O que fazer em caso de alienação parental?

Há 15 anos ·
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Olá a todos!

Vivo em união estável há 4 anos com um homem separado há também 4 anos. Começamos nossa relação muito próxima à separação dele, e por isso sua ex-esposa diz que ele se separou dela e abandonou as filhas para viver comigo.

Bom, tudo isso não seria problema, se ela dissesse isso para ele, para mim, amigos deles e familiares. O problema é que ela diz isso para a filha mais velha.

Eles tiveram duas filhas, uma que hoje tem 9 anos e outra que hoje tem 4 anos.

A filha mais nova, como ainda não entende, não tem problemas nem com meu marido, nem comigo. Entretanto, a filha mais velha por diversas vezes é arredia, respondona, grosseira. Também tem disturbios de ansiedade, que se manifestam tanto em seu desempenho escolar quanto em sua saúde.

Várias vezes meu marido aproveita os momentos em que a mais nova está tirando sua sonequinha vespertina para conversar com a filha mais velha (já que ela entende tudo o que acontece). Ela sempre aparece com "pérolas" que a mãe fala.

Ela diz coisas do tipo: "Seu pai não ama mais vocês, por isso que ele foi embora." "Seu pai não é mais da família, família agora somos nós três" "Seu pai não nos dá dinheiro nenhum, vocês só não morrem de fome pq eu trabalho e sua vó ajuda"

Recentemente, foi necessário comprar a cadeirinha pra mais nova andar de carro. A mãe, "caridosa", ligou pro meu marido para ele ajudar a comprar a cadeirinha, pagando meio-a-meio. Ele disse que não pagaria desse jeito, que ajudaria proporcionalmente à quantidade de dias que usaria a cadeirinha. Ela disse que ele só amava a filha no percentual estabelecido e desligou o telefone.

Na semana seguinte, a filha mais velha disse ao pai, que a "santa" mãe falou exatamente isso pra ela. Que o pai só amava a filha mais nova x%.

Na nossa casa temos de ter tudo o que elas precisam, desde o mais básico, como fraldas, sabonete, escova de dentes, até roupas de festa, sapatos... Elas ficam conosco somente 4 dias/mês!

Meu marido sempre foi um pai extremamente presente, dentro das possibilidades dele, uma vez que ele sempre trabalhou viajando. Sempre cuidou das crianças, trocando fraldas, dando banho, comida, fazendo dormir... Ele se sente desolado ante ao que a mãe faz.

E não existe um convívio para que as crianças possam, por si só, entender que isso que elas ouvem não é verdade. Ele só tem VISITAS! As vê por dois dias.

E, recentemente a gota d'água, a "santa" mãe, levando a mais velha (que só tem 9 anos), numa quarta feira, para uma festa à meia noite. O meu marido, ligou coincidentemente neste dia e ficou sabendo. Disse para a mãe que não achava que era uma boa ela levar a menina numa festa daquelas, naquele horário. Ela disse que a obrigação dele era somente pagar pensão, que ele não tem nada a ver com a educação das crianças.

Ou seja, ela é PROPRIETÁRIA das filhas. O pai é apenas um banco. Uma instituição empresarial, que paga o salário, em troca de pode visitar as filhas.

Assim sendo, gostariamos de saber: 1) Todo este relato poderia se enquadrar como alienação parental? 2) O que um pai pode fazer nesses casos? 3) Depois de ler sobre a lei, meu marido cogitou a hipótese de tentar alertar a ex-mulher, enviando-lhe uma notificação extrajudicial, explicando sobre a lei, as implicações. Isso pode ser feito? Poderia trazer problemas? 4) É possível o pai entrar com pedido de guarda compartilhada? Existem chances de conseguir?

Desde já agradeço qualquer ajuda!

