Hamlet e você #GustavoRochaemEssência

Contextualizando Hamlet:

DO QUE TRATA

O príncipe Hamlet encontra o fantasma do pai, que clama por vingança contra seu assassinato pelas mãos do próprio irmão, Cláudio, o novo ocupante do trono da Dinamarca e da cama da rainha Gertrude. O jovem príncipe mergulha em profunda melancolia e decide se passar por louco. Faz uma trupe de atores encenar a morte de seu pai diante de toda a corte para provar a culpa do rei. Hamlet assassina Polônio, conselheiro de Cláudio e pai da bela Ofélia, pensando ter matado o tio. Louca após a morte do pai e a rejeição de Hamlet, Ofélia se suicida. Laerte, irmão de Ofélia, desafia Hamlet para um duelo. Cláudio conspira com Laerte, envenenando a ponta de sua espada e também uma taça de vinho, procurando garantir o fim do sobrinho. Ao final desse trágico duelo, morrem Laerte, Hamlet, Cláudio e Gertrude. A peça termina com a invasão da Dinamarca pelo príncipe norueguês Fortinbrás.

Agora leia o ato 3 cena 1:

Ato 3, cena 1

Elsinor, na sala do castelo

HAMLET – “Ser ou não ser, eis a questão.

Será mais nobre sofrer na alma

Pedradas e flechadas do destino feroz

Ou pegar em armas contra o mar de angústias

E, combatendo-o, dar-lhe fim?

Morrer; dormir;

Só isso. E com o sono – dizem – extinguir

Dores do coração e as mil mazelas naturais

A que a carne é sujeita; eis uma consumação

Ardentemente desejável. Morrer, dormir…

Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão

Que dá à desventura uma vida tão longa.

Pois quem suportaria o açoite

e os insultos do mundo,

A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,

As pontadas do amor humilhado,

as delongas da lei,

A prepotência do mando, e o achincalhe

Que o mérito paciente recebe dos inúteis,

Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso

Com um simples punhal?

Quem agüentaria fardos,

Gemendo e suando numa vida servil,

Senão, porque o terror de alguma

coisa após a morte –

O país não descoberto, de cujos confins

Jamais voltou nenhum viajante

nos confunde a vontade,

Nos faz preferir e suportar males que já temos,

A fugirmos para outros que desconhecemos?

E assim a reflexão faz todos nós covardes.

E assim o matiz natural da decisão

Se transforma no doentio pálido do pensamento.

E empreitadas de vigor e coragem,

Refletidas demais, saem de seu caminho,

Perdem o nome de ação.”

(Tradução de Millôr Fernandes)

Fonte desta citação e da citação acima: http://super.abril.com.br/cotidiano/hamlet-445956.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

E o que você tem a ver com isto?

Ser ou não ser, eis a questão.

E a questão é: O que é você no seu universo?

Você é um advogado ou é o advogado?

Você é alguém que trabalha ou alguém que faz o trabalho parte da sua essência?

O que você tem de fantasmas do passado buscando vingança no seu momento atual?

Você escolhe agir ou escolhe sofrer?

Quais são os seus caminhos?

É… Hamlet e você… Pode ter muito mais a ver do que você imagina.

#FicaaReflexão


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