Viver no Exterior com filho menor e pai não autoriza
Como faço se quero ir trabalhar na Itália e levar minha filha de 10 anos e o pai não autoriza, somos separados faz tempo. É possível uma ação, para ir definitivamente para outro país? o que deve ser feito?
Maria
Tudo depende. Se a mudança for para o bem estar da menor e isso seja mais importante do que estar em companhia do pai, pode ser que o juiz permita, mas eu ainda acho difícil. Depende da relação existente entre pai e filha. Se existe convivência dificilmente vc consegue isso. Afastar a cça do pai só porque VC quer ir trabalhar lá não me parece justo e nem me parece que isso seria bom pra cça. Vc pode ir pra onde quiser, mas sua filha não. Assim como vc não pode ficar longe dela, talvez o pai tbm não possa, caso ele tenha contato e convivência com a menina. Como é a relação entre eles?
O pai a vê de 15 em 15 dias, mas a alguns meses, tem me dito que não quer ir com o pai, isso sem eu lhe falar nada contra ele. Durante quase um ano ele tem levado minha filha de 15 em 15 dias, mas a deixa na casa de sua primeira ex-mulher ou na casa de alguma vizinha, que já foi sua namorada....E também a tem levado a conhecer mulheres que diz serem suas namoradas, mas cada semana uma diferente. Ele mora sozinho e me preocupa muito quando ela está com ele,pois eu vivo longe dele, não sei o que ela faz lá. E agora ela diz que não quer ir com o pai, o que devo fazer nessa situação? E eu quero ir com minha filha porque além de trabalho posso lhe dar uma boa educação lá e pretendo me casa lá já que namora a cinco anos com um italiano. O que fazer que ação devo fazer nesse caso? É possível eu conseguir ir alegando tudo o que tem acontecido? aguardo
Tudo depende conforme preceitua a Drª Juliana, tudo que você alega é relevante mas não de suma importância no processo. A questão é, o pai tem o direito de ver a filha, regra geral, e sua mudança impossibilitará de vê-la, essa é a questão a ser discutida. Por exemplo, se você alega em juízo que uma vez por mês irá providenciar passagens para que ele fosse visitar a filha, não seria mais impossível sua ida, mas como isso você, de pleno juízo, não irá fazer, você tem uma questão a ser dirimida na justiça, a distância que irá deixar a filha do pai, ou seja, estará "impedindo" o pai seu direito a visita.smj abraços
É necessário investigar a fundo a negativa da criança em frequentar o pai. Se a questão for apenas uma questão de rotina ou disciplina diferentes dos da casa materna, dificilmente isso será base para uma justificativa visando a mudança da criança para o exterior.
A mera questão material (educação e etc) não é razão o bastante para concessão do afastamento da criança e seu genitor, visto que a maioria dos magistrados brasileiros foram estudantes de instituições brasileiras, e sendo tmb muitos dos profissionais formados aqui que alcançam respeitabilidade no exterior, inclusive sendo convidados a trabalhar fora do país.
Sua filha tem 10 anos, pergunte a ela suas razões, seus motivos, agora, não faça disso motivo justificável para sua ida a Itália, sendo assim, haverá alegação contrária em defesa, que sua ida está motivada não ao emprego e sim morar com seu namorado e requerer a dupla cidadania. Enfim, pense somente no interesse REAL da sua filha, seja sensata, não pense em si, justificando sua ida, sua defesa, nos motivos que ela supostamente alega não querer ver o pai. O interesse da criança deve ser levado a sério, as desavenças entre você e seu ex cônjuge, deve correr em apartado. Se for o caso, havendo um processo judicial para o feito, consulte seu adv a possibilidade da sua filha ser ouvida em juízo, caso realmente os motivos dela sejam relevantes. sds abraços
Acontece que eu e o pai de minha filha não fomos casados no papel, apenas moramos juntos por 6 anos. E o acordo que temos para visitas foi feito entre nos sem a justiça estar envolvida. Ele paga a pensão e minha filha vive comigo porque concordamos, mas não há nada firmado na justiça. Mesmo assim ela é obrigada a ir com o pai, se ela não quer ir? Mas eu já queria ir viver na Itália com minha filha, muito antes disso começar a acontecer, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu tenho perguntado ao pai o que acontece na casa dele que minha filha se nega a querer ir la e ele não responde e parece pouco se importar e não fazer nada a respeito. Eu tenho lhe contado por email para nos encontramos e conversarmos o porque nossa filha não quer vê-lo e le não me responde, pouco se interessa. É como se o problema fosse apenas meu... O que fazer nessa situação e Eu quero sim ir viver com minha filha na Itália, qual o problema se o pai não lhe dá a minima atenção, porque não podemos ter uma vida melhor?
