Visita da minha filha acabou na delegacia-FINAL QUASE FELIZ
Tenho uma audiência na quinta de conciliação sobre divorcio/regulamentação de visitas/pensão (minha ex entrou com o processo sem a minha permissão). Sera que o fato de eu nunca ter dado pensão pesa contra mim na hora da visita? Ja sei que não vai haver acordo em relação as visitas porque a mãe não quer que minha filha venha passar o dia na minha casa alegando que nunca convivi com ela (verdade) e que a menina mama nela (verdade também). Mesmo sendo verdade acho que não é justificativa pra criança não ficar algumas horas comigo nem que seja no intervalo da mamada. A mãe disse que vai pedir um tempo de adaptação primeiro, ela sempre me chamou pra ir ver a menina mas como tinha que ser na presença dela eu não fui. Enfim, ja que não vai haver acordo o juiz já pode me dar o direito de pegar minha filha amanha mesmo? ele vai dar seu parecer ou vou ter que ficar nessa situação ate ter outra audiência? sera que a mãe consegue esse tempo de adaptação? A minha bebe tem 7 meses de idade e é lactante.
Julianna,
Veja o ritual calejado e asqueroso que estamos cansados de ver:
"não ACEITEI DE MANEIRA ALGUMA a mãe ou qualquer outra pessoa de confiança dela estar presente nas visitas."
Ele está certíssimo. Será que pra deixar na creche precisa ficar alguém junto com o filho? Se a mãe disser que precisa estar presente "pra adaptar" a creche aceita? Alguém chamaria a creche de intransigente por isto?
"Propôs que a mãe leve a bebe na minha casa ou praça e fique por perto, a minha ex aceitou mas eu não quis" A mãe imporia esta regra na creche? Alguém diria que a direção da creche é infantil?
"então minha ex disse que eu podia ver 1 vez na semana mas também não aceitei( achei muito pouco 1 vez na semana)"
Qual mãe no mundo deixa o filho com alguém apenas uma vez por semana? A babá só vai uma vez por semana? É esta a pessoa de bom senso?
"Minha ex se irritou com a presença dela e disse que era pra eu ver rápido a bebe que ela ia embora de taxi."
Quem é o infantil aqui? Quem está olhando apenas pro próprio umbigo?
"que so vou ver com ordem judicial,"
O pai não quer ver a mãe, não luta por isto, já tem novo amor. Dizer que quer ele longe dela é lorota. O que se quer é afastar o pai do filho porque se está morrendo de ódio pela outra.
"ai ela começou a enxer o saco disse que eu podia ter avisado e que eu deixasse pra minha ex passeasse com a bebe quando o periodo de adaptaçao passasse e eu pudesse sair sozinho com a bebe pra evitar uma situaçao chata pra todo mundo."
Madrasta ver o filho é situação chata pra quem?
"que ela vai contratar uma babá especialmente pras minhas visitas/passeios ate que tenha a audiência final e tudo fique resolvido."
Que mulher caridosa e de bom senso. Resta saber qual será o período de adaptação da babá, já que será uma estranha pro bebê. Ah sim, adaptação só pro pai.
É claro que o ideal é relvar ao máximo e estou de acordo com todos que se posicionam neste sentido, agora, chamar o cara de alguém com problemas psicológicos e isentar a mãe é muita covardia de argumentos.
Vejamos, algumas atitudes do cara: - MORDEU a mão de uma pessoa para pegar um bebe conforto (credo, nunca vi isso); - "minha ex entrou com o processo sem a minha permissão" ; - nunca deu pensão para o bebê que já tem 7 meses (presumo que também nunca ajudou com bens como berço, roupas, ou alimentos in natura). Isso é só o que postou para nós, imagina o que nem mencionou.
Continuo com o infantil mesmo.
Hedon,
Tenha calma porque a vida funciona assim mesmo. O direito e sua interpretação mudam devagar, mas mudam. Perceba que neste tópico o tom contra o pai era uníssono e a balela de "fase de adaptação" era quase um mantra daqueles que repete depois de fumar algum alucinógeno.
Relendo postagens que de quem se manifestou antes é transparente a mudança do tom, um novo olhar pro problema. Não se iluda, ninguém vai dizer "oh, eu pensava assim e agora, olhando por outro ângulo mudei de ideia". Nem queremos isto porque nossa vaidade não precisa deste tipo de reconhecimento.
O simples fato de que agora, se questiona a tal "fase de adaptação" é prova indiscutível de que se reconhece o erro. Na vida prática também funciona assim. O povo esperneia, não confessa que errou mas muda o tom. Foi assim com a mudança dentro do país, foi assim com a compartilhada e será assim com esta baboseira de adaptação.
