“A Extinction Rebellion (abreviada como XR; em português, "Rebelião da Extinção") é um movimento sociopolítico que pretende utilizar a resistência não-violenta para evitar o colapso do clima, deter a perda de biodiversidade e minimizar o risco de extinção humana e colapso ecológico. É um movimento globalmente ativo que pede desobediência civil na crise climática para acabar com a extinção em massa. O objetivo da Extinction Rebellion é o exercício de pressão sobre os governantes e o público para aumentar a conscientização sobre a crise climática.A Extinction Rebellion foi estabelecida no Reino Unido em maio de 2018, com cerca de cem acadêmicos assinando um apelo à ação em apoio em outubro de 2018 e lançado no final de outubro por Roger Hallam, Gail Bradbrook, Simon Bramwell e outros ativistas do grupo de campanha Rising Up ! Em novembro de 2018, vários atos de desobediência civil ocorreram em Londres.O movimento é incomum, um grande número de ativistas se comprometeu a ser preso e ir para a prisão.Citando inspiração de movimentos de base como Occupy, o movimento de independência de Gandhi, as Sufragistas, Martin Luther King e outros no movimento pelos direitos civis, a Extinction Rebellion pretende reunir apoio mundial em torno de um senso comum de urgência para combater o colapso climático” (Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Extinction_Rebellion).︎
Marchal diz: “O homem contemporâneo vive um mundo de incertezas, onde muitos dos antigos paradigmas que o senso comum considerava como absolutos se desmoronam com incrível velocidade. Esta volatilidade de sentidos é observada com ampla nitidez na busca do sagrado: as religiões tradicionais são deixadas de lado ou misturadas a práticas esotéricas, místicas e ocultas, tentativa humana de explorar o mundo através de um enfoque holístico, que reimprima na vida a magia outrora perdida. Neste contexto de construção de uma nova realidade, a percepção e manifestação do sagrado não desaparecem, mas, seguindo a mentalidade de seu tempo, transformam-se. A religiosidade assume um caráter individualista, imediatista e descompromissado, restaurando conceitos e práticas da antigüidade, em uma tentativa clara de reencantamento do mundo, agora sob a perspectiva da sociedade globalizada. Filosofias orientais invadem a dimensão religiosa do mundo ocidental, numa mistura explicitamente paradoxal. Deste epicentro nasce a cultura da Nova Era, movimento que busca restaurar a tradição sagrada do homem postulando um saber místico, pretendendo conectar o ser humano ao transcendente partindo não de instituições específicas, mas de conhecimentos e práticas do esoterismo, ocultismo e magia. Nestas novas águas da construção histórico-social-espiritual humana, surgem diversas correntes Nova Era, que também se afirmam como holísticas ou universais, considerando que o conhecimento do sagrado está além de uma religião em específico, mas que reúne a gnose de toda a humanidade. Estes conhecimentos não precisam necessariamente de ser comprovados empiricamente e têm como meta obter controle sobre o meio ambiente, de modo que objetivos específicos possam ser atingidos. O termo religião, inclusive, é geralmente substituído por magia neste contexto: “o termo magia denota um complexo de crenças e ações sobre as bases e meios, através dos quais pessoas e grupos podem tentar controlar seu meio ambiente para alcançar os seus fins” (Amaral, 2000a). O retorno à religiosidade, neste sentido, ocorre através da difusão destas práticas e conceitos esotéricos, ocultos e mágicos. Sociedades iniciáticas, ordens, confrarias e correntes espiritualistas passam a difundir um novo conhecimento religioso, que bebe de diversas fontes. Um retorno plural ao sagrado, à dimensão transcendental, num movimento individual que tem por objetivo mover o coletivo rumo a níveis mais elevados de consciência, ativando nos homens a idéia de que tudo e todos estão intimamente conectados, preceito fundamental da Nova Era. “A prática de combinar técnicas variadas, retiradas de seu contexto original e divorciadas de suas estruturas