Maria Desculpe-me se não fiz entender, apenas argui que, tudo que se alega em defesa, pode também ser motivo de defesa do oposto. Agora que informou detalhes, antes não postulado, opino que oficialize esta separação, visitas e etc. Constitua um adv, mencione os fatos narrados, na justiça será dirimido as divergências. Quanto sua ida para Itália, o futuro da criança, fato inquestionável, mas o direito é certo, você detém a guarda ele o direito de visita. A distância entre ambos o grande empecilho. sds abraços.
na verdade me assusta o fato de que é comum mulheres que detém a guarda dos filhos questionarem com tanta naturalidade sobre a possibilidade de afastá-los dos pais. Digo isto porque sou pai e detenho a guarda de meus dois filhos. Sim, há dois anos esta guarda é compartilhada por opção minha.
Fiz porque amo demais os meus filhos e sei que para eles estar ao lado da mãe é algo de suma importância e se é importante pra eles, eu faço. É preciso uma reforma educacional das pessoas que decidem ter filhos. Quando temos filhos nossa vida muda e não é não é só pelo fato da barriga crescer (no caso dos mulheres), perdemos muito do nosso direito de ir e vir, de usar o que queremos, de nos comportar como queremos, de estudar, enfim, tudo muda.
E ao contrário do que vejo aqui reiteradamente, esta mudança não é ruim. Claro que têm ônus, quem não quer viver livremente, se apaixonar, ter um novo amor? mas eu, como pai, acho que a felicidade do meu filho se sobrepõe à minha, não porque a justiça diz, mas porque eu acho isto o máximo.
É estranho quando alguém diz "ah, mas eu vou deixar de viver pro filho ficar perto do pai?" Cara, você não vai deixar de viver, você está pensando no que é melhor pro seu filho e, se mudar pra ter um novo amor não é nada interessante pra ele. Ele, o filho quer e precisa do pai ou da mãe, conforme o caso.
"ah, mas em outro pa´si ele terá uma vida melhor" Se, condição financeira definisse guarda, mulheres não seriam maioria nestes casos. E isto não é nada feminista, muito pelo contrário, é a prova de que filhos precisam mais de pais do que de dinheiro.
A presença do pai ou da mãe, é um fator importantíssimo no desenvolvimento da criança. Crianças que crescem longe dos pais, ainda que em uma mansão formam adultos inseguros e são inúmeros os relatos de danos psicológicos para crianças nestas condições.Pai ou mão, você não é tão bom que o seu filho não precise do outro.
"ah, mas a criança não quer ir com o pai". Se ela quiser fumar machona tudo bem? Se quiser beber soda caustica tudo bem? Lá, como cá, o que se deve ser feito e criar meios pra que isto mude, mudar de país, nunca foi decisão acertada.
Quem será feliz no outro país é você. O filho será mais um criado sem pai.
Se o pai nao estivesse nem ai para a menina como você cisma em dizer.... Ele nao pegaria ela a cada 15 dias.... G nao pagaria uma pensao ha tanto tempo, mesmo sem ser judicial...... As vezes a filha nao quer ir pra la, pois as regras sao diferentes das suas..... Comidas diferentes.... E etc..... Nao necessariamente porque algo ruim acontece lá.....
Eu não sei porque defendem tanto o pai nesta questão, porque ninguém lembra da mãe e dos direitos dela.. Eu não quero afastar minha filha do pai definitivamente, nunca disse isso, mas um pai que busca a filha a cada 15 dias e a deixa na casa de estranhos, porque ele não fica com ela quando a leva, ele mesmo que se afasta da criança..ele não convive com ela quando tem oportunidade. Eu não quero ir para outro pais para afasta-la do pai, mas a oportunidade surgiu para uma vida melhor. Só que o Brasil ainda é muito machista e não entende o lado das mães, o pai pode tudo e está tudo bem para ele. É querermos viver uma vida normal constituir uma nova família, que parece crime, só porque é em outro pais. E quem quis se separar foi ele, não eu. Fiz de tudo para não me separar dele, mas ele quis assim porque começou novo relacionamento, mesmo vivendo comigo, não respeitou a mim, nem a filha... Sem comentários... Só quero saber se existe um meio legal de ir para outro pais com minha filha, seja para trabalhar ou me casar lá... Quero saber se é possível ou terei que esperar ela completar 18 anos para isso? É possível abrir um processo legal dentro da lei, ou não? Quero fazer as coisas com transparência e dentro da lei? Alguém pode me responder seriamente?
