Conversa informal
Pronto, inaugurado o tópico. Assim aqueles assuntos paralelos, sem ligação com os tópicos correspondentes podem vir para cá.
Elisete,
Estes, e outros semelhantes, são os que mais ganham dinheiro:
http://www.saraivajur.com.br/menuesquerdo/catalogoLivrosDetalhe.aspx?Obra=725204
E é bem provável que não tenham coragem nem de publicar a bibliografia consultada, que pode se resumir apenas a compilação de uns dois autores.
O seu resumo (se decidir escrever um), imagino, será diferente, pois você tem a formação e base teórica para escrever bem.
Acredito que você será como Carlos Roberto Gonçalves, Dirley da Cunha Júnior, entre outros, que, mesmo escrevendo sinopse, são muito respeitados.
MPF denuncia grupo acusado de fraudar Exame da OAB
Eu conheço uns quatro envolvidos nesse esquema. Aconteceu aqui em Goiânia.
"O Ministério Público Federal denunciou, nesta sexta-feira (16/12), um grupo de 101 pessoas acusadas de tentar burlar o exame da Ordem dos Advogados do Brasil. De acordo com a denúncia, alguns candidatos chegaram a pagar R$ 15 mil, e a mentora das fraudes tinha acesso irrestrito a todas as etapas do processo seletivo. Dezoito peças acusatórias foram apresentadas.
Os fatos aconteceram em 2006, mas somente agora o MPF em Goiás apresentou as denúncias. “O lapso temporal até a nossa manifestação se deve ao trabalho incompleto realizado pela Polícia Federal nesse caso. Após deflagrarem a operação, todo material apreendido não havia passado por perícia, nem analisado ou sido cruzado com as escutas telefônicas. Tivemos que batalhar para conseguir que fizessem isso, até que no ano passado entregaram para gente o inquérito. Percebemos, porém, que faltavam algumas etapas. Daí, para não perder mais tempo, resolvemos encampar o trabalho de cruzamento de informações e transcrição dos áudios, algo que deveria ter sido feito pela PF”, declara o procurador da República Helio Telho, responsável pelo caso".
http://www.conjur.com.br/2011-dez-16/mpf-oferece-denuncia-101-pessoas-acusadas-fraudar-prova-oab
Pedrão,
Ainda não comprei nenhum livro de Ambiental. Dei uma desanimada nesse segundo semestre e estou bem atrasado com os livros que estou lendo.
Estou um pouco preocupado com os meus estudos, a sensação de que eu não sei nada não vai embora nunca! rs
Como eu me conheço, vou achar que sempre preciso estudar mais, porém às vezes nem parece que sou advogado.
Arrependo-me amargamente por ter feito a faculdade “nas coxas”...
Estou pensando em dar uma boa reforçada em Penal, Processo Penal, Constitucional, Civil, etc., e estudar Ambiental, ECA, Humanos apenas por sinopses. Assim que eu conseguir passar numa primeira fase, dou uma atenção maior para essas matérias.
Cara, como você faz para “decorar” tanta coisa?! rs
Já li umas 500 vezes sobre Agência Executiva, por exemplo, e, se você me perguntar “o que é”, eu não conseguiria responder de uma forma satisfatória...
Pedrão;
Dei uma olhada na amostra do livro "História do Direito", disponível na pg. da Saraiva (http://www.editorasaraiva.com.br/repositorioAmostra/9788502110519.pdf), só pelo índice do livro, posso lhe assegurar que é muito aquém daquilo que pretendo. Veja bem que não estou a subestimar a capacidade dos autores que, pelo curriculum de cada, devem ter uma boa qualidade.
Se vc observar o índice, não há um aprofundamento em nenhum dos temas abordados, o que me leva a entender que trata-se de um livro para pessoas que já tenham uma enorme bagagem, um iniciante não consegue se salvar com o livro. Só para teres uma noção do que estou a falar, os autores abordam o Direito Romano em pouco mais que 20 pgs, do Grego em cerca de 5 pgs., India em 3 pgs., e assim por diante. Na minha dissertação de mestrado, gastei 60 pgs só para falar do casamento no Direito Romano (com certeza, por aquilo que li para preparar estas 60 pgs, dava para escrever, de olhos fechados, entre 1000 a 1500 pgs sobre o Direito da Família e Sucessões na Roma antiga).
