Conversa informal
Pronto, inaugurado o tópico. Assim aqueles assuntos paralelos, sem ligação com os tópicos correspondentes podem vir para cá.
Pensador,
Você acha que a pesquisa de campo é fundamental ou é possível conhecer o mundo apenas através dos livros?
No Direito as pesquisas (incluindo de Mestrado e Doutorado) é quase sempre bibliográfica.
Muito do que eu conheço de Criminologia (ou tudo) eu sei apenas por livros. Conheço o “mundo”, aliás, um pequeno fragmento dele, apenas indiretamente.
Única “pesquisa” de campo que já fiz é de algumas penitenciárias e cadeias de Goiás. E do Processo Penal tenho minha experiência profissional para contar.
Pedrão,
Acho que existem diversos caminhos teóricos, incluindo os que necessitam de pesquisa de campo - usualmente as teorias sociológicas.
Mas usualmente, tenho comigo que não é possível separar teoria de faticidade, o mote seria então qual o peso que a faticidade deve impor à teoria.
A pesquisa bibliográfica é fundamental para estruturar o pensamento e pode muito bem servir ao raciocínio teórico-filosófico (onde o mundo concreto é apenas referência para o raciocínio).
Teoria do delito tem pouco a ver com o mundo concreto (pouco mas tem, como no caso dos crimes de bagatela). Nestes casos, os fatos vêm pedir uma satisfação teórica (por exemplo a imputação objetiva, direito penal do inimigo etc).
Por outro lado é impossível teorizar acerca de sistemas prisionais sem pesquisas de campo. Ou seja, nestes analisamos a situação dos fatos para imprimir soluções ou para entender os mecanismos de seu funcionamento.
Pensador,
Sobre seu comentário sobre a Teoria do Delito, ouso discordar. Tudo depende do sistema penal que se está estudando.
Por exemplo: no sistema penal do Zaffaroni a realidade invade a Teoria do Delito. Ele mesmo diz que isso é imprescindível para não se operar com dados sociais falsos.
Muitas ideias do Zaffaroni, como, por exemplo: a culpabilidade por vulnerabilidade, e teoria agnóstica da pena, dentre outros, ele construiu tendo por base pesquisas criminológicos.
Zaffaroni não ignora, por exemplo, a seletividade do Direito Penal, e em cima disso construiu da Culpabilidade por vulnerabilidade.
Enfim, enquanto os sistemas funcionais tiveram o mérito de introduzir elementos de política criminal dentro da teoria do delito, Zaffaroni foi além, pois introduziu elementos de política criminal e elementos da sociologia criminal e criminologia. É a realidade dentro da teoria do delito.
E ainda há os sistemas construídos tendo por base a filosofia da linguagem. E ainda há os conceitos de ação e dolo que pretendem ser ontológicos (como o sistema finalista, por exemplo).
Mas veja que mesmos estes, tomam dados da realidade para construções teóricas (se bem que o Zaffaroni foi um tanto além).
Já em outros, entendo que a pesquisa é fundamental não apenas para coleta de dados numéricos, mas sim situações específicas.
Se bem que ultimamente a realidade tem tomado proporções nunca antes vistas no campo filosófico. Algo como a filosofia da práxis.
A philo sophia se tranforma em phronésis.
Vini,
Foi autorizado o Concurso para Procurador do Estado de Goiás.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Civil Direito Processual Civil Direito Tributário Direito do Trabalho Direito Processual do Trabalho Direito Financeiro Direito Previdenciário Hitória de Goiás
O do MPDFT eu só acertei 50 questões. Nunca tinha ido tão mal num concurso. Vamos ver após os recursos quando será a nota final.
Triste demais não acertar nem o mínimo para ser aprovado.
Elisete,
você pode ver a prova neste link:
www.mpdft.gov.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=4041&Itemid=142
Está fora do ar agora porque hoje saiu o gabarito.
Eu comprei o Curso de Direito Financeiro e Tributário do Ricardo Lobo Torres. É um livro de 400 páginas e metade do livro, mais ou menos, é Direito Financeiro.
Na sinopse do livro está escrito o seguinte: “Este livro tem finalidade didática. Destina-se precipuamente aos alunos dos cursos de bacharelado em direito. Por isso mesmo foi escrito em linguagem direta, sem notas de rodapé e com o mínimo de citações no texto”.
Espero que resolva o problema.
Direito Previdenciário estou pensando em comprar o Ivan Kertzman. Naquelas páginas disponíveis para leitura eu gostei.
Vou deixar o Direito e Processo do Trabalho para estudar só depois que sair o edital.
Sabe que eu não sei nem qual é o valor do adicional noturno.
Pedrão,
Valeu pela dica de Financeiro e Tributário!
Um professor de cursinho disse que o livro do Ivan Kertzman é muito bom para começar. Esse professor também indicou o livro de Previdenciário do Miguel Horvath Jr., mas o livro é de 2010.
Sei que você não é muito fã de livros concurseiros, mas acho que vale a pena dar uma olhada nos livros de Trabalho e Processo do Trabalho do Renato Saraiva (Série Concursos Públicos).
Caramba, não sei se faço esse concurso...rs
Alguma ideia de quando vai sair o edital?
Vini,
Não faço ideia, mas aqui em Goiás, quando autorizam, demora em média seis meses. Mas há exceções, com dois ou três meses, ou até anos.
Essa média, também, eu estou tirando dos que eu já fiz, ou seja, não é uma média real, pois apenas alguns são analisados.
Vou olhar esses livros sim, até porque eu quero é ler uma sinopse mesmo dessas matérias.
Falaram-me que a sinopse de Processo do Trabalho da Editora Atlas é muito boa (Série Leituras Jurídicas ). É o que estava pensando em comprar.
Bom dia a todos,
Pessoal, têm notado algo estranho no fórum? algum tipo de censura ou algo do gênero?
Uma mensagem minha foi removida no tópico do pacto de san jose e o exame da OAB, sem que houvesse conteúdo inapropriado.
Então, postei reclamação no tópico usuário banido. O tópico desapareceu e moveram os últimos posts para o tópico várias contas.
Estou sem entender nada.
Pensador, eu achei o tópico Usuário Banido, e quanto à remoção de post's do tópico sobre o Pacto de San Jose, vejá o que escrevi no Usuário Banido:
Acabei de descobrir qual mensagem minha foi excluída.
Vejam só que coerência:
No tópico "O PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, DEVERIA SER PROVOCADO P/FIM DO EXAME DA ORDEM", postei uma mensagem discordando da proposta contida no título.
Porém não foi só eu, várias pessoas postaram mensagens discordando.
Qual não foi minha surpresa agora ao ver que quase todas as mensagens contrárias à idéia foram excluídas, restando quase que só as opiniões de dois ou três usuários que apóiam a idéia (a meu ver esdrúxula) de recorrer à CIDH contra o Exame de Ordem.
É, democracia é isso!!!
Saudações.