Maria
Ao contrário do que vc pensa, os pais é que se ferram nos casos que envolvem filhos, pq mesmo que digam que os direitos são iguais, sabemos que a mãe tem "preferência" No seu caso, vc pode pedir ao juiz a autorização para mudar-se de país, nada te impede de pedir isso legalmente (só assim vc consegue sair do país com a menina) mas nada te garante que a justiça irá conceder.
Se a criança não diz o que acontece, se o pai nem mesmo lhe responde quando vc pergunta o que acontece nas visitas para que a criança se indisponha a ir, nenhuma curiosidade lhe morde para entender o que se passa COM SUA FILHA????????????????????????
Se é percebido um desajuste numa criança e nem pai e nem mãe se importam, essa criança merece ser preservada de tal casal!!!!!!!!!!!!
Se vc é tudo isso de mãe que diz ser, o que está fazendo aqui, um forum que discute temas "em tese", que não procurou um psicólogo infantil para entender o que se passa com essa criança??? Que grande mistério é esse a cerca do que acontece nessas visitas??????
E vc espera que a justiça lhe autorize a manter-se na guarda desse inocente, levando-o para outras terras, sabe-se lá com quem????
E antes que me diga que a estou julgando, ponha a mão na consciência e releia seus escritos. Ninguém aqui lhe conhece, ninguém sabe de sua vida. Apenas avaliamos de acordo com seus escritos.
E uma vergonha que um assunto tão serio como O QUE FAVORECERIA UMA CRIANCA COM PAIS SEPARADOS, se torne um "bate boca" fajuto em defesa de um ou de outro genitor. Tenho lido nada mais que isso, ninguém fala dos direitos do menor. E as expressões que tenho visto aqui nesse fórum se repetem com uma irresponsabilidade absurda, tendo em vista que se diz ser um site de ajuda e debate JURIDICO.
Ninguém aqui se preocupa com o bem estar de cada criança que é descrita EM CADA CASO ( e tenho lido muitos ate agora ).
O TEMA DE "MODA" É: ALIENACAO PARENTAL.
Pai desfavorecido. Mãe com preferência.
A parte da falta de vagas nas escolas a ponto de os menores terem que deslocar-se km de distancia para estudar, atendimento precário em saúde onde uma criança espera horas por uma simples consulta de rotina isso sem dizer se estes necessitam atendimento imediato, ir ao dentista então... nem se fala, abandono social; ninguém vê a quantidade de menores abandonados nas rua?...e uma infinidade de atrocidades que são cometidas contra os menores nesse País .......Agora eles são TROFEUS.
O papaizinho, agora se sente alienado a educação do seu tão querido e esperado filho.Então ele agora vai no juiz contar tudo pra ele.
O juiz diz: Poooobrezinho, então leva o filho pra morar com o sr papaizinho alienado, excluido pela sociedade.
A mamãezinha que não fica longe do filho, nem da pensão é claro vai no juiz e chooora.
O juiz diz:
Booommm ta bem, ta bem, volta o filho pra casa da mamãezinha.
E a criança de lá pra cá.
Era só o que faltava....
Agora filho é instrumento de castigo da ex que toda a vida lhe cobrou pensão pelo filho o qual ele se arrepende amargamente por não ter posto o preservativo naquela maldita hora, e da mãe que por sua vez não fez nada para que ele "lembrasse", e escolheu muito mal o pai do seus, ou nem mesmo se importou quem viria a ser. Tai uma oportunidade do paizinho se vingar da dita cuja a qual escolheu com muito cuidado para ser a genitora da sua descendência e que agora esta causando ciúmes na nova candidata, e a parte livraren-se entao de uma vez por todas da tão custosa pensão alimentícia ...claaaro traz o pirralho para morar com ele afinal agora ele já tem uma nova "empregada" em casa, cuida dos seus e dos da outra assim ele já tem uma preocupação ou duas a menos nééé???
Porque se quisessem o melhor para o seus filhos tanto pai quanto mãe estaria zelando pelo bem estar deles e não tentando arrancar aos tapas a criança de onde já esta estabilizada. O que é isso, por acaso um adulto gosta de sair do trabalho a noite e pensar: ONDE É MINHA CASA MESMO HOJE?? Se despertar a noite e ter que se perguntar: O BANHEIRO TA PRA ESQUERDA NESSA CASA OU PRA DIREITA, EM QUE CASA MESMO É QUE EU ESTOU??? Imagina sendo uma criança.