27 Respostas
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FJ-Brasil (Morreu)-Fim do Mundo
Suspenso
Há 15 anos ·
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Olá, a lei da alienação parental é muito recente, apesar dos casos de SAP ja existe a muitos anos, para entrar com uma ação de alienação parental, é preciso provar, com emails, gravações telefonicas, gravações e videos que as proprias filhas dizem o que a mãe alienadora fala. Provando que realmente as crianças e o pai sofrem com a alienação, essa mãe poderá até sofrer desde multa até mesmo a inversão da guarda. Lembrando não basta apenas relatar esses fatos na justiça e sim provar. E por mais que exista a lei da guarda compartilhada, e que realmente é o melhor sistema para os filhos, a maioria dos juizes só aplicam para o pai e mãe que tem um bom relacionamento, e moram proximos. Porem o mais importante é o seu marido agir, contratar um advogado ou defensor publico. antes que essa mãe consiga afastar de vez as crianças! boa sorte

Autor da pergunta
Há 15 anos ·
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FJ-Brasil, obrigada pela orientação. Há alguns dias, depois de ouvir essas conversas, sugeri ao meu marido que começasse a gravá-las e guardasse, na esperança de que, futuramente, pudesse usá-las.

Depois, discutindo, achamos que o juíz não aceitaria essas conversas. Mas, mesmo assim, gravamos, no intuito de, futuramente, conversar com as crianças, para lembrá-las de tudo o que foi feito.

Fico feliz de saber que o juíz pode aceitar essas gravações.

E sobre a notificação extrajudicial? Pergunto porque vi que a primeira opção do juíz é justamente dar um aviso ao alienador, antes de tomar uma providência mais "drástica". Neste caso, a notificação poderia ser reconhecida como se o alienador já tivesse conhecimento sobre seu erro? Ou seria uma perda de tempo tomar essa atitude?

Mary99
Há 15 anos ·
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O pai do meu filho apesar de ter um acordo na justiça, não cumpre com as visitas como deveria. O nosso acordo diz q ele tem q retirar a criança na escola e entregar na escola. Certa vez ele disse q não conseguia chegar a tempo e se não podia pegar em outro dia em outro lugar, eu cedi e muitas vezes até levei o meu filho perto da casa dele para ele pegar e ainda ia buscar. Depois eu estava me juntando com meu marido e ficava mais tempo na outra casa. O dia certo dele buscar era de sexta, mas como não consegui chegar no horário deixei ele pegar sabado ou domingo mas desde que fosse perto da minha outra casa. Um dia ele me mandou mensagens dizendo q não era obrigação dele ir até onde eu estava q a gente tinha q dividir, Um levava e o outro buscava, eu achei um absurdo, pq quem não podia pegar na hora e data combinada era ele e eu ainda levava até uma parte do caminho. Pois bem, ele sumiu um mês, apareceu na semana do aniversário do meu filho e eu disse q naquela semana ele não iria pq seria a festa de aniversario no sabado. Pois bem, ele foi até a escola e eu jpá tinha buscado, só q ele fez a dona assinar um papel dizendo q a criança não tava e disse que vai me processar por alienação parental. Pode isso?

Caool
Há 15 anos ·
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...

Sra Boadrasta

Além das orientações que vc receberá aqui, recomendo-lhe o site Pai Legal. Lá você lerá relatos impressionantes e até esclarecedores sobre a SUA posição nessa situação familiar.

Não sou advogada, mas sou madrasta de 3...

Lendo seu relato me vi há 13 anos atras, qdo usava essas expressões e aspas para "designar" a mãe de meus enteados... Confesso que eu tinha ciúmes da ex, mas nunca fiz dos meus sentimentos a base de relacionamento com "as crianças" (hj adultos, ainda os chamo assim).

Realmente não foi fácil, mas hoje tudo passou e garanto-lhe que se vc segurar tua onda, terá o prazer de conviver com adultos maravilhosos como são meus enteados.

Nós tivemos problemas homéricos, até ficamos afastados por algum tempo. Foi doloroso e muito cruel para todos nós. Hoje, com um olhar mais justo vejo que a alienação era dos dois lados: do pai e da mãe...

Por incrível que pareça, o que nos uniu novamente foi inesperado e inusitado: meu filho! Isso mesmo: foi preciso outra criança para que os adultos parassem de agir como tal...

Hoje temos o prazer de nos reunir em nossa casa num clima muito bom. As vezes a mãe deles vem junto e temos certeza que as picuinhas, as mágoas foram embora.

Eu garanto a você que é maravilhoso ver e constatar que nosso modo de agir, nosso exemplo, nossa tolerância valeram a pena.

Cuide-se para não alimentar raiva, decepção e outras picuinhas no teu marido, pois nessa situação emocional ele está muito vulnerável... e para quem faz isso (e eu já vi muita madrasta fazendo) a conta é muito amarga.

