Legalização da maconha?Sim ou não?

Há 18 anos ·
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87 Respostas
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ISS
Há 15 anos ·
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Passagens aéreas para holanda em promoção, ou em 2014 novas eleições para dep sen, é só se candidatar ser eleito e mudar legislação...

SATX
Há 15 anos ·
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Só que tem ou já teve problemas com adolescentes envolvidos com drogas é que pode avaliar o absurdo desta proposta de legalização da maconha.

Vocês querem uma sociedade melhor? Punam com mais rigor quem trafica drogas.

Osvaldir Pedroso
Há 15 anos ·
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Eu queria saber o que tem de mais em pegaruma planta enrolá-la em um papel e fumá-la! cigarro PODE?

OSVALDIR R - Concordo plenamente com voce , não tem nada demais pegar uma Planta e enrola-la voce tem pai ? tem Mãe ? pergunte a eles como eles realmente se sentem quando descobrem que voce o filho deles esta enrolando uma plantinha?

Voce pode até argumentar: ah, faz mal aos neurônios.

OSVALDIR R - Os seus Neurônios que se danem mas antes pense como Ficarão os neurônios de seus pais e das pessoas que o amam , como nascerão seus filhos? como ficará a sua familia .

Respondo: é problema de quem usar, e de mais ninguém, ah sim, também é uma questão de saúde pública, como não temos saúde pública tornou-se um caso de polícia. Policia tem que cuidar de prender bandido e traficante, enfim, mas não de doentes, eu disse DOENTES, não ladrão, trafica, assassinos, politicos, opa...

OSVALDIR R-- -- Realmente A Policia tem de Prender traficantes e Bandidos , só que muitos Pais de Familia são Tratados como BANDIDOS por tentarem Proteger suas Familias de Traficantes que fizeram de seus filhos Escravos do trafico , então eu penso que se o usuário também for tratado como criminoso esta porcaria logo logo acaba , ai sim eu diria que é um problema social , e que ninguém pode resolver a não ser a justiça , cadê os senhores deputados que ajudam a escrever as leis no Brasil , façam , senhores com que o usuário também seja tratado como criminoso e ai estará resolvido o problema das DROGAS em nossas Familias que tanto amamos

Neurônis temos bilhões, zilhões na mente e se matarmos alguns no uso da maconha, teriamos, ainda, zilões, e a ultima novidade em medicina, é que o cérebro humano tem a capacidade de repor estes neurõnios mortos pelo "cigarrinho do capeta", ao contrário do que pensávamos outrora.

Portanto podem pitar um baseado a vontade pois policia não deve se intrometer e além de termos zilhões de neurônis para gastar somos capazes de repor os que morrem.

OSVALDIR R-- Podem pitar um Baseado sim , mas antes Pensem no problema que estarão gerando dentro e suas casas , no Exemplo que estarão dando a seus filhos que com certeza seguirão os seus passos e pense também nas pessoas que os amam incondicionalmente e váo acendendo o Baseadão ...

