Conversa informal

Há 14 anos ·
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Pronto, inaugurado o tópico. Assim aqueles assuntos paralelos, sem ligação com os tópicos correspondentes podem vir para cá.

1452 Respostas
página 69 de 73
Elisete Almeida
Advertido
Há 12 anos ·
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Então Dr. Antonio Gomes, tudo o que tem para mim são reticências? Kkkkkkk!

BJU

Imagem de perfil de Adv Antonio Gomes
Adv Antonio Gomes
Advertido
Há 12 anos ·
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OLÁ COLEGA boa noite!!!

Inicialmente, não fiz absolutamente nenhuma leitura de escritos de ninguém. Estou apenas fixando minha presença através do face.

Cordial abraço,

Adv. AntonioGomes [email protected]

Elisete Almeida
Advertido
Há 12 anos ·
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Foi o que imaginei, mas não podia deixar de dar-te uma cutucada. Kkkkkkkk

BJU

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Adv Antonio Gomes
Advertido
Há 12 anos ·
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rsrs.....

Guilherme Prato
Suspenso
Há 12 anos ·
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hahahahah, tõ morrendo de rir, quanta graça. dr. Antonio, aliás bonita gravata hein.kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Adv Antonio Gomes
Advertido
Há 12 anos ·
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Se todo mundo entendesse todas as piadas, todas as tiradas, todas as ironias, a sutileza cômica do cotidiano seria sem graça.

Adv. AntonioGomes

Guilherme Prato
Suspenso
Há 12 anos ·
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bonita gravata Dr.

Elisete Almeida
Advertido
Há 12 anos ·
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Mais uma ajudinha, agora latim.

O correto é "status quo" ou "status a quo" - para manter a situação que já existia?

BJU´s

Jurist
Suspenso
Há 12 anos ·
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Estava olhando a avaliação trienal CAPES, e o Curso de Mestrado em Direito da PUC-GO não tem nota.

Pelo jeito, é tão ruim que terá que fechar.

http://www.avaliacaotrienal2013.capes.gov.br/resultados/planilhas-comparativas

Elisete Almeida
Advertido
Há 12 anos ·
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Pelos vistos o MEC e a CAPES estão a fazer uma limpa.

Vini_1986
Há 12 anos ·
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Ouçam isto, pessoal:

http://www.uhull.com.br/12/11/criminoso-tenta-aplicar-golpe-em-advogado-mas-acaba-com-as-calcas-na-mao/

Parece zoeira!!!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Pedrão, cuidado com seus clientes!!!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Autor da pergunta
Advertido
Há 12 anos ·
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Prezada Dra. Elisete,

Minhas desculpas pela demora em postar, estava em trânsito. À primeira vista, a imprescritibilidade parece ser de fácil entendimento; é a oposição à prescritibilidade e, sendo a prescritibilidade a regra, seria então a imprescritibilidade a exceção no direito. Definição simples e pasteurizada , digna dos manuais mais suscintos. E, para estes mesmos manuais a prescrição é a perda do direito de ação pelo decurso do tempo. Alguns dizem ser pela negligência enquanto outros afirmam que é pela segurança jurídica. Tudo muito simples e assim resumido não parece ser de grande complexidade.

Devo dizer que o visto acima é apenas a superfície, aquilo que se vê da prescrição. É importante lembrar que a prescrição está intimamente ligada à obrigação. Uma obrigação positiva ou negativa é atingida pelo instituto da prescrição. O pólo ativo deixa de poder exigir o cumprimento desta enquanto o pólo negativo deixa de estar obrigado (jurídicamente) a cumpri-la. A prescrição sob esta ótica atinge o dever-ser.

Partindo de uma visão contemporânea do direito, é possível dizer que os bens estão na órbita de sujeitos de directo, na medida de sua função social. O que liga sujeito e objeto é o interesse. Quando cessa o interesse, o ojbeto passa a se afastar do centro desta atração gravitacional (acabo sempre utilizando este mesmo exemplo, ano após ano). A prescrição é a contagem deste afastamento entre sujeito e objeto.

