Direito de ser pai
Boa noite, já escrevi a situação do meu litígio em outro tópico (jus.com.br/forum/340555/exmulher-nao-quer-acordo-e-exige-absurdos/ ). O que me aflige e gostaria de buscar mais informações é sobre o direito de ser pai. Muito se fala sobre o direito da mãe criar o filho em segurança, etc. E o pai? No resultado do agravo implementado por meu advogado, a justiça diz algo que significa que eu, como pai, devo proceder ao sustento da minha filha, mas que não tenho, a priori, obrigação de ser pai. Eu QUERO e VOU criar, educar e participar ativamente da vida da minha filha! Ela precisa de mim e eu preciso dela. Sempre participei da criação dela. Desde a separação, tenho continuado com o sustento financeiro e o apoio emocional. No entanto, a justiça simplesmente acata o pedido da mãe a partir das alegações de que eu sequer apareço para ver a minha filha e nunca a ajudei financeiramente. Relato totalmente mentiroso, visto que tenho todos os comprovantes de pagamento e testemunhas da escola, do condomínio, familiares e amigos em geral que veem meu convívio com minha filha. O que percebo é que a justiça, muitas vezes, pre-julga. Eu, só por ser homem e quero continuar sendo o pai presente e atuante que sempre fui, sou reduzido à condição de apenas a pessoa que deve "enviar dinheiro"? E o meu direito de ser pai que está sendo cerceado? Onde eu posso buscar mais informações e apoio sobre isso? Onde há uma ONG, algum lugar que me oriente? Estou muito decepcionado com a justiça brasileira.
"O que percebo é que a justiça, muitas vezes, pre-julga. Eu, só por ser homem e quero continuar sendo o pai presente e atuante que sempre fui, "
Infelizmente, caro consulente, vc faz parte de um pequeno grupo diante da maioria que foge às responsabilidades. Muitos homens ao se separarem de suas companheiras, com o passar do tempo (poucos meses) já se adaptam a nova realidade e tmb se divorciam dos filhos, por isso esse excesso de prevenção por parte do judiciário, esse costume histórico que ainda temos de vencer. Que as decisões se baseiem na realidade de cada um, ainda levará um tempo.
Não esmoreça. Boa sorte!!!!
Obrigado, colegas. Estou muito arrasado com tudo isso. Às vezes, tenho a impressão de que essa luta vai matando a gente aos poucos. A minha esperança está no abraço de minha filha quando a pego na escola, posso cuidar dela, fazer a comidinha, pentear o cabelo, ajudar na lição, passear. É apenas a sua alegria o meu conforto. Ontem, a mãe telefeonou pedindo que eu não participasse das reuniões de pais na escola. Eu disse que era bom que nós dois participássemos, mas ela insistiu que as reuniões de pais devem ser acompanhadas por ela. Me contive nas palavras para evitar mais problemas, mas fiquei indignado. Até da participação na educação da minha filha eu serei privado? Compreendo o que a colega Sula disse, há uma tradição pautada num comportamento masculino que é a maioria. É quase dizer que por todos, um paga. Acho que tirar de um pai o direito de sê-lo é também tirar a sua dignidade.
Oi, pessoal. Eu já pedi a guarda compartilhada e, de certa forma, já a exercemos na prática. O processo está rolando. Esta semana, a mãe pediu para trocar os dias que a criança fica com ela porque teve um problema pessoal. Tudo bem, eu cedi. Quando eu fui buscar a criança na escola, ela não estava lá. Liguei para a mãe que disse "você não pega a menina e ponto final". Ainda disse que o combinado que fazemos há 1 ano (metade da semana comigo e metade com ela) não existe e a criança não vai. O advogado disse que eu poderia registrar um BO no Conselho Tutelar. Tentei fazer isso ontem, mas não havia ninguém no Conselho. Hoje, vou à luta de novo. Não estou desistindo. Este espaço aqui é o único lugar que tenho para abrir meu coração e expor minhas dúvidas sem ser julgado. Agradeço as contribuições.