94 ANOS: ESSA É A SENTEÇA DO MEU ESPOSO. JÁ ESTÁ PRESO HÁ 11 ANOS
Queria sabe quando ele pode ter direito ao semi aberto??? é ele não tem advogado como faço para conseguir um do estado, é como posso ajudalo , o que eu posso pedi para o advogado monta, sou leiga sobre isso....
Carla V - SÃO PAULO
Você se acha Deus para falar o que você falou para a esposa do fulano?? Quem você acha que é para julgar o ser humano desse jeito, julgamento ao uma pessoa é pecado você nunca leu a biblia?? Ela esta apenas procurando conforto no site, não precisa esculachar, se não concorda não fale nada, se deu o trabalho em escrever para humilhar a pessoa, afff que nojo...é desse jeito que você se acha melhor do que o marido dela?? Você diz que quer preservar sua vida mantendo os bandidos na cadeia, você tem filhos?? parentes?? ou alguem q goste muito...pois é, talvez é hora de começar a pensar que mundo é redondo e da voltas, hoje é com ela e amanha pode ser com você, por isso não deve se julgar ninguem é que nem aquele famoso "ditado" nunca cuspa para o alto porque pode cair na sua testa, cuidade hem!!
Aha para finalizar não tenha medo de morrer não nascemos para vegetar no mundo e nada acontece sem o consentimento de Deus, quando for a sua hora pode ser por um bandido ou por qualquer outra situação, não tem como fugir.
Oi, Carla V - SÃO PAULO (NÃO SOU DE LONDRINA) |
Magoe-me com sua verdade, mas não me iluda com uma mentira”
Entendo a sua opinião, sei como é difícil, para todas as vitimas que ele cometeu, não penso só em mim é no meu filho, penso neles Também do mesmo jeito que ele fez com essas pessoas pode outro individuo fazer comigo não é porquê estou desse lado que não corro esse risco, ele já está pagando por tudo que ele fez, é todos tem uma 2º chance para recomeça, todos tem o direito de um dia obter mudança desde que quera essa mudança, mas quem sou eu ou você para não perdoar, erros muitos temos, mas podemos conserta-los, sabe ! nesses 11 anos aprendi muito com essa vida de cadeia, jugada com olhares, q mim culpava por está indo naquele lugar, sei ter feito nada de errado ,não posso manda no meu coração, faço para quem está longe jugar, sei que futuro nem um tem em porta de cadeia, mas tenho esperança em Deus que um dia meu Esposo vai muda, parece loucura, mas ele não precisa de perdão Humano, só o Perdão de Deus o basta para recomeçar, tento com bons princípios tenta ajuda-lo a conseguir esse perdão...
Agradeço por me responder, gosto de pessoas verdadeiras que fala o pensa......
Eu concordo com a Carla, fácil falar em segunda chance para o criminoso e quanto as vitimas que foram mortas? segunda chance? só se for em outra rencarnação, como nã acredito nessa hipótese, prefiro manter a minha vida atual, garantindo que pelo menos os que estão presos permaneçam o maior tempo possível preso.de preferencia 94anos cumprido na íntegra em regime trancado, fechado, lacrado, com a chave perdida.
Oi, ISS
Graças a Deus, Ele não está respondendo nem um homicídio, 94 anos de cadeia são todos um 157, Tem gente que mata mãe , mata Pai , estrupa crianças, é está na rua, não fica nem 5 anos preços, não estou justificado os erros dele, repito ele está pagando o que ele fez, Por isso confio só na justiça de Deus...C ele tive que fica + quantos anos Deus sabe , q seja a feita vontade de Deus...mas que ele obtenha o perdão é reconheça os erros dele é ser arrependa.
Nana, lembre-se sempre que errar é humano e perdoar é uma virtude, infelizmente muitos nessa terra julga o ser humano por fora, acredite sempre em Deus, já vimos que você tem uma grande fé Nele, segue um presente pra voce:
Atos 2:37-38 diz: “Ouvindo eles estas cousas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”.
Muita fé.