E o que isto tem a ver com o tema levantado? Tudo. Vejam que a prescrição faz parte de um dever-ser, a partir do interesse do sujeito de direito. A prescrição não atinge aquilo que é. A cor azul não deixa de ser azul porque fulminada pela prescrição. Por isso as ações meramente declarativas não são atingidas pela prescrição.

Veja que a partir deste raciocínio é possível seguir adiante, inclusive no que tange à relação com o direito patrimonial que (quanto às obrigações) por certo são alcançados pela prescrição.

Guilherme Prato
Suspenso
Há 12 anos ·
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A babá de Borgado 9.12.2013 Quem diria, hein? O Paraguai, cantado em prosa e verso como o território da muamba, foi capaz de oferecer uma das mais vigorosas lições de cidadania nesta região tão pouco afeita ao civismo, à ética e à racionalidade. Na semana passada, a sociedade civil desse pequeno país de 6,5 milhões de habitantes, na onda da mobilização social que começa a sacudir o continente, decidiu realizar o mais veemente protesto contra a corrupção ao proibir a entrada de um grupo de políticos em bares, restaurantes, cinemas, supermercados, postos de gasolina e até em hospitais particulares. Isso porque 23 congressistas votaram contra a perda de imunidade do senador Victor Borgado, do Partido Colorado, denunciado pela Justiça por contratar com dinheiro público a babá de seus filhos.

A fogueira que se formou no rastilho da expulsão de senadores de alguns ambientes – aos gritos de “fora, ladrão!” – correu o país, multiplicando reações e induzindo garçons, vendedores, frentistas, etc., a não oferecer seus serviços a “corruptos”, sob a percepção de que era necessário não apenas punir os agentes de um caso concreto, mas eliminar a impunidade.

A mobilização paraguaia assume extraordinária importância porquanto nosso vizinho exibe o estereótipo de terra do contrabando. Na linguagem das comparações em torno de objetos de consumo, o “relógio paraguaio” assume o sinônimo de falso, tosco, sem qualidade, imagem que ganhou força por estas bandas no enredo de novelas como Avenida Brasil ou de músicas como Muamba, de Bezerra da Silva: “Muamba, olha, quem vai querer muamba?/ Tô vendendo barato, malandro, quem vai?/ Tô levando minha sogra pra vender no Paraguai”.

É verdade que os movimentos de junho, que abriram as portas da indignação em quase todas as regiões do nosso país, continham elevada taxa de repúdio a padrões e costumes da velha política, incluindo o combate ao nepotismo, um dos alvos da “guerra paraguaia”. Ali, denúncias deram conta de centenas de familiares contratados para servir a S. Exas. os congressistas em funções tão desimportantes quanto singulares, como preparar-lhes o tereré, o popular chá de mate e água fria. Aqui não chegamos a esse passo avançado de democracia participativa, simbolizado pela decisão social de coibir a políticos o uso de serviços de lazer e alimentação.

A experiência do nosso vizinho, somada à semente cívica que se planta por estas plagas, permite vislumbrar cenários promissores no entorno da democracia participativa, que se expande no continente. Emerge, primeiro, a impressão de que a região fura a redoma da inércia e da tradição patrimonialista que por décadas tem impregnado sua cultura política. A paisagem calcinada de desconfiança e ódio, tão bem descrita por Simón Bolívar meses antes de morrer de tuberculose, em 1830, na região de Santa Marta, na Colômbia, não mudou por completo, mas permite enxergar avanços daquela visão pessimista: “Não há boa-fé na América, nem entre os homens nem entre as nações; os tratados são papéis; as Constituições são livros; a liberdade é anarquia e a vida, um tormento”.

A boa-fé já se faz presente no sistema de parcerias e integração que caracteriza um bloco de países, como bem o demonstram organismos como o Mercosul, a Unasul e a Celac. Confiança também se observa no ingresso de novos parceiros na frente comercial, como é o caso da China, cujo efeito se dá por aqui na reversão da deterioração histórica de preços de produtos primários e na geração de superávits comerciais.