tonhão
Há 15 anos ·
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Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde.Será mesmo?Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas? (Ou a cerveja?) E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi comprovado para o uso esporádico demaconha.A guerra contra essa planta foi motivada muito maispor fatores raciais, econômicos, políticos e morais doque por argumentos científicos.E algumas dessas razões são inconfessáveis. Tem a vercom o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos enegros, usuários freqüentes de maconha no começo doséculo XX.Deve muito aos interesses de indústrias poderosas dosanos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel equeriam se livrar de um concorrente, o cânhamo.Tem raízes também na bem-sucedida estratégia dedominação dos Estados Unidos sobre o planeta.E, é claro, guarda relação com o moralismojudaico-cristão (e principalmenteprotestante-puritano), que não aceita a idéia do prazer sem merecimento – pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a masturbação. Nas primeiras décadas do século XX, a maconha eraliberada, embora muita gente a visse com maus olhos.Aqui no Brasil, maconha era "coisa de negro", fumadanos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores depois do trabalho.Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes eindianos e aos incômodos intelectuais boêmios.Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez maisnumerosos mexicanos – meio milhão deles cruzaram o RioGrande entre 1915 e 1930em busca de trabalho. Muitos não acharam.Ou seja, em boa parte do Ocidente, fumar maconha erarelegado a classes marginalizadas e visto comantipatia pela classe média branca."A proibição das drogas serve aos governos porque éuma forma de controle social das minorias", diz ocientista político Thiago Rodrigues, pesquisador doNúcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos.Funciona assim: maconha é coisa de mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. "Como não é possível proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se algo que seja típico dessa etnia", diz Thiago.FATORES ECONOMICOS"A Du Pont foi uma das maiores responsáveis pororquestrar a destruição da indústria do cânhamo",afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The EmperorWears No Clothes (O imperador está nu, ainda semtradução).Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo váriosprodutos a partir do petróleo: aditivos paracombustíveis, plásticos, fibras sintéticas como onáilon e processos químicos para a fabricação de papelfeito de madeira.Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam omercado com o cânhamo. Seria um empurrão considerávelpara a nascente indústria desintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossemdestruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo dasemente do mercado."A maconha foi proibida por interesses econômicos,especialmente para abrir o mercado das fibras naturaispara o náilon", afirma o jurista Wálter Maierovitch,especialista em tráfico de entorpecentes eex-secretário nacional antidrogas.William Randolph Hearst, dono de uma imensarede de jornais. Hearst era a pessoa mais influentedos Estados Unidos na decada de 30.Hearst sabidamente odiavamexicanos. Parte desse ódio talvez se devesse ao fatode que, durante a Revolução Mexicana de 1910, astropas de Pancho Villa (que, aliás, faziam usofreqüente de maconha) desapropriaram uma enormepropriedade sua.Sim, Hearst era dono de terras e as usava para plantareucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ouseja, ele também tinha interesse em que a maconhaamericana fosse destruída – levando comela a indústria de papel de cânhamo.Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanhacontra a maconha. Seus jornais passaram a publicarseguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmandoque a maconha fazia os mexicanos estuprarem mulheresbrancas, outras noticiando que 60% dos crimes eramcometidos sob efeito da droga (um número tiradosabe-se lá de onde).Nessa época, surgiu a história de que o fumo mataneurônios, um mito repetido até hoje.Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizouo nome marijuana (ele queria uma palavra que soassebem hispânica, para permitir a associação direta entrea droga e os mexicanos).FATORES GEOPOLITICOSA proibição foi virando uma forma de controleinternacional por parte dos Estados Unidos,especialmente depois de 1961, quando uma convenção daONU determinou que as drogas são ruins para a saúde eo bem-estar da humanidade e, portanto, eramnecessárias ações coordenadas e universais parareprimir seu uso."Isso abriu espaço para intervenções militaresamericanas", diz Maierovitch. "Virou um pretextooportuno para que os americanos possam entrar emoutros países e exercer os seus interesseseconômicos." (VIDE COLOMBIA)Estava erguida uma estrutura mundial interessada emmanter as drogas na ilegalidade, a maconha entre elas.Um ano depois, em 1962, o presidente John Kennedydemitiu Anslinger – depois de nada menos que 32 anos àfrente do FBN. Um grupo formado para analisar osefeitos da droga concluiu que os riscos da maconhaestavam sendo exagerados e que a tese de que elalevava a drogas mais pesadas era furada.SAÚDEDanos cerebrais - "Maconha mata neurônios." Essafrase, repetida há décadas, não passa de mito. Bilhõesde dólares foram investidos para comprovar que o THCdestrói tecido cerebral – às vezes com pesquisas queministravam doses de elefante em ratinhos –, mas nadafoi encontrado. Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas capacidades cognitivas do usuário de maconha. A maior preocupação é com a memória. Sabe-se que o usuário de maconha, quando fuma, fica com a memória de curto prazo prejudicada.São bem comuns os relatos de pessoas que têm idéiasque parecem geniais durante o "barato", mas nãoconseguem lembrar-se de nada no momento seguinte. Isso acontece porque a memória decurto prazo funciona mal sob o efeito de maconha e,sem ela, as memórias de longo prazo não são fixadas (épor causa desse "desligamento" da memória que o usuário perde a noção do tempo).Mas esse dano não é permanente. Basta ficar sem fumarque tudo volta a funcionar normalmente. O mesmo vale para o raciocínio,que fica mais lento quando o usuário fuma muitofreqüentemente.Há pesquisas com usuários "pesados" e antigos, aquelesque fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos,que mostraram que eles se saem um pouco pior em algunstestes, principalmente nos de memória e de atenção. Asdiferenças, no entanto, são sutis. Na comparação com oálcool, a maconha leva grande vantagem: beber muitoprovoca danos cerebrais irreparáveis e destrói amemória

