Liberdade Religiosa e Estado Laico
O que vocês acham do Brasil laico, o que precisa mudar? É meu tema de monografia, gostaria de opiniões. Obrigado.
Não confunda acontecimentos da natureza, da vida humana, com o nascimento de uma criança, qual é a outra explicação que me sugeres para essas circuntâncias? Ninguém determina amigo, ninguém quer isso, são fatalidades. Pedrão, você está colocando palavras aonde não existem, não estou estigmando ninguém, veja bem como coloca seu ponto de vista sobre os fatos,se você ler os outros tópicos, verá que não foi eu quem citou as crianças.
Prezada Ge,
Com todo o respeito e, sem entrar no mérito da existência ou não de Deus (especificamente este cristão), gostaria de dizer que existe um equívoco em seu raciocínio:
"A maioria dos brasileiros acreditam em Deus e vivem por ele, se você acha que Deus não existe, tem milhõões de pessoas que confiam nele e é impossível que tantas pessoas estejam erradas."
Ou seja, a maioria acredita em X, então X existe. Apesar de me inclinar às teorias discursistas, devo dizer que o consenso não impõe realidade (segundo os mesmos discursistas). Nem o conceito discursista se presta a embasar conceitos científicos ou para embasar avaliações empíricas.
Talvez sua afirmação - e veja que ironia, já que o mesmo discursou sobre a morte de Deus - esteja mais para Nietzsche e para os pensadores que o seguiram - Michel Foucault por exemplo. Para este último a verdade seria uma verdade histórica (vitória do discurso).
Em continuação, devo dizer que tais teorias se prestam apenas ao pensamento humano, não tendo qualquer validade para a ciência.
Por exemplo, não é porque a maioria há algumas décadas atrás acreditava que teia de aranha ajudava na cicatrização, que tal é verdade.
Nem uma coisa nem outra. Deus não existe ou deixa de existir porque a maioria acredita ou não. Independente disto, ou Ele existe, ou não.
Um conselho, para a filosofia ou para a teologia, deve partir de um pressuposto da razão, deve partir do transcendental para atingir o transcendente. De outra forma não o conseguirá demonstrar. Como sugestão, consulte a partir da segunda navegação de Platão, e dali construa seu raciocínio.
Se fossemos atentar ao ponto de vista filosófico, veremos que existiram pensadores que concordam e discordam com a existência de Jesus, cada um acredita no que deseja, ou acha que é correto, o certo é tudo aquilo que me convém, o errado é o que me afeta, portanto acredito no que faz bem, que traz paz: Deus. As pessoas veêm Deus como o ser perfeito, ( que realmente é), mas nós humanos somos falhos e não devemos atribuir a Deus a causa de tanta tristeza, dessolação, etc.
Gé**,
Corrija-me se eu estiver errado, mas já "ouvi dizer" que a bíblia foi escrita por 40 autores. Então como ela pode ser a palavra pura de Deus?
Além disso, como já dito por alguns colegas nas postagens anteriores (acho que quem disse foi o Pedrão, mas não estou com paciência para procurar), a bíblia foi escrita em Aramaico, traduzida para o Grego, depois para o Latim... Como garantir que nada foi "perdido" ou traduzido errado?
Como se não bastasse isso, já "ouvi dizer" que o Corão contém a palavra de Deus. Por que você está certa e os que acreditam no Corão estão errados?
Então leia antes de dizer que uma pessoa falou algo sobre isso ou aquilo. Eu não tenho que lha garantir nada amigo, ninguém garante nada, mas a bíblia não foi criada em um só momento, ela foi o registro de MUITOS ACONTECIMENTOS, ao longo dos séculos, várias pessoas, profetas, discípulos vivenciaram os fatos, Deus principalmente. Não devemos comparar as convicções de pessoas pouco estruturadas, vivemos em um mundo globalizado, tecnológico que está muito mais inteirado e ''lúcido'' com os acontecimentos e cada vez mais vê a palavra de Deus se cumprir. A tradução da bíblia, não alterou seu conteúdo, assim como todas as línguas que falamos hoje apesar da diferença na escrita e no modo de falar, transmitem a mesma mensagem.
Calma amigos. Não vamos nos exaltar.
Prezada Gé, entendo perfeitamente o seu ponto de vista, que é a partir de uma questão de fé.
Entendo também o ponto de vista do colega Vini, que é a partir de um questionamento racional.
Não necessariamente são excludentes, mas a partir apenas da ótica da fé, não há espaço para um questionamento da razão.
Quanto às questões das traduções, devo discordar, existem inúmeros pontos que têm alguma discussão em torno da tradução correta - a maior parte entre católicos e as denominações neo pentecostais. Apenas a título de exemplo existe o termo irmãos e irmãs, que para o catolicismo significa também primos enquanto os neo pentecostais levam ao pé da letra, como irmãos de sangue (mesmo pai e ou mãe). Além da questão da filologia, é preciso um estudo histórico-cultural daquela época.
Saudações,