É patente a melhoria de condições de vida, apesar de remanescerem na região traços de populismo, demagogia e autoritarismo, como os que se observam na República Bolivariana da Venezuela, onde o falecido comandante Hugo Chávez elevou ao altar da veneração o Libertador Bolívar. Registre-se, ainda, a tendência de governos a incentivar um nacionalismo populista, vinculado a um capitalismo de Estado, a par da adoção dos fundamentos macroeconômicos neoliberais. Apesar de abrigar ainda cerca de 50 milhões de latino-americanos vivendo em condições precárias de alimentação, moradia, saúde e educação, merecem destaque políticas de inclusão social, a começar pela experiência brasileira, base de uma sociedade mais solidária.

Nesse desenho é possível divisar sinais de forte empuxo popular na direção do centro da política e um caminhar gradual, apesar de lento, na esfera participativa. Reformas lideram o vocabulário das ruas, como atestam pesquisas no Brasil – mesmo com 41% aprovando o governo Dilma Rousseff, 66% dos entrevistados, segundo o Datafolha, pedem mudanças na próxima administração. Na Argentina, passados dez anos de protecionismo, duras políticas fiscais e cambiais e reservas descendo a um piso de US$ 32 bilhões (eram US$ 52 bilhões em 2010), o kirchnerismo ameaça ruir.

A aprendizagem democrática obedece a um processo irreversível. As nações reconquistaram o direito de escolher seus governantes – equatorianos em 1979, peruanos em 1980, argentinos em 1983, uruguaios e bolivianos em 1985, paraguaios e chilenos em 1989, e no final desse ano também os brasileiros puderam escolher diretamente seu presidente. Tentativas golpistas, na Venezuela e no Peru, em 1992, foram frustradas. Maior transparência das administrações e combate ao poder invisível que age nas entranhas do Estado são ferramentas da modernização institucional. Órgãos em defesa da sociedade, a começar do Ministério Público, esforçam-se para extirpar os cancros que corroem governos.

As populações escancararam a vista, apontam o dedo para os malfeitos, chegando a fechar portas para corruptos. Maneira de evitar que helicópteros, lotados de cocaína, sejam abastecidos com o nosso “rico” dinheirinho. Ou que o povo paraguaio use seus parcos guaranis para pagar os serviços da babá do senador Borgado.

Guilherme Prato
Suspenso
Há 12 anos ·
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Gigantesca delegacia de polícia 2.12.2013

Falcatrua, maracutaia, acochambração, artimanha, trapaça. As cinco sonoras palavras, que agasalham o corpo de nossa cultura, nunca deixaram o pano de fundo dos relatos que dão conta da vida social e política do País. Nos últimos tempos, porém, ecoando locuções em defesa e ataque de contendores que se preparam para disputar o campeonato eleitoral de 2014, frequentam com maior intensidade a agenda de manobras erráticas na administração pública. A sensação é inequívoca: o Brasil mais parece uma gigantesca delegacia de polícia.

De maneira proposital, atores variados tentam confundir o terreno da ilicitude com o espaço da licitude, o certo com o errado, em aparente estratégia de defesa de interesses de pessoas e grupos. Ao final dessa tentativa de embaralhar as cartas do jogo político, todos perdem: atores individuais e institucionais. A impressão que fica é a de que a disputa eleitoral, neste final de ano, dá o tom maior do discurso, abrindo espaço para acusações e retaliações e expandindo a desconfiança social nos Poderes constituídos.

Vejamos exemplos, a começar pela questão da saúde do deputado José Genoino, paciente com problemas cardíacos a merecer cuidados. A espetacularização montada em torno do caso conferiu ao ex-presidente do PT a imagem de vítima que deve ganhar solidariedade. O contraditório formado mostra, de um lado, ele, José Dirceu e Delúbio Soares como “presos políticos”, conforme se lê em faixa de um grupo de sem-terra dissidente do MST; de outro, que “foram julgados e cumprem penas por condutas políticas”, no dizer do petista Olívio Dutra, ex-governador gaúcho. Laudo clínico produzido por cinco cardiologistas da Universidade de Brasília atesta que Genoino “é portador de cardiopatia que não se caracteriza como grave”, não necessitando permanecer em prisão domiciliar. O STF dará a palavra final, mas é evidente que o processo de vitimização não terminará com o veredicto. O imbróglio foi despejado na cúpula da Câmara dos Deputados, à qual caberá a decisão de conceder aposentadoria por invalidez ao parlamentar. Caso concedida, ele se livraria do processo de cassação, não sem suspeitas de acochambração.