tonhão
Há 15 anos ·
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PS. Sr. Osvaldir Pedroso com todo o respeito devo pedir que se digija ao participante que postou o que voce, imbecilmente respondeu logo acima, essas respostas estão apontadas para o lado errado, amiguinho. Tenha um bom dia, sem maconha, cabeção.

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Alfredo Guimarães de Oliveira
Há 15 anos ·
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A maconha não faz mal à saúde. Do fumante. Agora, já vi fazer mal à saúde de quem nada tinha com isso.

tonhão
Há 15 anos ·
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A maconha faz mal a saude. Tanto do ativo quanto do passivo. Agora a proibição das drogas serve aos governos porque é uma forma de controle social das minorias.

jpo
Advertido
Há 15 anos ·
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Nao . De jeito nenhum.

tonhão
Há 15 anos ·
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como de jeito nenhum? o que que isso.

tonhão
Há 15 anos ·
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Lawyer in the dock

۩ Lawyer

What is a lawyer? He is a man who knows the law or dedicated to the study of law? Is a lawyer, however, the man who only knows the law? I would say no. There is great jurist distanced knowledge of social reality in which he lives, the historical moment in which he works, the philosophical concept of matter that has studied and practiced. It is only through the concomitant study of the philosophical sciences, social, theological and literary, which can be a great jurist and not just a simple handler of legal texts.

But there is one kind of people for whom the lawyer expressed concerns philosophical or social-economic-political, becomes a poet or philosopher of law and not legally qualified. Jurist, for them it is only those who know the legal hermeneutics or dogmatic. Out there, is no longer a lawyer. These people have reverence for God in heaven and on earth Manzini. They are great admirers of the authors secarrões that cling to the laws and judgments.

In general they are reactionary to any innovation, admire the regimes of power, consider themselves defenders of the traditions of Western civilization, talk about the need to educate the sovereign (the people), in maintaining family stability, the eternal principles of Roman law, all within a constellation that can sort of mental impotence.

All that is sociological, political, philosophical or economic, is approached by a lawyer, it smacks of liberalism. They have genuine fear that undergo examination in the social base that based their judgments, or that someone shows they are at work, consciously or unconsciously, of a class, a system of one party or one religion or situation.

Blindly trust in the law, then scream every time they can for tougher laws, stiff penalties, right through the moralization. Outside the legal field, are an uncultured atrocious, scary and dangerous.

When you have some power, as judges, public prosecutors, police or prosecutors, they become intractable, unmanageable, cocky, conceited, posudos, indifferent to the social impact of the decisions they take, they shake the parties, witnesses, aids and even lawyers beginners or subservient.

But just who are faced with a higher authority to double in four to answer as best as possible, always within an absolute dogmatic correction, based on the best doctrinal authorities. They are always fazendários, applicators disproportionate punishments, denied resources, precautionary measures or injunctions, if not xenophobic.

There are types like this in all countries and at all times, but fortunately for those who still believe in justice, are an exception. Types so I have heard the following: Rui was not a lawyer, was a politician; Clovis Bevilaqua was not a lawyer, was a philosopher of law; Ferri was not a lawyer, was a sociologist of criminal law; Tobias Barreto then .... nor is it good to talk. And so on. Ignorance, bad faith, cultivated stupidity?

