Este breve artigo delibera sobre a crise ocasionada no Meio Ambiente e que proporciona uma grande destruição na sociedade, já sendo considerado um risco, e que exige uma reformulação na criação de projetos de resultado imediato para o desenvolvimento.

Introdução

O desenvolvimento sustentável busca simultaneamente a eficiência econômica, a justiça social e a harmonia ambiental. Acima de um novo conceito, é um procedimento de mudança, onde a exploração de recursos, a orientação dos investimentos, os rumos do desenvolvimento ecológico e a mudança institucional devem levar em conta as necessidades das gerações futuras.

Esta concepção começa a se formar e difundir junto com o questionamento do estilo de desenvolvimento adotado, quando se constata que este é ecologicamente predatório na utilização dos recursos naturais, socialmente perverso com geração de pobreza e extrema desigualdade social, politicamente injusto com concentração e abuso de poder, culturalmente alienado em relação aos seus próprios valores e eticamente censurável no respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies.

  È possível afirmar que as questões ambientais se tornaram um obstáculo para o poder público, pois, com todas as forças voltadas para a industrialização fez com que não se refletisse sobre as problemáticas que isso traria para a natureza e para a sociedade em geral. O paradigma da modernidade levará ao colapso da natureza como conseqüência da própria humanidade, com seu estilo de vida intrínseca enraizado nos modos de produção capitalista.

Ao longo do tempo o paradigma da modernidade podendo induzir a um colapso tornando da própria natureza uma sociedade de risco, que lhe é relevante e indica um caráter de dois sentidos opostos, relacionados tanto a desastres quanto a oportunidades simultaneamente.

Justiça Ambiental

Na fase atual, as pesquisas relacionadas ao tema “a procura por justiça ambiental” têm crescido bastante. A apreensão com a falta dos recursos naturais passou a ser tema mais importante nas políticas ambientais. As crises ambientais na contemporaneidade e na atualidade da econômica globalizada de desigualdade no país vêm crescendo e apondo as discussões e as percepções públicas para além da turbulência da escassez de recursos naturais, avaliando os efeitos das políticas de civilização das sociedades modernas sobre grupos sociais e ecossistemas, arrolando, assim, questões sociais e ambientais.

Este projeto de Luta Ambiental foi criado por grupos sociais, que fizeram um movimento caracterizado pelas lutas a favor da preservação do meio ambiente. A sua utilização comumente é dada nas ciências que envolvem a sociedade e na economia política e ecológica do Brasil, principalmente na área jurídica, o tema é ainda novato e de difícil entendimento.

Na hostilizada luta por justiça ambiental as pessoas passaram a entender que há uma extensão maior entre o Meio Ambiente e o seu local de trabalho, a sua casa, sua saúde, e através dessa percepção, algumas comunidades vulneráveis passaram a se reunir e se organizarem para proteger a sua própria saúde e dizer que não podem ser sacrificadas em nome do progresso e do dinheiro de um mundo. Mas, fazendo uma correlação entre a sociedade e o meio ambiente, é possível visualizar que não é somente a junção dos grupos sociais de luta e resistência que pode- se promover uma justiça ambiental, como também,  através de um tratamento justo e do abarcamento pleno de todos os grupos sociais, independente de sua origem ou renda nas decisões sobre o acesso, ocupação e, ou, uso dos recursos naturais em seus territórios.

Desenvolvimento Sustentável e Justiça Ambiental na Atual Conjuntura

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 50% da população mundial vive hoje em cidades. As previsões indicam que em 2050 esse percentual chegará a 65%, sendo que metade da população urbana do mundo viverá em situação de pobreza. A ONU prevê que, em 2015, 1,36 bilhões de pessoas estarão morando em favelas por todo o globo.

No Brasil, o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2000) aponta que mais de 81% (oitenta e um por cento) da população vive em cidades. Tal percentual é alarmante se comparado com os dados de 1940, quando apenas 32% (trinta e dois por cento) da população residia nas cidades brasileiras. O crescimento urbano no país não ocorreu simplesmente em função do crescimento vegetativo. Pelo contrário, em 60 (sessenta) anos, houve uma total inversão da concentração populacional do campo para as cidades em razão do forte fluxo migratório. Fernandes (2006) destaca que esse processo é comum a toda a América Latina, que, com 75% (setenta e cinco por cento) da população vivendo em cidades, é a região mais urbanizada do mundo.

A intensa concentração populacional nas cidades em um curto período aliada à incapacidade das políticas de desenvolvimento urbano em permitir um justo acesso ao solo e à moradia conformam a equação da segregação sócio-espacial e da degradação ambiental que hoje se apresenta em milhares de cidades, mormente naquelas situadas em países da periferia do capitalismo. A atualidade do debate é, portanto, evidente.

Atualmente o Meio Ambiente está tão relacionado às novas possibilidades de melhoria do crescimento político, social e econômico de um país que, conseqüentemente acabam gerando uma dúvida constante na sociedade. Crescimento ou desenvolvimento sustentável?

A desigualdade social e a procura por eficazes políticas de desenvolvimento demonstram o grande valor da intensificação das pesquisas e difusão do movimento por justiça ambiental, visto que, a perspectiva da mobilização é o mesmo listado no relatório de progressão humana da ONU (Organização das Nações Unidas), que enredou que o desenvolvimento na economia fosse ligado à questão ambiental, proporcionando a estabilidade do significado de desenvolvimento sustentável como aquele que deseja cumprir as necessidades da geração atual. E ainda, sem comprometer a capacidade das gerações do futuro de satisfazer as suas próprias necessidades, dando possibilidade as pessoas, agora e futuramente, alcançarem um nível que traga satisfação de desenvolvimento na sociedade, na economia e no ambiente.

O crescimento é atribuído de características como a escassez das alterações estruturais da sociedade e a incapacidade de se promulgar efetiva distribuição de renda.

Um sistema econômico onde o procedimento do crescimento não atribui transformações sociais não pode ser alcunhado de desenvolvimento, mas simplesmente de crescimento modernizante (BERCOVICHI, 2005). È notável que, para alcançar o desenvolvimento, deve acontecer à recuperação das desigualdades sociais. No entanto, no Brasil são encontrados casos de conflitos ambientais que mostram uma desigualdade socioambiental atualmente no Brasil. 

Considerações Finais

 Para relatar sobre o desenvolvimento do país é importante fazer uma relação do seu crescimento na economia em conjunto à diminuição dos problemas no meio ambiente e na sociedade, mas não vem ocorrendo isso, regressando a algo preocupante, de modo que, o registro de desenvolvimento humano confirma que o aumento do progresso do país passa a acrescer os danos ambientais sobre as populações que são vulneráveis. Sendo assim, se não houver uma melhoria na qualidade de vida dos indivíduos, assim como a elevação do estado de saúde, educação, melhoria nas condições de moradia, dentre outras constantes variáveis sociais, essa política não poderá jamais ser considerada desenvolvimentista.

   O crescimento da desigualdade socioambiental e a procura de inovadoras políticas de evolução desenvolvimentista mostram o quanto é importante tornar mais ativa as pesquisas e a divulgação do movimento por justiça ambiental, visto que a perspectiva e o interesse do movimento são os mesmos especificados no relatório de desenvolvimento da humanidade.



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