Dirceu foi contratado por um hotel de Brasília para trabalhar como gerente, sob uma chuva de críticas. Em regime semiaberto, o detento pode sair de manhã e voltar no fim da tarde à prisão. A polêmica se instala pela inusitada decisão de um perfil portentoso do PT vir a gerenciar um estabelecimento hoteleiro. Ora, não há impedimento legal para que amigos façam um contrato de trabalho com ele. Possivelmente os contratantes (com sua ética) viram nele instrumento de marketing para alavancar vendas.

Versões de um lado e de outro, com novas acusações de produção de dossiês, aparecem no caso dos trens em São Paulo, forma de atenuar o impacto da prisão de mensaleiros. O assunto alimenta ódios e paixões entre adversários e admiradores.

E o que esperar da decisão do STF de julgar em 2014 a constitucionalidade dos planos econômicos editados nas décadas de 1980 e 1990? Parlamentos de sistemas democráticos convivem bem com a influência dos Poderes Executivos, particularmente no que concerne à aprovação de normas voltadas para o aperfeiçoamento de seu desempenho (funcional, financeiro, contábil, etc.). Já o exercício do lobby sobre o Poder Judiciário tem sido cauteloso, por este simbolizar a balança da justiça. No caso dos perdedores da poupança, tal preocupação de assédio inexiste. Já autoridades passaram a abordar os ministros do Supremo com um discurso catastrófico: o sistema financeiro ameaça desmoronar; R$ 150 bilhões de desembolso dos bancos poderiam chegar a R$ 600 bilhões com a cobertura a todos os poupadores, não apenas aos que entraram com processos. Mas o Instituto de Defesa do Consumidor apresenta uma conta de cerca de R$ 8,4 bilhões.

O caso será emblemático. O STF já julgou ações e estabeleceu parâmetros sobre a feição jurídica do sistema monetário e qualquer decisão terá forte repercussão, eis que se ouvirão o barulho de um contingente que há 20 anos espera a decisão e a voz forte do Estado em defesa do status quo bancário. S. Exas. aprovarão as fórmulas usadas para calcular a correção da poupança? Os bancos ganharão? Eventual reversão das expectativas sociais terá consequências eleitorais? Como se vê, nem o Judiciário escapa ao cerco do jeitinho brasileiro de ser.

Manobras para deixar as coisas conformadas ao patamar das conveniências invadem também o painel das estatísticas nacionais. A maquiagem de índices de crescimento e contas públicas é recorrente. No momento a polêmica gira em torno da reavaliação do PIB de 2012, que teria passado de 0,9% para 1,5%, apesar de o IBGE não ter divulgado a revisão. Como pano de fundo, a proximidade do fim de mandato do governo Dilma e a comparação com administrações anteriores. E haja pressão para mudança de metodologia! Dados recorrentes passíveis de correção são os do balanço do PAC, mostrando, de um lado, cronogramas dentro do prazo e, de outro, obras empacadas, como a transposição do São Francisco e a Transnordestina, a par de projetos com cara de interrogação, como o do trem de alta velocidade, suspenso em 2011.

Para completar, o TCU suspendeu concurso do Ministério do Planejamento por suspeita de favorecimento a indicados políticos. Ufa! O que esse painel tortuoso mostra sobre o País? Escancara a evidência de que a ausência de eficiente institucionalização política é o motor da corrupção. Os papéis institucionais acabam subordinados a demandas exógenas. A modernização, que deveria puxar nova escala de valores, a partir da meritocracia, abre fontes de riqueza, fazendo ascender novos grupos, os quais, por sua vez, acumulam recursos para escalar os degraus do poder.

O Brasil novo teima em vestir o manto roto do passado.

