Vc é a favor da regulamentação da prostituição?

Há 14 anos ·
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Vc é a favor da legalização da prostituição?

As prostitutas passam a ter os direitos de qualquer trabalhador: carteira assinada, plano de saúde e aposentadoria.
Em contrapartida, vão descontar para a previdência e pagar imposto de renda, como todo mundo. Isso ocorre em vários paises legalizados e na Australia na cidade de Sidney a um prostibulo(bordel) stiletto .Aonde as prostitutas de luxo ,ganham mais de 130 mil dolares australiano por ano . Ganham mais que o próprio Ministro daquele país.

http://www.stiletto-escorts.net.au/sydney/


Na Holanda o governo paga para pessoas deficientes ,usufruirem dos bordeis com as prostitutas 12 vezes por ano.

Já as prostitutas de rua, estando em lugares que essa "profissão " é proibida em certas cidades e paises , elas correm sérios riscos por seus desconhecidos clientes, que muitas vezes não pagam por ameaças .

O que vcs acham ?
91 Respostas
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Elisete Almeida
Advertido
Há 14 anos ·
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Caro Pedrão;

Me desculpa, mas vc pegou fundo ao dizer "Cafetão é um estereótipo. O que muitos fazem é melhorar, e muito, a vida da garota de programa, com melhores clientes, lugar seguro-adequado, proteção etc.". Sabes bem que valorizo as suas opiniões, mas, se calhar, vc não conhece nenhum "chulo" ou, como dizem aí no Brasil, "cafetão". Saiba Pedrão, que para a maioria destas pessoas po---da é sinônimo de carinho.

Vc conhece alguma prostituta de rua? Eu conheço várias. Sabe o que a maioria delas faz para suportarem a vida como prostitutas? Consomem bebidas destiladas em excesso e se drogam, serve como anestésico.

Eu conheci uma que levou um tiro, no traseiro, de um cliente pq não fez o que ele queria.

A vida delas não é nada fácil, são controladas, de perto, pelos cafetões. Vc não deve fazer a menor ideia sobre a realidade delas. Há casos em que se entregam em troca de um maço de cigarros.

Apesar, e por causa, disto, não sou contra a regulamentação, mas sou obrigada a levar em consideração a posição da Adriana e outras, como seria feita a fiscalização? Como se evitaria a prostituição de menores? E o tráfico humano? Entre outras questões.

Não haja dúvidas que se trata de um assunto que precisa ser muito bem refletido antes de se partir para uma regulamentação, sob pena de se cair em mais uma falácia (ou falésia).

PS: Não estou a pensar como historiadora, se assim fosse teria uma posição firme na contrariedade.

Abraços

eppp
Há 14 anos ·
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Elisete, finalmentee alguém com algum conhecimento real!

...Eu conheci uma que levou um tiro, no traseiro, de um cliente pq não fez o que ele queria. ... ...Há casos em que se entregam em troca de um maço de cigarros....

Estas situações seriam MENOS comuns com a regulamentação, vc não acha?

Outra coisa: pq vc seria contra como historiadora?

Cavaleiro do Apocalipse
Há 14 anos ·
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Elisete Almeida,

Eu já fiz a defesa de um “Cafetão”, e as testemunhas de defesa eram justamente as garotas de programa, supostas vítimas.

O que quero dizer é que nem todos são como nos filmes. Há cafetões que tiram as mulheres das ruas e lhes dão um mínimo de dignidade, proteção e melhores clientes.

Foi o que este fez.

A tese de defesa era o que dentro da teoria da imputação objetiva se chama de diminuição do risco.

Se há exploração sexual é crime. Se há parceria/sociedade em prol do negócio não vejo problema.

Se você conhece milhões, legal, eu não conheço. Mas eu conheço livros de sociologia e antropologia que tratam de pesquisas empíricas, e não de “moralidade” alheia, ou da ciência do achismo.

pensador
Advertido
Há 14 anos ·
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Vou dar pitaco no post da colega Dra. Elisete,

Pois eis que, como historiadora, o peso da verdade histórica, encerra a desconfiança para o futuro. Nada há na história que faça ver algo que represente um bem na situação destas mulheres. O caminho da prostituição seguidamente trilhou o da opressão do gênero, seguidamente foi o troféu amargo de uma vontade de superioridade do falo.