Sim Fernando Stefanes Rivarola | Itaquaquecetuba/SP respondendo o seu comentário, aqui é um fórum de discussão jurídica e não uma igreja ou templo de natureza religiosa, nem de comentária pessoais como o seu, Deus está em todo luga, aqui no forum, na sua casa, no seu emprego, aonde vc for
Fique com Deus
Eu concordo com o Fernando. Aqui é um forum de natureza jurídica e que contam com pessoas das mais variadas crenças. Inclusive aquelas que em nada acreditam, nesse aspecto, que também devem ser respeitas. Citações biblicas ou comentários que "Deus está em todo lugar" não me parecem apropriadas no caso e não contribuem em nada para o esclarecimento do problema inicial, que ao meu ver já aconteceu. O tópico está em claro desvio de finalidade agora.
Vivis_22
(Bem ao estilo Bárbara Gância, iniciarei.)
Sabe... desde pequenininha aprendi a não falar, conversar e dar atenção a estranhos. Como estou calma, dedicar-lhe-ei algumas doces palavras.
O que tem a ver JURUBEBA com SUPOSITÓRIO?????
1.Aprenda: Direito e Justiça estão acima, e não se confundem, com fé e religião.
2.Aqui É um Fórum Jurídico. Quer falar sobre Deus, acesse Arca Universal (http://www.arcauniversal.com/iurd/). “ Edir Macedo - o homem “escolhido por Deus” - separe aí meu pedaço no Céu em razão do “Merchant” que estou fazendo para “ovelha” Vivis_22”.
3.Esse papinho de vou dar a outra face funciona para os fracos e dominados.
4.Defendo gente de bem e a polícia. Gente do mal e gente que fala e defende bandidos, ou é um deles ou tem algum na família. (parece ser seu caso...)
5.Eu sei...eu sei... fundamentalistas têm fúria: “tenho nojo de você”. Obrigada pelo seu nojo, saiba que não sinto nojo de você, apenas desejo que alguém da sua família seja dilacerado por algum marginal. Você não vale, afinal, não se incomoda em morrer. Caso você mesma pague, que sofra a conta gotas a ponto de ter prazer e orgulho por ser capaz de perdoar múltiplas vezes o que sofrer nas mãos do um bandido.
6.É o fim da picada. A sociedade, vítimas e familiares devem (imperativo) perdoar bandidos porque os fundamentalistas pregam o “perdão”. É um abuso quem quer que seja cobrar perdão. Eu é que lhe pergunto: QUEM É VOCÊ PARA QUESTIONAR O QUE ACHO SOBRE BANDIDOS E O QUE MERECEM?
Duvido que VOCÊ se oferecesse para substituir qualquer refém em uma rebelião, como a que o delegado foi queimado vivo em um colchão! É fácil cobrar perdão da esposa dele, não?! Se acha legitimada para tal?
Para que continue com nojo de mim, mando mais uma: "bandido bom, é bandido morto!"
Em adianto: sem réplicas!
Ai, ai... vou aos meus Cupcake! Bye.
Nana, meu respeito a você pelas palavras lúcidas dirigidas a mim que demonstraram um pouco de você: a parte racional.
Fernando concordo plenamente com você. (Dá pra perceber, não é? rs)
Carla V - SÃO PAULO
Se sentiu mais aliviada com todas essas palavras??? Vá procurar um especialista, pois você esta precisando e muito, alias, não procure não, viva essa sua "vida" da mesma forma e no dia do julgamento final talvez você lembre da nossa conversa aqui.
Respondendo você, tenho meu marido preso sim, como você mesmo diz "mulher de bandido" bem DIFERENTE de você que deve ser policia ou tem "parentes" para defender tanto por eles, retrucando você, A MINHA SEGURANÇA EU FAÇO NA CINTURA.
Se acha justa em falar q um delegado foi queimado vivo nas rebeliões, e quantos dos nossos maridos, filhos e irmãos morrem?? De cada 1 policia que morre já se foram mais de 10 presos, não se lembra do masacre do Carandiru??É vc tem razão aquelas pessoas que morreram era policiais nê...
Façamos assim: Fique você com a sua ideologia que fico com a minha, até mesmo porque tentar mostrar porque o Brasil esta assim hoje para pessoas como você é perca de tempo.
Aha só para finalizar, o mundo gira, hoje tenho na minha familia um "bandido" amanha pode ser você!
Bom dia a todos, o tópico com certeza está desvirtuado. Com a melhor das intenções deixo algumas palavras, no intuito de resgatar a racionalidade que deve ser um imperativo para profissionais do direito.