Guilherme Prato
Suspenso
Há 12 anos ·
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Crônica do deserto 26.11.2013 Há duas semanas, cerca de 40 empresários brasileiros, devidamente paramentados com paletó escuro e gravata, misturavam-se a homens de túnica branca e chinelos de couro, imprimindo um toque exótico à paisagem abrasadora do Deserto de Rub al-Khali, na fronteira entre Abu Dabi e Dubai, que formam, com cinco outros, os sete Estados dos Emirados Árabes Unidos. Participavam de evento promovido por uma empresa brasileira que inaugurará daqui a seis meses a sua maior fábrica de alimentos no exterior. O tom das conversas girava em torno do custo Brasil, podendo-se ouvir, de um lado, peroração lamurienta sobre a perda de competitividade da nossa indústria e, de outro, exclamações de admiração pela capacidade de uma jovem nação, de apenas 42 anos (a se completarem em 2 de dezembro), vir a se transformar num dos mais celebrados ícones da modernização, da gestão e do empreendedorismo mundial neste segundo decênio do século 21.

Alguns usarão o argumento de que daquele tórrido deserto se extraem diariamente 3 milhões de barris de petróleo e, com essa riqueza (a sexta maior reserva do mundo), qualquer país seria capaz de transformar o inferno em céu. Em termos.

O Emirado de Dubai quase não tem petróleo. É um efervescente centro de serviços, a exibir uma arquitetura futurista, cujos traços indicam a opulência em encontro com o arrojo e a beleza. O resultado é uma apreciada coleção de monumentos e projetos qualificados por superlativos: o mais alto, o mais extenso, o mais exótico, a arquitetura mais criativa, e assim por diante.

Tanto em Dubai, a primeira cidade, quanto na capital dos Emirados, Abu Dabi, que é o maior Estado (86,7% da área), transparecem sinais de um progresso que se instala, a passos avançados, não apenas pela pujança financeira decorrente de recursos do petróleo, mas pela visão apurada e competente de seus líderes, como o principal arquiteto da nação, o xeque Zayed Al Nahayan, que a presidiu de 1971 a 2004; o seu filho Khalifa bin Zayed, emir de Abu Dabi e seu atual presidente; e o vice, o emir de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que é também primeiro-ministro.

Quem pensa encontrar xeques incultos, rudes, se surpreenderá ao ver líderes preparados, de alta formação, conhecedores da realidade mundial e, sobretudo, pragmáticos. Bela e grata surpresa.

Que princípios orientam os governantes desse país do Golfo Pérsico a transformá-lo numa das mais desenvolvidas economias do Oriente Médio, um dos mais ricos do mundo, com PIB nominal per capita de US$ 54.607? Fatores se destacam, a começar pelo esforço de integrar os povos (tribos) da região. Com a descoberta das jazidas de petróleo, em 1958, os xeques buscaram a união e a Grã-Bretanha, que controlava a região, foi obrigada a retirar suas tropas, tornando possível a criação de um Estado independente. Depois, a compreensão de que o regime – monarquia constitucional – deveria conformar-se aos desafios da globalização, sob pena de continuar a ser uma comunidade isolada no deserto, como o foi há décadas. Para tanto se aplica a estratégia de maximizar os pontos fortes e eliminar os fracos e, a partir daí, nas palavras do emir de Dubai, “alcançar um estágio de desenvolvimento equilibrado”. É visível o esforço que se faz para buscar o conceito de excelência, tarefa complexa na sociedade árabe por causa da herança cultural, conservadora, que impõe cuidados na implantação de processos modernizantes.

Os governantes dos Emirados ajustam o foco no planejamento de funções, no sentido de integrar os setores público e privado, escolas públicas e particulares, os institutos e as universidades. A imagem é de um laboratório de gestão. Em cada empreendimento se vê a preocupação com a qualidade, o detalhe, a lógica, a funcionalidade.

