Existe graduação em Direito não presencial (a distância ou virtual)?
Já faz tempo que não leio tantas incoerências e inconsistências sobre EaD. O que mais me preocupa é o fato de que pessoas que se dizem com alta ou boa formação disseminam a EaD como ineficiente para cursos que são, na verdade, completamente possíveis de serem ofertados nessa modalidade de ensino. Que tal utilizarmos um pouquinho a massa cinza, raciocinar, refletir seriamente sobre o assunto, pesquisar, tentar nos desgarrarmos desse preconceito e ultrapassar essa barreira da ignorância induzida e que se faz necessária para massagear o ego de alguns. Não me admira que esses comentários partam de profissionais fora do âmbito da educação. Olha o tamanho do absurdo: Numa era em que a tecnologia nos possibilita interagir em tempo real com nossos mestres, podendo vê-los, ouvi-los, sentir a entonação de suas vozes, observar suas expressões faciais, discutir, sim, discutir... Alguém vem e diz que não se compara ao "olho no olho" do ensino presencial. Que pobreza. Será que voltamos para o tempo literário, para a linguagem poética, onde o sentimento obscurece a razão! O que é isso?! Isso vai parecer duro, todavia, pessoas que tecem esses comentários sobre EaD, lembram-me das pessoas que resistiram as descobertas científicas, que corroboraram para o atraso na evolução do conhecimento, que tentaram, a todo custo, manter a Terra "quadrada e como centro do universo", em detrimento de todas as evidências. Ainda bem que o tempo é o senhor da razão. Temos que evoluir, ou continuar evoluindo, somos capazes disso, pisamos na lua, enviamos satélites para fora do sistema solar, estamos desbravando o universo, e aí alguém vem falar em incapacidade de aprendizado na educação a distância. Poupem-nos disso. Desfaçam-se do egocentrismo. O pior é ter todas essas incoerências como verdades absolutas, não se esforçando o mínimo para compreender as tantas possibilidades da EaD de qualidade. Não vou dizer que a qualidade do profissional formado na EaD depende exclusivamente do acadêmico, como fora ventilado em outros comentários, ou ainda (olha só que sandice) que depende quase totalmente da instituição de ensino (se ela é renomada ou não) ou da forma de avaliação. Na verdade, é o conjunto de todas esses itens. Leitores, saibam, existem didáticas, epistemologias e linhas pedagógicas muito distintas e desde que existe educação existiram várias formas de educar e aprender. O ensino-aprendizagem se dá de forma diversa em cada indivíduo. Como posso me dá ao luxo de pensar que as gerações atuais só poderão "apreender", de forma eficaz, um determinado assunto de elas estiverem enclausuradas em uma sala de aula, frente a frente com seu professor. Quanta mediocridade de pensamento. Não os culpo pela intolerância atual e o tão baixo nível crítico-reflexivo e de capacidade de autoatualização, pois foram nesses moldes que foram ensinados. Culpo-os sim, por não fazerem esforço algum em alargar suas mentes e aceitar que outras formas de educação estão aí e que elas possibilitam o conhecimento e a prática tanto quanto a presencial, senão mais. A propósito, acredito que dentro de médio tempo, nem haverá mais essa distinção de modalidade. Não devemos culpar uma modalidade de ensino pelo descompromisso de certos acadêmicos, estes estão em toda parte. Devo ressaltar que em diversas universidades mundo afora, com destaque para as europeias, existem cursos totalmente a distância, cursos, inclusive, com maior nível de complexidade que o direito. É só pesquisar. Mas aqui no Brasil prospera essa pregação de atraso, e ela ocorre até mesmo em alguns que tiveram formação no exterior e que voltaram para atuar aqui. Nesse caso, a teoria do egocentrismo e da autovalorização se aplica. Há ainda interesses políticos e econômicos envolvidos e patrocinando tal suicídio mental. O pensamento da maioria dos brasileiros sobre a EaD espelha bem o baixo nível de desenvolvimento em educação que o país se encontra. Pense em um conhecido seu que faz mestrado ou doutorado fora do país. Então, esse é o país que não oferece estricto sensu para quem quer e não o permite na modalidade EaD. Que triste. Procurem se adaptar e aceitar intrinsecamente a EaD, pois ela já se instalou, mostrou a que veio, e com o uso cada vez maior das TICs ela só melhorará e alcançará um número maior de pessoas. Não tem mais volta. Tentem se imaginar hoje sem smartphones ou computadores, as empresas sem internet e leptops. Impossível. E a cada dia mais e mais as empresas e as pessoas estarão mais envolvidas e dependentes desses meios. É exatamente assim que se encontra a EaD hoje no mundo. Ela só vai ganhar espaço, vai passar por cima do preconceito, vai romper barreiras técnicas e práticas que ainda existem. Situem-se, adaptem-se, pois esse é o perfil dos próximos profissionais de sucesso. Enfim. Reflitamos, não sejamos marionetes do sistema falido que tenta sustentar a pobreza científica nessa pátria amada.
