Seis mitos sobre investimentos alternativos #TerçasdeNegócios

Divido um artigo da Exame.com com seis mitos de investimentos alternativos, afinal, a terça é de negócios!

Quando se fala em investimentos, logo vem à cabeça títulos de renda fixa, ações ou fundos que investem nesses ativos. No entanto, existem outras possibilidades de diversificação de investimentos: são aqueles que investem em ativos alternativos, como imóveis, florestas, gado, arte e até mesmo vinhos. O sócio e gestor da Lacan Investimentos, Luiz Augusto Candiota (foto), em palestra realizada no 35º Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão realizado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP) comenta os principais mitos sobre esses investimentos alternativos. 

1 – “A principal diversificação se dá na combinação de um portfólio tradicional de ações e renda fixa” 
O gestor destaca que os investimentos não se resumem a apenas essas duas classes de ativos e, por isso, investir em outros ativos que não são correlacionados se torna uma opção interessante. Candiota cita como exemplo os Safra. Recentemente, a família comprou um edifício em Londres por R$ 2,6 bilhões para afirmar que os bilionários também fazem uso de investimentos alternativos. 

2 – “Ativos alternativos são mais voláteis que ações e renda fixa” 
O gestor da Lacan afirma que esse ponto não é verdade. Candiota destaca que, na crise de 2008, os ativos que mais sofreram foram justamente as ações e os fundos em investimentos alternativos se mantiveram mais estáveis, justamente pelo seu caráter de não correlação com o mercado em geral. 

3 – “Ativos alternativos incrementam risco” 
Candiota afirma que a realidade é justamente o contrário. Esses ativos justamente protegem o investidor de grandes variações no mercado por promoverem a diversificação. No entanto, ele relata que é necessário escolher bem como entrar em investimentos alternativos – seja por meio de fundos ou diretamente. Candiota recorda também que é necessário pesquisar bem antes de investir. 

4 – “Ativos alternativos têm que performar melhor que ações” 
O gestor destaca que os ativos alternativos possuem, principalmente, um papel de diversificação e proteção para a carteira de investimentos e que o desempenho das ações não deve ser seu benchmark na hora de investir. “O investimento tem que ser analisado por si mesmo, pelo que se espera dele e não pela comparação com outros investimentos”, afirma. 

5 – “Escolher o Hedge Fund ou Private Equity ‘campeão’ do passado trará a diversificação desejada”
Para combater esse mito, Candiota usa uma antiga frase conhecida no mercado: “rentabilidade passada não garante rentabilidade futura”. Na opinião dele, não adianta olhar a rentabilidade passada de um fundo para saber se realmente será uma boa escolha. O mais importante é uma boa conversa com o gestor e entender como esse fundo investe. Desse modo, será possível saber se o investimento trará uma boa diversificação para a carteira. 

6 – “Ativos alternativos não protegem de crises” 
Por fim, para desmentir o último mito, o gestor volta ao exemplo da crise de 2008. Para ele, a imagem de investimentos alternativos ficou muito atrelada a ativos de risco – o que não é verdade. Bem pelo contrário: o principal objetivo deles é promover a diversificação e, consequentemente, a proteção da carteira.

Fonte: http://amanha.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8045:gestor-destroi-seis-mitos-sobre-investimentos-alternativos&catid=34:home-1&Itemid=67

 Você sabia destas alternativas?

Usa algumas das dicas?

Não podemos dar bobeira quando o assunto é investimento, afinal, negócios são o DNA de qualquer empresa.
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