Investiu-se pesadamente em infraestrutura. Os mais de 4 mil km de estradas são totalmente pavimentados. O turismo é uma das alavancas, apoiada na excelência da rede hoteleira, a mostrar como o Brasil, com seus 8 mil km de costa e belezas naturais incomparáveis, vive nesse setor a idade da pedra lascada. Ali, o futuro parece ter chegado com pressa. As planilhas de incentivo aos investimentos forçam a comparação com governos de países que avançam sobre o bolso dos contribuintes: não há imposto de renda de pessoa jurídica ou de pessoa física, nem retenção de imposto; tampouco há imposto sobre os lucros de capital ou restrições de moeda; não existem barreiras comerciais e o imposto de importação é de apenas 5%, com muitas isenções alfandegárias. Só bancos e companhias de energia pagam impostos. O capital não é um bicho-papão, como se dá a entender em nossos trópicos. O Estado, mesmo sob regime monárquico, não tem a bocarra pantagruélica que avança sobre o bolso do contribuinte.

As culturas convergem e se misturam na estética das vestimentas e na polifonia dos idiomas. Num território regido pela sharia (lei islâmica), é notável a pequena quantidade de mulheres que usam a abaya (túnica preta), em contraste com as roupas ocidentais. A pluralidade manifesta-se em mais de 200 nacionalidades que oxigenam a vida cultural e artística.

Samuel P. Huntington, em O Choque de Civilizações, lembrava que nos anos 1980 e 1990 a tendência generalizada no Islã seguia uma direção antiocidental: “Os muçulmanos receiam e detestam o poderio ocidental e a ameaça que ele representa para sua sociedade e suas crenças”. A realidade dos Emirados Árabes Unidos mostra que essa visão ou está superada ou ganha novos contornos.

O vice-presidente Michel Temer, que por lá passou, e o grupo de líderes empresariais que foi prospectar negócios na região viram como uma nação de pouco mais de 8 milhões de pessoas pode dar lições a um país de dimensão continental e 200 milhões de habitantes.

Elisete Almeida
Advertido
Há 12 anos ·
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Meu amigo Dr. O Pensador;

Obrigada pela resposta.

Se não te importas, copiei e colei para um arquivo pessoal.

BJU

Vini_1986
Há 12 anos ·
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OAB faz primeira Exame de Ordem após mudança de regras

Ocorre neste domingo (15/12) a prova objetiva (primeira fase) do XII Exame de Ordem Unificado, prova que é obrigatória para os bacharéis em Direito ingressarem na Ordem dos Advogados do Brasil e passarem a exercer a profissão. O início da prova está marcado para as 13h, no horário de Brasília, e a OAB pretende divulgar os gabaritos preliminares no final da noite deste domingo. As informações são do portal G1.

A prova deste domingo tem 80 questões de múltipla escolha. O resultado preliminar da prova será divulgado em 26 de novembro, e a segunda fase do exame (prova prático-profissional) está marcada para 9 de fevereiro de 2014. O XII Exame de Ordem Unificado é o primeiro a ser promovido com as novas regras, que permitem a chamada “repescagem”.

A partir de agora, o candidato aprovado na primeira fase, mas que não passou na segunda etapa, pode aproveitar a nota da prova objetiva no exame seguinte, pagando uma taxa de inscrição reduzida. Coordenador nacional do Exame de Ordem, Luciano Avelino afirmou que a mudança tem razão pedagógica, já que não havia sentido em obrigar um candidato que já havia sido demonstrado seus conhecimentos gerais para exercer a advocacia.

http://www.conjur.com.br/2013-dez-15/oab-promove-primeiro-exame-ordem-unificado-mudanca-regras

O que os colegas acham dessa mudança?

Jurist
Suspenso
Há 12 anos ·
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Acredito que o número de aprovados irá aumentar bastante, para entupir ainda mais o mercado. Por exemplo: conheci alguns que não conseguiram passar na segunda fase (e acredito que o número não seja pequeno), mas, tendo que se preparar apenas para a segunda, outra coisa.

Agora podem dificultar a segunda fase.

Jurist
Suspenso
Há 12 anos ·
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Prezado slpj e outros que acreditam em Deus.

Um animal, como um cachorro, por exemplo, está no mundo como nós, mas, diferente de nós, ele não tem consciência do mundo.

