Problemas com a EAD
Boa noite,
Sou acadêmica do curso de Administração à distância EAD, pela Unitins, tendo como mediadora uma instituíção chamada Eadcon. A grande maioria dos alunos têm tido grandes problemas com essa instituíção, pois pelo que soube, eles não tem suporte para atender a grande demanda de pessoas que se inscreveram no vestibular. Comecei o curso há 1 ano e meio e me arrependo até hoje. Não que a Universidade seja ruim, não, a Universidade é ótima, mas a Eadcon é péssima. As apostilas atrasam , as aulas ficam fora do ar, o portal fica sobrecarregado, na central de atendimento ninguém atende e depois de duas semanas tentando, quando você consegue falar, ninguém resolve o seu problema. Quer ver pior, os contratos estão sem a assinatura da Universidade. Prometeram (tanto em propaganda, quando no portal), bibliotecas, fóruns de discussão, chat's, etc, e até agora nada. Criaram um ambiente virtual AVA, com fóruns de discussão e chat's, só que é só para a nova turma, ou seja, 2008. Gente! isso é o mínimo do que acontece lá, é inacreditável o descaso. Não podemos sair , pois se sairmos perderemos tempo e dinheiro. No final estamos aguardando a boa vontade da Eadcon em resolver os problemas. Desta forma, peço por favor, orientações para resolver essas questões, pois não sei mais a quem recorrer, estou quase indo ao Procon. Já entrei em contato com o MEC, mas eles disseram que o problema não é com eles, que eu teria que enviar uma carta para a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Pensei, isso vai é acabar em pizza, então não enviei carta nenhuma. Estou então recorrendo a este Fórum, pedindo ajuda. Agradeço e aguardo
Marcelo, vc. está no sistema, evidentemente, pois vc. É FUNCIONÁRIO DA EADCON. Voce e o José Manoel, como todos que acompanham este Forum já sabem há muito tempo, são pagos para defenderem a Eadcon. Não tenho absolutamente NADA contra a UNITINS, bem pelo contrário, reconheço a excelente qualidade do seu corpo técnico. Tenho sim, e muito, contra a EADCON, que é quem contratei, e a quem pago, que é PÉSSIMA, e, através de vcs. dois, quer nos fazer acreditar que não tem culpa alguma, mas sim a Unitins, os Polos e CAs. Espero que tenha ficada bem claro. Não informarei minha matrícula, pois sei das represálias que essa EADCON - da qual vcs. são funcionários - pode me acarretar.
Em tempo, José Manoel, a matéria abaixo também está na imprensa, e é muito bom que os verdadeiros alunos tomem conhecimento: "MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO E REIVINDICAÇÃO Como coordenador de pólo presencial contratado pelo Sistema Educacional Eadcon venho por meio deste manifestar minha indignação às determinações dos comunicados 232/09 e 233/09 emitidos pela Eadcon Esses comunicados ferem a dignidade da educação e do ofício dos educadores e educadoras. Um sistema educacional, ainda que de direito privado, não pode fazer da educação uma mercadoria a ser comercializada conforme o princípio do capitalismo selvagem, que enriquece os empresários capitalistas em cima da mais valia de seus servidores e funcionários. É de se admirar que no slogan que designa a missão da empresa Eadcon é mencionado a democratização do saber e do conhecimento, pois como pode haver tal democracia quando decisões são tomadas unilateralmente sem a participação consciente de seus parceiros e operários. Isso está longe de ser democracia! Daí a minha indignação! E, para que essa não fique vazia de significado descrevo-a como segue: 1º - é repugnante propor aos nossos parceiros que dispensem seus tutores das turmas do curso de Pedagogia FAEL. Eles que estão com os alunos desde o início do curso, que já firmaram laços afetivos e fraternos necessários ao desenvolvimento da educação à distância que já é em si solitária; 2º - é repugnante imaginar que tal proposta veio formatada em comunicados e contratos pré-elaborados sem o mínimo consentimento de nossos parceiros, que esparramados Brasil a fora têm o contado direto com os milhares de alunos que assiste o sistema educacional Eadcon; 3º - é ainda mais triste pensar que tal contrato isenta a Eadcon de quaisquer despesas trabalhistas e previdenciárias no caso de demissão e dispensa dos tutores. Isto significa dizer que existe uma parceria na hora de dividir os lucros, mas na hora de cumprir-se a lei e as exigências do MEC, não há parceria na divisão dos custos e despesas. É uma vergonha! 