Esse projeto de reforma da CLT é completamente contrário aos princípios trabalhistas, principalmente o princípio protetor. Além disso, não acredito que o Brasil disponha de sindicatos fortes o suficiente para garantir que os empregados terão ao menos sua dignidade assegurada, e que a negociação coletiva não será um instrumento utilizado com o fim único de suprimir direitos dos empregados em nome do "desenvolvimento econômico" (do patrão). Também não acredito que tal projeto de lei seja suficiente para "desafogar" a atividade empresarial, promover o desenvolvimento da economia e ainda diminuir o desemprego. O resultado que se quer será melhor alcançado com uma reforma tributária. São os encargos tributários e nâo os trabalhistas que dão à atividade empresarial um fim certo: a falência, com todas as suas complicações.