Direitos de madrasta/ mãe de coraçao
Há quase 4 anos moro com um Viúvo com 3 filhos. Cuido das crianças como meus filhos. Médicos, laboratórios, dentistas, exames, pós cirurgias, tudo sou eu quem faz por eles. Eles tinha as seguintes idades: 3, e gêmeos de 8 anos. Hoje eles tem em breve, 7 e 13 anos. Enfim, agora que os meninos gêmeos estão criados e apenas o de 7 anos precisa de creche, meu " marido" me destrata e deixa bem claro que a casa é dele e não tenho direito a nada. Na verdade ele me destrata desde o momento que entrei na casa mas, as crianças já tinham me pedido para ser mãe deles e eu aceitado, não pude ir embora. Meu carro que comprei antes de conhece_ Los esta péssimo por levar as crianças diariamente para escola e outros lugares. A casa há 4 anos era quase vazia, EU trouxe um caminhão cheio de móveis e mais umas viagens de carro de tanta mobília ( que em grande parte não existe mais), eu tinha 7.000 reais que gastei com as crianças e coisas da casa. Fui vendendo tudo que era meu que tínhamos em duplicidade: ar condicionado, cozinha, etc...com o dinheiro eu: pintei paredes, reformei o que pude na casa. Eu NAO AGUENTO mais essa sensação de morar no que não é meu. Mas não tenho mais nada. Tenho apenas o amor das crianças. O que devo fazer? Tenho algum direito? Ele tem a casa que moramos, uma casa de aluguel e agora este ano de 2018 ganhou dos pais dele um sítio enorme. Tentamos casar no início mas a promotora não deixou, nem mesmo com separação de bens. Eu apenas fiz na época no cartório uma união estável para receber plano de saúde da empresa onde ele trabalha, nem sei se é válido. Inclusive ele logo cortou o plano de saúde.Tenho algum direito ou ele pode me tocar na rua sem nada e sem as crianças que preferem a mim do que ele?
Com relação à parte patrimonial/financeira, caberá a um advogado, diante de provas e documentos, avaliar eventual direito a bens decorrente de união estável e ressarcimento dos eventuais gastos que você alega ter tido.
Quanto aos "filhos de coração", esses, tecnicamente falando, não são seus filhos, e sim dele com a falecida esposa, de modo que cabe a ele, em tese, decidir o que é melhor para elas, sem que haja interferência nas decisões a eles relativas.