” in: Para uma geografia histórica da floresta portuguesa. Revista da Faculdade de Letras-Geografia I série. Vol. I. Porto, 1985.

DIETRICH, Luiz José; ALMEIDA, Nadi Maria de. Desmatamento da Amazônia, impactos ambientais e desafios para a espiritualidade cristã: responsabilidade mundial para uma ecologia integral. Franciscanum, 173, Vol. 62, pp. 1-29, 2020. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/frcn/v62n173/0120-1468-frcn-62-173-7.pdf

DOBB, Maurice. A evolução do capitalismo. Tradução de Manuel do Rêgo Braga. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1963.

DUARTE, José Carlos. Greta Thunberg chama a Xi Jinping "líder de uma ditadura" e está disponível para se encontrar com Biden dependendo “da situação”. Periódico Observador, Portugal, 2021, disponível em: https://observador.pt/2021/10/12/greta-thunberg-chama-a-xi-jinping-lider-de-uma-ditadura-e-esta-disponivel-para-se-encontrar-com-biden-dependendo-da-situacao/

FACHIN, Patrícia. Desmatamento é consequência. Pecuária bovina é causa. IHU On-Line (Instituto Humanitas Unisinos), 311, Vol. 19, 2009. Disponível em: http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2868&secao=311

FERNÁNDEZ, Samuel. La salvación sin mediaciones según Marción y la respuesta de Tertuliano. Revista Teología y Vida, vol. 42, nº 1-2, Santiago, 2001, disponível em https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0049-34492001000100004

FRANCO Jr., Hilário. A Idade Média: o nascimento do ocidente. São Paulo: Brasiliense, 1986.

JOHNSON, Paul. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Imago, 2001.

JOSEFO, Flávio. Antiguidades Judaicas. Ed. Juruá, Vol. I, 2001.

GARCÍA-ALIX, A. et al. Anthropogenic impact and lead pollution throughout the Holocene in Southern Iberia. Science of the Total Environment 449, pp. 451–460, 2013, disponível em: http://www.ugr.es/~gonzaloj/Welcome_files/Garcia-Alix%20et%20al.,%202013.%20SciToEnv.pdf

GOMES, Jonathan Mendes. Paisagem, ambiente natural e Idade Média: contribuições e parcerias entre história, geografia e ciências naturais. Anais do Histórias e Parcerias. Disponível em https://www.encontro2018.rj.anpuh.org/resources/anais/8/1529795707_ARQUIVO_Anpuh2018JonathanGomes.pdf

HARNACK, Adolf von. History of Dogma. Dover Publications vol. 1, Nova York, 1961, disponível em: https://archive.org/details/historyofdogma01harnuoft/page/n5/mode/2up

HAYS, Samuel P. (1999). Conservation and the gospel of efficiency : the progressive conservation movement, 1890-1920. Pittsburgh: University of Pittsburgh Press, 1999, disponível em: https://digital.library.pitt.edu/islandora/object/pitt%3A31735002401192/viewer#page/16/mode/2up

HISTÓRIA DO MUNDO. História das Cruzadas. Site História do Mundo, 2023, disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/idade-media/as-cruzadas.htm

HODGETT, Gerald A. J. História Social e Econômica da Idade Média. Tradução de Mauro Roberto da C. Souza e Tayná Pinheiro da C. Souza. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

HUGHES, J. D. Ecology in Ancient Civilizations, Alburquerque 1975. Traducción española: La ecología de las civilizaciones antiguas, México, Fondo de Cultura Económica, 1998.

IRINEU DE LEÃO. Contra as heresias: denúncia e refutação da falsa gnose. Ed. Paulus, 2020, disponível em: https://facbel.edu.br/wp-content/uploads/2020/08/Patristica-vol.-4-Irineu-de-Liao.pdf

KAUANE ELIAS. Humanismo na literatura: o que foi, escola literária, autores e mais. Estratégia, 2022, disonível em: https://vestibulares.estrategia.com/portal/materias/literatura/humanismo/

LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente Medieval. Bauru, SP: EDUSC, 2005.