Primeiro, gostaria de substituir a palavra bandido (que não é jurídica) pela expressão criminoso. O código penal tipifica as condutas consideradas crime, sendo portanto qualificados de criminosos aqueles cuja conduta contraria o preceito normativo penal. Sócrates foi considerado criminoso em sua época, por defender uma liberdade de expressão. Digo isso, porque através dos tempos, diversos tipos penais se mostraram mais do que ilegais, se mostraram ilegítimos (vide a alemanha nazista por exemplo). Em nosso país mesmo, apenas uma minoria pode dizer que jamais cruzaram a fronteira de um tipo penal. Situações do cotidiano, quem já difamou alguém, injuriou... quem já cruzou a fronteira através de um tipo culposo... um acidente de trânsito... quem já baixou músicas pela internet... quem já mentiu no IRPF... entre muitos outros exemplos. E, nem assim são execrados publicamente. Não digo isto para defender A ou B, o digo apenas para fazê-los pensar. Por outro lado, existem criminosos, que além de ultrapassar a fronteira normativa, ultrapassam algo mais, ultrapassam um senso comum do que seria normal esperar. Ultrapassam um mínimo do que seria esperado, do que seria digno, ou seja, além da fronteira normativa, ultrapassam a fronteira social. Mas os operadores do direito, os pensadores do direito, devemos nos abster dos juízos sociais-morais e nos atermos apenas a análise da conduta referida à norma jurídica. Abraços cordiais a todos,
Concordo plenamente com os comentarios da carla v, quem defende bandido ou como queiram criminoso, é porque nunca foi vitima deles, ou nao teve nenhum parente que foi vitima. Acho muito bom que em cada 1 policial morto 10 bandidos morram, ja que eles acabaram com a vida de algum, tem que acabar coma deles tambem, e sou a favor de acabar coma deles da mesma maneira que eles fizeram, na covardia,brutalidade. No brasil deveria existir pena de morte, ai nao seria os policias que matariam esses covardes e sim a justiça. Acho muito engraçado que ainda se fala em direitos humanos para os marginais, quando morre algum deles, os direitos humanos brigam, lutam, mais quando eles matam, assaltam, estrupam, pais de familia, pessoa de bem, cade os direitos humanos para nos que somos vitimas desses covardes, que so querem saber de ganhar as coisas na vida facil. E nao adiata falar que roubam, matam, porque nao acham emprego. Nao acham? é so ir para roça capinar que vao achar emprego. Na verdade sao um bande de vagabundos querendo vida facil e se sustentar atraves da desgraça dos outros. Tem que pegar esses marginais colocar todos em uma foqueira e queimar tudo , acabar d euma vez com esse vagabundos que alem de dar tristeza para familias, ainda temos que sustentar esse bando de marginais.
O Pensador, bom dia!
Costumo ler vossas palavras em tópicos do fórum. Significa dizer, que o conheço. Inicialmente gostaria de dizer que o tópico está desvirtuado porque virou lugar de consulta e assessoria, o que não acontece em outros sites do gênero. Um pouco, por nossa culpa, porque fornecemos “assessoria” e grande parte dos freqüentadores se apresentam como consulentes.
Não costumo querer que ninguém pense como eu, apenas, não gosto de ser cobrada a pensar e ser como alguns querem.
Tomo a liberdade de tecer comentários relacionados ao escrito por vossa, porque de certa forma, fui chamada a ter determinada conduta por ser operadora do direito.
A substituição da palavra criminoso por bandido quando conversamos em qualquer ambiente, ainda que jurídico, não causa prejuízo algum. Até porque não alterará a extensão da "capivara" do elemento/criminoso/bandido/marginal/delinqüente. (Sou rodrigueana, “a vida como ela é!)
Quanto a Sócrates, comparar um filósofo da Idade Antiga com um homem comum da Idade Contemporânea, a meu ver, não faz sentido. Pessoas distintas, épocas distintas, "crimes" distintos.
Violência contra pessoa sempre foi crime desde que o mundo (Direito Natural). Liberdade de expressão (Direito Natural), o que foi retirado de Sócrates, foi crime, mas não é mais crime (só o é onde existe ditadura). Foi entendido a época como crime por questões religiosas e políticas. Não dá para comparar e aplicar a questão socrateana de modo superficial e isolada.
