ABORTO, opiniões contra e a favor
EU GOSTARIA DE SABER OPINIÕES CONTRA E À FAVOR DO ABORTO, POIS SOU ESTUDANTE DE DIREITO E PRECISO FAZER UM TRABALHO E TAMBÉM QUERIA SABER MAIS SOBRE ESSE TEMA QUE É MUITO DELICADO
Oi ntpj (que esquisito, ao menos arrume um apelido...)
Na minha opinião realmente o Brasil só funciona no papel. Nós temos uma constituição que teoricamente garante um salário mínimo compatível com as necessidades do trabalhador; nós temos uma educação básica de (agora) 9 anos; nós temos um estatuto que garante condições mínimas para Crianças e Adolescentes; nós temos um estatuto do Idoso, nós temos um programa de saúde. E nada funciona a contento.
Entretanto não podemos aceitar algo ruim apenas pela impossibilidade de combater isso. Ou nós teriamos que aceitar assassinato, tão velho quanto o mundo e que não conseguimos ainda eliminar. Aceito numa boa a opinião de quem é a favor da liberação do aborto porque não considera que o feto seja uma pessoa. Também aceito numa boa a opinião de quem acha que devemos liberar as drogas porque é um direito de cada um escolher o que deve consumir. Só que eu tenho uma dificuldade tremenda em aceitar liberar algo apenas pela dificuldade de combater isso. Ou alguem é capaz de dizer, de cara limpa, que álcool e fumo não são prejudiciais? E não sai da própria sociedade recursos para o tratamento de seus malefícios? Então, vamos liberar mais coisas ruins só porque é dificil combatê-las? Desculpem mas é o que eu penso.
Abraço a todos
olá a todos faço das minhas as palavras do dr:Vanderley Muniz e digo mais, sou totalmente a favor do aborto no caso de estupro,do art.128 I-II do CP pois imaginem um filho que nasce do fruto de um estupro,quando ele tiver consciência da vida e perguntar a sua mãe sobre seu pai e a mãe responder (não sei porque vc foi vitima de um estupro) então é muito complicado.essa criança poderá ter traumas e seqüelas que dificilmente poderá ser esquecido .
Vamos além um pouquinho no assunto, já que o Vanderley mencionou IGREJA CATÓLICA, rescentemente médicos foram excumungados pelas "autoridades eclesiásticas" por fazer aborto numa menor que fora estuprada.
Pergunto: por que a hipócrita "autoridade eclesiática" não excumunga o estuprador também?
Alguém sabe me responder para que eu fique mais calminho com a tar da religião?
Dá na mesma Marisa, ou seja, se não houve excomungação houve tentativa, e pela "lei canonica", hipócrita como é, podemos interpretá-la assim: estuprem à vontade, e abusem sexualmente dos meninos atrás da sacristia à vontade, entretanto não abortem pois é "pecado", eita hipocresia, e a igreja com seu poderzinho manipula fieis e autoridades politicas...
Oi Carissímo
Eu sempre procuro dar às pessoas o benefício da dúvida. Então encaro essa tentativa de excomunhao como uma orientação infeliz de um membro da igreja, e não a posição da própria Igreja. Até porque nem sou católica. E nunca, em momento algum, eu li que alguma igreja tivesse se colocado a favor da pedofilia ou do estupro.
Abraços
Concordo com a marisa ao dizer que nenhuma igreja é a favor da pedofilia ou estupro,porém não posso deixar de concordar com Ntpj quando diz que houve tentativa de excomunhão.Realmente o mesmo tem razão em dizer que a igreja legisla no direito canônico que nesse caso,quem participa no aborto seja passivel de excomunhão.Embora não se diga,me parece que a igreja está mais preocupada em punir quem fora vitima de que a pessoa que vitmou.Tanto que o que a colega ou o colega-ntpj quis dizer foi isso e é compreensivel,pois parece que é o que a igreja quer.Parabenizo a marisa por se colocar no lugar dos católicos e isso é positivo,considerando que só assim podemos entender as complexidades da vida social,respeitando as diferênças.
A quetão pra mim não está em dogmas, em doutrinas, em regrinhas hipócritas e descaradas que só serve pra encher a pança dos gulosos e o bonar dos ganânciosos e...
sou uma pessoa que despreza regras religiosas, eu só creio em Deus e tenho Jesus como mei único salvador.
Quer discutir algo mais meus amiguinhos?
Caro Vinícius, o assunto aborto é um tema bastante discursível embora deva ser tratado com minuncioso detalhe. O nosso Código Penal assegura o aborto em duas tipificação que estão descrita no artigo 128, as quais são concedido o aborto praticado por médico no caso de estupro( a doutrina descreve sendo aborto humanitário) ou se á risco com relação a vida da getante ( aborto necessário). Até pouco tempo , eu era permanentemente contra a questão do aborto humanitário o qual é assegurado pela nossa legislação.Acreditava que a vida não deveria ser simplesmente descartada. Porém consigo vê o espírito do legislador com relação a essa visão, e tento redimencionar essa questão para um princípio simples o da " Dignidade Humana". Tentar assegurar a vida do feto sim é uma vitória mas a dignidade da mãe da criança? em ter que reviver, ou ter que suportar por nove meses aquela sensação de permanete agressão. Leia muitas doutrinas e tenta entender os argumentos doutrinadores , pois este é um assunto muito rico para discursões. Boa sorte com o trabalho!