Para o seu espanto, os autores falam do Direito Romano renascido em 5 pgs, e, de acordo com índice, nenhuma pg dedicada ao positivismo, pandectística, iluminismo, etc.
Tenho achado graça das perguntas no tópico (um tanto morto) de História do Direito, dá-me a ideia de que os professores perdem um enorme tempo a abordar a Pré-História do Direito (história do Direito anterior ao Direito Romano), que de todo não desvalorizo, especialmente para trabalhos de pós-graduação, porém, fora isso, entendo dever ser apenas referenciado como direitos influenciadores do Direito Romano, por exemplo, a Lei das XII Tábuas recebeu muita influência do Direito Grego, quais foram estas influências não interessa em nada a um estudante de graduação. Com isso, imagino que sobra pouquíssimo tempo para os profs. abordarem o mútuo, a hipoteca, o comodato, o depósito, etc., ou seja, aquilo que na realidade interessa, pois tem reflexo na legislação atual.
O que pretendo é exatamente mostrar para os estudantes de Direito, de forma sucinta, que a maioria (para não dizer todos) dos institutos e intituições de Direito Civil não são fruto do CC de 1916, que na realidade existem há milhares de anos.
Infelizmente, tenho a plena noção que a maioria dos alunos de graduação estão a se marimbar para a História do Direito, para a Filosofia Jurídica, para a Sociologia Jurídica, para a Hermeneutica Jurídica e para as matérias afins.
Obrigada
Abraços
Vini,
Somente quem não estuda pode acreditar que domina a matéria ou uma ciência, pois o homem é finito e precário, e o conhecimento não.
Sua compreensão que nada sabe é prova de que está estudando e apreendendo, pois se não estudasse poderia cair na ilusão de que apreendeu tudo.
O que posso dizer é que tal sensação, para quem não para de estudar, não vai embora nunca, pois estamos sempre recomeçando, aliás, essa lição de Sócrates (com exceção daqueles que não reconhecem que os paradigmas nascem, desenvolve-se e morrem, pois não querem reconhecer a falência do seu modo de compreender).
Quando o oráculo de Delfos disse para Querefonte que Sócrates era o mais sábio entre os homens, Sócrates não acreditou: ele disse: Como eu posso ser o mais sábio? Logo eu, que não domino nada, que não tenho nenhuma especialização.
Após meditar bastante sobre isso, e investigar aqueles que se autodenominavam sábios e especialistas, Sócrates chegou à conclusão de que realmente era o mais sábio, mas não porque sabia tudo, sua sabedoria estava na consciência de que não sabia nada, enquanto os outros, chamados de especialistas, acreditavam que sabiam de tudo (e Sócrates provou que não).
Por não saber nada e de ter o desejo de saber, de sempre aprender, é que Sócrates se considerava filósofo, que naquela época significava o amigo do saber.
Desculpe a filosofia barata, mas achei que era pertinente.
É muito difícil memorar essa quantidade enorme de matérias, o que eu faço é ler novamente, e novamente, e novamente, etc. E mesmo depois de reler várias vezes, infelizmente, esquece-se novamente e uma nova leitura de faz necessária. Mas uma coisa que ajuda bastante é estudar sem metas, apenas pelo prazer de apreender, pois esta preocupação em nossa mente (ler tantas páginas por dia; ler tantos livros até o final do ano; ler todas as matérias até o próximo concurso;) atrapalha, pelo menos no meu caso, o aprendizado.
Elisete,
Infelizmente, aqueles são os livros mais vendidos. Fast-food jurídico, mas também há espaço no mercado para obras profundas, embora você, talvez, não ganhe dinheiro diretamente com o livro.
Mas como sei que seu livro será muito bom, e, talvez, único, pois quase não temos historiadores com formação, acredito que será referência. E também poderá ganhar de outras maneiras, com palestras ou como coordenadora dos cursos de graduação ou pós-graduação, e pode, ainda, apresentar um projeto para criar um curso de pós-graduação em História do Direito.
Não sei em São Paulo, mas aqui seria fácil, pois quase não há Doutores em Goiás.
Pedrão,
Pois é, no fim é aquela velha “história”: quanto mais a gente estuda, menos a gente sabe...rs
Eu sempre estudo com prazer, leio o livro “com gosto”, pois quando estou sem saco fico enrolando na internet ou saio para jogar conversa fora com meus amigos.