Procure se aproximar da mãe das meninas com sabedoria, com lucidez e calma... muita calma e encare como um exercício de humildade... afinal são vidas que entraram na tua vida e que eu, mesmo sem te conhecer, espero que virem história...

As crianças se sentirão seguras se virem vcs conversando e se entendendo. As vezes um passo atras, te impulsiona para um salto muito maior, muito mais digno.

Hoje todos buscam os "seus direitos". Está certo! Até eu mesma utilizo esse site para isso. Devemos sempre resolver o que nos incomoda da melhor maneira possível.

É muito triste quando se usa criança como objeto de vingança (dos dois lados). É realmente muito triste!

Minha cara, aperte o botão da tolerância, da paciência, da visionária e busque o que é bom para todos, em primeiro lugar as pequenas, depois os grandes - nessa ordem!

Boa sorte e um grande abraço!

Carla

PAI, apenas...
Há 15 anos ·
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Olá,

Tomo a liberdade de convidá-la a ler o fórum abaixo, e se quiser, entrar em contato no email: [email protected] . Infelizmente as coisas não são tão simples como se colocam, ou seja, a situação com suas entadas vai piorar... se vocês não fizerem algo. Sou vítima de AP há mais de 10 meses.

jus.com.br/forum/192769/primeira-acao-de-alienacao-parental-ingressada-hoje-no-estado-de-sp/

Abraços

PAI

Autor da pergunta
Há 15 anos ·
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Pai, apenas... Confesso que foi após ler o seu drama que conversei com meu marido e resolvemos analisar nossas possibilidades sobre o assunto.

Carla, infelizmente em nosso caso, só há alienação parental por parte da ex... Meu marido e eu NUNCA falamos um "a" sobre a dita-cuja na frente das crianças... Mesmo quando, no início, ela não mandava calcinha, sem avisar nada, e nós tínhamos que sair correndo pra comprar, nem quando meu marido ouviu tudo o que a mais velha falou...

Tudo que ele fez, em todas as ocasiões, foi falar pra ela que a história não era assim, conversou com muito carinho, explicou que ele se separou da mamãe pq eles não se viam mais como namorados, mas que em nenhum momento ele deixou de ser pai delas, que sempre que ela estivesse com alguma dúvida sobre algo que a mãe falou, que era pra ela ligar pra ele.

Infelizmente é só o que podemos fazer.

Nessas horas, das conversas, e tals, eu procuro não estar junto, e nem perguntar depois (na frente dela), pra ela se sentir à vontade de conversar com o pai.

Não vamos tomar nenhuma atitude precipitada. Queremos primeiramente tentar fazer a mãe entender o que ela está fazendo, sem envolver justiça. Somente em último caso.

Por isso perguntei da notificação extrajudicial, e gostaria de saber sobre a questão das gravações. Se o juíz realmente aceita gravações de conversas (inclusive telefônicas) com as crianças/mãe. Isso não viola nenhum direito da mãe/crianças? Não poderá ser usado contra meu marido?

Agradeço a todos pelas respostas.

PAI, apenas...
Há 15 anos ·
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Cara Boadrasta Desesperada

Não digo para vocês se desesperarem, apenas para analisar a situação mais friamente e não cometer os mesmos erros que eu cometi, senão não estaria passando pela AP há mais de 10 meses. Lutem, não desistam, apenas façam as coisas aos olhos da lei.

Com relação à festa que vc mencionou, vim pensando no carro hoje. Dependendo de como foi, acredito que seria bom acionar o Conselho Tutelar e o promotor da Vara da Infância e Juventude. Se notificada, ela vai ter que comparecer OBRIGATORIAMENTE.

Abraços

PAI

Autor da pergunta
Há 15 anos ·
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Então, Pai... Infelizmente isso já foi, ela já foi na festa... Temos fotos publicadas no orkut das amigas da mãe dela...

Há um mês a mais velha disse pro meu marido que a mãe falou pra ela não contar ao meu marido quando fosse nessas festas, pois ele não deixaria ela ir. Oras, o pai, além de (supostamente) ter abandonado as filhas, ainda é um monstro! Repararam?

As meninas têm a mãe como um Deus! A idolatram! Tudo o que a mãe fala é 100% verdade! Entendem? E o pai nada mais é do que um traidor! Que trocou as filhas pela "vagab#@#$!@"!