Sócrates era um filósofo que enfrentou e vivia em uma ditadura religiosa e política. Filósofos sempre foram inimigos de certos regimes em razão do poder da retórica, que a época, era prestigiada e a vida cultural um esplendor, o que atraia os jovens. Sócrates foi acusado de corromper os jovens. A "arma" de Sócrates era a palavra e seu próprio pensamento. Sócrates foi condenado por não reconhecer os deuses do Estado.
Ou seja, a questão era política e religiosa. Nada tendo a ver com sentido autentico e independente do Direito e da Justiça.
Desde o início da minha conversa deixo claro que defendo Direito Natural. Direito a vida é Direito Natural, independente se tutelado ou não pelo Estado.
- Quanto aos "crimes" que citou cometidos no cotidiano pela sociedade, o Estado prevê punições para tais casos e as aplica. A punição determina se é crime, delito ou contravenção.
Querer atribuir ou relacionar alguns "crimes", descritos ou não, que a Lei entende como de menor potencial ofensivo a mesma gravidade e condições atribuída a tipos penais definidos como crimes graves, como os cometidos contra a vida e com violência, ao meu ver, não faz sentido.
A forma como escreve "E, nem assim são execrados publicamente", dá a entender que o tratamento a crimes (sentido amplo) tão distintos deveria ser o mesmo. Ou a indignação a crimes graves não deveria ser expressada pela sociedade. Antes de me tornar operadora do Direito, eu nasci, cresci, fui educada, me tornei cidadã, e só depois, operadora do Direito. Logo, tenho valores morais e sociais, independentemente da minha profissão.
Acho legítimo e louvável a minha postura, talvez seja por isso que tenha invocado “racionalidade” da minha parte. Advogados são vistos pela sociedade (inclusive pela família dos bandidos e pelos mesmos) como mercenários, desprovidos de ética e de sentimento. Acabo destoando do comportamento de muitos colegas, sobretudo, dos penalistas, que também passaram a ser vítima de homicídio praticado por clientes-bandidos ou bandido-clientes.
Não sou operadora do direito 24 horas por dia, mas sou cidadã 24 horas por dia. Não retiro absolutamente nada do que disse nesse tópico, que em verdade, poderia ser encerrado. Mas, está sendo interessante pelo “debate”, para desmascarar a hipocrisia e fazer com que as pessoas tenham coragem de dizer o que pensam. Debate é saudável, e a ele não me furto!
Nossos discursos são bem compatíveis com o cada qual defende: o Caro Colega, na figura do Defensor Público ou Advogado particular, defendendo direito (quando existe) individual, eu na figura da Promotora de Justiça, defendendo a sociedade, portanto o coletivo. Por óbvio há distinção de interesses. (rs)
Saudações, Caro Colega.
Bom dia Carla,
Minhas sinceras desculpas se por alguma razão, tenha parecido que meus comentários se dirigiram aos seus posts. Quero esclarecer que em nenhum momento foi essa minha intenção. Uma lástima que minha pena (ainda me acostumarei a escrever teclado) por muitas vezes não tenha a fluência machadiana, sendo apenas sofrível. Por estas e outras é que me vejo às vezes com a tarefa de me desculpar ou me explicar!