O problema é que eu larguei meu trabalho em um escritório para me dedicar aos estudos, então, pelo menos em tese, tenho de estudar todos os dias, o que nem sempre é possível.
Sendo assim, minha meta é ler 100 páginas por dia, mas acho que só consegui ler 100 páginas num dia uma única vez até hoje! rs Leio em média 10 páginas por hora, então nem sempre tenho tempo e/ou saco para estudar tudo isso. Fico feliz quando leio 70 páginas, fico com a sensação de dever cumprido. rs
Por último, as metas não me atrapalham, acho até que elas me dão um ânimo a mais para estudar. rs
Muito obrigado pelas palavras!
Abraços!
Elisete,
O problema é que vocês estão mais “avançados”. Com certeza vocês levaram a faculdade a sério, etc.
Eu comecei a estudar Direito mesmo no ano passado, pois antes eu estudava apenas música, ou seja, algo que não me ajuda nem um pouco no “mundo jurídico”.
Resumindo, o mínimo que eu posso fazer é “correr atrás do prejuízo” e ler o máximo de livros que eu conseguir...
Abraços!
Pedrão,
Não me considero músico, mas toco guitarra há 13 anos.
Cara, meu sonho desde criança era viver de música, por isso eu levava a sério os estudos, sem contar os vários anos em que toquei com bandas na noite de Sampa.
O foda é que nesse meio você não precisa ser bom, precisa ter dinheiro (e isso eu não tenho), por isso acabei largando a música e resolvi me dedicar aos concursos.
Conheço excelentes músicos que só ganham dinheiro porque se matam de dar aulas, pois ganhar dinheiro com shows é complicado (salvo algumas exceções). Não tenho nada contra dar aulas, mas não queria que essa fosse a minha principal fonte de renda.
Resumindo: dinheiro = sucesso.
Vini;
É só adaptar, não há profs que ensinam a matéria através de músicas? Faça o mesmo, guarde as matérias na memória através da música. Ótimo, unir o útil ao agradável.
Já eu detesto ter o rádio ligado quando estou a estudar, fico irritada quando vou estudar para a biblioteca e tenho que ligar o rádio para me abstrair dos outros barulhos.
Abraços
Pedrão,
Conheço dois guitarristas (inclusive fui aluno de um deles) que tocaram um tempo com a Wanessa Camargo. Os caras ficavam revoltados porque eles ganhavam mil reais por show e a Wanessa ganhava trinta mil...hahaha
Eu tocaria fácil com ela (ou com qualquer outro "artista") por essa grana, mas, além de ser muito difícil entrar nesse meio, geralmente esses caras que acompanham os "artistas" são realmente músicos, ou seja, eu ainda precisaria estudar muito para chegar ao nível desses caras.
Elisete,
Eu não conseguiria fazer uma música com "letras jurídicas", sou extremamente chato quando o assunto é música. rs
Dá uma olhadinha nestes links:
http://www.radarindustrial.com.br/produto/100025/plug-espuma-3m-1100.aspx
http://www.radarindustrial.com.br/produto/100027/abafador-peltor-h10a-27-db-nrrsf.aspx
http://www.radarindustrial.com.br/produto/100023/plug-pomp-plus-ca-5745.aspx
Eu só consigo estudar com a "espuminha" no ouvido e uso o abafador (por cima da "espuminha") quando tem bastante barulho aqui em casa.
A "espuminha" eu compro na farmácia e o abafador um colega trouxe dos EUA.
Esse abafador da Peltor eu achei aqui para comprar por quase cento e cinquenta reais, nos EUA você encontra por vinte dólares...
Enfim, sem esses "trecos" eu não conseguiria estudar aqui em casa.
O "da cordinha" é bom também, mas eu não parava de coçar o ouvido quando estava com ele, o que não acontece com a "espuminha"...rs
Abraços!
Dou muitas risadas quando leio os comentários do Pedrão em outros tópicos...hahaha
O foda é que qualquer mané comenta aqui. Não por nada, mas aqui deveria ser um fórum jurídico, não uma "mesa de bar" onde as pessoas falam qualquer coisa e ainda se valem do anonimato para ofender tudo e todos.
A única coisa lamentável é que o Pedrão ainda corre o risco de ser banido por perder a paciência com alguns idiotas que "passeiam" por aqui...