A intenção não é que elas percam esse referencial! A intenção é que elas entendam que o pai não é um monstro, ele apenas é pai! Tem amor, tem carinho pelas filhas, e tb tem preocupações pertinentes ao pai!

Ele só quer ter o direito de excercer a função de pai! De educar as filhas de forma correta e justa! De participar na educação, não de ser o monstro que castiga e a priva!

Amandab
Há 15 anos ·
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...

Sra "Boa"drasta

Você não deveria se envolver tanto na relação do seu marido com as filhas.

Deixe ele resolver os problemas. Isso que vc contou dele querer pagar x% da cadeirinha é o fim da picada... possivelmente a idéia foi sua!

Se vc não adotar uma postura mais adulta nesse embroglio, quem sobrará é vc... deixe a outra viver a vida dela. Larga do pé da mulher! Que coisa!

Uma pessoa aí te escreveu a coisa certa: segure sua onda! Vc tem raiva da ex e quer que seu marido a odeie mais do que no fim da relação .

O parentesco de sangue se sustenta naturalmente, então quem vai sobrar é você!

acorda garota!

.

evellyn_sara
Há 15 anos ·
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Má-drasta,

tbm sou uma boadrasta (chamada assim, inclusive pelas minhas entiadas).

Passo pela mesma situação da Boadrasta, com uma diferença: converso amigavelmente com a ex-do meu marido (ou ao menos conversava). Antes dele entrar na justiça pedindo apenas para regulamentar as visitas (hoje elas são 'livres': ele vai pra casa da menina e ele quer traze-la nas ferias, e etc), conversarmos animosamente, quando levamos nosso filhinho a uma distancia de 165 km com 4 meses para a irma conhecer, inclusive fui convidada pela pequena a entrar na casa dela e mae nos recebeu muito bem, o nenem inclusive dormiu na cama delas.

Agora, depois de entrar com a ação de regulamentação de justiça, nem um cumprimento educado ela respondeu.

Enfim, tenho consciencia de que, se meu marido quisesse ficar com ela, eles não teriam se separado, não alimento fantasmas.

Autor da pergunta
Há 15 anos ·
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Má-drasta

É fácil você tirar conclusões estando em qualquer lugar do planeta e lendo um texto.

Para sua sapiência, a idéia foi do meu marido mesmo. Depois de ajudar a ex-mulher sempre que ela precisou e sempre tomar na cabeça quando ele pediu ajuda, ele resolveu por conta própria o que queria fazer.

Meu marido é um ser pensante! Ela consegue decidir sozinho o que quer fazer, o que acha melhor fazer... Principalmente quando diz respeito às filhas dele.

A nossa relação (eu-ex-marido) nunca foi bacana como a Evellyn fala, infelizmente. Temos nossos momentos, sabe... Já houve tempo em que a ex não queria nem me ver. E hoje ela nos convida para entrar, para as festinhas de aniversário das crianças na casa dela.

Ainda não desistimos desse tipo de relação, para o bem das crianças.

A virada do ano as crianças passaram com a gente. Na madrugada de sexta para sábado, as crianças quiseram ver a mãe, para dar um beijo após a virada, antes de irmos para nossa casa. Nós as levamos! Pq não importa o que a gente quer, importa a felicidade das crianças, mesmo correndo o risco de elas verem a mãe e não quererem voltar conosco.

Não é bom para as crianças que elas vejam a mãe e o pai brigando. Afinal, foi por isso que eles se separaram: pq não conseguiam viver juntos sem brigar e se desentender, e esse tipo de relação não é boa para as crianças.

E faço minhas as palavras da Evellyn: se ele quisesse ficar com ela, não teria se separado dela. É simples! E se ele quiser voltar pra ela, não nasceu grudado em mim! Não somos presos. Estamos juntos pq nos amamos!

Será que sua posição é reflexiva? Será que você espelha em mim o que você faz? Será que não?

Amandab
Há 15 anos ·
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...

Olha, esse negócio de mulher atual ficar se metendo na vida da ex e dos filhos, é a maior furada.