4º - é ainda mais intrigante como os parceiros foram comunicados de futuros cortes no repasse, no valor de R$ 248,00 (duzentos e quarenta e oito reais) por turma do curso de Pedagogia e, os coordenadores de pólo foram comunicados que assumiriam e aglutinariam novas responsabilidades como tutores das turmas FAEL sem nenhum reajuste salarial. Como pode um comunicado dizer que esta diminuição do repasse é para cobrir despesas com o pólo presencial e os coordenadores receberem de seus supervisores a informação de que não ganharão nada a mais por absorverem estas novas funções? Que despesas seriam estas com os pólos presenciais? Água, energia, manutenção do prédio? Isso tudo já é coberto por nossos parceiros e está devidamente expresso nos contratos. 5º - é indignante pensar que um sistema educacional possa impor aos seus coordenadores de pólo esta aglutinação de funções sem ao menos consultá-los e ao seu sindicato afim de que seus direitos legais e constitucionais sejam mantidos. A CLT contradiz tal prática uma vez que a função está bem definida nas carteiras de trabalho dos coordenadores e nos regulamentos internos da empresa que definem as atribuições dos coordenadores de pólo bem como dos tutores e assistentes de sala. Diante disso, venho fazer as seguintes reivindicações: 1º - Se são exigências do MEC que os tutores dos cursos de Pedagogia da FAEL sejam contratados diretos da IES, que se contrate os atuais tutores assinando-lhes a carteira de trabalho, dignificando o trabalho que há anos já prestam em nossa desta IES; 2º - Que aos coordenadores de pólo lhe sejam oferecidas melhores condições de trabalho com revisão de seus salários, uma vez que comparado com o piso salarial do professor para educação básica, que é de R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais), o qual só lhe é exigida a licenciatura, os coordenadores de pólo do sistema educacional Eadcon, que trabalham com o ensino superior coordenando até dez cursos e inúmeras turmas por pólo, sem falar nos centros associados vinculados aos pólos, deveriam ganhar bem mais de R$ 1.043,00 (hum mil e quarenta e três reais). Portanto, façam uma comparação! Os coordenadores de pólo precisam ser tratados como tais e dignificados à altura das funções que executam nos pólos presenciais. 3º - Que nossas palavras sejam ouvidas e juntos possamos construir um sistema educacional justo, democrático e igualitário, que faça jus aos investimentos de seus proprietários sem deixar de valorizar seus parceiros e educadores. Desejoso de que tudo se estabeleça em perfeita paz! Sinceramente, Freitas Amori Coordenador de Pólo Presencial EADCON | A primeira em educação à distância! "
José Manoel,quem sabe vc. - O GRANDE DEFENSOR DA EADCON, por motivos óbvios - aproveita para ler a excelente matéria da Jornalista Roberta Tum, aqui de Tocantins, sobre o assunto, com enfase para o último parágrafo:-
"Minha Opinião
A Unitins e as perguntas que continuam sem resposta
Recebi, li e postei o material divulgado pela Assessoria de Comunicação da Unitins como defesa protocolada ao MEC - Ministério da Educação, na semana que passou. Algumas coisas já é possível entender neste processo intricado e cheio de omissões, responsabilidades não cumpridas, lucro exorbitante (no caso da Eadcon) e incerteza para milhares de estudantes. Mas a quantidade de comentários de internautas que continuam chegando em matérias relacionadas à Unitins publicadas neste site mostram que muitas perguntas importantes continuam sem resposta. Diante disto, talvez fosse melhor que a Universidade divulgasse claramente estas respostas para que os acadêmicos pudessem decidir que caminho tomar. Também não entendo por que as autoridades que têm como objetivo a defesa dos diretos do consumidor (já que existe uma relação de consumo) e do cidadão (já que educação é direito básico) ainda não se posicionaram de uma forma clara para tranqüilizar e orientar estes milhares de estudantes.
Por Roberta Tum
Divulgação
Crise na Unitins tem deixado acadêmicos apreensivos“Sou aluna da Unitins, conclui o 7º período e gostaria de saber se vou receber meu certificado, por que terminei o curso”. A pergunta, da estudante Kézia Vieira, foi postada neste sábado, 15. Não há resposta para ela em qualquer dos comunicados da Unitins. O que foi dito inicialmente é que para que o MEC certificasse os alunos, era preciso que a Universidade assinasse o termo de saneamento de deficiências, o que não aconteceu.