Embora o homem tenha adquirido a capacidade de falar a milhões de anos, essa capacidade só é desenvolvida com interação social. O homem, para ter mundo, precisa ser lançado num mundo (leia-se: num mundo com outros, com os quais possa interagir e aí produzir linguagem, e com a linguagem poderá pensar, através do que é transmitido por ela).

O homem, quando nasce, não tem nada, nem mesmo a linguagem (há indeterminação originária). O homem, como os demais animais, carregam uma carga genética, mas, diferente dos animais, o que o homem é não está definido de uma vez para sempre. O homem é um ser aberto. Pode controlar seus impulsos, e por isso possui uma indeterminação originária. Nosso ser é um processo de torna-se. O homem tem de conquistar-se, conquistar seu ser no mundo (mundo de suas experiências). Não há essência humana fixa. O homem está sempre em expansão.

Em suma, o homem não é nem mesmo um ser racional, por essência, pois antes de ser racional ele deve existir, e nossa existência é de ser lançando num mundo, mediado pela linguagem, pela interação com outros.

Fomos lançados, então, num mundo com debates já iniciados, com linguagem já dada há séculos, que temos que aprender para nos inserir nesses diálogos.

Nesse sentido que se diz que o homem é um ser-afetado-pelo-passado.

E essas afirmações, embora tenham uma pretensão absoluta, só são compreendidas historicamente.

O que você chama de experiência religiosa, é a mesma descrita por muitos, é a sensação ou revelação para muitos, transmitidas através da linguagem, de uma verdadeira experiência religiosa.

Agora, talvez a pequena introdução seja difícil, pergunto: você realmente acredita que teve uma experiência sobrenatural? Ou o que você chama de experiência religiosa, é apenas uma experiência como outra qualquer, ou seja, um fenômeno linguístico?

Se você acredita, qual a razão de acreditar, se tudo o que você compreende, compreende através da e na linguagem. Deus é uma palavra. O sentido que essa palavra transmite é dado pela história, assim como qualquer palavra. Tudo é mediado pelo passado e pela linguagem.

A explicação sobre a formação do Universo, dado pelas religiões, ateus ou cientistas, a meu ver, surgiram todas do mesmo lugar, ou seja, das interações sociais, da cultura e da história transmitidas pela linguagem. Porém, compreendo que a explicação não teológica é melhor, convence mais, há mais brilho, e aí o acontecer da compreensão acontece. Acontecer da verdade.

Então, pergunto: se a outro argumento há mais brilho, convence mais, por que vale a pena acreditar no sobrenatural? Num mundo além do físico, se tudo o que você compreende foi produzido aqui.

A pergunta é para refletir. Peço que não responda a primeira antecipação de sentido que tiver aí.

Guilherme Prato
Suspenso
Há 12 anos ·
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8 dicas para escavarmos um tesouro! Nossa colunista escreve sobre como não relaxar na educação dos filhos mesmo trabalhando fora

Na semana passada comecei a discutir o tema da Educação, dizendo que nosso papel é trazer à tona, como educadores, o tesouro que está dentro dos nossos filhos. Assim, me propus a fazer uma reflexão e propor algumas dicas que podem ser úteis para gerenciar melhor nosso papel de educadores de nossos filhos. Acho a tarefa de dar conselhos das mais ingratas, pois as variações de pais e de filhos são infinitas. Mesmo assim, arrisco-me a sugerir aqui algumas dicas, sem achar que são verdades absolutas.

  1. Não precisamos estar “online” 24 horas!

Dar atenção a nossos filhos não significa estar 100% disponíveis para eles, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não precisamos ficar contabilizando as horas que passamos juntos com eles. O que conta efetivamente é garantir a eles que os pais saem para trabalhar e depois voltam. Precisamos transmitir a segurança do sair e retornar. Eles necessitam dessa certeza, muito mais do que ter os pais colados neles o dia todo.