Sou contra o aborto, nós pobres mortais ,não podemos decidir o que vive ou deixará de viver..... Podemos sim,pensar antes de agir e do ato conceber a vida....uma vez recebida no ventre da mulher,o ser não lhe pertence e sim ao criador supremo, Deus que em sua infinita sabedoria ,não permite que caia follha de uma arvore se não for da sua vontade!!!!!
O aborto deve ser “perspectivado” moral ou eticamente? A pergunta se é justo a interrupção da gravidez sob ponto de vista moral não deve ser levantada, pois nem toda moral é ética. É indubitável que haja argumentos prós e contras, no entanto, deve-se rechaçar a cultura reinante de confusão entre as várias classificações do aborto. A mulher não tem o direito de vida ou morte sobre o ser concebido como querem as feministas e simpatizantes, tampouco a igreja tem poder de decisão acerca do assunto. Há a necessidade de se ter o maior cuidado em taxar todo aborto como imoral e “aético”. A vida pode até começar na concepção, mas nem por isso embriões podem ser chamados de “pessoas”. Os animais e plantas têm vida e nem por isso configuram-se como “pessoas”nessa acepção, para nós, os embriões e fetos não são “pessoas”. O que torna um ser uma pessoa humana é o conjunto de três estágios de Aristóteles, no qual estão presentes os elementos da vida nutritiva, o da vida sensível e o da vida racional. Há realmente diferença entre um embrião, um feto e uma criança recém-nascida. Um recém-nascido já tem em si um processo de formação. Os três estágios rumo à pessoa humana, e jamais poderia ser confundido com um zigoto. Portanto, não se pode posicionar contrário ao aborto com argumento de que a vida começa na concepção. A vida animal irracional e vegetal pode ter começado na concepção, mas a do ser humano só se torna tal com a presença concomitantemente dessas tripulas formas de vida, o que implicará a verdadeira existência humana. As idéias da igreja católicas foram tomadas do pensamento de Tomás de Aquino que optou por considerar o feto pessoal humana, ao duvidar a possibilidade de se estabelecer, precisamente, o momento da entrada desses estágios no embrião. A base da rejeição do aborto da igreja católica se pautou na opinião de uma pessoa que não tinha o conhecimento técnico-científico que temos hoje. A perspectiva que devemos ter do aborto não é no sentido moral, mas no ético. A ética de se reconhecer que, quanto à interrupção da gravidez, ela pode ser da ordem eugênica (o que repudiamos), da ordem voluntária (o que rejeitamos também), Aqueles que são totalmente contra e aqueles que são totalmente a favor. É perigoso qualquer um desse extremo sem reconhecimento das implicações existentes. A moral condena qualquer tipo de aborto fechando-se na clausura da condenação exacerbada de quem o praticou, enquanto a ética parte do princípio de que cada caso é um caso, devendo-se analisar separadamente os casos de acordo com a evolução da sociedade, ouvindo o que a ciência tem a dizer. A ética nos faz entender que o aborto terapêutico é para salvar a vida da gestante. Na mesma perspectiva ética fomos confrontados da necessidade do aborto seletivo para identificar, selecionar e interromper gravidez com malformações fetais. Isso se dá a partir da constatação dos casos de anencefalia, ou seja, quando se sabe perfeitamente que o feto não possui cérebro. É imoral e aético prosseguir com esse tipo de gravidez só para massagear o ego dos religiosos cauterizados pela hipocrisia. O aborto voluntário na perspectiva ética configura-se quando não se queira a gravidez nos casos reconhecidamente forçados (estupros). A moral católica baseada na opinião de Tomaz de Aquino ,não pode ser a última palavra acerca desse assunto tão complexo e espinhoso. Devemos estar abertos para tecer reflexões que nos façam pessoas conscientes, educadas para a vida. Quando se fala de vida, as pessoas logo pensam que a igreja defende vidas ao se posicionar contrária ao aborto na sua totalidade (sem exceções), pois o contrário é verdadeiro. A igreja legitima “não-vida” com essa atitude miópica: Que vida é essa que expõe ao feto anencefálico a mercê do acaso? Ou que obriga uma mãe estuprada de ter um filho, fruto da violência sexual? É impossível sustentar a vida face essa realidade inautêntica, isso não passa de métodos de controle social, a fim de intrometer na vida individual dos fieis. A igreja tem que entender que acabou o casamento entre ela e o Estado. A temática do aborto é demasiado difícil para ser discutido no sentido moral da igreja, por ser antiquado e fora da realidade social que vivemos. Para ser dinâmica, a igreja há de reconhecer que, em alguns casos, a melhor saída é o aborto, uma vez que aceita métodos naturais de se evitar a gravidez. Ora, se aceita um dos métodos supostamente natural, é por que não considera moralmente errado métodos não-abortivos. Porém indaga-se: Que diferença faz se o objetivo é impedir