The even more curious is that within the field in which they operate, there are also differences: X is not procedural, and a civilian lost in the process, Z is not civil, it's just a cheap copycat of the Germans, the treaty is to Y throwing it away, because just imagine! do not know the very recent work of FJH; compendium of W is a complete mess, etc. etc..

tonhão
Há 15 anos ·
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O jurista no banco dos réus

Jurista

O que é um jurista? É um homem que conhece o direito ou dedicado ao estudo do direito? Será jurista, porém, o homem que só conhece o direito? Eu diria que não. Não existe grande jurista distanciado do conhecimento da realidade social em que vive, do momento histórico em que trabalha, do conceito filosófico da matéria que estuda e pratica. É só através do estudo concomitante das ciências filosóficas, sociais, teológicas e literárias, que é possível ser um grande jurista e não apenas um simples manuseador de textos legais.

Mas há um tipo de pessoas para as quais se o jurista manifesta preocupações filosófico-sociais ou econômico-políticas, passa a ser poeta ou filósofo do direito e não mais jurista. Jurista, para elas, é somente quem conhece a hermenêutica ou a dogmática legal. Saiu daí, não é mais jurista. Essas pessoas têm veneração por Deus no céu e Manzini na terra. São grandes admiradoras dos autores secarrões, que se agarram às leis e acórdãos.

Em geral são reacionárias a qualquer inovação, admiram os regimes de força, consideram-se defensoras das tradições da civilização ocidental, falam na necessidade de educar o soberano (o povo), na manutenção da estabilidade familiar, nos eternos princípios do direito romano, tudo dentro de uma constelação que se pode classificar de impotência mental.

Tudo o que é sociológico, político, filosófico ou econômico, se abordado pelo jurista, cheira a esquerdismo. Têm autêntico pavor de que se submeta a exame a base social em que assentam os seus juízos de valor, ou de que alguém demonstre que estão a serviço, consciente ou inconscientemente, de uma classe, de um regime, de um partido ou de uma religião ou situação.

Confiam cegamente na lei, daí gritarem cada vez que podem, por leis mais severas, penas duras, moralização através do direito. Fora do campo jurídico, são de uma incultura atroz, assustadora e perigosa.

Quando dispõem de algum poder, como magistrados, membros do ministério público, procuradores ou policiais, tornam-se intratáveis, inabordáveis, convencidos, vaidosos, posudos, indiferentes às repercussões sociais das decisões que assumem, fazem tremer partes, testemunhas, auxiliares e até mesmo advogados iniciantes ou subservientes.

Mas basta que se defrontem com uma autoridade superior para se dobrarem em quatro para atender da melhor forma possível, sempre dentro de uma absoluta correção dogmática, sustentada nas melhores autoridades doutrinárias. São sempre fazendários, aplicadores de penas desproporcionais, denegadores de recursos, medidas cautelares ou liminares, quando não xenófobas.

Há tipos assim em todos os países e em todas as épocas, mas felizmente para os que ainda acreditam na justiça, são exceção. De tipos assim tenho ouvido o seguinte: Rui não era jurista, era um político; Clovis Bevilaqua não era jurista, era um filósofo do direito; Ferri não era jurista, era um sociólogo do direito penal; de Tobias Barreto então.... nem é bom falar. E por aí vai. Ignorância, má-fé, imbecilidade cultivada?

O mais curioso ainda, é que dentro do próprio campo em que atuam, surgem também divergências: X não é processualista, é um civilista perdido no processo; Z não é civilista, é apenas um reles copiador dos alemães; o tratado de Y é para jogar no lixo, pois imaginem! não conhece a obra recentíssima de FJH; o compêndio do W é uma porcaria completa, etc, etc.

Pensam que liquidam um trabalho com uma frase. E como se invejam mutuamente, e como escondem bibliografia! Adoram quando o livreiro lhes diz que estão adquirindo o único exemplar de uma obra recém-chegada do estrangeiro. Estes infelizes pensam que estão sempre tomando o último ônibus da cultura jurídica....