Até agora só o que tenho lido é que essa lei vem a beneficiar EXCLUSIVAMENTE PAIS E MAES, pois é um toma lá da cá o meu filho. Esses mesmos que não podem se fazer uma única pergunta: ONDE É QUE O MEU FILHO VAI ESTAR MELHOR, COMIGO OU COM A MAE DELE? Porque de vamos, é a única pergunta que um pai ou uma mãe tem que se fazer no momento de separarem. Visitas de 15 em 15 dias, o próprio nome já diz, "visita" tem pai que não tem nem idéia do que é acordar de madrugada e amanhecer com o filho com febre, e ainda quer "brigar" pela guarda achando que é fácil educar, cuidar, trabalhar e dar carinho ao mesmo tempo, e se no caso de não poder, são os primeiros a devolver rapidinho de volta pra onde veio como se fosse um animalzinho de estimação e ainda culpar a mãe que no tempo em que esteve com ela não o educou de maneira que ele agora então se sinta capaz de acostumar-se com uma criança dentro de casa, ou então arrumar uma nova esposa e de passo fazer um ou dois mais, ja que antes não "vingou". E se as visitas são livres ele vai igual de 15 em 15, porque não consegue conciliar o trabalho, o futebol com os amigos, o futebol na tv no domingo, as noticias esportivas na hora do almoço, aquela saidinha para uma noitada, e a nova futura candidata a companheira perfeita que mooorre de ciúmes da ex e que no momento necessita da sua atenção, dai um dia a consciência pesa porque viu um lindo filme do tipo " I am Sam.", se comove, lembra que tem filho e corre a acusar a mãe que o alienou do filho, ou quando lembra que o dinheiro não tá dando porque tá a "maldita pensão alimentícia" e ele quer pagar a prestação do carro zero que é seu sonho de consumo.
ESSA É A REALIDADE... E ATIRE A PRIMEIRA PEDRA QUEM NAO TEM NO MINIMO UM OU DOIS CONHECIDOS QUE SE ENCAIXAM NESSE PERFIL.
Vocês não tem ética humana, e muito menos profissional, ao estarem debatendo sobre uma lei tão seria que pode vir a aproximar filhos de pai e mães QUE REALMENTE ESTEJAM SENDO PREJUDICADOS ( os filhos ), e isso quem vai decidir é um JUIZ que também é mais um cidadão, ser humano em muitos casos, outros vai saber a que se assemelha, e que não esta dentro dos lares e NUNCA vai saber o que realmente se passa lá dentro, e é nas mãos dele que vai estar essa criança, essa que ele nem sabe quem é e que necessidades tem
EXISTEM SIM MUITOS PAIS E MAES SEPARADOS QUE SE PREOCUPAM COM O BEM ESTAR DOS FILHOS, MAS AQUI NESSE FORUM NAO SAO LEVADOS A SERIO, PORQUE O DEBATE É UNICA E EXCLUSIVAMENTE PARA DEFENDER OBJETIVOS E IDEAIS, E FAZER SUPOSICOES.
HOJE AS VITIMAS SAO OS PAIZINHOS AMANHA SERAO AS MAEZINHAS.
UNICOS PREJUDICADOS: OS FILHOS
Gabriela SPK Discordo em parte do seu comentários,salvo engano, ninguém tomou partido de pai ou mãe, apenas visamos o interesse da criança, o que a lei lhe assegura. Não é nossa culpa se a mãe quer mudar de país e a lei a restringe diante de vários aspectos. Não estamos julgando nem favorecendo um e outro, apenas respondendo a mãe em querer sair do país mas o pai não concorda, ela alega que a filha não quer ir mais a casa dele, e como já dito várias vezes e por mim também, por que não se preocupa em saber o motivo desta criança não querer mais a presença do pai, o que acontece com ela quando está na presença dele, ou se ela fica desorientada quando ele a deixa em outro lugar que não é na sua presença ou a da mãe ??? Fato é que a mãe com total razão, menciona este fato, ou seja, se é para deixa-la com estranhos por que não deixa-la mudar de país? Voltamos a estaca zero quando o assunto é a lei, pais separados, mas filhos nunca dos pais, eis a questão. Digamos se fosse o contrário, se o pai querendo sair do pais a trabalho, sabendo que lá sua filha teria do bom e do melhor a mãe deixaria ?? Obvio que não, sua alegação seria qual?? Que não pode ficar longe da filha e com total razão. Enfim, quando disse que discordo de você em parte, ressalvo que compactuo contigo quando se fala na síndrome ou a moda do momento " alienação parental", mas não sou e nem você que dita esta "moda" é a lei, resta-nos, apenas cumprir ou apreciar aqueles que a executam. abraços