  1. Cada um é cada um!

Quem tem mais de um filho sabe que isso é uma grande verdade. Cada filho se comporta de um jeito e tem demandas específicas. Um fica duas horas por dia com a mãe e se sente totalmente abastecido. Para outro filho, são necessárias 5 horas diárias e, mesmo assim, ele ainda sente que os pais ficaram “devendo” alguma coisa. Entender a necessidade de cada filho e tentar se adaptar a ela é fundamental. E, se não for possível, ajudá-lo a entender o porquê dessa situação.

  1. Fale com eles!

Precisamos conversar com nossos filhos muito mais do que temos feito. Falar sobre o dia que passamos, a programação do fim de semana, sobre o filme na TV ou sobre o passarinho que canta na janela. Conte sobre o trabalho, as dificuldades, as coisas boas e sobre o que mais tiver vontade. Filhos e pais precisam desse momento olho no olho. Estamos muitas vezes nos esquecendo desse ritual básico em prol do cumprimento das agendas, das regras e do trabalho.

  1. Não terceirize seu filho!

É claro que precisamos de apoios para que a vida de equilibrista aconteça. Deixar o filho pequeno com uma babá ou na escolinha é muitas vezes inevitável. Mas aproveite as horas de folga e usufrua-as com eles! Curta os finais de semana com a criança, dispense a babá. Já sei, vai me dizer que isso é cansativo... claro que é, mas, na minha opinião, não tem preço. Se podemos ficar cansados por causa do trabalho, das tarefas da casa, do trânsito, porque não podemos ficar cansados pelos filhos? Eu, particularmente, adoro esse cansaço!

  1. Não escaparemos de críticas e cobranças

Qualquer que seja nossa ação com nossos filhos, seremos cobrados! Se trabalhamos fora, os filhos se queixam de que “não paramos em casa”. Se nos dedicamos à família, eles acham que “pegamos muito no pé”. Não tem saída. Vale fazer aquilo que acharmos melhor para nós e o que acreditamos ser melhor para eles, independentemente das críticas. Elas virão de um jeito ou de outro.

  1. Somos modelos

Mais do que qualquer coisa, estamos construindo modelos para nossos filhos. Cabe a cada um de nós pensar no modelo que queremos passar para eles. A partir disso, é bem mais fácil decidir o que faremos, o que certamente conta bem mais do que apenas aquilo que falamos.

  1. Estar junto de verdade!

Nem sempre quando estamos com nossos filhos estamos ali disponíveis para eles de fato. Muitas vezes eles disputam nossa atenção com smartphones, TVs, internet, amigos... Vale aqui mais esta dica: quando estivermos com nossos filhos, vamos nos patrulhar para manter 100% do nosso foco neles. Caso contrário, é uma pseudopresença e estamos enganando a quem? Acho que a nós mesmos.

  1. O jogo da compensação

Esse talvez seja o jogo mais perigoso que ronda muitos lares hoje em dia. Pais mais ausentes “baixam a guarda” e flexibilizam as regras como forma de compensar algum “déficit” que possam ter com relação a eles. Assim, no caso dos adolescentes, horários de sair e chegar são ampliados, damos muito mais brinquedos para os filhos pequenos do que eles são capazes de absorver, relaxamos na cobrança de limites ou abrimos mão de um controle mais rígido com a alimentação. Tudo isso como forma de compensar a ausência ou até mesmo pelo cansaço de ficar insistindo nas regras. É um jogo arriscado e sem ganhadores. Vale toda a nossa atenção!

Reli dezenas de vezes essas 8 dicas e, a cada releitura, me convencia ainda mais de que a tarefa de educar nossos filhos no mundo em que vivemos é mesmo muito difícil. Certamente ainda vamos errar bastante para achar o ponto ideal. Tentar “gabaritar” nessas 8 dicas talvez seja uma missão impossível. Mas acredito que devemos tê-las como metas. Colocá-las em letras garrafais pregadas na geladeira é um bom começo. Se pregamos na geladeira tantos bilhetes mais inúteis, valeria a pena ter também um ímã de geladeira com essas dicas, por que não? Afinal, somos os responsáveis por trazer à tona o tesouro que está dentro dos nossos filhos.

http://revistapaisefilhos.uol.com.br/blogs-e-colunistas/vida-de-equilibrista/8-dicas-para-escavarmos-um-tesouro

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