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Alfredo Guimarães de Oliveira
Há 15 anos ·
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Apesar de não tomar posição dentre essa minoria de temíveis monstros acima descritos, faço alguns comentários acerca do teor do artigo. O autor pinta a imagem de um troglodita social, cheio de insanidades mentais e de desvios comportamentais. Esse indivíduo é, pelo texto, colocado como o antijurista. E, ao trazê-lo a esta discussão, deduzo, Tonhão teria visto nas posições de algum outro participante sinais de uma incultura atoz e perigosa que, por impotência mental, critica o jurista que defende a descriminalização da maconha. Não fosse por isso, o texto não se coadunaria com o tema. Acho um pouco exagerado. Na verdade, nem tudo o que se atribui a esse "troglo" teria, se implementado na sociedade brasileira atual, os efeitos perniciosos atribuídos. Por exemplo: "...falam na necessidade de educar o soberano (o povo), na manutenção da estabilidade familiar... Para nosso país, essas são, na verdade, carências sociais. Um povo somente se torna verdadeiramente soberano quando adquire as condições mínimas de conduzir o seu destino, o que é impossível a um povo sem educação. Já no que se refere à manutenção da estabilidade familiar, esta é, também, uma necessidade do mundo moderno. Nem tudo o que muda, muda para melhor. Algumas mudanças são, simplesmente, resultado da acomodação social, as quais podem, no decorrer do tempo, ser revertidas. No meu humilde ponto de vista, o homem de hoje vive os efeitos de uma certa síndrome da modernidade comportamental irresponsável. Um desses sinais de "irresponsabilidade social", senão o principal, é o bombardeio que a instituição familiar vem sofrendo nas últimas décadas, o melhor exemplo do que seja um tiro no próprio pé. A crescente utilização de drogas pelos jovens, até mesmo as sabidamente letais, começa, via de regra, pelo "inocente" uso da maconha, conforme os depoimentos dos usuários. E muito disso tudo tem a ver com a ausência da base familiar, do suporte materno e paterno, das orientações, exemplos e apoios indispensáveis na infância e na juventude, enfim, na formação do indivíduo e sua transformação em cidadão.

tonhão
Há 15 anos ·
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O comentário acima é dotado de uma idiotice sem precedente a quem se diz jurista, mal vê que o texto aponta existir juristas e juristas, então escuta-lá o imbecil:

O que é um jurista? É um homem que conhece o direito ou dedicado ao estudo do direito? Será jurista, porém, o homem que só conhece o direito? Eu diria que não. Não existe grande jurista distanciado do conhecimento da realidade social em que vive, do momento histórico em que trabalha, do conceito filosófico da matéria que estuda e pratica. É só através do estudo concomitante das ciências filosóficas, sociais, teológicas e literárias, que é possível ser um grande jurista e não apenas um simples manuseador de textos legais.

Mas há um tipo de pessoas para as quais se o jurista manifesta preocupações filosófico-sociais ou econômico-políticas, passa a ser poeta ou filósofo do direito e não mais jurista. Jurista, para elas, é somente quem conhece a hermenêutica ou a dogmática legal. Saiu daí, não é mais jurista. Essas pessoas têm veneração por Deus no céu e Manzini na terra. São grandes admiradoras dos autores secarrões, que se agarram às leis e acórdãos.

Em geral são reacionárias a qualquer inovação, admiram os regimes de força, consideram-se defensoras das tradições da civilização ocidental, falam na necessidade de educar o soberano (o povo), na manutenção da estabilidade familiar, nos eternos princípios do direito romano, tudo dentro de uma constelação que se pode classificar de impotência mental.

Tudo o que é sociológico, político, filosófico ou econômico, se abordado pelo jurista, cheira a esquerdismo. Têm autêntico pavor de que se submeta a exame a base social em que assentam os seus juízos de valor, ou de que alguém demonstre que estão a serviço, consciente ou inconscientemente, de uma classe, de um regime, de um partido ou de uma religião ou situação.

Confiam cegamente na lei, daí gritarem cada vez que podem, por leis mais severas, penas duras, moralização através do direito. Fora do campo jurídico, são de uma incultura atroz, assustadora e perigosa.