a gravidez? Por que não podemos impedir a gravidez fruto duma violência? Devemos fechar os olhos á realidade das crianças e mulheres, marcadas pela violência sexual só porque a igreja acha moralmente inaceitável o aborto nesses casos? Essa temática se deslize para o campo ideológico-religioso, ao invés de ser uma questão social-política que repudia a vaguidade eclesiástica, da condenação. Se quisermos melhorar a relação moral do aborto com visão ética do mesmo, a questão da legalização do aborto deve ser discutida amplamente num diálogo sério baseado na realidade social (aborto clandestino). Nesse sentido, a questão da antropologia deve ser abordada nesse diálogo. Nas palavras do Pe. Léo Pessíni em “qual antropologia como fundamento da defesa da vida”? Afirma que: “nas antropologias antropocêntricas, a dignidade consiste num atributo socialmente conferido pelos indivíduos a si próprio ou pelos outros. É definida com base em certos atributos de personalidade que podem ser perdidos com a doença, a deficiência mental, o estado de consciência e assim por diante. Um exemplo de dissonância em relação a esse ponto é a atribuição, por parte dos católicos, de dignidade pessoal para o embrião, desde a concepção e sua negação categórica pelas outras. Alguns defendem o “respeito” pelo embrião, Mas não como pessoa. Paradoxalmente, sustentam que o embrião pode ser sacrificado pelo bem do outros, como no caso de obter células-tronco para pesquisa com o objetivo de curar determinadas doenças de cunho genético que infernizam a vida de muita gente.” Tendo em vista não existir a única forma que nos auxilie para uma completa compreensão do ser humano ou enquanto, o que seja pessoa humana, a igreja não detém “a verdade moral” universal sobre a questão do aborto. Convém salientar que ela deve ter a sapiência de querer aprofundar a reflexão sobre a temática e não procurar fechá-la conceituando-a como “pecado”, senão permanecermos na ignorância moral quando não reconhecemos a necessidade do aborto em alguns casos específicos.
Prezada shirlei,podemos não saber exatamente o que Deus pensa acerca desse assunto,mas uma coisa eu sei:Deus não é hipócrita!.portanto suponho que Ele não condenaria uma criança estuprada,ou uma mulher que não quer levar adiante uma gravidez,fruto de violência sexual.Isso poderia significar que se a Biblia não dispensar nenhuma condenação contra quem matou para não morrer,penso eu que esse direito assiste uma mulher que optou abortar para salvar sua vida(quando a gestante corre risco de morte).Eu posso dizer também que Deus não tem nada a ver com essas discusões,pois nos deu um livre-arbitro de fazermos o que quisermos,de acordo com a nossa consciência.Inclusive a Biblia nos exorta que mesmo sendo acusados pela nossa consciência,que Deus é muito maior de que a nossa consciência.A questão do aborto deve ser analizada de acordo com cada caso especifico e não essas generalizações em que é costumeiramente tratada. Agora,eu não sei por qual motivo que tu fez a sua pergunta,entretanto,posso te assegurar que Deus espera que nós resolvemos os nossos problemas ao invés de querer relegá-los para Ele.A pergunta pertinente deveria ser:o que cada um de nós pensa acerca desse assunto que diz respeito a nós concretamente?.Nada de falsa humildade de acha que não podemos fazer nada,enquanto as nossas mulheres morrem todo dia no aborto clandestino,ou repetir que só Deus pode tirar a vida.Cada caso é um caso.
Só existe duas leis A lei de Deus E a lei dos homens Pela lei de Deus, o ABORTO é errado! Pela lei dos homens o ABORTO é certo! Cabe cada um de nós escolher, qual das leis deve seguir, e depois aguentar as consequencias! Pois Deus deixou nós livres para fazer o que quisermos, desde que depois aquentemos a consequencia de nossos atos. Eu acho quem deve saber se deve ou não ABORTAR é a mãe do bebe, pois é ela que está com uma criança na barriga, só cabe a ela decidir. Para mim o que ela decidir está bom, cada um sabe onde o sapato aberta.
Gostaria de aproveitar o ensejo e dizer para amiga shirlei que concordo com ela, ao reconhecer a existência de lei de Deus e a dos homens,embora não seja exatamente como você falou.A lei de Deus em nenhum lugar obriga as crianças estupradas ter filhos,nem mulheres violentadas a continuarem com essa gravidez.O mesmo pode ser dito quando afirma que pela lei dos homens,o aborto seja permitido em todos os casos,isso é uma falacia!.Nem em todos os casos são permitidos o aborto,nem por Deus,tampouco pelos homens.Se achas que em último caso quem deve decidir se leve adiante uma gravidez é a mulher,então és a favor do aborto por qualquer motivo(o que eu não concordo).Por fim,digo:o aborto considerando as circunstâncias, pode não ser crime e nem pecado,portanto,não é todo aborto que está errado e também,não é todo aborto que está certo.Tem que haver o equilibrio,sem a tendência de ou oito ou oitenta!.