Estou sofrendo pressões onde trabalho, não sei como agir. Peço demissão, vou no ministerio.
A empresa que trabalho está fazendo pressão para que eu peça demissão. Trabalho a sete anos e cerca de um mês atrás começaram a me designar coisas que não fazem parte da minha função, trabalho na parte de manutenção e constantemente ficavam querendo me obrigar a fazer faxina. Deram-me férias e neste intervalo ficavam falando em voz alta que eu não era mais funcionário da empresa. Neste intervalo correu que eu conseguir uma bolsa integral em uma boa faculdade particular e voltando de férias, não me demitiram e sabendo que estudo no período noturno e trabalho das 14-22 horas dizem que não podem mudar o meu horário para de manhã alegando que o quadro de funcionários esta completo. Obs.: Sempre trabalhei no período da manhã, fui um bom funcionário, e constantemente pediam-me para ir fazer manutenção em outras lojas, sempre fiz o que me pediram, deixando de lado várias outras coisas. O que ocorreu: No ano passado me sobrecarregaram fazendo trabalhar na minha loja, a qual o outro técnico estava de férias, e em outra do mesmo tamanho, umas das dez maiores da rede. Depois de um tempo trabalhando várias horas por dia a mais, falei que não conseguia continuar assim e passando uns dias mudaram-me para tarde. A organização das lojas funciona assim: Um técnico à tarde e um de manhã. O de manhã daqui não tem muita experiência com manutenção, é o horário indicado para fazê-lo porque no período da tarde tem muitos clientes na loja. Então tudo fica assim eu bem mais velho de empresa e que sei bem mais da parte técnica querem que fique trabalhando à tarde que é um horário penoso para manutenção e alem disso deixe de fazer faculdade. Toda vez que tento falar com a gerente ela alega estar ocupada e que eu sou impertinente, e geralmente pede para sair de perto dela com um grito. Quando insisto um pouco ela decide ligar para o supervisor e me retorna com uma mensagem sempre negativa e sem sentido, a última é que ele quer que meu pai vá falar com ele. Tenho 27 anos ainda moro com meus pais, mas chamá-los é uma coisa sem sentido e você que estiver lendo esta mensagem vai achar que estou inventando, mas é a pura verdade. Praticamente não sei o que fazer. Ontem fui mais cedo buscar uma solução, a gerente me ignora e diz que esta ocupada e as situações descritas acima se repetem. Falou para eu voltar as 14 e ficar até as 22 horas que era o meu horário e para não faltar na faculdade não pude ir trabalhar, sou bolsista e não posso ficar em dependência nas matérias e nem mudar o horário da faculdade. Gostaria de saber se tem algo que eu possa fazer se peço demissão mesmo, estou sem opções. O meu fundo de garantia está em R$ 7000 e ficará retido. Por favor, vocês podem me orientar.
É hipótese de rescisão indireta por conta do assédio moral que está sofrendo. Procure um advogado trabalhista para entrar com a ação devida. Segue texto com condenação de empresa em caso semelhante. Boa sorte!!
"Assédio moral dá direito a rescisão indireta de contrato
Assédio moral confirmado por declarações de testemunhas dá direito a rescisão indireta do contrato de trabalho e indenização. O entendimento é da 8ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo).
A Turma manteve a sentença da primeira instância que condenou a ISS Servisystem Comércio e Indústria Ltda a indenizar uma ex-empregada. O valor ficou fixado em R$ 6.450. A decisão foi unânime. Cabe recurso. A informação é do TRT paulista.
Uma ex-funcionária, que trabalhava como limpadora, entrou com ação na Justiça do Trabalho pedindo rescisão indireta do contrato de trabalho com a ISS e o pagamento de todas as verbas devidas. Segundo os autos, o motivo seria o comportamento da chefe imediata da ex-empregada.
De acordo com testemunhas, a chefe perseguia e implicava com a limpadora. Certa vez, teria dito que a mulher “estava ‘podre’, porque sempre estava doente”.
O pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho foi fundamentado em falta grave patronal. Como a 71ª Vara do Trabalho concedeu a rescisão e a reparação por dano moral para a ex-empregada, a ISS recorreu ao TRT-SP contestando as alegações da ex-funcionária. (...)"
Fonte: http://www.conjur.com.br/2005-fev-22/assedio_moral_direito_rescisao_indireta_contrato
Luis Antonio, não sei dar mais detalhes, seria mesmo com profissional trabalhista; respondi a questão com base nas aulas de faculdade e na jurisprudência que colei na resposta. Mas não perca tempo p/ não ser reprovado por falta na faculdade ou perder o emprego tbm por falta injustificada. Enquanto o advogado distribui a ação, continue trabalhando.