Quando dispõem de algum poder, como magistrados, membros do ministério público, procuradores ou policiais, tornam-se intratáveis, inabordáveis, convencidos, vaidosos, posudos, indiferentes às repercussões sociais das decisões que assumem, fazem tremer partes, testemunhas, auxiliares e até mesmo advogados iniciantes ou subservientes.

Mas basta que se defrontem com uma autoridade superior para se dobrarem em quatro para atender da melhor forma possível, sempre dentro de uma absoluta correção dogmática, sustentada nas melhores autoridades doutrinárias. São sempre fazendários, aplicadores de penas desproporcionais, denegadores de recursos, medidas cautelares ou liminares, quando não xenófobas.

Há tipos assim em todos os países e em todas as épocas, mas felizmente para os que ainda acreditam na justiça, são exceção. De tipos assim tenho ouvido o seguinte: Rui não era jurista, era um político; Clovis Bevilaqua não era jurista, era um filósofo do direito; Ferri não era jurista, era um sociólogo do direito penal; de Tobias Barreto então.... nem é bom falar. E por aí vai. Ignorância, má-fé, imbecilidade cultivada?

O mais curioso ainda, é que dentro do próprio campo em que atuam, surgem também divergências: X não é processualista, é um civilista perdido no processo; Z não é civilista, é apenas um reles copiador dos alemães; o tratado de Y é para jogar no lixo, pois imaginem! não conhece a obra recentíssima de FJH; o compêndio do W é uma porcaria completa, etc, etc.

Pensam que liquidam um trabalho com uma frase. E como se invejam mutuamente, e como escondem bibliografia! Adoram quando o livreiro lhes diz que estão adquirindo o único exemplar de uma obra recém-chegada do estrangeiro. Estes infelizes pensam que estão sempre tomando o último ônibus da cultura jurídica....

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Alfredo Guimarães de Oliveira
Há 15 anos ·
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Não seria à toa o pseudônimo, que remete à truculência, à irritabilidade fácil. Dá até para visualizar a figura do participante: um Massaranduba piorado. Aquele ao menos faz humorismo. Este aqui, além de defender entorpecentes, gosta de chamar os outros de imbecil, como se estivesse sempre à frente de um espelho. Será que além de defender também faz uso, antes de vir ao site? E, para variar, gosta de colar repetidamente textos dos outros. Parece incapaz de produzir duas linhas com opiniões próprias, mantendo um mínimo de sentido. Parece que preciso retirar o que disse a seu respeito na data de ontem, meu caro. O Senhor é não passa de um control C/control V medíocre e mal educado.

tonhão
Há 15 anos ·
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Tenho pena de voce A.L.G.O, por isso vai um presentinho pra ti:

Com bastante freqüência se fala que o jurista é, por formação, um conservador. Sua mente se estrutura dentro de um quadro legislativo, dentro de uma legalidade que deve ajudar a manter, dentro de uma constituição que tem por dever observar. É, portanto, o homem da forma, que se encerra na forma, sem jamais partir para o estudo ou indagação da natureza do conteúdo que ela reveste. Todo jurista seria um formalista.

Todo jurista estaria a serviço de uma classe, é o guardião da ideologia oficial de um regime. Mesmo quando protesta contra a violação da legalidade ou da liberdade, deve-se entender que o faz segundo o seu conceito de ambas, sem indagar se este conceito serve para a generalidade social.

Este é um ponto de vista superado, pelos seguintes motivos:

a) não é verdade que o jurista atual seja um puro formalista, pois aí está a filosofia jurídica e também a sociologia jurídica, que permitem a ele ter plena consciência dos juízos de valor encerrados na norma jurídica;

b) não existe ninguém que não tenha uma ideologia;

c) juristas têm proposto reformas legislativas e sociais em todo o mundo;

d) as formas são necessárias para a proteção das liberdades, que sem elas passam para o campo da incerteza total;

e) as formas são a garantia do cidadão e um limite para os governos:

f) a inconstitucionalidade é uma das principais alegações que os juristas utilizam hoje na luta contra os despotismos modernos;

g) os juristas que defendem a existência do direito natural passam por cima de todos os regimes e de todas as ideologias oficiais, defendendo os direitos e liberdades da pessoa humana em todas as situações.