Mas, seguindo, e já entrando no terreno das explicações gostaria de dizer que não foi uma cobrança e ainda menos para pensar como este sofrível escritor. Foi uma sugestão, para que todos, sem exceção usem a razão e reflitam - convenhamos que pensar nunca é demais e, ademais mal não faz. Tenha total liberdade em comentar, argumentar, discordar ou concordar com meus comentários, isso me traz enorme alegria e nos brinda com um exercício argumentativo que antes de mais nada é o exercício da democracia. Porém, que não seja por ter sentido que meus comentários a impeliam a determinada conduta ou pensamento, pois, ali nada havia que fosse despótico a tentar arrebanhar fiéis ou exércitos. Não havia naquelas modestas palavras a menor intenção em cobrar quem quer que fosse individualmente. Se houve um sentido de cobrança naquelas palavras, foi uma cobrança ao meio social como um todo, sem o lado do cicrano ou o lado do beltrano, foi algo diferente do que se pode entender por cobrança, foi um apelo. Um apelo à razão comum, a razão que nos une como seres humanos; a razão que nos faz diferentes das espécies animais, a razão que nos faz sermos particulares no todo humano e, ao mesmo tempo, nos faz singulares um perante o outro. Quanto ao meu pedido (apelo) para substituirmos a palavra bandido por criminoso, é uma maneira de mantermos nossa neutralidade. Já que o uso da palavra bandido, vem carregado de pré-conceitos e uma forte carga de moralidade, incompatível com a isenção que se espera daquele que é operacionalizador do direito. Claro que a cada um cabe escolher o caminho que vai trilhar. Independente do lado da acusação ou defesa, a neutralidade é a tarefa mais árdua. Quanto à comparação com Sócrates, achei-a dentro do contexto da mensagem, muito apropriada. Pessoas distintas, épocas distintas, mas idênticos no CRIME, não o mesmo tipo penal, mas idênticos ao cruzarem a fronteira da norma penal. O criminoso Sócrates, aos dias de hoje seria o herói, o paladino da liberdade de expressão. As eras mudam, as sociedades mudam. Gostaria de lembrar que nem sempre a violência contra a pessoa foi vista assim como nós vemos. Para mim, longo tempo se passou desde os assentos da academia, mas, buscando pela memória, houve um tempo em que a lei era olho por olho, dente por dente; houve um tempo em que uma vida podia ser compensada com algumas ovelhas; houve um tempo em que era lícito se matar pela honra; houve um tempo em que era glorioso saquear, pilhar, matar os de outras tribos; houve um tempo em que era glorioso estuprar as mulheres de outras aldeias e matar até mesmo as crianças do sexo masculino das tribos inimigas; houve um tempo em que era justo (ou considerado como tal) escravizar o que era vencido. Realmente é difícil fazer uma comparação. Jamais desmerecendo seu nobre ponto de vista, o que é diferente nos dias de hoje? No meu entender somos melhores hoje, pela herança histórico-cultural da racionalidade humana. Somos herdeiros do sangue derramado no passado; herdeiros da responsabilidade em levar adiante o fogo da razão. É fácil olhar hoje para o tempo de Sócrates e tecer um juízo. Não o era naquele tempo. Tarefa difícil também é olhar para o tempo de hoje. Não se esqueça que muitos direitos naquela época eram direitos naturais, muitos vindos do céu, do sol, do Olimpo. Quanto ao direito natural, deixarei minhas humildes considerações em uma próxima oportunidade, para não me alongar excessivamente no presente comentário. Mas já lhe adianto que a questão é espinhosa e tormentosa. Quanto aos crimes que citei, jamais oportunizei que não eram eles punidos ou que não tivessem previsão legal (mesmo que a imensa maioria jamais seja de fato punida). O que quis exemplificar é que nós juristas, jurispensadores, operadores do direito não devemos nos pautar por dois pesos e duas medidas. Não sou eu quem digo, revise os tópicos... veja se alguém foi execrado por mentir no IRPF... já vi diversas consultas no sentido de como escapar do fisco... Devemos sobremaneira evitar as execrações públicas, a pena está descrita no tipo penal, e só. Se fôssemos julgar valores... seríamos muito parecidos com alguns fundamentalistas que andam pelo mundo. Cada vez mais, vejo diversos profissionais do direito numa proximidade temerosa de um direito penal do autor. Talvez minha velha escola já não tenha mais predominância nos dias de hoje. Não acho que advogados sejam destituídos de ética e sentimentos. O sentimento deve rondar a nossa vida privada, não o direito. A ética (num sentido kantiano) deve guiar nossas vidas e não apenas a relação cliente-advogado. Não é um código de ética que fará ético aquele que não o é.