teóricas, vai se tornando, assim, bem estabelecida no movimento” (Amaral, 2000a). Os errantes do subjetivismo New age não demonstram a pretensão de encontrar uma unidade religiosa completa, posto que é o próprio caminhar por diversas tradições que lhes permite vivenciar situações que preencham sua porosidade religiosa dinâmica. Esta pluralidade de experiências, fruto do processo de secularização, é construída na ausência de sentidos, imediatismo, hedonismo, narcisismo, individualismo e consumismo, características próprias da mentalidade pós-moderna, profundamente introjetadas nos corações contemporâneos” (Birchal, Fabiano Fernandes Serrano. Nova Era: uma manifestação de fé da contemporaneidade. PUC Minas. Horizonte: Belo Horizonte, v. 5, n. 9, p. 97-105, dez. 2006, disponível em http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/481/499).︎
“Marción nació hacia el año 85, natural de Sínope, el Ponto. En torno al 139, fue a Roma. [...] Marción vio en la oposición paulina entre la Ley y la gracia, el núcleo del Evangelio. Extremó esta tensión entre la Ley y el Evangelio, hasta concluir que las Escrituras (AT) eran incompatibles con el Evangelio de Jesús. Dios, el Padre de Cristo, era uno distinto respecto del Dios Creador que inspiró la Ley de Moisés. Así introdujo la distinción entre el Creador, Dios de los judíos, Autor de la Ley y del mundo, y el Dios Supremo, Padre de Cristo. Marción no podía desconocer que tanto los evangelios escritos como algunos textos paulinos niegan la oposición entre el Dios de la Ley y el Padre de Cristo. Concluyó de esta observación que ya los primeros discípulos no comprendieron ’la verdad del Evangelio’, entre ellos, naturalmente, Pedro junto con los falsos hermanos de la Carta a los Gálatas (Gál 2, 11-14, incidente de Antioquía). Los discípulos, apegados a la Ley, habrían predicado a Cristo como Hijo del Creador y habrían enseñado la observancia de la Ley, en circunstancias que Cristo habría venido a liberar del Creador y de la Ley. Posteriormente, las cartas habrían sido interpoladas por los judaizantes. Por este fracaso en la predicación, Cristo habría revelado directamente a Pablo el verdadero Evangelio. Marción se dedicó a restaurar "la verdad del Evangelio" expurgando las cartas de Pablo y el Evangelio de Lucas (identificado con el Evangelio de Pablo).” (Fernández, Samuel. La salvación sin mediaciones según Marción y la respuesta de Tertuliano. Revista Teología y Vida, vol. 42, nº 1-2, Santiago, 2001, disponível em https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0049-34492001000100004).︎
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O mito em questão pode ser resumido da seguinte forma: “Segundo a lenda grega, Prometeu e seu irmão Epimeteu eram titãs encarregados de criar os mortais, tanto animais como seres humanos. Prometeu - cujo nome significa “aquele que vê antes”, ou seja, que tem a clarividência - ficou com a missão de supervisionar as criações do irmão Epimeteu - que tem como significado em seu nome “aquele que vê depois”, isto é aquele que tem “ideias tardias”. Assim, Epimeteu fez os animais e lhes concedeu dons variados como força, coragem, velocidade, presas, garras, asas e agilidade. Quando chegou a vez dos seres humanos, criados a partir do barro, não havia mais habilidades para serem destinadas. O titã então conversa com seu irmão Prometeu e lhe explica a situação. Prometeu, se compadecendo da humanidade, rouba o fogo dos deuses e concede aos homens e mulheres mortais, fato que lhes deu vantagens em relação aos outros animais. Quando Zeus, o deus dos deuses, descobre o feito de Prometeu, ele fica terrivelmente irado. Assim, o titã foi punido com um dos piores castigos da mitologia grega. Ele foi acorrentado no topo do Monte Cáucaso por Hefesto, deus da metalurgia. Diariamente uma águia surgia para comer o fígado de Prometeu. À noite, o órgão se regenerava e, no dia seguinte, o pássaro voltava para devorá-lo novamente. Por ser imortal, Prometeu permaneceu acorrentado por muitas e muitas gerações, até que o herói Héracles o libertou.Antes de ser castigado, Prometeu avisou seu irmão Epimeteu para que não aceitasse nenhum presente vindo dos deuses. Mas Epimeteu acabou se casando com Pandora, uma bela mulher que foi dada a ele como oferenda dos deuses e que trouxe muitos males à humanidade” (Aidar, 2023, p. 01).︎
