Me senti lesado, e penso que isso é uma prática desleal feita de forma proposital. O PROCON conseguiria me ajudar, caso a clínica recusasse ressarcir ou excluir os boletos?
Boa tarde, colegas. Espero que estejam todos bem.
Meu problema é o seguinte: contratei um tratamento odontológico completo, o qual consistiu na instalação e manutenção de um aparelho autoligado cerâmico estético no valor total de R$6.500,00. Pois bem, depositei uma entrada de R$1.000,00 e parcelei o restante em 20x de 275,00 no boleto (optei o parcelamento na intenção de ir pagando até finalizar o tratamento, o que foi certo levando em conta o cenário a que isso chegou).
Primeiro, duvido muito que o custo do aparelho em si custasse mais do que R$700,00, até porque nem a marca do produto eles mostram. A dentista responsável da clínica que me atendeu na avaliação (que não é a ortodontista), informou que levaria entre 1 ano e 6 meses a 2 anos a tal correção da sobremordida (isso porque esse aparelho já é mais eficiente que o metálico convencional), o que então acabou me convencendo, fazendo um custo médio mensal de R$360,00 para 1 ano e 6 meses, que seria um período mínimo se fizesse tudo certo. Okay, fiz tudo certo, cuidei muito e não quebrei nenhuma peça, além de fazer as consultas mensais sem faltas. Ainda considerando um custo elevado, apostei na honestidade da clínica, mesmo sendo uma franqueada e sem conhecer o pessoal (tudo aparência).
Levou de 2 a 3 meses para instalar o aparelho por completo com a ortodontista, porque ela instalou gradualmente de modo que não ficasse desconfortável. Lembrando que ela é a ortodontista que cuidou do tratamento na clínica conforme os exames, e não de fato aquela dentista com quem contratei e fiz a avaliação inicial (responsável técnica e proprietária), a qual só fez um vídeo e mostrou para a ortodontista de forma a ter certeza do que estava repassando para mim.
Ocorre que estamos no 8º mês desde o início da instalação e a ortodontista já vem me avisando que posso agendar a retirada do aparelho no mesmo mês. Ou seja, chegou próximo de apenas ⅓ do tempo previsto de tratamento, o que para mim foi uma surpresa, já que gera uma média mensal de R$ 812,00, me levando acreditar veemente que o problema não era tão grave assim, pois aparentemente o alinhamento e nivelamento resolveram o problema, e que nesse orçamento, até os alinhadores invisíveis poderiam resolver sem todo esse desconforto de um levante de mordida em resina com um aparelho fixo autoligado que estou usando. A responsável até rejeitou orçar (os alinhadores), sob o pretexto da questão da mordida estragá-los e eu acabar gastando muito dinheiro com as trocas periódicas, o que agora me fez pensar totalmente o contrário.
Para piorar, a ortodontista sabia desde o início que eu estava corrigindo a mordida para depois buscar um tratamento estético (facetas em resina), e agora está querendo vincular a retirada do aparelho com uma nova avaliação para o tratamento estético, seja com ela ou com a clínica, dizendo que essa comunicação entre um profissional e outro será importante no caso (tirar e fazer as facetas), mesmo que não seja feito com eles, o que achei uma total viagem vincular um problema ao outro, mas ao mesmo tempo não sou dentista, não tenho conhecimento, e fico perdido. De qualquer forma, não irei fazer nenhum outro procedimento com eles, com exceção do aparelho.
Resume-se então que ainda tenho R$2.750,00 do parcelamento para pagar referente ao tratamento ortodôntico, e o mesmo já encerrou, e ainda por cima estou amarrado até orçar em outro local a questão estética para que a ortodontista retire o aparelho e coloque a contenção, e não me culpe depois que os dentes eventualmente voltaram na posição anterior porque não fiz o que ela pediu, que era tirar o aparelho e no outro dia já colocar as resinas.
Como eu poderia proceder para questionar sobre o custo que um tratamento básico e rápido causou, já que é de praxe fazerem contrato e no termo de consentimento dizer que a odontologia não é uma ciência exata? Porque aposto que se o problema fosse inverso, eu estaria tendo que cobrir outros custos para o tratamento perdurar por mais tempo…
Bom dia, tudo bem com você?
DIante de toda esta situação, você pode contratar um advogado, procurar o Juizado Especial Civel ou o Procon para resolver esta situação e ser indenizado, conforme o Código Civil, Código de Defesa do Consumidor e com as decisões dos Tribunais de Justica e do STJ (Superior Tribunal de Justica). Respeitam-se as opiniões divergentes desta.
Nossas respostas são apenas um ponto de partida, é sempre recomendável consultar um advogado em sua cidade para obter aconselhamento jurídico específico.
Espero ter ajudado.
LUCIANO DE OLIVEIRA ADVOGADO