Ela (a atual) não percebe que fazendo isso , fica trazendo lembranças na cabeça do cara. E o cara já tá ferrado de saudade dos filhos e ali do lado a outra buzinando o tempo tempo- não dá! me desculpe mas é burrice!

as pessoas precisam crescer antes de assumir relacionamentos!

esses tremores entre o marido e a ex e as filhas é normal... acalma o cara em vez de atiçar fogo na gasolina!

e olha que eu tô falando de experiência própria. Depois que me separei conheci uma moça que invocou que seria a mulher da minha vida...

no começo foi legal, mas depois ela foi se apropriando da minha vida de um jeito que eu não conseguia mais respirar. Ela dava presentes para meus filhos, agradava meus pais, meus amigos, enfim foi se instalando legal.

O problema começou qdo minha ex fez alguns pedidos "extra" de dinheiro para uma reforma que ela fez na casa e que beneficiou meus filhos. pronto! aí a casa caiu! Era buzinaço o tempo todo! Ela se achava muito inteligente, mas não passava de uma manipuladora.

Por pouco, muito pouco ela não me afastou ainda mais de meus filhos!

As pessoas precisam amadurecer ... precisam mesmo!

É isso aí - boa sorte boadrasta, boa sorte!

FJ-Brasil (Morreu)-Fim do Mundo
Suspenso
Há 15 anos ·
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Bau, com toda sinceridade, cada caso é um caso, voce foi manipulado pela sua ingenuidade, imaturidade. só responde uma coisa, terminou com a namorada, por causa da mãe do seu filho?

Amandab
Há 15 anos ·
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bom, já que vc perguntou, vou responder:

terminei por essa moça pela manipulação que ela demonstrou fazer ao longo do relacionamento. E não gosto de manipuladores, nem homens, nem mulheres... detesto relacionamentos desses que as pessoas ligam o tempo todo, o dia todo, para falar abobrinha, mas com intenção de controlar.

Na semana passada num programa vi uma mulher dizendo: se vc quer que uma pessoa fique do seu lado, então a deixe livre!

Esse foi o problema!

A propósito FJ, vc é homem ou mulher?

.

Autor da pergunta
Há 15 anos ·
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FJ-Brasil, boa tarde.

Li suas respostas noutros fóruns e, se eu entendi bem, você é advogado da Vara da Família, correto? Se for de fato, veja, por gentileza, se você poderia tirar essa dúvida: o que pode ser usado como prova para alienação parental?

Li em alguns sites que podem ser usadas gravações onde a criança diz que o que o alienador falou, e ainda cartas e emails enviados pelo alienador para o parente alienado. É isso mesmo?

A intenção do meu marido é obter provas de a alienação acontece, mostrar para a ex-mulher a lei que o ampara e as provas, e solicitar que ela, por favor, pare com essa postura, pois ela está prejudicando as crianças.

Sobre o que você falou, Baú, eu concordo com você: atual "disputando" com a ex é terrível. E com os filhos então, é caso perdido!

No começo eu realmente achava que eu tinha o direito de opinar, já que, querendo ou não, eu participo da educação das crianças. Mas hoje eu vejo que isso não ajuda em nada. E que, quanto mais eu tento ajudar na educação das minhas enteadas, mais eu contribuo para afastá-las do meu marido.

Ser boadrasta quando existe alienação parental é muito difícil.

O alienador (no nosso caso, nós descobrimos que não é só a mãe, mas outros parentes do lado materno tb) vem fazendo a cabeça da criança durante 15 dias. Quando a criança chega na casa do parente alienado, já está "progamada" a não gostar de lá. A achar a casa um lugar horrível, e o pai um monstro, e a boadrasta uma chata. É assim que é.

E esse convívio quinzenal não ajuda muito a mudar essa visão. Principalmente quando a mãe é permissiva demais. Qualquer regra imposta pelo pai, mesmo as mais simples, como arrumar a cama depois de levantar, se torna um bicho de sete cabeças.

E se a boadrasta ainda resolver que vai educar as crianças junto com o pai, aí não tem jeito!

Então, eu aprendi a ficar quietinha (confesso que nem sempre eu consigo, mas eu me esforço). Só opino quando meu marido pergunta minha opinião, e procuro dá-la da forma mais delicada possível.