Inclusive o vocábulo natureza, para os físicos pré-socráticos, transcendia a conotação bucólica ligada ao clima, à fauna, à flora e ao relevo, porquanto usavam-no no sentido de “essência”, de “causa-primeira” da matéria.︎
“ Hemos sometido a nuestro dominio incluso a los cuadrúpedos, para el transporte, cuya velocidad y fuerza nos aporta a nosotros mismos fuerza y velocidad. Nosotros conseguimos que cualquier animal lleve su carga, le imponemos el yugo. [...] De igual manera, todo lo que pueda ofrecer la tierra lo dominamos: nos aprovechamos de los campos, de los montes. Nuestros son los arroyos, los lagos. Nosotros plantamos cereales, árboles; hacemos las tierras fecundas gracias a la conducción de las aguas. Nosotros separamos, dirigimos, desviamos el curso de los ríos. En una palabra, con nuestras propias manos nos atrevemos a construir en la naturaleza una especie de segunda naturaleza” (CÍCERO, 1999, p. 152).︎
“O estoicismo foi fundado no século 3 a.C. por Zeno, um rico mercador da cidade de Cítio, no Chipre. Após sobreviver a um naufrágio em que perdeu tudo o que tinha, Zeno foi parar em Atenas. Ali, conheceu as filosofias de Sócrates, Platão, Aristóteles e seus seguidores. Ele se deu conta de que existia um mundo não material que era mais previsível e controlável do que o mundo que ele tinha como mercador. Abraçou as ideias daqueles filósofos e passou a viver uma vida simples e fundou sua própria escola filosófica", disse Sherman. Os primeiros estóicos criaram uma filosofia que oferecia uma visão unificada do mundo e do lugar que o homem ocupava nele. O pensamento era composto de três partes: ética, lógica e física” (pigliucci, 2018, p. 01).︎
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Segundo a História: “Constantino, o primeiro imperador baptizado, deu liberdade de culto e legalizou a situação dos cristãos, mudando decisivamente a história de Roma. Um ano após a batalha da Ponte Mílvio (312), na qual, segundo a tradição cristã, a intervenção de Deus concedeu a vitória a Constantino, este e o seu companheiro no Oriente, Licínio, promulgaram o Edito de Milão. A religião cristã deixava, assim, de ser perseguida, o que se traduziu numa rápida expansão que afectou todas as camadas da sociedade romana. O império começou a tornar-se cristão, embora não sem conflitos, tanto entre os adeptos dessa religião e os que se apegavam aos cultos pagãos, como entre as diferentes correntes cristãs, que se confrontavam em questões doutrinárias. Constantino contribuiu para essa expansão, concedendo privilégios à Igreja, construindo templos e convocando o Concílio de Niceia, a primeira tentativa de estabelecer uma doutrina unificada. Tudo isto levou os historiadores desta confissão, como Eusébio de Cesareia e Lactâncio, a considerarem-no o primeiro imperador cristão, apesar de Constantino apenas ter sido baptizado no final da vida. A Igreja ortodoxa considera-o o ‘décimo terceiro apóstolo’ e canonizou-o” (National Geographic Portugal, 2021, p. 01).︎
O cristianismo contra seu algoz, o ambientalismo neopagão
Exibindo página 2 de 2Doutor em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente - UNIR; Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Rondônia (2013); Licenciatura Plena e Bacharelado em Letras/Português pela Universidade Federal de Rondônia (2001); Bacharelado em Direito pela Universidade Federal de Rondônia (2015); Especialização em Filologia Espanhola pela Universidade Federal de Rondônia; Especialização em Metodologia e Didática do Ensino Superior pela UNIRON; Especialização em Direito - EMERON. Ex-professor da rede estadual de Rondônia; ex-professor do IFRO. Advogado licenciado (OAB: 8196/RO). Atualmente é professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Rondônia - UNIR.
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