Traição na gestanção - direitos do pai

Há 15 anos ·
Link

Namorava a dois anos, não sou casada, tinha 17 anos e engravidei do meu namorado de 23 anos. No final da minha gestação, na última semana, ele tentou abusar sexualmente da minha prima, na minha própria casa, e ela fugiu dele. Ela me contou no mesmo dia. Passei um nervoso terrível, que poderia ter corrido risco de vida, o bebê e eu (mãe). O bebê foi registrado com o nome do pai também. Gostaria de saber se mesmo diante de tudo isso, o pai ainda tem direito de ver o filho? Ou se diante dessa situação, que correu risco de vida da mãe e do filho, ele pode perder totalmente a guarda. Por favor, me respondam!!! Não sei mais o que fazer. Diante dos fatos é impossível confiar nele como um bom pai.

8 Respostas
Mateus Adv.
Advertido
Há 15 anos ·
Link

O pai, mesmo que perigoso para a criança, tem direito de ver o filho, sob vigilância e supervisão da polícia, de assistentes sociais e de psicólogos.

O Juiz providenciará isso, se necessário.

Pelo que eu entendi, o pai já não tá com a guarda, de fato, pois não mora com a criança.

Se você entrar com uma Ação de Destituição do Poder Familiar, para que ele perca totalmente os direitos de pai, precisará provar, com laudos técnicos psicológicos, que mesmo depois de tratamento ele não vai sarar.

Alexis
Advertido
Há 15 anos ·
Link

Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Imagem de perfil de Ítalo A.
Ítalo A.
Há 15 anos ·
Link

Qual a ligação entre a "traição" e a ligação paternal? Se todos os homens que cometem excessos sexuais perdessem o direito de ver seus filhos o mundo estaria cheio de orfãos. Ainda mais que os relatos de sua prima tem que ser provados. Não tire o direito de seu filho ter contato livre e direto como pai. Saiba distinguir a relação entre marido e mulher e pai e filho... Boa sorte!

Imagem de perfil de Marcos Cassio SP
Marcos Cassio SP
Há 15 anos ·
Link

O cônjuge que não tem a guarda dos filhos tem o direito de visita, desde que não seja prejudicial ao desenvolvimento da criança. A visita pode ser de comum acordo ou havendo divergência, poderá ser proposta ação judicial para regulamentar o direito de visita. Se realmente houve essa tentativa de abuso sexual, sua prima deveria comunicar isso á autoridade competente.

Autor da pergunta
Há 15 anos ·
Link

O problema em si, não foi a traição e sim o risco que meu filho correu dentro da minha barriga, pois todos sabem que a pior coisa para a mulher grávida, especialmente no final da gestação é passar nervoso, pois pode ter pressão alta. Tenho provas sim, ele mesmo após tudo que aconteceu me confirmou que fez tudo isso e não sabe explicar por que fez isso. Não, o bebê está morando comigo, na casa dos meus pais, enquanto não entro com nenhuma ação, ele vem aqui um dia sim, um dia não. Tenho outra pergunta, estou amamentando meu bebê, pretendo amamenta-lo, até os dois anos de idade, tirando tudo isso que aconteceu, em um caso normal. Como fica as visitas? O pai tem direito de levá-lo para a casa dele durante os finais de semana? A última coisa que queria era ter um filho sem pai, estando com o pai dele ou não, mas em primeiro lugar quero pensar no bem estar do meu filho. Afinal, ele não pensou em nada quando cometeu tudo isso, nem na minha saúde e muito menos na saúde do meu filho. Não fico preocupada ou querendo punir ele pela traição de forma alguma, só estou pensando no bem estar do meu filho.

Imagem de perfil de Marcos Cassio SP
Marcos Cassio SP
Há 15 anos ·
Link

Enquanto a criança estiver no período de amamentação não deve ficar muito tempo longe da mãe. O juiz ao disciplinar o direito ao pai dificilmente irá conceder direito a visitas prolongadas ou levar o bebê para casa dele durante os finais de semana no período que a criança esta necessitando de amamentação, porém o pai tem todo o direito às visitas. O mais importante é a saúde e o bem estar do bebê. Após ser desmamentado poderá ser alterada a regulamentação de visitas a pedido do pai judicialmente e a criança permanecer com ele em finais de semana, que pode ser das 08 horas do sábado até 18 horas do domingo

Autor da pergunta
Há 15 anos ·
Link

Além de tudo isso que eu escrevi, a pouco tempo descobri pela boca do próprio pai do bebê, que a avó paterna do garoto é alcoolatra, e o pai dele pelo que percebi, é desorientado, levei o menino em um dia no final de semana para ver os avós paternos, e ele já pegou o menino sentou ele no sofá, o menino quase caiu, porque ainda não sabe sentar tem apenas 4 meses, e o pai do menino fica meio sem ação, ele apenas fala para tomar cuidado como eu também pedi, e o avô, por sua vez nem liga. Falou até brincando que gosta de bullinar bebês, porque são pequenos e não podem fazer nada. Mas isso ninguém normal até pensa, imagine falar.E continua com suas brincadeiras. Estou realmente sem saber o que fazer, tenho muito medo que meu filho sofra.

Imagem de perfil de Marcos Cassio SP
Marcos Cassio SP
Há 15 anos ·
Link

Bom de qualquer maneira, caso o pai deseje visitar o bebê e não entrarem em acordo, provavelmente entrará com ação judicial para regulamentação de visitas. Acontecendo isso é aconselhável acompanhamento de advogado de sua confiança, assim vc tera orientadação como proceder, tendo chance de expor esses problemas que a afligem inclusive com relação a prestação de alimentos por parte do pai. Importante também, não incorrer no risco de alienação parental.

Esta pergunta foi fechada
Há 11 anos
Fazer pergunta semelhante

Leia seus artigos favoritos sem distrações, em qualquer lugar e como quiser

Assine o JusPlus e tenha recursos exclusivos

Economize 17%
Logo JusPlus
JusPlus
de R$
29,50
por

R$ 2,95

No primeiro mês

Cobrança mensal, cancele quando quiser
Assinar
Já é assinante? Faça login
Faça sua pergunta Pergunte à maior rede jurídica do Brasil!. É fácil e rápido!
Colabore
Publique seus artigos
Fique sempre informado! Seja o primeiro a receber nossas novidades exclusivas e recentes diretamente em sua caixa de entrada.
Publique seus artigos