Considero esta tese tão exagerada quanto a outra que faz do jurista um defensor absoluto da liberdade ou do progresso social. Não há profissão alguma que detenha o privilégio de defender o homem contra a tirania, o medo, a insegurança, a agressão física ou psíquica, etc. Toda e qualquer profissão tem elementos que protestam, que lutam, que têm consciência de desenvolver, na sua particular atividade, aquilo que deles se espera no conjunto das atividades sociais, de cumprir a sua missão.

É curioso observar como autores clássicos que escreveram sobre os requisitos necessários ao advogado, ao médico, ao sacerdote, ao diplomata, etc., coincidem em reconhecer a vastidão de saber e de dotes morais exigidos para cada uma. Pode-se até dizer coisa diferente: o indivíduo vai ser jurista quando justamente já é, por formação, um defensor da dignidade humana. Mas isto seria um parado-apenas, porque existem centenas de juristas que não defendem o progresso social nem são contra os regimes em que vivem, nem participam dos protestos do seu órgão de classe, nem apóiam estes protestos.

É que o problema está mal colocado: não há que falar em jurista que trai a sua missão, mas simplesmente reconhecer que o fato de ser jurista não influi no fato do indivíduo ser um conservador ou liberal. É por ser reacionário ou progressista que ele irá assumir esta ou aquela atitude político-social e não por ser jurista. Donde finalmente se conclui que existem juristas de todo tipo, o mesmo acontecendo em qualquer profissão.

Não é a profissão que faz o homem, é o homem que dignifica a profissão e ela se engrandece na medida em que ele, e somente ele, se faz respeitar pela dignidade com que a desempenha. Só se trai uma profissão quando antes já se traiu a própria consciência como homem.

E os poderes tirânicos não se dirigem apenas contra a ordem dos advogados, mas contra qualquer órgão profissional que lhes embarace ou perturbe os objetivos que pretende alcançar com o sacrifício das condições de vida humana decente.

A história do Brasil está cheia de sacerdotes, militares, médicos, engenheiros, advogados, promotores e magistrados que lutaram pelas liberdades públicas, pela independência nacional, pelos direitos humanos, através da pena, da palavra, da imprensa, da cátedra, do exemplo da tribuna forense e política, da lição diária do professor.

A inegável popularidade da assertiva de que o foro é a escola da liberdade, vem de que a tribuna forense está, de fato, muito ligada às lutas políticas do passado e pela predominância do jurista nos corpos políticos. Mas hoje isto não tem mais razão de ser, porque os regimes de força não permitem ao jurista utilizar a tribuna forense como meio de protesto, pois a sua palavra é cassada, ele é passível de prisão tanto quanto o réu, a imprensa silencia sobre o processo e nas ditaduras mais totalitárias chega-se ao extremo de negar o direito de defesa aos criminosos políticos.

É apenas a grande coragem pessoal de alguns de seus membros, que faz com que se continue com a imagem de que os juristas são, por definição, defensores da liberdade. É claro e elementar que o reinado e o poder da palavra só pode se desenvolver ou florescer em clima democrático. Daí porque a abolição pura e simples da oralidade processual, seja outro recurso utilizado freqüentemente pelos regimes de força.

Destutti de Tracy dividia os governos em dois tipos apenas: governos do segredo e governos da publicidade. É claro que nos primeiros o jurista nada pode fazer. Mas ainda há outras razões pelas quais não se pode mais encarar a classe dos juristas como aquela que tem o encargo de defender a liberdade. É a mudança do caráter da própria advocacia. Já vão longe os tempos do advogado "defensor da viúva e do órfão".

O jurista hoje está ligado a grandes empresas, muitas das quais trabalham contra o interesse público ou o interesse nacional. Centenas de juristas aceitam que o advogado moderno é um simples defensor de interesses e nada mais, ponto de vista que absolutamente não compartilhamos, mas de que temos de dar notícia.