FJ-Brasil (Morreu)-Fim do Mundo
Suspenso
Há 15 anos ·
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Boadrasta, só o fato de existir indicios de alienação parental ja é suficiente para entrar com a denuncia, porem é claro, tudo que voce citou serve de provas, gravações telefonicas, com a mãe da criança, com a propria criança, emails, e principalmente testemunhas, e eu particularmente tenho um grande amigo que esta passando pelo mesmo problema que o seu marido, ele teve uma idéia muito boa, contratou uma psicologa, e todas as vezes que os filhos estavam na casa do pai, a psicologa ia até la como se fosse uma amiga da familia, e conversava por horas com as crianças, o laudo dessa psicologa foi determinante para que o juiz aceitasse que os filhos tivessem um estudo psicosocial, no qual ficou muito evidente que a mãe e a vó estavam de fato alienando as crianças. Esse meu amigo tem 2 filhos, uma menina de 6 anos e um garoto de 9 anos, devido ao grau que ja estava dificultando o desenvolvimento das crianças, o juiz determinou a inversão da guarda, porem mesmo com a guarda dos filhos, o meu amigo solicitou a guarda compartilhada no qual deseja realmente que a mãe faça parte da vida dos filhos de forma ativa, porem com mais responsabilidades e afetividade. a vovó materna ficou de castigo 90 dias sem poder ter contato com os netos, determinado pelo juiz, pois só assim alguns adultos aprendem a respeitar as crianças. Eu não concordo muito que voce não deva participar da vida das crianças, pois voce é a esposa do pai, deve sim dar toda sua contribuição de afeto, amizade, educação, pois voce só estará fazendo o bem, não esta tirando o lugar da mãe, mas sim contribuindo para o melhor desenvolvimento dessas crianças, pois viver em familia, é sempre muito bom para todos.

Alterando a regra proibitiva contida no artigo 1636 do atual Código Civil que impede a interferência do novo cônjuge ou companheiro na criação dos filhos do outro, o projeto de Lei 2285 de 2007, conhecido como Estatuto das Famílias, já prevê situação diversa.

Art. 91 - Constituindo os pais nova entidade familiar os direitos e devers decorrentes da autoridade parental são exercidos com a colaboração do novo cônjuge ou convivente ou parceiro.

Parágrafo único: Cada cônjuge, convivente ou parceiro deve colaborar de modo apropriado no exercício da autoridade parental, em relação aos filhos do outro, e de o representar quando as circunstâncias exigirem.

@BM
Há 15 anos ·
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Levando em conta o que foi informado, tem de ser observado que no caso de ingressar na justiça por alienação parental pode ocorrer a inversão da guarda.

Como o pai teve a infeliz idéia de dizer que só contribuiria com a compra da cadeirinha no percentual de que fosse usar, esquecendo-se que a cadeirinha é para a segurança da filha, e esta somente deve ser protegida quando estiver com ele?

Tem de se saber se esse pai quer a guarda da filha, pois aí seguindo o seu próprio raciocínio terá ele de arcar com todas as despesas.

Triste é quando pais vêem filhos como despesas.

FJ-Brasil (Morreu)-Fim do Mundo
Suspenso
Há 15 anos ·
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Marcelo, concordo demais com as suas palavras. principalmente essa frase... "Triste é quando pais vêem filhos como despesas" só completando, esses filhos um dia se tornam adolescentes, crescerão sentindo a falta do verdadeiro afeto de pai, mãe e de toda a familia, meninas com 12 anos perdendo a virgindade e se envolvendo com pessoas erradas, meninos com 13 anos usando crack...e o pior, a culpa é sempre do genitor que tem a guarda. E as despesas serão muito maior! Bastam verificar nas pesquisas e estatisticas do instituto brasileiro de direito da familia! é triste, porem é a realidade!

Autor da pergunta
Há 15 anos ·
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Marcelo e FJ, entendo o que vocês querem dizer...

Acompanho aqui mesmo, no forum, uma mãe que perdeu a guarda pra um pai que nem ao menos viu o filho crescer. E o pai que está há não sei nem quantos meses tentando ver os filhos, mas não consegue.

Vejo casos de mães que batalham e criam os filhos sozinhas, o pai não só não quer nem ver os filhos, como também não paga pensão e não ajuda em nada. Mães que "fazem a malinha" dos filhos, para que o pai vá buscá-los, e o pai não aparece, não dá uma satisfação, e deixam os filhos a ver navios.

Também tem casos inversos, de pais que fazem tudo que podem (e muitas vezes o que não podem) para ver os filhos, e a mãe some, não deixa que eles falem ao telefone, não permite que o pai veja na escola.