Olhar o passado é enxergar aquilo que foi desprezível. Como então pretender visualizar no futuro a mesma condição como exercício da liberdade?

Com certeza, muitas ainda serão oprimidas, muitas condutas ainda serão desprezíveis. Mas também são horrendas situações que em nada tem a ver com a sexualidade. Crianças trabalhando em carvoarias, crianças que nada tem a lhe saciar a fome, pessoas no interior do Brasil vivendo com menos do que cem reais ao mês, pessoas que ganham a vida revirando o lixo.

Regulamentar a profissão da prostituição nada tem a ver com a perpetuação de uma possível opressão de gênero. É condição de possibilidade para pretendermos uma futura situação digna.

Melhoras? Só o tempo dirá. Mas, manter não regulamentado é pretender esconder indefinidamente algo que existe e é legal, debaixo do tapete.

Saudações,

Adriana M Araujo
Há 14 anos ·
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Bela iluminação, o tópico estava muito escuro antes de seus nobres comentários, e descordar de vcs significa ser hipócrita ou considerá-las lixo, que eu saiba infelizmente o Brasil é um país considerado católico, logo envolver religião, ética e moral no meio sempre terá, comentar sobre outros assuntos pode abrir portas a um novo debate, o que que tem...só estava faltando vc Elisete, abraços.

Que as prostitutas de luxo não querem nem de longe ser regularizadas eu concordo, mas a questão e primazia deve se voltar as de níveis muito mais abaixo que estas, podem sim gostar da vida que levam, mas em sua maioria estão envolvidas com depressão, drogas e doenças, isso é fato, uma regulamentação corrigiria isso???

pensador
Advertido
Há 14 anos ·
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Não corrige, mas também não piora. Ou seja, no mínimo fica ruim como está, com viés de melhoria futura.

eppp
Há 14 anos ·
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Agora acho que a discussão ganhou um foco prático.

Pensador, concordo com vc, e digo mais: a melhora provavelmente será imediata, pelo menos nas grandes cidades e onde houver repressão aos abusos.

Elisete Almeida
Advertido
Há 14 anos ·
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Caro O Pensador;

Quando me referi ao "historiadora" o fiz com sã consciência, pois, e sem invocar as Leis de Augusto, por exemplo a Lex Iulia de Adulteriis Coercendis e Lex Iulia et Papia, na antiguidade a prostituição era combatida devido à exploração econômica.

Houve um tempo em que os homens iam para as guerras e as mulheres ficavam à mercê de vigaristas e, a legislação, naquela época, começou a surgiu para evitar estas situações.

Por exemplo: um homem fazia promessas de casamento à uma mulher e esta fazia-lhe doações na ilusão de que iria casar. O patrimônio dela era dilapidado e casamento nem pensar. Então, estas mulheres ficavam sem dinheiro nenhum para sobreviverem e acabavam por se prostituir. O que o legislador fez? Uma lei a proibir estas doações e assim evitar a prostituição. (não estou a utilizar linguagem tecnico-jurídica pois estou a escrever de cabeça e por ficar mais fácil a compreensão).

Muitas situações levavam a mulher, na antiguidade, a se prostituir. Outro exemplo é o das viúvas que, em determinada altura da história, só receberia algum bem da herança do marido falecido se não voltasse a se casar. Pergunta: Quando é que ela herdaria? Lol! Solução para não morrer de fome: prostituição. Remédio jurídico para evitar a prostituição: caiu o "se não voltasse a se casar".

Ora, se eu fosse olhar para a história, seria contra a regulamentação, pois, na própria história, combatia-se a exploração da prostituição derivada da carência econômica (não estou a descurar o fato de existir dois tipos de mulheres naquela época). Hoje, já não podemos olhar para a prostituição como a olhamos na história, não que o fator econômico não tenha nenhuma incidência, mas os contornos se alteraram.

Quanto à superioridade do "falo", creio que esta se sobrepôs durante a democracia grega. Lol!

Não faço da questão um campo de batalha, mas vejo como uma matéria que deve ser muito bem pensada antes de ser regulamentada, pois a liberdade e a exploração andam emparelhadas, e é aí que mora o perigo.