O advogado passou a ser um conselheiro de grandes negócios industriais, imobiliários, internacionais, de mercado de capitais, de organização de empresas, de investimentos. O advogado hoje não se julga com obrigação de aceitar causas de quem não tem recursos, pois para isso existe o serviço de assistência judiciária.

O advogado franco-atirador, autônomo e romântico, infelizmente está hoje em franca decadência. A carreira é escolhida como outro meio qualquer de ganhar a vida e a universidade o lugar onde se aprende a técnica para fazê-lo e nada mais do que isso.

As universidades renunciaram aos ideais humanísticos e proliferam por todo o país como um negócio como qualquer outro. Surgiram outras atividades que desempenham funções antes dadas aos juristas: economistas, técnicos empresariais, despachantes, contabilistas, auditorias.

Por sua vez o executivo moderno retira cada vez mais do judiciário setores inteiros para formar tribunais administrativos perante os quais a defesa é melhor feita por contabilistas ou economistas do que por advogados, em geral despreparados na matéria. A tribuna forense foi substituída pela consultoria ou assessoria forense. As grandes empresas mantêm um corpo legal para prevenir litígios.

O advogado criminal é o único que ainda observa antigas tradições. Mas mesmo ele já está sendo objeto de um novo enfoque pelo poder público. Perante a criminalidade moderna, todas as legislações estão caminhando para um reforço do Ministério Público, em detrimento da igualdade das partes no processo, para uma admissão cada vez maior do caráter inquisitivo do inquérito policial.

Promotores públicos acompanham inquéritos, numa evidente posição de superioridade em relação ao advogado. Já se tenta penetrar no terreno da independência do advogado em matéria criminal, levando a julgamento advogados a pretexto de terem colaborado na falsidade ideológica do cliente, de terem corrompido testemunhas, de co-autoria. Tenta-se violar até o sagrado dever do sigilo profissional, exigindo-se dele depoimento que violaria esse dever.

E há juristas para sustentar que tudo isso está certo. E juristas para redigir reformas apressadas, a pretexto de colocar o país ao compasso das doutrinas mais modernas, que dão guarida a uma reformulação antidemocrática da função do advogado criminal, querendo fazer dele principalmente um auxiliar no combate à "hidra" da anarquia, um agente do governo como acontece nos países comunistas.

A especialização, decorrente das exigências da complexidade da vida moderna, é outro fator que está contribuindo para extinguir o tipo clássico do velho advogado de clínica geral, que podia orientar com segurança nos mais variados ramos do direito.

A advocacia, enfim, está mudando de tal forma, que pouco podem esclarecer antigos tratados sobre os novos problemas de ética forense que estão surgindo todo dia.

tonhão
Há 15 anos ·
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RafaeL T. DexteR
Suspenso
Há 15 anos ·
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S.A.S.R.

"Só que tem ou já teve problemas com adolescentes envolvidos com drogas é que pode avaliar o absurdo desta proposta de legalização da maconha."

  • Então você também é contra o comércio do álcool. Correto?
jpo
Advertido
Há 13 anos ·
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Pessoal da Cidade de Sao Paulo,

O 2º turno esta chegando e me preocupada a posiçao do Hadad.

Um homem que nao teve condições de gerir o ENEM, onde vimos que foi uma verdadeira falta de competencia, como poderá dirigir São Paulo uma cidade tão grande?

Sem falar no KIT GAY que ele tentou introduzir nas escolas, para estimular nosso filhos a pratica do homossessualismo.

RafaeL T. DexteR
Suspenso
Há 13 anos ·
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jpo,

Acorda, meu filho! Aqui é sobre "maconha".

Vá pregar sua revolta em outro lugar.

Atte.

Jaime - Porto Alegre
Há 13 anos ·
Link

O tema aqui tratado é droga. Portanto a questão levantada pelo JPO é pertinente. Não existe dorga mais nociva do que políticos.

Esta pergunta foi fechada
Há 9 anos
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