MAITRA, Sumantra. Climate Worship Is Nothing More Than Rebranded Paganism. Revista The Federalist, 2019, disponível em: https://thefederalist.com/2019/09/26/climate-worship-is-nothing-more-than-rebranded-paganism/

MANES, Christopher. Ecotage. In: ZIMMERMAN, Michael E. et al. (Ed.). Environmental Philosophy: From Animal Rights to Radical Ecology. 2nd ed. New Jersey: Prentice Hall, 1998, p. 459.

MANN, Michael E.; BRADLEY, Raymond S.; HUGUES, Malcolm K. Global-scale temperature patterns and climate forcing over the past six centuries. Nature, volume 392, 779-787, 1998.

MARCONDES, Danilo. Aristóteles: a ética, o ser humano e a natureza. In: Pensar o ambiente: as bases filosóficas para a educação ambiental. Ministério da Educação-UNESCO, Brasília, 2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao4.pdf

MARINHO, Adriana. Resenha crítica da obra “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, de Max Weber. GMARX- USP,, Ano 01, nº 51, 2020, disponível em: https://gmarx.fflch.usp.br/boletim51

MENEZES, Pedro. Filósofos Pré-Socráticos. Toda matéria, 2023. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/filosofos-pre-socraticos/

MSIA (Movimento de Solidariedade Ibero-americana). A fraude do aquecimento global. Edição em português Diretora: Silvia Palacios Conselho editorial: Angel Palacios Zea, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco, Marivilia Carrasco e Nilder Costa Traduções: Yára Müller, 2007, disponível em: https://www.vario.com.br/VarioECP/arquivos/Artigos/A%20fraude%20do%20aquecimento%20global.pdf

MUIR, John. Cuaderno de montaña. Ed. Volcano, Madrid, 2018.

_________. My First Summer in the Sierra. Vol. 2: Writings. Boston, USA: Houghton Mifflin, 1916.

MÜLLER, Gerard. El efímero neopaganismo actual y el ideal imperecedero de la fe. Adveniat Regnum Tuum, 2020, disponível em: https://fernandezluisricardo.blogspot.com/2020/01/la-fugacidad-del-neopaganismo.html?m=0

NATIONAL GEOGRAPHIC. Como Constantino I legalizou o cristianismo e criou Constantinopla. National Geographic Portugal, 2021, disponível em: https://nationalgeographic.pt/historia/grandes-reportagens/2749-como-constantino-i-legalizou-o-cristianismo-e-criou-constantinopla

NELSON F. Chantaje emocional y niños activistas. Evernote, 2019, disponível em: https://www.evernote.com/shard/s254/client/snv?isnewsnv=true&noteGuid=6692c2a9-0950-4d90-ac56-db032d75f65d&noteKey=181053996710f438c5f07f746bc69f37&sn=https%3A%2F%2Fwww.evernote.com%2Fshard%2Fs254%2Fsh%2F6692c2a9-0950-4d90-ac56-db032d75f65d%2F181053996710f438c5f07f746bc69f37&title=Chantaje%2Bemocional%2By%2Bni%25C3%25B1os%2Bactivistas

NETO, Leon Farhi. Concepções filosóficas ambientalistas: uma análise das diferentes perspectivas. Revista Éthica, Florianópolis, v.5, n. 3, p. 33-56, Jul, 2006. Disponível em: file:///C:/Users/elton/Downloads/24863-Texto%20do%20Artigo-81152-1-10-20120601.pdf

PAPA FRANCISO. Carta encíclica Laudato Si’. Ed do Vaticano, Vaticano, 2015, disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

PLATÃO. Protágoras-Górgias. Ed. Planeta-DeAgostini, 1996.