“Se o MEC (vai) assegurar as turmas recentes, já imposto pelo descredenciamento, gostaria de saber se essas turmas serão remanejadas para outras entidades ou não”. A pergunta de Alaci, postada no dia 7, traz a dúvida de muitos. As novas turmas terão assegurado o direito de concluir? Se a Unitins for realmente descredenciada, para onde irão estes estudantes? É evidente que não existe a mesma oferta de vagas e cursos para todos os casos. E a questão financeira, como ficará?
“Olá, estou escrevendo aqui por falta de comunicação com a Unitins,eles não atendem o 0800 da Eadcon. Deixa (o estudante) por horas a fio só com uma gavação. Não resolvem nossa situação,nossa notas todas incompletas e diz que estamos com dependências(eles estão sem saida e querem nos prejudicar junto),não corrigem ,falta notas de exercícios,de web,e agora fecham o portal de acesso,deixa a gente feito bobos,e não fazem nada. Pelo amor de Deus,transfiram logo a gente para uma instituição credenciada e chega de enrolação e de querer nosso dinheiro que suamos pra ganhar. Estou decepcionada com Unitins/Eadcon em que roubada que fui me meter”. O desabafo, feito dia 05 é de Ilana Kisney Pereira, registra falha no atendimento telefônico, e nas informações prestadas, deixando os estudantes sem rumo.
“Gostaria de saber sobre os acadêmicos que estão matriculados e estudando, como devem fazer? Continuar? E se a Unitins for extinta como ficará esse tempo que pagaram a universidade? Obrigada”. A pergunta foi postada pela estudante Rita, e mostra duas preocupações não respondidas: continuar estudando, pagando (já que a cobrança foi considerada ilegal pela Unitins, que é pública) e correndo o risco do descredenciamento?
“Acabei de concluir o 5º periodo de Administração e agora estou sem saber o que fazer. A responsabilidade será somente da Unitins/Eadcon ou o MEC deveria ter fiscalizado antes. Já se passam dois anos e meio que estou estudando, e agora que o MEC toma esta decisão?, o questionamento é do acadêmico Daniel, e toca na responsabilidade do Ministério da Educação que tem a responsabilidade de fiscalizar e deixou a situação chegar a este ponto. Ao detectar tantos erros, qual caminho tomar para não penalizar o acadêmico?
“Gostaria de saber como vamos ficar nós que cursamos o 7 períodos de SS da Unitins/Eadcon, pagando mensalidades estes 3 anos 3 meio?” . A pergunta da acadêmica Carla Padilha toca num aspecto que pode provocar muito questionamento jurídico. Se a cobrança foi considerada ilegal, é possível o pedido de ressarcimento dos valores pagos. Cobrança indevida, segundo o Código de Defesa do Consumidor, implica em devolução em dobro. Esta conta, caso a justiça acate petições neste sentido, será pago exclusivamente pela Eadcon, que recebeu o dinheiro, será partilhado pelo governo do Estado, ao qual juridicamente a Unitins está ligada? Enfim, um mar de processos na justiça que se avizinham anos depois que a cobrança começou a ser feita.
São dezenas de desabafos e perguntas que se repetem, mas resumindo, falta comunicação transparente com os acadêmicos sobre o que pode acontecer caso a Universidade perca o credenciamento, objeto do processo administrativo. Falta orientação jurídica - sem viés partidário dos que querem usar o problema para se promover – para que os estudantes possam garantir seu direito ao Certificado de Conclusão com a chancela do MEC. E finalmente falta saber quem mais lucrou neste negócio milionário e cheio de vícios, dirigido pelo sr. Carlos Amashta, e defendido com tanta desenvoltura por alguns detentores de mandato, que chega a escandalizar quem observa as manchetes."
Agora quem não está entendendo, sou eu. Se o MPF/TO "concluiu, em processo específico, que a Unitins é uma instituição pública estadual de ensino e não pode cobrar mensalidades dos estudantes de graduação, seja diretamente por ela ou por intermédio de parceiros que auxiliam na oferta dos cursos a distância"COMO que está nos cobrando, através da EADCON ???