Artigo que fala sobre o trabalho voluntário feito á Copa do Mundo no Brasil e o fato de a FIFA ser uma instituição sem fins lucrativos e lucrar milhoes de dólares.

A FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado), apesar de ser considerada uma instituição sem fins lucrativos, arrecadou, nos últimos anos milhões de dólares, e também gastou e está gastando milhões com a Copa do Mundo no Brasil. O que traz a dúvida a muita gente: como uma instituição sem fins lucrativos, consegue lucrar tanto? Um tanto irônico, mas sem a devida explicação.

O fato é que, segundo a lei 9.608/98, em seu artigo primeiro, podemos observar a seguinte previsão:

 “Art. 1º Considera-se serviço voluntário, para fins desta Lei, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade.”

Tudo bem que o futebol é cultura, que a Copa do Mundo é um movimento social, onde o mundo todo para pra ver, mas nada me convence de que as pessoas que estão trabalhando ali, de graça, como se fizessem um favor para o país, tem a plena consciência, de que elas estão bancando tudo, os estádios, as cadeiras, as luzes, os “camarotes” para os mais importantes, enquanto elas, além de fazerem todo o serviço “voluntariamente”, não tem o direito nem a um ingresso, por mais longe  e barato que seja o seu lugar na cadeira..

O mais incrível é que essas pessoas acham que estão fazendo muito pelo país e que serão imensamente agradecidas pela Presidente e seus seguidores, e todo o pessoal que está gastando o seu dinheiro enquanto eles trabalham na tão esperada Copa do Mundo no Brasil.

Espero que esse gesto realmente aconteça, pois é o mínimo que se pode fazer por essas pessoas, que um dia vão enxergar que o que fizeram foi apenas economizar o dinheiro do país para que sobrasse mais para a corrupção.



Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pela autora. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

Comentários

0

Livraria