E independente da situação e de quem é a falha, nem pai e nem mãe devem dizer pra criança que outro não a ama, que não se preocupa, que a abandonou. Mesmo que seja verdade. Não deve mentir, é claro. Mas não precisa também dizer isso com todas as letras. Principalmente quando a criança ainda não é capaz de entender e ponderar sobre o que foi dito. Isso só faz mal pra criança.

É claro que vai parecer que estou correndo em defesa do meu marido, mas eu entendo o lado dele na história.

No nosso caso, não é nada disso. Meu marido não vê as filhas apenas como uma despesa. E, hoje, analisando friamente o caso da cadeirinha, eu entendo que essa é a impressão.

Ocorre que, desde a separação, ele sempre foi o monstro, sempre ouvindo os relatos das crianças, de tudo o que a mãe e a avó materna falavam e falam ainda. Mesmo quando ele faz tudo o que a mãe pede.

Ele pede pra ir junto nas consultas médicas, pra ela avisar sobre as reuniões escolares, pra ter conhecimento das festinhas da escola. E ele só fica sabendo depois, quando as crianças contam que houve a festinha, ou a reunião. Muitas vezes a mãe não pode ir na reunião pq está trabalhando. E nem assim ela avisa meu marido, para que ele vá no lugar dela.

Ele contribui com o sustento delas na casa da mãe, compra tudo na nossa casa, pq ela não manda NADA, nem uma calcinha pra elas voltarem no domingo, nem um brinquedo novo que as crianças ainda estão empolgadas. Já vimos várias vezes ela dizendo pra não levar, que elas brincam depois, na volta.

E, naquela semana, ela ainda disse para meu marido que ele tinha abandonado as filhas quando se separou, então que ele não tinha nada com isso, e que a obrigação dele é só pagar pensão.

É claro que isso não justifica. Mas ele tb não tem sangue de barata.

De fato, agora a pequena tem duas cadeirinhas: uma no carro do pai e outra no carro da mãe. E, no final, ambos tiveram que comprar, pq a mãe não aceitou o que o pai ofereceu, e o pai não quis aceitar a proposta da mãe.

Quando ocorreu a separação, meu marido pediu para a mãe a guarda compartilhada. Ela não quis de forma alguma.

Se ela der a guarda definitiva para meu marido, nossa!!! Seria um sonho...

Mas só o que meu marido quer é poder participar da vida das filhas, não visitá-las de 15 em 15 dias.

Como eu disse, a intenção não é inverter a guarda. Meu marido não quer trazer as filhas pra nossa casa pq um juíz disse isso. Senão, mais uma vez ele será o monstro que, além de abandonar as filhas, ainda tirou as filhas da mãe, entende?!

Ele queria que as filhas tivessem vontade de vê-lo, de convidá-lo para a festinha da escola, da reunião. De saber que elas foram no médico e o que o médico disse.

É muito difícil conseguir isso, se a mãe, a avó, e sei lá mais quem, ficam falando pra elas que o pai não presta, que o pai isso e aquilo. E que a SMDN tb é isso e aquilo.

Quando houve o caso dos Nardoni, nossa! Nem sei te dizer o quanto nós ouvimos! Coisas das mais absurdas. Da avó, da mãe, das tias... Foi um infer@!#%&!!!

Eu quero sim participar da educação e da criação das minhas enteadas! Mas eu não posso, pq a mãe não permite. Hoje ela tolera um pouco mais, não posso negar. Mas ela sempre fala que eu não tenho nada com isso, que problemas na educação das crianças são com ela e meu marido. Eu não faço parte da família.

E depois de tanto brigar por isso, eu deixei pra lá. Eu quero paz na nossa vida. E paz pras crianças.

Agradeço demais ao FJ pela explicação, e tb pela dica da psicóloga.

Amandab
Há 15 anos ·
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...

Se seu marido quer participar das atividades escolares das filhas é bem simples: marque uma reunião com a cordenação da escola e nessa reunião peça que envie os comunicados para ele também (por email).

Ele não precisará mais da desculpa que a mãe não avisou sobre as reuniões de pais!

Se elas frequentam atividades extras tipo natação, balé, é a mesma coisa... sem dramalhões mexicanos!

Simples assim!

Boadrastra, tenho que concordar com o pessoal aí de cima: segura tua onda parceira!

.

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