_______. Diálogos (Filebo, Timeu, Crítias), Gredos, 1992.

PIGLIUCCI, Massimo. Estoicismo, a filosofia de 2 mil anos cada vez mais usada como receita para sobreviver ao caos. BBC News Brasil, 2018, Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-46458304

READ, Piers Paul. Os Templários. Rio de Janeiro: Imago, 2001, p.82.

REDEKO, Benjamin W. Embodying the Story: Theodore Roosevelt's Conservation Leadership. Leadership, 2014, disponível em: https://www.researchgate.net/publication/269756883_Embodying_the_story_Theodore_Roosevelt's_conservation_leadership

REDONET, Fernando L; BEVIA, José L. La visión de la ecología en el mundo clásico: Una propuesta para desarrollar algunos contenidos transversales y objetivos actitudinales en la Enseñanza Secundaria y Bachillerato. XII Congresso de Enciga. Boletim das Ciências, Vigo, 199, disponível em: http://www.enciga.org/files/boletins/40/boletin40_20.pdf

REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental. Editora Brasiliense: Coleção Primeiros Passos. São Paulo, 2004.

STONE, Maddie. A Peste Negra pode ter tido um efeito surpreendente no meio ambiente. Gizbr, 2017, disponível em: https://gizmodo.uol.com.br/peste-negra-efeito-meio-ambiente/

SANTA BIBLIA. Nueva Reina-Valera. Editorial New Life, Buenos Aires, 2003.

SANTO AGOSTINHO. La ciudad de Dios. Ed. Porrúa, Argentina, 1981.

THUNBERG, Greta. Speaking notes for a speech held in the European Parliament in Strasbourg at an extraordinary meeting of the Environment Committee, 2019, disponível em: https://www.europarl.europa.eu/resources/library/media/20190416RES41665/20190416RES41665.pdf

_____________. Discurso de Greta Thunberg na COP24, em Katowice. 2018, disponível em: http://casacomum.pt/wp-content/uploads/2019/02/Greta-Thunberg-Discurso-na-COP24-em-Katowice.pdf

_____________. Veja na íntegra o discurso de Greta Thunberg no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Sou Ecológico, 2020, disponível em: http://revistaecologico.com.br/sou-ecologico/veja-na-integra-o-discurso-de-greta-thunberg-no-forum-economico-mundial-em-davos-na-suica/

ZARRAUTE, Gabriel Calvo et. al. Rendición de la Iglesia jerárquica ante los totalitarismos. La Sacristía de la Vendeé, 2023, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qFkPTizJa1M

ZORZETTO, Ricardo; IZIQUE, Claudia. Luiz Hildebrando Pereira da Silva: Às margens do rio Madeira. Revista de pesquisa Fapesp, ed. 142, 2007. Disponível em https://revistapesquisa.fapesp.br/as-margens-do-rio-madeira/

TORRES, Diana Marcela Sánchez; PRADO, Marco Aguilera. Corrientes del ambientalismo y alternativas de gestión desde la sustentabilidad y la ética ambiental. Semestre Económico, volume 17, No. 35, pp. 149-160 • ISSN 0120-6346, 2014, Medellin, Colômbia. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/seec/v17n35/v17n35a7.pdf . Acesso em: 13.02.23.

URETA, José Antonio. Culto à Pachamama e risco de cisma na Igreja. Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, 2019, disponível em: https://www.ipco.org.br/culto-a-pachamama-e-risco-de-cisma-na-igreja

URTEAGA, Luis. La teoría de los climas y los orígenes del ambientalismo. Revista GeoCrítica, Universidade de Barcelona ISSN: 0210-0754 Depósito Legal: B. 9.348- 1976 Ano XVIII. Número: 99 novembro de 1993. Disponvível em: https://www.divulgameteo.es/uploads/Teor%C3%ADa-climas-Ambientalismo.pdf

VIDAL, César. La teología contemporánea (César Vidal parte 1). Youtube: Canal: Carmen Blaisi Fruitos. 2021, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=T3FqQXHDEyw&list=PL4GCiWGvn1JMtd4oP0KEYUZ5tJnCRdxce&index=

___________. Desenmascarando a la izquierda: los inicios del socialismo. Episódio II. Youtube, site oficial César Vidal, 2022, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=A4zbAFadH7A

__________. Un mundo que cambia. TLM Editorial Services, Nashville, Estados Unidos da América, 2020, disponível em: file:///C:/Users/elton/Downloads/toaz.info-un-mundo-que-cambia-spanish-edition-cesar-vidal-pr_960fdd912127d37287704896cff5c977.pdf

WEBER. Max. A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Editorial Companhia das Letras, São Paulo, 2004.

