Tendências do Direito de Família
O Direito de Família em geral, para onde vai, suas tendências, suas ramificações, suas particularidades, seus vícios e falhas. A "mulher" está para o direito de família assim como o "empregado" está para a justiça do trabalho?! Os promotores de justiça defendem realmente o direito dos menores ou se tornaram "assessores de juiz", concordando com tudo?! O que você acha do "segredo de justiça" nas causas de família?! E a legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo?! Parece um futuro próximo ou não ocorrerá no Brasil?! Bom, advogo exclusivamente na área do DIREITO DE FAMÍLIA no ES, entrem em contato. (E reparem que acima estão apenas perguntas e nenhuma convição pessoal)
1) Entendo que a mulher, no Direito de Família, efetivamente está como o empregado no Direito do Trabaljo. E isto a despeito de lei, por criação jurisprudencial. Creio, porém que a CF/88 ao colocar homens e mulheres no mesmo patamar de igualdade vem contradizendo esta posição dos tribunais. Posição justificada na voz do povo que proclama ser fácil "dar barretada com o chápeu alheio"! 2) Vejo que mulheres pedem alimentos, para filhos, que condenado o suposto pai a prestá-los, sequer sabe onde residem! E a questão de fiscalização da ministração dos alimentos, analogicamente aplicado na questão de gastos com verba pública e a fiscalização popular, inexiste! 3) Também entendo que a forma como são decididas estas causas, ora se estipulando valor absoluto à prova pericial, notadamente exames de DNA, ora se retirando sua validade, tudo dependendo do resultado, se favorável ao que pede alimentos, ou não! 4) A questão dos promotores de justiça, também observamos, entendo que deve-se à comodidade de certos profissionais, pior é que está se tornando regra, o que deveria ser exceção execrável! 5) Segredo de Justiça, entendo necessário. A família deve ser preservada, principalmente a possibilidade de reconciliação dos conjuges, a quebra do segredo, tornando públicas as picuinhas do casal poderia obstar futura reconciliação. 6) casamento de pessoas do mesmo sexo, acho absurdo. Somente concordo, à vista da situação fática, com a partilha de bens do casal, ou que o sobrevivente fique com pensão do falecido. Quer dizer, somente em casos de apoio àquele que conviveu com outrem e, a despeito disto, não tem direito algum.
Afirmar que o Promotor de Justiça "concorda com tudo" demonstra desconhecimento quanto à missão institucional do Ministério Público, mesmo porque o magistrado acolhe ou não o parecer do Órgão Ministerial.
Especificamente no Direito de Família, sendo guardião dos direitos individuais indisponíveis, seu papel não é chancelar atos que possam ocasionar lesão de direitos fundamentais, mas formar o tripé de suporte da prestação jurisdicional ao lado de Advogados e Magistrados.
Observe-se que a presença do MP nas questões em que afloram o interesse público é uma representação do corolário do duplo grau de jurisdição onde dois posicionamentos imparciais conjugam-se para formação do juízo de convencimento.
É necessário entender-se que a presença do MP é fundamental para garantia da legalidade e da razoabilidade dos julgamentos.
Afirmar que dissemos que Promotor de Justiça concorda com tudo demonstra desconhecimento em relação ao que nós escrevemos e total desatenção quanto ao texto que se lê. Observe que há um ponto de interrogação após a frase, o que a torna uma pergunta. E mais, há uma exclamação após aquele, o que torna a pergunta um debate. "Afinal, os promotores de justiça das varas de família estão se transformando em "assessores de juiz", concordando com tudo?!" - foi a pergunta, melhor, foi o tema proposto para debate. Se Vossa Excelência parte em defesa institucional ao Ministério Público e sua função sócio-jurídica, não o recrimino. Melhor, aplaudo-o. Apenas para constar, este foi um dos temas propostos para debate em um encontro de Promotores Públicos em meu estado, do qual participei. Tema este proposto pelo próprio MP, com o intuito de tentar fazer exatamente isto, suscitar polêmica. Afinal, Vossa Excelência não acha que a participação do Promotor de Justiça nas varas de família tem sido muito discreta? E quanto aos outros temas propostos para debate?
Disse o filósofo: "A tendência está sempre nos olhos de quem vê."
Cordialmente, Gustavo Bassini Schwartz