Abraços

pensador
Advertido
Há 14 anos ·
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Prezada Dra. Elisete,

Não estava a discordar, mas sim a concordar com sua posição. Olhando a história, também seria contrário. Não pensei pela ótica de seu último post, apenas pela proibição, mas sim pela situação de opressão.

Quanto à exploração, em minha modesta opinião, creio que exista sendo ou não regulamentado e, deve ser combatido por todos os meios.

Abraços!

Elisete Almeida
Advertido
Há 14 anos ·
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Caro Pedrão;

Eu não generalizei.

Abraços

Elisete Almeida
Advertido
Há 14 anos ·
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Caro O Pensador;

Acho graça como em muitas situações pensamos igual. Lol!

Como já referi, não sou contra a regulamentação, mas entendo que esta não deve e nem pode ser feita de ânimo leve.

Abraços

Cavaleiro do Apocalipse
Há 14 anos ·
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Tive a impressão que generalizou, mas tudo bem.

Você também disse que não conheço nenhum, mas eu conheço 1 (um). E uma coisa que aprendi é que tudo depende do caso concreto. Não é possível colocar tudo num rótulo e estereotipar determinadas condutas.

Eu não conheço garotas de programas de ruas (prefiro esse eufemismo à prostituta), mas posso perceber que se elas estivessem numa casa, com alguém lhe fornecendo segurança, e selecionando clientes, ela estaria muito melhor. Há uma melhora para o bem jurídico (dignidade) nesses casos. Não estou falando de um lugar onde elas são exploradas (escravas sexuais). Como disse acima, estou falando da parceria/sociedade.

Cavaleiro do Apocalipse
Há 14 anos ·
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Elisete Almeida,

Como e por que fez essa pesquisa? Como conhece essas mulheres?

Sempre tive vontade de realizar pelo menos algumas pesquisas de campo (sobre assuntos diversos), mas ainda não tive a oportunidade, salvo algumas exceções em razão da Comissão de Direitos Humanos que eu participo, e da minha atuação na área criminal.

Elisete Almeida
Advertido
Há 14 anos ·
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Pedrão;

Pelo menos um, né? Lol.

Não se paute em um único caso e nem se restrinja ao que os livros trazem, pois, um único caso não serve como parâmetro e nem os livros dizem tudo (é o que penso e lhe sugiro como colega).

Abraços

fernanda 2012
Há 14 anos ·
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se a prostituição tem deve ser regulamentada por se tratar de uma profissão além dos tempos, vale lembrar que mesmo naqueles tempos era visto pela sociedade de bom carater que se tratavam de mulheres sem valor , sem carater, sendo que por se tratar de uma profissao tao antiga é digna de regulamentaçao, o homicidio sempre existiu e quem cometia um homicidio tambem era visto pela sociedade da mesma forma, sera que em breve matador de aluguel sera tambem regulamentado afinal, foi a profissao que escolheu, e deve ter direito a se aposentar tambem.

Cavaleiro do Apocalipse
Há 14 anos ·
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Melhor um que nenhum.

É que esse é um crime que, antes da reforma, quase não existia persecução penal. E agora então (após reforma), muito difícil será existir algum.

Cavaleiro do Apocalipse
Há 14 anos ·
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Não procede a comparação.

Homicídio é crime. Prostituição não.

Não tem nada a ver, portanto, nem vale a pena comentar.

Jaime - Porto Alegre
Há 14 anos ·
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A prostituição é uma realidade. O que querem a final regulamentar? Estabelecer tabela de preço? Seria interessante, cada prostituda com uma tabela a escolha do freguês. Papai e mamãe seria bem baratinho pois essa modalidade é só para procriar);as demais modalidades de relação iria variar, simples R$ 50,00, duas modalidades R$ 80,00, três modalidades R$ 100,00; completo R$ 200,00; tudo isso mais uma surra na moça R$ 500,00. Fala sério. Tanto assunto importante para ser discutido e vem esses libertinários tratar de prostituição.

Cavaleiro do Apocalipse
Há 14 anos ·
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Quem não tem interesse na discussão é simples: é só cair fora.

Jaime - Porto Alegre
Há 14 anos ·
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Falou o libertinário mor.

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