Conheço vários amigos que se formaram presencialmente, investiram uma gama de tempo e dinheiro e não levaram adiante. Bem, não cabe um envólucro sobre os motivos, porém vejamos. Sabemos que a formação não é só para o trabalho, e um cursos que que oferecem um leque d possibilidade futura para o indivíduo. Pasmem, devemos saber que a distância tbm se aprende e transforma muito bem. Caso contrário desligamos a nossa TV, a internet, o rádio, pois estes veículos de comunicação serão de pouco valia, Sim, ou não? É preciso mudar paradigmas! Caso contrário estaremos fadados a andar em círculos....
No caso do curso de direito, acredito que a prova da OAB dara a resposta em relação a não permitir que o mercado tenha péssimos profissionais e o curso de direito é um curso relativamente sem muita complexidade. Não concordo com engenheiros formados com graduação a distancia e sem nenhum exame de proficiência profissional.
Caro Diego, Interpretação dos conteúdos transmitidos pessoalmente? Acho que estejas falando de professores presenciais. Pois no Direito, todo conhecimento de interpretação, em síntese, somente encontrará em livros e doutrinas. E os professores presenciais utilizam-se dessa ferramenta para repassar tal conhecimento a seus alunos. Não acho tão indispensável a figura do Professor presencial, havendo possibilidade deste, repassar o conteúdo, e as "formas de interpretação, on-line". Contudo, senhor Diego, vc esquece, que no ensino à distancia há possibilidades de estender-se a qualidade de ensino, ou seja, professores com enorme carga cognitiva e altamente capacitados, para formar os novos operadores do direito, nas extremidades do pais. Digo isso, pela grande quantidade de ensino presenciais as quais, não vê-se o comprometimento do aluno, querendo simplesmente o "canudo", e do professor, "alguns" pensando o que fará em seu escritório no dia seguinte. como disse Darwin: "Não é o mais forte que sobrevive. Nem o mais inteligente. E, sim, aquele que melhor se adapta as mudanças".
Com certeza poderia ter direito a distância, o que deve ser importante e sem facilidade é a prova da OAB pois ai só passaria quem realmente tem conteúdo e força de vontade. Alguns comentários acima vi uma pessoa dizer que se você aceitaria ser atendido por um médico com curso de medicina a distância, olha a comparação, um advogado não salva vidas, um médico sim, advogado sendo ruim só perde causa, e mesmo assim que decide é o juiz e o Juri e não ele.
Para os céticos de Plantão. Hoje, dia, 09 de março de 2017. Soube do resultado do último ENADE2015, e para surpresa dos incrédulos do curso de direito à distancia. O CURSO DE DIREITO EAD UNISUL, CONSEGUIU CONCEITO "4", isso atesta a qualidade do ensino do Direito EAD. Assim sendo, 70% dos cursos presenciais (tradicionais) ficaram no "chinelo",kkkkk. Contra fatos não há argumentos!!! Tenho orgulho em dizer: - Sou acadêmico do curso de direito EAD Unisul. O, único, do Brasil. CONCEITO 4 NO ENADE...
É simples assim: quem não se garante pra fazer EAD fica de mimimi, tem o professorzinho que dá trabalhinho que ajuda aqui e ali. Você paga mensalidade e já tem 85% de chance de ser aprovado na matéria. Esse papo que tem que ter professor e estar em sala de aula é pura balela e preconceito (não é menosprezo ao trabalho do professor) O conhecimento está na obra, nos estudos que foram feitos, nas teses, nas comprovações científicas, etc. Vamos pensar um pouco: o professor estuda e aprende sobre essas teses, obras, etc. e repassa para os alunos de uma forma diferenciada para que esses consigam entender tema abordado, sem tanta abstração ou outra dificuldade. O fim é conhecimento adquirido acerca do tema. Você pega um livro e entende sobre o terma abordado. O fim não é o mesmo? Conhecimento adquirido acerca do tema. Superestimam demais o presencial com essa hipocrisia de discussão e bla bla. Como se houvesse muita discussão sobre a matéria. A maioria da galerinha quer e ir pra aula e ficar no Celular e pegar seu diploma depois de 4-5 anos. Infelizmente as pessoas não querem conhecimento, querem o material - diploma. E termino dizendo: além de ser um preconceito bobo e "idoso" e até conceitual, os números indicam que EAD esta na frente dos presenciais. Ou seja, pensando filosoficamente sobre como adquirir conhecimento ou matematicamente através de pesquisas e números sobre índices das faculdades, o pensamento arcaico de vocês não tem base nenhuma. Vivo no século XXI, não mais na Grécia antiga em que a Doxa ainda valia de alguma coisa para se afirmar/provar algo. Abraço. Ah... já ia me esquecendo: faço Engenharia de Produção - CEFET-RJ - EAD - Consórcio CEDERJ e tenho disposição e ousadia para pegar meus livros de Cálculo e aprender sozinho, assim como fiz em semestres anteriores. Beijos do tio