Não é rápido porque o direito é lento. Decisões vetando a mudança levando o filho que eram inimagináveis há dois anos, hoje pipocam. Decisões de compartilhada eu mesmo tive dúvidas se aconteceriam e hoje são rotina. Esta asnice de adaptação terá o mesmo destino.
O direito de família tem mudado no Brasil e isto ocorre porque ainda há pessoas com coragem pra entrar em um debate deste em que 100% defende a adaptação e consegue expor que isto é xaropada. Não desanime, não se apequene com insultos dos defensores das maluquices de mães. É preciso mais e mais gente deixando claro o que deveria ser óbvio, que filho não é mochila e que ao contrário do que alguns desinformados disseram, o pai perde ao não ver o filho, mas QUEM MAIS PERDE É O FILHO QUE NÃO VÊ O PAI.
Quem diz que o pai vai se ferrar porque não vê o filho não considera que o pai já é adulto e sofre menos que o filho que ainda precisa se formar como cidadão. Ouviremos esta gente e não nos calaremos contra eles.
Olá juliano,alguns meses atraz passei pelos mesmos transtornos que vc ,independente de vc pagar ou não a pensão vc tem o direito de ver a criança,pois uma coisa não tem nada haver com a outra,fiz um estudo social com a psicologa o pai da minha filha e a minha filha que na época tinha 1 ano e 3 meses ,o pai da minha filha me detonou inventou coisas terriveis a meu respeito,e a justiça ficou ao lado dele ,ou seja ele tem que vim ve la a cada 15 dias ,e apartir dos 4 anos ele pode pernoita na casa dele e passar metade das ferias comigo e a outra metade na casa dele,eu também amentava minha filha na época e por esse motivo consegui o direito de ele leva la pra casa apartir do 4 anos ,porém como ele vem visita o dia e a hora em que quer ,ele acaba confundindo a cabeça dela ,pois quando ele fica muito tem sem visita la ,demora horas e horas para ela pegar confiança nele ,eu não sou ninguém para julga la mas faça por ode ter um bom convivo com a sua ex pelo bem da criança ,tudo tem seu tempo e a sua hora e o seu dia de ficar a sos com a criança uma hora vai chegar mas pra isso tem de te paciencia um abraço fique com deus.
Passei pra dizer o que aconteceu. A audiencia foi marcada pra junho ainda,quase morri quando vi a data. Nao sei porque mais minha ex me ligou e disse que vai ceder, que esta cansada. Disse que posso pegar a bebe durante tres horas uma vez por semana por causa da amamentaçao e conforme a bebe for crescendo vai aumentando as horas, disse que ja que nao adaptação tudo bem pra ela...que a bebe vai chorar muito e eu vou acabar trazendo ela. ENGANO dela, nao vou dar esse gostinho, a bebe vai chorar umas vezes mais depois acostuma, so vou devolver no horário estabelecido no acordo que nos dois vamos assinar. Ela exige que eu nao vá na casa dela, que entrou com ordem de afastamento e que MINHA MAE que tem que ir buscar a bebe todas as vezes. Achei um absurdo ela exigir isso mas vou aceitar pelo menos por enquanto e quando houver a audiência vou exigir o direito de eu mesmo buscar minha filha. Agradeço a opiniao de vocês.
O motivo que ela não queira que seja vc a ir buscar a criança é mais que óbvio, vc a agrediu.
Não vejo como ela tendo "cedido", ela apenas está cansada de ficar lutando com uma criança de mais de 20 anos na cara. Quando a criança é pequena dá-se uma palmada e põe-se de castigo, não dá pra fazer isso com vc.
Sem a menor dúvida que vc não vai poder exigir que seja vc a ir buscar a criança visto que pesará sobre vc a ordem de restrição. Então, como vc vai fazer???? Vai mandar seu espírito buscar o bebê????? Se vc for a casa, se vc se aproximar dela na rua, vc vai em cana.
Se vc se respeitar (e souber respeitar o próximo) vc será respeitado.
Juliano Petroso,
Quem exige seus DIREITOS, deve saber que tem DEVERES também!!
O Juiz vai homologar um acordo "decente" ou vai decidir o que é melhor para a criança em questão: se muito nova e sem o desmame, é claro que ficará a maior parte do tempo com a mãe, pois precisa do alimento, como todos nós..
Violência, quase sempre, gera revanche; agressão gera desconfiança... Pense bem nas atitudes que irá tomar para não gerar ainda maiores problemas para você mesmo.
Boa sorte.