O filme mostra a história que acontece em uma mina de carvão e todos os fatos ocorridos sobre a crise financeira e ecoômica de antigamente em que lutam para conseguir seus direitos, comparando com a atualidade e a crise econômica que estamos vivenciando.

O filme retrata a vida dos trabalhadores das minas e de suas famílias, como eram explorados trabalhando em condições desumanas, a exploração infantil. Demostra claramente como se iniciou e como as pessoas foram obrigadas a habituar-se às novas condições de trabalho, estando assim presos aos donos dos meios de produção, a relação dos trabalhadores com as máquinas, a relação entre capitalistas e operários, onde os trabalhadores tiveram que vender a sua força de trabalho, para conseguirem sobreviver, isto é, o trabalho vira mercadoria.

Os trabalhadores migraram para os centros onde se expandiam as indústrias a fim de conseguirem se empregar, sendo que, com o decorrer desta situação o que era escasso, a mão-de-obra, se tornou excedente daí a desvalorização do trabalho que expunha os trabalhadores as condições mostradas no filme de precariedade e salários inaceitáveis com cargas horárias desgastantes, ficando expostos a possíveis acidentes de trabalho, os trabalhadores não recebiam seguro e não recebiam se ficassem sem trabalhar devido a estes, além de também não receberem quaisquer tipo de benefícios, este sistema fabril apareceu para “organizar” o processo de trabalho, isto é organizar em partes, apenas para garantir a dominação do capital sobre o trabalho, organizando um controle social.

Pode-se ver de forma explicita no filme o inicio das revoltas populares, que dá origem a profundas contradições e injustiças, marcadas pela forma de como era explorada brutalmente a mão de obra operaria inclusive direitos, um trabalhador recém-chegado estimula os outros a começarem um fundo de reserva e os encorajam, levando assim pessoas mais conscientizadas as brigarem por seus direitos sociais, a partir de greves e a organização de sindicatos, reivindicando melhores condições de trabalho, esses foram acontecimentos mostradas no filme assim foi possível à conquista de inúmeras melhorias para os trabalhadores nos dias atuais.

Nem sempre bem aceitos pelo próprio proletariado temeroso com as suas consequências, logo a situação se agrava, pois a companhia contrata trabalhadores da Bélgica e ameaça despedi-los caso a greve permaneça, uma das mulheres que havia sido humilhada pelo comerciante e é tomada de fúria e desespero, o mutila demonstrando muito bem a revolta contida no interior dessas pessoas, estes conflitos podem ser observados ainda hoje nas manifestações que estão nas ruas e nas mídias diariamente onde as pessoas reivindicam melhorias na política e uma estabilidade na economia atual.

Ainda que não haja respostas claras sobre esse assunto, parece ser o desafio do nosso tempo enxergar as contradições do sistema e buscar, de modo adequado, tomar consciência de que a transformação exige a participação de todos e a importância dos movimentos sociais na transformação da sociedade e os ganhos para toda população e que nem uma conquista trabalhista vem de graça para os trabalhadores o filme deixa claro que o capitalismo é a forma mais perversa do modo de produção, fazendo o trabalhador produzir mais que deveria. É possível também uma analise das relações de trabalho atuais e aquelas do início da revolução industrial, a exploração do trabalhador e as precárias condições sociais.

No filme podemos ver a precariedade e salários inaceitáveis com cargas horárias desgastantes de 16 horas ou mais diárias, hoje nos temos a redução na carga horária para 8 horas por dia, o direito a EPI (equipamentos de proteção individual), as férias, o 13º terceiro, o salário mínimo, os estágios, etc. O filme mostra que todos os membros das famílias trabalham, desde crianças até os mais idosos, só os bem pequeninos não trabalham, atualmente temos uma idade mínima exigida para o trabalho, os direitos foram sendo conquistados aos poucos, relatando como foi o início e a dura conquista dos trabalhadores para conquistarem os seus direitos, atualmente lutamos para que eles sejam mantidos e que possamos conseguir ainda mais, pois mesmo com todas as leis e os salários subdivido por categorias, a nossa mão-de-obra é ainda de alguma forma explorada, pois o trabalho nem sempre é reconhecido como tal.



Informações sobre o texto

trabalho da faculdade.

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

Comentários

0

Livraria