WHITE JUNIOR, Lynn. Raíces históricas de nuestra crisis ecológica. Revista Ambiente y Desarrollo, nº 23, pp. 78-86, Santiago, Chile, 2007. Disponível em: http://latinoamericana.org/2010/info/docs/WhiteRaicesDeLaCrisis.pdf

WHITE, ELLEN G. Patriarcas e Profetas. EGW Estate, 2013. Disponível em: file:///C:/Users/elton/Downloads/Patriarcas%20e%20Profetas.pdf

WORSTER, Donald. John Muir y la religión de la naturaleza. Revista de Ciencias Ambientales (Trop J Environ Sci). (Enero-Junio, 2017). ISSN: 2215-3896. Vol 51(1): 92-105.Disponível em: file:///C:/Users/elton/Downloads/Dialnet-JohnMuirYLaReligionDeLaNaturaleza-6057512.pdf

_____________. Jonh Muir e a paixão moderna pela natureza. Traduzido por Jó Klanovickz e publicada na revista Esboços, nº 13, UFSC, publicado originalmente em Environmental History Review, volume 10, nº 01, 2005, disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos/article/view/209/9917

WOOD, Patrick. Greta Thunberg evita COP27 e pede 'derrubada de todo o sistema capitalista'. Revista technocracy News, 2022, disponível em: https://pt.technocracy.news/Greta-Thunberg-evita-pedidos-de-cop27-pela-derrubada-de-todo-o-sistema-capitalista

XAVIER, Érico T. Meio ambiente e ecologia: uma reflexão bíblica sobre a resposabilidade cristã. Revista Hermenêutica, vol. 11, nº 01, 11-28, 2011, disponível em: file:///C:/Users/elton/Downloads/esalt,+239-934-1-CE.pdf

ZARRAUTE, Gabriel Calvo. De Roma a Berlín: La protestantización de la Iglesia Católica. Ed. Homo Legens, Madrid, 2022.

Sobre o autor
Elton Emanuel Brito Cavalcante

Doutor em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente - UNIR; Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Rondônia (2013); Licenciatura Plena e Bacharelado em Letras/Português pela Universidade Federal de Rondônia (2001); Bacharelado em Direito pela Universidade Federal de Rondônia (2015); Especialização em Filologia Espanhola pela Universidade Federal de Rondônia; Especialização em Metodologia e Didática do Ensino Superior pela UNIRON; Especialização em Direito - EMERON. Ex-professor da rede estadual de Rondônia; ex-professor do IFRO. Advogado licenciado (OAB: 8196/RO). Atualmente é professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Rondônia - UNIR.

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

Leia seus artigos favoritos sem distrações, em qualquer lugar e como quiser

Assine o JusPlus e tenha recursos exclusivos

  • Baixe arquivos PDF: imprima ou leia depois
  • Navegue sem anúncios: concentre-se mais
  • Esteja na frente: descubra novas ferramentas
Economize 17%
Logo JusPlus
JusPlus
de R$
29,50
por

R$ 2,95

No primeiro mês

Cobrança mensal, cancele quando quiser
Assinar
Já é assinante? Faça login
Publique seus artigos Compartilhe conhecimento e ganhe reconhecimento. É fácil e rápido!
Colabore
Publique seus artigos
Fique sempre informado! Seja o primeiro a receber nossas novidades exclusivas e recentes diretamente em sua caixa de entrada.
Publique seus artigos