Parabéns pela defesa do coletivo. Uma lástima minha obtusidade por muitas vezes não me deixar enxergar o coletivo, muitas vezes o coletivo se me apresenta apenas como vontade do Estado (como máquina estatal). Pessoas morrem aguardando atendimento em hospitais, morrem de fome, de frio, afogadas, soterradas. Pessoas morrem porque não tem o remédio que o SUS deveria fornecer, morrem por viverem em condições miseráveis. Crianças nascem e crescem na mais absoluta miséria, comendo apenas a água do feijão misturada à farinha, enquanto na TV e nos outdoors, propagandas de automóveis, celulares de última geração, tênis de marcas famosas. Quem é o coletivo? a quem defendemos? Quando alguém morre esperando atendimento médico nos nossos hospitais sucateados, o responsável aparece numa entrevista na mídia, empurrando a responsabilidade a outro ente governamental... e fica por isso. De outro lado, aquele que desceu dos morros é apanhado no "crime" aparece nas mídias como "vagabundo", "sem vergonha", "merece morrer" etc. A quem queremos enganar?
Como podemos cobrar aquilo que nós mesmos não damos o exemplo? Meus votos sinceros de que seja uma arauta do coletivo! defendendo de fato a sociedade. No fim das contas dou a razão a análise da sociedade feita por Michel Foucault.
Minhas estimas sinceras,
Caro Colega, O Pensador.
Bonitas palavras... Dr., não tive o intuíto de deixa-lo tão incomodado pelo que eu escrevi, apenas quis defender o meu território: o meu ponto de vista. Assim, como respeito o seu, ainda que possa discordar (falo do modo geral).
De certa forma, fazemos com que todos pensem quando nos damos ao "trabalho" de explicar o que e porque defendemos algo social e jurídico. Diálogos fomentados por conhecimento, argumentação e raciocínio lógico, são ótimos.
Diante das suas palavras acerca da pena, apenas posso concluir e reforçar que pena desproporcional é pena injusta. Antes poderíamos (o Estado) pecar pelo excesso de pena, hoje pecamos por ausência de pena ou pouca pena. O que me parece mais cruel, inclusive levando em conta a escalada do crime.
Quanto ao morro, lhe direi que o crimonoso de hoje não representa a vítima da fome. Aliás, nunca representou, se assim o fosse significaria dizer que todo pobre, de ontem e hoje, seria ou teria aumentado o potencial criminoso diante dos demais indivíduos.
A criminalidade aumentou e os crimes contra a vida ainda mais, sem qualquer justificativa (que por sinal, não tem com haver). Hoje bandidos matam por ganância e prazer de matar, qualquer justificativa maliciosamente alegada pelos mesmos não deverá (ia) prosperar.
Se a tese da miséria fosse verdadeira, como explicar que os excluídos do Vale do Jequitinhonha, um dos maiores bolsões de miséria desse país (que Minas Gerais faz de conta que não pertence a extensão territorial dele) como tantos outros bolsões, o povo é gentil e desprovido da violência criminosa?
Nobre Colega, até me desculpe se for o seu caso, mas, os operadores e pensadores do direito penal que defendem direito penal mínimo estão se transformando em co-autores de crimes, assim como o Estado, que tem se mostrado incompente diante do jus puniendi.
Dr., não deixaria de admirá-lo enquanto profissional participativo e capaz que demonstra ser. Espero encontra-lo em outros tópicos (rs).
Que continuemos vivos! "EU QUERO VIVER!"
Saudações, Dr.
"Bacana" o diálogo de dois filósofos antagônicos.
Mas, mesmo sendo advogado criminalista por opção e especialização, quem pratica 15 assaltos a mão armada não é criminoso não: é bandido mesmo, crápula, sobras do que foi ao nascer um "ser humano".
Alguém assim, criminoso contumáz, haveria que curtir prisão perpétua, não há saída, não há solução.
É certo que voltará a praticar crimes quando se formar na faculdade em que está hospedado.
Sou criminalista e tenho orgulho disso, defendo o direito e defendo direito, mas há casos que não patrocíno a defesa.
Não me desce ao espírito defensivo quem estupra uma criança, aquela moça linda, 25 anos, estuprada, estrangulada, morta....meu Deus!!!
Em que mundo vivemos?!!!
Vanderley e demais colegas, o pior é que daqui a algum tempo, em algum tópico mais ou menos assim: " QUANTO TEMPO MEU MARIDO VAI FICAR PREZO" (COM "Z" MESMO), a mulher, esposa, companheira de uma crápula desses que barabarizou essa menina vai aparecer por aqui e nós, os mercenários, os mal vistos e mal falados advogados responderemos solicitamente e indicaremos os caminhos das pedras.